Só quem tem má memória ou pouca experiência do futebol pode achar que podemos arriscar encarar seja que jogo for com excessos de confiança.
O nosso equilibro é frágil e o RA sabe-o bem.
Até agora, no campeonato, tudo bem…
Mas basta um mau resultado para o risco das coisas se desmoronarem ser alto e os sonhos que agora, no fundo, todos tempos, se transformarem em deceção e frustração.
E será mais grave se for num jogo como o desta semana em que a obrigação de vencer é total.
Estamos a falar de um jogo onde todos esperam que vençamos (nós incluidos) e onde a perda de pontos será mais inaceitável, mais irrecuperável e mais penalizadora até do ponto de vista psicológico…
A nossa única grande vantagem em relação aos rivais tem que ser precisamente o nosso fócus e a nossa capacidade de ganhar o nosso campeonato nestes jogos onde somos favoritos.
E nós sabemos que cada jogo tem a sua história, podendo a qualquer momento tornar-se muito complicado. O jogo em casa com o Gil Vicente que chegou a ser dado como praticamente perdido mostrou-o bem.
A humildade e o fócus têm que ser totais.
Deixemos a sobranceria e as poupanças para os outros…
Precisamos de ganhar este jogo e só temos 90 minutos para o conseguir.
Não podemos desperdiçar um segundo e também não podemos poupar energias para o dia seguinte. O dia seguinte não interessa!
O que interessa é usar cada um destes 90 minutos para correr em direção à vitória.
Se não ganharmos pela qualidade, pela elegância, então que seja pela raça e pelo desgaste que temos que provocar no adversário logo a partir do primeiro minuto.
Na minha opinião, nos jogos onde somos favoritos, interessa-nos jogar no limite.
PS:
Poupar o quê e para quê?