Estive a fazer um apanhado dos golos que o porto levou esta época para o campeonato.
Braga (c): 1 golo. golo sofrido em transição, onde existe um cruzamento, um toque para a entrada da área e um remate do André Castro. Falha clara no posicionamento defensivo do meio campo, onde deixaram um jogador solto para rematar à vontade.
Marítimo (c): 3 golos. primeiro golo sofrido em CA. A bola é trocada rápida entre os defesas e colocada nas costas dos defesas. Não existiu a devida cobertura defensiva. Nota para a pouca pressão (ou pouca reação à perda novamente quando estão em transição defensiva). O segundo golo é de bola parada. O terceiro golo volta a ser em transição. Os jogadores do porto demoram imenso a recuperar (ja fatigados, penso) e o Maritimo aproveita. Nota para os poucos jogadores a recuperarem.
Sporting (f): 2 golos. 1ºGolo sofrido em organização defensiva. Cruzamento feito para a área onde parece-me haver boa organização dos gajos, mas há erro ao fazer o corte para aquela zona do terreno. A distância do lateral para o Nuno Santos também parece-me muito grande, o que permite ao nosso jogador efetuar o remate mais ou menos a vontade. Nota para o espaço entre a defesa e meio campo (se houvesse 1 jogador do Sporting naquela zona para ganho de uma 2ª bola, facilmente remataria). 2º golo sofrido em transição defensiva. O jogador do porto tenta sair a jogar a rapida pressão do Sporting faz com que se recupere rapidamente a bola. Nota para a lentidão na recuperação dos jogadores deles que parece-me ser claramente uma coisa a explorarmos. E não foi só neste jogo…
Paços Ferreira (F): 1º golo levado em transição defensiva (mais 1). A bola é mudada rapidamente de flanco (variação rápida), apanhando um porto claramente em descompensado. Nota que quando a bola muda rapidamente de corredor, já que o porto gosta de ter muitos jogadores no centro de jogo (zona da bola), o outro flanco muitas das vezes fica livre para explorar. 2º golo feito novamente em transição defensiva. Nota-se claramente que o porto tem numa primeira fase uma rápida reação à perda mas é muito limitado nas coberturas defensivas. Não há capacidade para fazer pressão e ter atenção às coberturas (o espaço entre o sector medio e defensivo é notório). 3º golo de penalty.
Portimonense (C): 1 golo. Golo sofrido em transição. O porto perda a bola na zona lateral esquerda do seu meio campo, mete 2 ou 3 gajos na zona da bola mas deixa bastante espaço novamente entre essa zona e a defesa. As linhas ficam muito separadas, permitindo ao Portimonense sair a jogar rapido em transição. Nota para a lentidão dos jogadores do ataque e meio campo do porto a recuperar.
Tondela (C): 3 golos sofridos. 1º golo sofrido novamente em transição. É notório neste primeiro lance tudo o que tenho falado acima. O porto no momento da perda da bola estava em clara inferioridade numérica no centro de jogo (zona da bola). Uma rápida pressão com consequente recuperação leva a que fique com um 2x2. Nota-se uma clara lentidão na recuperação, com muitos erros técnico-tácticos nas coberturas e posicionamento defensivo. O Mbemba, Sarr e Zaidu, se estiverem atentos, apresentam muitos erros nesse sentido, disfarçando com a parte física. 2º golo sofrido em transição. Nota-se, numa primeira fase, um erro do avançado do porto que não acompanhou o lateral do Tondela. A partir desse momento, o Tondela soube explorar a zona lateral através da sua superioridade numérica. No cruzamento, nota-se um erro do lateral do porto e do acompanhamento do meio-campo (há muito espaço para ganhos de 2º bola, que foi o que aconteceu). 3º golo sofrido em mudança rápida de flanco, não havendo as devidas coberturas do meio campo (é notório a lentidão do meio campo do porto na recuperação à perda e às coberturas, principalmente nos corredores laterais).
Guimarães (F): 2 golos. Primeiro golo sofrido novamente em transição defensiva. Há perda a meio campo e o porto desce rapidamente sem fazer uma real pressão ao homem da bola. Contrariamente ao golo sofrido no Paços, onde houve logo pressao e falharam nas coberturas, neste fizeram o oposto, recuperaram rapidamente e deixaram o jogador efetuar o remate. Parece-me evidente que foi devido ao Guimaraes ter colocado muitos homens no ataque. É uma situação em possivelmente acontecerá connosco. Como metemos muitos homens lá na frente, possivelmente haverá mais espaço para os nossos jogadores sairem com a bola controlada (possivelmente…).
2º golo sofrido em transição. Bom cruzamento feito entre a defesa e o GR, levando a indecisão do mesmo a sair. Há erro aqui principalmente na baliza. Nota para a recuperação lenta do ataque e meio campo, onde deixaram o Quaresma efetuar o cruzamento à vontade (podemos e devemos explorar a questão da recuperação lenta dos avançados e medios do porto).
Famalicão (F): 1 golo. Golo sofrido de penalty.
benfica (c): 1 golo sofrido. Golo sofrido em transição. Notório aquilo que já falei anteriormente. Atendendo a que o benfica poderá se assemelhar a um grau de dificuldade de jogo alta como o nosso jogo, reparem no espaço dado entre meio campo e defesa. O porto simplesmente quando a bola é colocada rápida nas laterais ou no espaço entre meio campo e defesa, simplesmente não consegue recuperar devidamente. Não há acompanhamento dos avançados e o meio campo é muito permissivo nas coberturas. A defesa deles desce rapidamente (isso é certo), mas de resto nada.
braga (f): 2 golos sofridos. 1º golo sofrido em organização defensiva. Mesmo neste lance, nota-se a pouca capacidade de colocar jogadores em coberturas devidas. O problema prendeu-se novamente com a pouca ajuda dos avançados e meio campo na zona lateral (reparem no Piazon a receber a bola com 2 jogadores do porto a passo a 5/8metros dele. O 2º golo é uma transição, com recuperação lenta novamente do jogadores do corredor lateral do porto.
Boavista (c): 2 golos sofridos. 1 golo de bola parada. 2 golo sofrido através novamente de uma rapida transiçao com mudança de corredor rapida. Nota para a lentidão na recuperação dos avançados e meio campo do porto, bem como do espaço deixado entre lateral e central na zona lateral.
Em termos gerais, há muita coisa que podemos e devemos explorar.
Como disse anteriormente, é o jogo mais complicado da época, onde uma derrota deixa-nos a 7 dos gajos, o que não é mau mas que seria de evitar ao máximo.
Atendendo a tudo o que falei, acho que devíamos dar a bola ao adversário, fechar linhas, jogar compactos como temos feito e explorar as transições.
90% dos golos sofridos por eles no campeonato é em transição, os outros em bola parada.
Optaria por jogar com os habituais 5 mais 2. A diferença era no ataque. Jogava com o Pote a explorar o espaço entre meio campo e sector defensivo, com o Jovane e TT a cair rapidamente na profundidade ou nas alas. Depois a diferença passará pelo Porro e Nuno Mendes darem a superioridade nos corredores laterais (podemos e devemos explorar isto, já que eles ficam muitas vezes em déficit numérico nestas zonas).
Para além disto, é fundamental explorar as mudanças de corredor rapidamente.