Liga BWIN 21/22 | 8ª Jornada | FC Arouca 1-2 Sporting CP [02/10 | 20h30]

Foto José Lorvão

TERCEIRA VITÓRIA SEGUIDA NO CAMPEONATO

Por Sporting CP
02 Out, 2021

EQUIPA PRINCIPAL

Leões venceram na visita ao FC Arouca (1-2)

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal visitou e venceu, neste sábado, o FC Arouca por 1-2 na oitava jornada da Liga Portugal. Os golos de Matheus Nunes e Nuno Santos construíram o triunfo verde e branco – o terceiro consecutivo no campeonato -, antes da paragem para os compromissos internacionais.

A partida no Estádio Municipal de Arouca trouxe várias novidades tanto dentro como fora das quatro linhas. Relativamente ao último onze, Rúben Amorim deu a titularidade a Ricardo Esgaio, Daniel Bragança – em estreia como titular esta época - e Nuno Santos, deixando Zouhair Feddal, Luís Neto e Tiago Tomás no banco de suplentes.

Este embate marcou também o regresso do público às bancadas sem quaisquer restrições na lotação, conforme anunciado pelo Governo no âmbito da última fase de desconfinamento, em vigor desde a passada sexta-feira. Assim, os Sportinguistas não faltaram à chamada nesta deslocação ao distrito de Aveiro e pintaram de verde e branco grande parte da bancada descoberta, apesar da chuva que foi caindo durante o encontro.

Com o apito inicial tonou-se clara a disposição da turma de Alvalade, que no habitual 3-4-3 contou desta vez com Esgaio à direita no trio de centrais, Nuno Santos como ala esquerdo e Bragança a par de Palhinha no meio-campo, subindo Matheus Nunes no terreno. A todo o gás, os Leões ameaçaram por duas vezes nos primeiros dez minutos, mas os remates de Sarabia (1’) e Paulinho (9’) seriam defendidos por Fernando Castro, guardião adversário.

À terceira, contudo, seria mesmo de vez para os Leões: antes do quarto de hora, Nuno Santos cruzou para o segundo poste, Sarabia amorteceu de primeira para o meio e Matheus Nunes marcou pela primeira vez em 2021/2022. O árbitro auxiliar assinalaria fora-de-jogo, porém após uma demorada revisão do VAR o golo seria mesmo validado.

Nas bancadas os Sportinguistas faziam-se ouvir e o conjunto verde e branco estava seguro no encontro, mas uma desatenção defensiva permitiu a primeira oportunidade do FC Arouca, que Oday Dabbagh não aproveitou. No entanto, o domínio era Leonino e só por poucos centímetros o capitão Coates - a cumprir o seu 250.º jogo de Leão ao peito – não concluiu da melhor forma um lance aéreo com Paulinho.

Na resposta, Adán ainda segurou um desvio perigoso de Abdoulaye Ba numa bola parada, mas seria o espanhol Sarabia a dispor da derradeira oportunidade – em dose dupla - no primeiro tempo, ambas travadas pelo guardião arouquense.

A acção continuou no segundo tempo e logo com dois golos a abrir - um para cada lado. Oday Dabbagh fez o empate ao concluir uma rápida transição do conjunto orientado por Armando Evangelista mas a reacção verde e branca foi tão rápida quão eficaz: apenas três minutos depois, Nuno Santos entrou na área e rematou forte para recolocar os Leões na frente do marcador – revelando-se decisivo. Passada a hora de jogo, Luís Neto entrou para a saída de Pedro Porro, assumindo Esgaio o corredor direito.

De novo em desvantagem no resultado, o FC Arouca tentava reagir, aumentando a pressão e Rúben Amorim optou por mexer na frente de ataque, colocando Tiago Tomás e Bruno Tabata nos lugares de Paulinho e Sarabia. À entrada para os últimos dez minutos, lutava-se muito pela posse de bola, o conjunto arouquense não desistia e Amorim voltou a refrescar a equipa, introduzindo Jovane Cabral e Manuel Ugarte por Matheus Nunes e Daniel Bragança.

Muito disputado a meio-campo, a qualidade do encontro diminuiu, as aproximações a ambas as balizas foram escasseando e os Leões iam aguentando o último esforço do FC Arouca. Sólido e solidário atrás, o Sporting CP manteve o 1-2 e levou para Lisboa os três pontos. Com este triunfo, os Leões de Rúben Amorim atingem os 20 pontos no campeonato em oito partidas.

Sporting CP : Antonio Adán [GR], Pedro Porro (Luís Neto 61’), Ricardo Esgaio, Sebastián Coates [C], Matheus Reis, Nuno Santos, João Palhinha, Daniel Bragança (Manuel Ugarte 81’), Pablo Sarabia (Bruno Tabata 71’), Matheus Nunes (Jovane Cabral 81’) e Paulinho (Tiago Tomás 71’).

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RÚBEN AMORIM: “FOI UMA VITÓRIA JUSTA”

Por Sporting CP
02 Out, 2021

EQUIPA PRINCIPAL

Técnico enalteceu rápida reacção Leonina

Após o triunfo por 1-2 da equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal sobre o FC Arouca, Rúben Amorim, treinador dos Leões, esteve em conferência de imprensa a analisar o jogo, considerando que “foi uma vitória justa”.

“Merecíamos ter feito mais golos na primeira parte. Podíamos tê-lo feito e depois o jogo tornaria-se mais fácil. Não os fizemos, entrámos para a segunda parte, sofremos o empate numa transição, mas soubemos reagir. A partir daí, fechámos o jogo para não sofrer mais transições e foi o que aconteceu. Foi uma vitória justa, não tão bem jogada como noutros jogos, mas o importante era ganhar”, realçou o técnico.

Questionado sobre as entradas de Ricardo Esgaio, Daniel Bragança e Nuno Santos no onze inicial, Amorim referiu que foram alterações feitas “a pensar mais no nosso jogo ofensivo”. “Era importante trazer jogadores novos e estão todos preparados. Tentámos jogar com as características dos nossos jogadores e com o adverário e optei por dois laterais ao lado do central porque são mais rápidos”, apontou, continuando: “no meio-campo quisemos aproveitar o bom momento do [Daniel] Bragança. O FC Arouca jogou mais alto do que estávamos à espera, mas acabámos por vencer justamente”, sublinhou.

“Com a pressão do FC Arouca tivemos várias transições onde podiamos ter sido melhores e no fim o cansaço começou a tomar conta dos jogadores do Sporting CP, mas segurámos a vantagem”, disse o treinador verde e branco, antes de destacar, por fim, o trabalho defensivo da equipa. “Não demos muitas ocasiões e voltámos a tirar muitos foras-de-jogo, mesmo com laterais a jogar lá atrás. A evolução da equipa passa por aí e é preciso tempo. Não fizemos um grande jogo, mas controlámos e no futuro vamos melhorar”, concluiu Rúben Amorim.

https://twitter.com/Sporting_CP/status/1444422289269927940?s=20

Left Handed Kisses

No regresso do futebol à chuva, o Sporting manteve a tradição de ter que sofrer para vencer em Arouca e teve nos pés esquerdos de Daniel Bragança, Sarabia e Nuno Santos a chave para conquistar três pontos

Depois de mais um desaire na Champions, o Sporting voltou ao campeonato e voltou a ganhar. Permitam-me começar por aqui, pois parece-me um ponto importante, ou não tivesse eu bem frescas memórias daquelas manhãs em que se fala de ressaca. A verdade é que o compromisso da equipa se mantém quando passa da alta roda para o futebol cá do burgo e isso só pode ser uma boa notícia.

A outra boa notícia é que, fruto desse compromisso, fomos a Arouca somar mais três pontos, sofridos e justos, numa partida onde Amorim promoveu uma espécie de revolução na equipa, colocando Esgaio e Matheus Reis como companheiros de Coates, Nuno Santos como lateral esquerdo que faz todo o corredor, Bragança a comandar o miolo ao lado de Palhinha e Matheus Nunes mais descaído para a esquerda, num papel que nem era extremo nem era interior.

E acabaria mesmo por ser o camisola 8, a celebrar a sua chamada à selecção portuguesa, a abrir o marcador, corriam 14 minutos de jogo. Nada que o Gabriel Alves não tivesse previsto no seu bloco de notas, embora sem saber que o tal golo até aos 15 aconteceria numa jogada daquelas que vale a pena ver muitas vezes. Bragança recebeu com classe e ficou de frente para o jogo, decidindo que era hora de acelerá-lo do seu pé canhoto para o pé canhoto de Sarabia, que deu para o canhoto Paulinho meter ainda mais à esquerda, para Nuno Santos, que quando voltou a meter a bola na direita encontrou novamente Sarabia na assistência para o sorriso com compasso de VAR de Matheus Nunes.

Estava feito o mais complicado, mas nem por isso o Sporting descansou, porque Leandro Silva mostrava qualidade no meio campo adversário e ia lançando o vertiginoso palestiniano, Oday Dabbagh, sempre pronto a testar o limite do fora de jogo e deixar Adán em sobressalto. Claro que tudo poderia ser mais tranquilo se Sarabia, que muito beneficiou na presença de Bragança em campo para se aproximar mais de zonas de finalização, visse uma das duas oportunidades que teve acabarem dentro da baliza. Ou, mais ainda, se Paulinho não acumulasse mais um momento daqueles que exigem rápida ida ao psicólogo, falhando de cabeça quando a nação leonina já gritava golo.

Numa noite a querer dizer-nos que o verão só volta lá para o São Martinho, as coisas ficaram mais desagradáveis quando, já a segunda parte avançava de mansinho, um canto a favor do Sporting deu origem a um contra-ataque conduzido pela cavalgada de Bukia que, sem que ninguém lhe desse um daqueles toques que desequilibram, chegou à área leonina, cruzou para uma primeira intervenção de Adán e para a recarga do tal Dabbagh.

O caldo estava entornado, ou quase, que pouco depois o Sporting recolocou-se em vantagem, quando Nuno Santos arriscou rematar de fora da área, a bola bateu na perna de um defesa e ganhou velocidade na relva molhada, passando por baixo do corpo do redes. Mais um momento de amor vindo da canhota, mais uma jogada que começou no pé esquerdo de Daniel Bragança, rapaz que encheu o campo e agarrou a oportunidade, dando ao futebol leonino uma geometria e uma inteligência que pede continuidade. Claro que todos adoramos o músculo de Coates e de Palhinha, a quem se juntou Ugarte para segurar a vantagem até final, mas, diga-se o que se disser, é quem beija a bola quando a chuta que prolonga no tempo esta inexplicável paixão pelo futebol.

And all your left handed kisses
Were just prelude to another
Prelude to your backhanded love song, baby

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Não consigo ficar indiferente perante esta imagem. Obrigado, miúdo :green_heart:

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I presidente do Arouca aceitaria trocar o Palestiniano pelo Paulinho?

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Em quanto é que está avaliado o moço?

Gostei dele e o golo que marcou revelou ratice, posicionamento e técnica.

Isso é bom scouting; coisa que não existe ainda no Sporting. Aqui o scouting é negociar com o trolha. Faz-me lembrar o Iraniano que se farta de marcar e mergulhar no porco.

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Que tudo corra bem mais uma vez, é o que desejo companheiro!

Abraço

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Quando uma equipa cria jogo, oportunidades, e mesmo assim ganha à justa penso que é revelador quanto à qualidade da grande maioria dos avançados, salvo excepções.
De momento apenas Pote e sarabia têm nivel para um Sporting uns degraus a cima do que se pretenderia após um ano que foi campeão

Nessas alturas tens rabolhos infiltrados a espalhar ainda mais merda

Esta vitória foi importantíssima. Está na hora do Rúben Amorim começar a pensar numa alternativa externa ao Paulinho.

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Sem um central e um avançado em Janeiro vai ser muito difícil, no entanto foi uma boa vitória e continuamos na luta.

Finalmente consigo passar aqui.
Opinião rápida e popular sem ler nada… Paulinho a paulinhar.
Não gostei do Matheus Nunes, gostei do Bragança e o golo sofrido tem um autor: Esgaio.
Também gostei do Matheus Reis.

Exibição e vitória razoável. Não há muito a apontar a este jogo.

Bem verdade. Eu, depois de uma derrota, tenho o aziómetro a níveis estupidamente altos. Não consigo comentar durante dias.

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So um pequeno aparte do que tenho visto o futebol Português esta muito nivelado por baixo que mal se joga…

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O futebol tuga é horrível, nâo consigo ver 1 jogo do principio ao fim.
Para ser sincero, às vezes nem os jogos do Sporting!

Gosto de ir a Alvalade e nem é pelo futebol em si, é o ambiente das bancadas e o ritual da petiscada antes e depois do jogos, nâo fosse isso e duvido que fosse muitas vezes

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Conseguimos despachar mais uma deslocação difícil. Arouca, Estoril, Braga e Famalicão já la foram, o que é sempre bom, sobretudo em ressaca europeia.

A equipa sentia se em casa a jogar naquele relvado e conseguiu-se um jogo tranquilo. Amorim gosta de gerir os jogos baixando a guarda quando se coloca em vantagem. Foi este o estilo da época passada e será o desta. Só tem de aceitar.