Sporting Tático
13 h ·
Sporting
Aves - Antevisão
Mas, e se corre bem? O primeiro esboço de Rúben Amorim de verde e branco!
Golpe de génio ou estupidez histórica? Racionalmente, teremos todos de criticar uma loucura desviada de qualquer decisão ponderada, em detrimento da ilusão de um possível sucesso num futuro próximo. Mas, e se corre bem?
Tem tudo para correr mal. Estamos a falar do Sporting: as bases estruturais são fracas, o contexto é horripilante e Rúben Amorim é resultado de uma medida de desespero que tem tudo para correr mal. Mas, e se corre bem? Confesso, porventura, que quero agarrar com todas as minhas forças esta ínfima, curta, mínguada e diminuta possibilidade que Rúben Amorim irá resultar. Estou a ser racional? Não. Mas, desejo muito que resulte. Até porque quando olho para o sorriso angélico de Rúben Amorim, vislumbro uma espécie de auréola envolta de umas asas que me traz alguma serenidade. Chamem-lhe desespero, irracionalidade, loucura ou outra vertente rodeada de qualquer despautério. Porém, é o que eu quero sentir. É o meu desejo. É o meu desígnio. E se corre bem? Primeiramente,parar correr bem teremos de estar todos com o treinador do Sporting. Carinho, compaixão, serenidade e uma oportunidade. Esquecer por momentos - e por muito que nos custe - que existe uma estrutura amadora a dirigir o nosso Clube. É fundamental fechar o balneário a polémicas, ruído, devaneios e outras loucuras descalças de racionalidade que assombram o Sporting. É importante entrarmos todos no balneário e criarmos um cordão de proteção a Rúben Amorim que permita fazer o seu trabalho com serenidade, tranquilidade e sobretudo qualidade. Passemos então para o relvado…
3-4-3 só no papel…
É fundamental que as pessoas percebam que o sistema tático (3-4-3) de Rúben Amorim é um factor secundário. Mais importante que o sistema, será essencial realçar a ideia, conceito, modelo de jogo e as dinâmicas que o treinador do Sporting irá tentar implementar na equipa. Em organização ofensiva iremos ver, amiúde, uma construção a três com projecção dos laterais e com dois médios lado a lado a dar equilíbrio e suporte ao miolo. Um ataque a três unidades com muita proximidade e mobilidade, a procurar os espaços interiores em organização e a explorar os espaços exteriores em transição ofensiva. Vietto do lado esquerdo dará cérebro às subidas de Acuña e Plata, no lado oposto, dará irreverência, largura e verticalidade ao ataque. Em organização defensiva a equipa transformar-se-á num 5-4-1 permitindo que Vietto e Plata não tenham missões obrigatórias de fechar o flanco sem que a equipa perca o equilíbrio. Um dos princípios fundamentais que permite esta diversidade no modelo de jogo de Rúbem Amorim, é a forte reacção à perda da bola, não deixando o adversário pensar e consequentemente executar. Por outro lado, a equipa equilibra-se com bons timings de pressão, sempre bem posicionada e com os três homens da frente em evidência na pressão concertada. Isto permite que a equipa suba em bloco e encurte os espaços de progressão ao adversário. São estes os princípios básicos do modelo de Rúben Amorim, todavia, haverá com certeza muito mais para ser dissecado nas próximas semanas.
Foram apenas dois dias de treino e a equipa ainda estará a assimilar o novo modelo de jogo. Mais importante que jogar bem, na partida de amanhã contra o Aves, será vencer. Esta equipa só evoluirá em cima de resultados positivos e isso tem de começar já na próxima partida.
Vai resultar? É muito provável que não. Mas, e se corre bem?



