Melhor 11 de ex-jogadores que vi jogar

Tenho visto vários artigos ultimamente que falam dos melhores 11 de ex-jogadores do Sporting, e na maioria fico a pensar se quem os está a escrever começou a ver futebol recentemente. Ou então sou eu que estou a ficar velho. Provavelmente é a segunda opção.

Por isso, decidi criar eu um 11 com os melhores ex-jogadores do Sporting que vi jogar. Estão à vontade para adicionar o vosso 11 nas respostas, mas não se esqueçam da regra de ouro: têm de ser jogadores que viram jogar.

Aqui vai o meu 11.

Guarda-redes
Peter Schmeichel: nem sei o que acrescentar. Ainda me lembro de como pensei que era mentira quando vi a notícia da contratação no jornal. E ainda me lembro daquela defesa com um quase pontapé de bicicleta no jogo em que fomos campeões. É incrível como conseguimos ter um guarda-redes destes - e mais incrível ainda como conseguiram afastá-lo.

Laterais
César Prates: esta foi a posição mais complicada, acho que tivemos poucos laterais a destacarem-se na direita. Mas a escolha vai para César Prates, que fez a diferença assim que chegou. Não era do melhor que tivemos defensivamente (sim, um eufemismo, eu sei), mas dava uma profundidade enorme ao ataque.

Rui Jorge: bom a defender e a atacar. Foi uma escolha difícil entre ele e o Insúa, ficávamos bem servidos com qualquer um dos dois.

Também podiam estar aqui: Insúa, Caneira, Rogério e Nelson. O Rogério e o Nelson eram melhores defensivamente que o César Prates, mas ele foi mais decisivo. O Insúa e o Rui Jorge estavam praticamente ao mesmo nível, enquanto que o Caneira era óptimo, mas ligeiramente inferior a estes dois - embora tenha marcado um dos nossos melhores golos na Liga dos Campeões.

Centrais
Marco Aurélio: um central de topo, bastante seguro a defender.

André Cruz: peguem na descrição do Marco Aurélio e adicionem “fantástico marcador de livres”. Tal como o César Prates, é um dos principais “culpados” da melhoria de forma que trouxe o título.

Também podiam estar aqui: Luisinho, Naybet e Valckx. Foi uma escolha particularmente difícil entre o Luisinho e o Marco Aurélio. Quando sair do Sporting, o Mathieu tem entrada directa na lista.

Meio campo
Duscher: um dos melhores médios defensivos que tivemos. Dava solidez ao meio-campo e sabia progredir bem com a bola. Era um William Carvalho, que compensava os centímetros a menos com mais técnica e intensidade.

Bruno Fernandes: carregou a equipa enquanto cá esteve. Foi pena não ter vindo para cá numa altura melhor.

Figo: provavelmente o melhor extremo que tivemos. Pode não ter atingido a dimensão do Ronaldo, mas continuo a preferi-lo. É provável que a minha opinião seja fortemente influenciada pelo golo à Inglaterra no Euro 2000 - que momento incrível de “eu resolvo”.

Balakov: não há outra escolha possível para 10. Nem é preciso comentar, basta ver os golos dele - incluindo aquele fantástico ao Benfica (coitado do Neno).

João Pinto: outro que nem sei como é que o Benfica o deixou sair. Estragou-nos um título com o 6-3, mas deu-nos outro título mais tarde. Fez, com o Jardel e Niculae, um dos melhores ataques que tivemos.

Também podiam estar aqui: Paulo Sousa, Adrien e Hadji. É incrível como conseguimos ir buscar o Paulo Sousa ao Benfica e foi pena só ter ficado uma época. O Adrien foi também um dos jogadores que mais gostei de ver jogar na última decada (se não fosse o Bruno Fernandes, teria sido o nosso melhor médio dos últimos 10 anos). O Hadji era tecnicamente fantástico, mas quando o teu adversário é o Balakov… não há nada a fazer.

Avançados
Ronaldo: admito que usei um truque para encaixar o Ronaldo num 11 com o Figo, Balakov e o JVP, mas ele também se safa bem a jogar a avançado-centro. Não é dos meus jogadores preferidos - sim, sou dos que acha que o Messi tem mais talento - mas é um jogador que tem lugar em qualquer 11.

Também podiam estar aqui: Acosta, Jardel, Niculae, Liedson e Bas Dost. Foi difícil não os incluir, mas só havia lugar para um. Os três primeiros foram jogadores decisivos nos nossos títulos. O Liedson era um avançado de topo, teve azar em não ter uma equipa mais forte a apoiá-lo. O Bas Dost foi o que mais próximo tivemos do Jardel desde que o Jardel foi embora.

E pronto, aqui estão as minhas escolhas. Provavelmente vão discordar de muitas e há ali algumas opções que são certamente controversas - atenção, ninguém está autorizado a discordar do Schmeichel - mas já estava cansado de ver artigos que metem o Dier no centro da defesa e ignoram o André Cruz, ou que não se lembram sequer do Balakov. Agora podem dizer mal das minhas escolhas e adicionar as vossas.

Eu cá escolheria um 1-4-1-3-2, mais de acordo com a actualidade.
Até seguiria a globalidade desse onze, mas com algumas modificações. Não dá para recuar muito no tempo, porque se jogava doutra maneira, mas mesmo assim, trocava os laterais, sobretudo o direito, por Fernando Nelson, que, mesmo hoje em dia daria um baile a Rui Jorge.
Também trocava o trinco, embora ache que Duscher era muito bom. Só que o melhor trinco que vi jogar no Sporting foi, de longe, Delfim.
Quanto aos avançados, quem escolhe Wolfswinkel e Dost é forçosamente novo, não viu jogarem avançados como deve ser. Todos referem o conjunto M. Fernandes, Jordão e Oliveira (antes dele Manoel e Keita), é óbvio que um deles (por exemplo R. Jordão) tinha lugar de caras. Mesmo respeitando a escolha óbvia Jardel, Cascavel também foi superior aos estrangeiros do passado recente.
Discordam? Então analisem os números…

É quando vejo estas listas que me apercebo que as equipas do Sporting CP nos últimos 20 anos têm sido coisas horripilantes. Por exemplo, ter que apresentar como laterais o Rui Jorge e o César Prates é penoso!

As laterais são os nossos pontos fracos, se bem que a lateral esquerda nem acho muito má. Para quem não gosta do Rui Jorge, tivemos o Insúa e o Caneira (e até o Dimas e Nuno Valente), que ficam abaixo do nível dos centrais, mas cumprem. O lado direito é que é mesmo o nosso ponto mais fraco.

O Delfim era bom, mas pessoalmente prefiro o Duscher. Tivemos também o Rochemback, principalmente na primeira passagem… e até o Vidigal cumpria bem (desastre tecnicamente, mas limpava tudo). É das posições em que temos muita escolha.

O Wolfswinkel era um avançado razoável, mas não o colocaria numa lista destas (acho que mais depressa juntava o Juskowiak). Quanto ao Dost, é um avançado que gostei. Como mencionei no post, é o mais próximo que tivemos do Jardel nos últimos 10 anos - por outro lado, isso também diz muito sobre a qualidade que temos tido nesta posição…

Scheimeichel Nelson Valckx Andre Cruz Rui Jorge Paulo Sousa Figo Bala Chebakov Joao Pinto e Liedson nao inclui o Cristiano porque raramente jogou por nos…

Analisei os números às 3 pancadas…
Bas Dost em 3 temporadas - 93 golos
Cascavel em 3 temporadas - 48 golos

Schmeichel
César Prates
Luisinho
André Cruz
Rui Jorge
Paulo Sousa
Bruno Fernandes
Figo
Balakov
Ronaldo
Jardel (embora sentimentalmente devesse escrever Jordão o meu grande ídolo)

Suplentes:

Ivkovic
Piccini
Marco Aurélio
Valckx
Inácio
Delfim
Duscher
Quaresma
António Oliveira
Pedro Barbosa
Jordão

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Os que mais me marcaram:

1- Damas
2- Nelson
3- Rui Jorge
4- Venâncio
5- Beto
6- Oceano ©
7- Figo
8 - P. Barbosa
9 - Liedson
10- Carlos Xavier
11- Jordão

1- Schmeichel ©
2- Prates
2- Vujacic
4- André Cruz
5- Luisinho
6- Douglas
7- Izmailov
8- Duscher
9- Jardel
10- Balacov
11- Cherbakov

Valcx, Naybet, Nani e Silas dói-me deixar de fora.

Bom dia a todos,

Vou deixar aqui o meu 11:

1 - Schmeichel
2 - César Prates
3 - Insua
4 - André Cruz
5 - Phil Babb
6 - Duscher
7 - Figo
8 - Paulo Sousa
9 - Amunike
10 - Balakov
11 - Juskowiak

No entanto existem muitos outros que muito gostei de ver como De Franceschi, Amunike, João PInto, Jardel, Sá Pinto,Valckx, Cherbakov, Iordanov, Ivkovic, Nelson, Acosta, Bruno Fernandes, Liedson, entre outros.

Raios, como é que me esqueci do Carlos Xavier e do Nani?

O Carlos Xavier ganha o lugar no meu 11 ao César Prates. O Nani implica uma mudança de estratégia… tiro o Ronaldo, meto o JVP a avançado e coloco o Nani na esquerda. O Ronaldo é melhor jogador, mas o Nani fez mais enquanto esteve no Sporting - e é incrível o modo como o enviámos embora a custo zero, para depois andarmos a ir buscar o Jesé e o Bolasie.

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Impressionante como Dost é tão ostracizado nestas escolhas… tb não sou o maior fã do seu estilo, mas os seus números foram absolutamente demolidores. Ele até chegou a lutar contra messi pela bota d’ouro, naquela que para mim até foi desportivicamente a pior época de BdC

Dost vai ser imortalizado neste clube…um dia…quando as guerras acabarem.
Da minha parte, números demolidores teve Jardel. 42 golos no campeonato…o melhor ponta de lança que vi jogar na história do futebol.
Uma pena não ter tido cabeça…porque cabecear era o melhor do mundo.
Depois Jordão porque foi com ele que cresci a vibrar com as nossas vitórias.
Mas Dost estaria facilmente no lote dos 5 melhores.
Acosta foi outro que me marcou profundamente…pelo que significou no fim daqueles longos 18 anos.
E Liedson…que era fabuloso e pouco tempo antes de chegar a nós era repositor de supermercado.

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Schmeichel
Carlos Xavier
Naybet
André Cruz (Babb fez a melhor época que me lembro de ter visto, mas foi só isso)
Rui Jorge (Vujacic)
Vidigal (Duscher)
Paulo Sousa
Figo
Balacov
Liedson
Jardel

Esta equipa seria imbatível

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Mas o Carlos Xavier não era defesa direito… houve ali um período pequeno na sua carreira em que foi adaptado, mas era um médio de classe.
Recordo dois momentos fabulosos dele…

  • Um golo do meio do campo creio que ao Dínamo Minsk.
  • A jogada que a ele pertence com uma finta fantástica para centrar para o Iordanov marcar o primeiro golo no Jamor contra o Marítimo na Taça que acabou com o jejum de troféus.
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Eu lembro-me de o ver jogar principalmente como defesa direito, como médio nem por isso. Provavelmente as recordações que tenho coincidem com esse período (primeira metade dos anos 90, se não me engano).

A cena é que ele sem ser defesa direito de raíz conseguiu ser melhor que todos. Tinha um pé direito do cacete…

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Concordo em absoluto com a parte do pé direito…
Já sobre a parte de ser melhor defesa direito que o César Prates…tenho dificuldades em “engolir”.
Aquele moleque foi um achado inacreditável.
O Carlos tinha uma vantagem que era pôr a bola onde queria pela classe que tinha.
Aliás, o user @ZergRush não se recordará do Carlos a médio, talvez porque seja mais novito que eu…e segundo porque o Carlos Xavier e o Oceano foram vendidos à Real Sociedad onde estava John Toshack, nosso antigo treinador, e brilhou sendo considerado dos melhores médios do campeonato espanhol nessa altura.

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Provavelmente. Ainda era demasiado novo quando o Jordão estava no Sporting para me lembrar de o ver jogar, pelo que deves ter uns anitos a mais.
Lembro-me da venda do Carlos Xavier e do Oceano, mas não vi jogos deles enquanto estiveram no estrangeiro.

Numa única época (a primeira), Dost atingiu 31, Cascavel 37. Depois, como é costume em Portugal, os adversários aprenderam a marcá-los.