Media de espectadores por jogo...

Quando saí ontem de Alvalade também me perguntei o porquê de, nem mesmo para as competições europeias, o Estádio encher( boas casas, mas não enche ). É que, há uns anitos o Estádio enchia sempre. Era com o Celtic, com o Inter, com … o Akranes, com o Timissoara, com o Zagreb, etc.

Acho que existem várias causas, que em conjunto levam a este estado de coisas:

  • o preço dos bilhetes elevadíssimos, principalmente dando os jogos em canal aberto
  • os jogos são todos transmitidos pela TV
  • o horário dos jogos do campeonato não são aconselháveis a ninguém, muito menos a quem pretende levar as famílias ao futebol.
  • a qualidade dos artistas é cada vez menor

Por concordar com a hipotese de reestruturação a 12 clubes proposta pelo FLL e secundada pelo RPA fui por curiosidade quais seriam os clubes que históricamente teriam lugar nos “super 12”

Assim, os 12 mais de sempre são:
(por ordem)
galinhas
porcos
Sporting
belenenses
guimarães
boabosta
setubal
braga
academica
maritimo
farense
salgueiros

Descontando farense e salgueiros estariam da super liga o beira mar e o estoril.

Os 12 mais desde 93/94 são
(por ordem)
porcos
Sporting
galinhas
boabosta
guimarães
maritimo
braga
leiria
belenenses
salgueiros
farense
gil vicente

Descontando farense e salgueiros estariam da super liga o setubal e o beira mar.

era sem duvida um campeonato muito mais interessante, competitivo e lucrativo.

Não foi nesse sentido que aludi aos clubes não-latinos. O que acontece é que se reparares verás que as assistências médias destes quase esgotam os respectivos recintos, enquanto no caso dos clubes latinos, mesmo com boas assistências, estas ficam bastante aquém do que os estádios comportam (particularmente visível nos casos de Barça e Real, com assistências vastas mas 20 ou 30 mil pessoas abaixo do que os estádios levam).

O que me parece extrair-se daqui é que a cultura do adepto de futebol não-latino é a de acorrer ao estádio, enchendo-o, em qualquer circunstância, independentemente da classificação e da qualidade do espectáculo. Por isso os estádios estão quase sempre cheios, e se mais lotação tivessem mais pessoas lá estariam. O futebol do norte da Europa joga-se de estádio cheio, o que não acontece nos países latinos.

Eu acho é que isso poderá significar que os países não-latinos terão um maior pragmatismo na construção dos estádios. Controem-nos de acordo com o número de adeptos que normalmente irão aos seus estádios. Alguma megalomania na contrução dos estádios será talvez mais própria dos povos latinos, havendo quase uma ostentação com a construção de estádios que depois raramente enchem.

Mas continuo a achar que a tal fidelidade não tem a ver com a latinidade ou não de um país. Repara que o futebol nos países nórdicos praticamente não evolui a nível de clubes, não tendo também a ideia de que uma Áustria ou Holanda tenham assistências por aí além.

Se me falares da Inglaterra como um exemplo, aí concordo. Mas acho que é um caso um bocado à parte de todo o futebol europeu, até por razões históricas. Juntar uma Inglaterra a uma Alemanha em matéria de fidelidade de adeptos, acho excessivamente lisonjeiro para os alemães.

No número sim, no modelo não. Penso que o ideal seriam 12 clubes, jogando primeiro a duas voltas. Depois separavam-se em duas séries, novamente a duas voltas: os seis primeiros jogando para o título e competições europeias, os seis últimos para a manutenção.

Penso que seria uma revolução. Os direitos televisivos seriam negociados duas vezes por ano. Os clubes que actualmente jogam para o pontinho seriam obrigados a jogar para ganhar, única forma de garantir a presença nos “seis de cima”, e com ela as receitas dos jogos com os grandes. Gostava de ver isto em prática.

Caro FLL,

Concordo com o modelo que defendes se nessa ultima fase a 6 clubes não se partisse do zero, ou seja, os pontos desde a primeira jornada contassem para alguma coisa (genero partissem na 2ª fase com 50% dos pontos da 1ª fase), pois senão teriamos clubes que daria igual estarem em 1º ou 6º na 1ª fase, e que depois estariam em pé de igualdade com os outros clubes, o que não me parece justo nem competitivo.

Esta redução de clubes implicaria além de jogos mais competitivos, um nivelar por cima (e não por baixo como actualmente) e apenas menos 2 jogos por equipa no campeonato, o que até me parece bastante bem.

Seria muito mais exigente (especialmente para os Grandes), mas também muito mais espectacular, emotivo e competitivo.

Também defendo esse modelo há muito tempo, desde a primeira vez que ouvi o Oliveira na altura treinador-jogador do Sporting, defendê-lo.
Mas obviamente com os pontos a contar desde a primeira jornada, tudo o que seja diferente disto é adulterar a verdade desportiva do campeonato

Também defendo esse modelo há muito tempo, desde a primeira vez que ouvi o Oliveira na altura treinador-jogador do Sporting, defendê-lo. Mas obviamente com os pontos a contar desde a primeira jornada, tudo o que seja diferente disto é adulterar a verdade desportiva do campeonato
Uma solução que gostaria de ver para o "transporte" dos pontos para a segunda fase seria a de se contarem todos os pontos amealhados, mas em múltiplos de 3. Seria uma forma de valorizar os clubes que na primeira fase tivessem conseguido mais vitórias.
Também defendo esse modelo há muito tempo, desde a primeira vez que ouvi o Oliveira na altura treinador-jogador do Sporting, defendê-lo. Mas obviamente com os pontos a contar desde a primeira jornada, tudo o que seja diferente disto é adulterar a verdade desportiva do campeonato
Uma solução que gostaria de ver para o "transporte" dos pontos para a segunda fase seria a de se contarem todos os pontos amealhados, mas em múltiplos de 3. Seria uma forma de valorizar os clubes que na primeira fase tivessem conseguido mais vitórias.

Aí já não estou de acordo julgo que tal levaria a situações pouco justas, o que defendo é que os empates sem golos correspondam a zero pontos, não faz sentido que as equipas entrem em campo a defender um ponto sem nada terem feito por ele