Liga BWIN 21/22 | 18ª Jornada | FC Vizela - Sporting CP [16/01 | 18h]

RÚBEN AMORIM: “VITÓRIA JUSTA COM O REGRESSO À NOSSA IDENTIDADE”

Por Sporting CP
16 Jan, 2022

EQUIPA PRINCIPAL

Técnico Leonino após o triunfo em Vizela

Após o triunfo em Vizela (0-2), Rúben Amorim disse que a equipa principal de futebol do Sporting CP venceu de forma justa, manifestando-se satisfeito pela atitude que os Leões tiveram dentro de campo.

“Os primeiros dez minutos foram algo confusos para nós. Não conseguimos empurrar o FC Vizela para o seu meio-campo, como queríamos, e só o fizemos depois disso. A partir daí criámos oportunidades, chegámos mais vezes à frente e chegámos aos golos com naturalidade. Fomos para o intervalo com uma vantagem justa, a meu ver. Na segunda metade, tivemos mais bola, mas podíamos ter sido mais incisivos e devíamos ter marcado, mas não marcámos. Ainda assim, penso que foi uma vitória justa de uma equipa que voltou à sua identidade”, disse o técnico Leonino, desvalorizando o regresso aos golos de Pedro Gonçalves: “Fiquei satisfeito sobretudo com a forma como ele jogou e pela equipa ter sido mais agressiva do que no jogo anterior”.

Continuando a pensar jogo a jogo, neste regresso do Sporting CP à liderança - à condição -, o treinador verde e branco não quis olhar para a segunda volta da Liga Portugal, dizendo que o foco está “em vencer o SC Braga na próxima jornada”.

Rúben Amorim falou ainda da confusão que se instalou no final da partida, após troca de palavras entre Rapahel Guzzo e Nuno Santos, dizendo que o jogador do Sporting CP “tem de se aguentar” quando é provocado. “Há uns que aguentam mais e outros menos”, referiu, justificando: “Houve ali expulsões - da equipa técnica - que não deviam ter acontecido, mas temos de proteger os nossos e foi isso que fizemos”.

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Smooth Sailing

Vitória justíssima do Sporting em Vizela, num 0-2 que podia ter duplicado o placard não fosse o desperdício. Potter encontrou em Bragança um parceiro para espalhar magia, o menino Esteves saltou do banco para reclamar a titularidade e os Leões ficaram mais confortáveis no papel de únicos perseguidores ao líder fcp

Mudaram-se muitos dos protagonistas, mas o jogo quase começou a papel químico da visita do Vizela a Alvalade, na primeira jornada: o Sporting a entrar estranhamente intranquilo, sem conseguir estabilizar o meio-campo e a permitir aos minhotos ganharem as costas da defensiva leonina em saídas rápidas. Numa delas, ainda o jogo se espreguiçava, Francis Cann foi por ali fora e disparou para a primeira e única defesa de Adán e para o primeiro de dois remates realmente perigosos do Arouca (ou segundo aconteceria já na segunda parte, num disparo de fora da área que passou um pouco acima da trave).

Estava este que vos escreve a rebobinar esse filme na memória, quando se dá novo momento remake. Em Alvalade não havia Sarabia para receber a bola recuperada por Paulinho numa infantil saída de bola adversária, mas havia Peter Potter a surgir na área, em pezinhos de lá, e a puxar da varinha para fazer a bola entrar com classe na baliza adversária. Golaço do 28 por volta dos 28 minutos, pondo fim à seca de festejos. Como não há duas sem três, também Paulinho fez questão de não marcar o golo que já todos gritavam, algo já visto nessa citada primeira jornada. Com mérito do redes, diga-se, que na mancha teve o reflexo de ir sacar a bola que fazia o movimento contrário ao seu.

O Sporting tinha pegado completamente no jogo, com Palhinha a ser cimento, Bragança a fazer girar toda a equipa (vocês já viram a quantidade de linhas de passe que o puto oferece?) e Matheus Reis a ser aquele cisne negro que embala por ali fora, qual interior, dando cabo das dinâmicas defensivas adversárias. Depois, a classe dos protagonistas faz o resto, como fez a cerca de cinco minutos do final da primeira parte, com Sarabia a encontrar Nuno Santos no interior da área e este a dizer a Daniel Bragança para rematar. O que, normalmente, seria uma bomba, foi transformado num remate em jeito ao qual o pé de um defesa adversário deu a curva que faltava para a bola entrar redondinha onde o redes não chegava.

It’s all smooth sailing
From here on out
I’m gon’ do the damage
That needs getting done

O futebol do Sporting ia para o intervalo em modo de uma das canções mais divertidas dos Queens of the Stone Age e regressava com a mesma felicidade, à procura do terceiro golo. Potter, por duas vezes, Esgaio, por uma, tiveram nos pés o remate que mataria o jogo, mas entre a defesa do redes e a falta de pontaria ficou o tempo para o Sporting acalmar o ímpeto, chegar a desleixar-se e permitir ao Vizela acreditar que podia chatear. Coates, por duas vezes, tentou complicar lá atrás e dar alguma emoção à coisa. Nuno Santos foi mais longe e reza a lenda que respondeu aos adeptos do Vizela que já tinham passado mais de 70 minutos a insultar quem estava no banco do Sporting. O momento “quentinho”, serviu para percebermos que um adversário que aperte o pescoço a um jogador do Sporting apenas vê amarelo (e que fácil voltou a ser dar amarelos aos Leões) e para ouvirmos os adeptos adversários a gritar “porto, porto, porto”. Fantástico.

Face a toda esta turbulência, Amorim meteu Ugarte e Gonçalo Esteves lá para dentro. O uruguaio ajudou a voltar a meter o meio campo no bolso, o puto voltou a entrar com vontade de conquistar o mundo e deu a última pincelada de pinta no jogo, arrancando por ali fora, deixando dois adversários para trás e servindo com uma classe maior um Sarabia que haveria de desperdiçar mais uma oportunidade de golo.

No final, vitória justíssima dos Leões, que ficaram mais confortáveis no outro lugar que dá acesso à Champions e que são, cada vez mais, os únicos perseguidores ao líder fcp, num jogo a jogo que promete animar a época até final.

A realidade é que existem vários culpados para o clima que foi vivido em Vizela ontem:

  1. Os adeptos do Vizela em primeiro porque não são Vizela. São Porto, têm a mentalidade pequena do “Norte vs Sul, “trabalhadores vs gastadores” ou “pouvo mais fuerte”.

No jogo com o Porto para a Taça havia SD de ambos os lados da divisória com o Macaco em cima da divisória e não houve um único foco de tensão. Do lado oposto, “n” portistas em cima do ferro da vedação a pressionar sem qualquer reação.

Verdade também seja dita, era um jogo decisivo de Taça mas muito adepto do Vizela não compareceu. Ou estariam com outro símbolo ao peito?

  1. A GNR/PSP/spotters que continuam a montar verdadeiros circos para impedir alguns de apoiar o clube mas depois são incapazes de prever o natural e óbvio.

Tanta análise e controlo mas não conseguiam prever que ambas as bancadas iam estar a 50/50 e iam precisar de dividir os adeptos.

  1. Os sportinguistas. Sim, os sportinguistas.

Porque razão devem os sportinguistas ser ameaçados e agredidos em “n” estádios de clubes com ligação aos rivais nas mais variadas modalidades do clube? Só recentemente temos Valongo, Oliveira de Azeméis e Vizela mas na época passada existiram outros exemplos no acompanhamento da equipa de futebol.

Ontem a coisa ficou por 1 tocha e 1 petardo na bancada do Vizela com eles a recuarem logo mas seja qual for a multa para a situação, sou totalmente a favor.

Não temos de ter qualquer vergonha ou medo de defender o clube e os outros sócios e adeptos.

“Onde vai um, vão todos” nunca fez tanto sentido!

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Espero que o vizela desça depois do espectáculo degradante que fizeram no jogo de ontem.

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Recebi hoje o certificado de recuperação da covid, preciso de fazer teste na mesma, para ir ao jogo no sábado?

@accupue, ainda não se criou o tópico do jogo contra o Trolha…

SL!

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Boa e importante vitória de ontem e bom jogo do Daniel “Bieber” Bragança

Em relação ao Vizela, estava com dúvidas em quem eu torcia que descesse a par do Arouca…com o jogo de ontem às dúvidas acabaram…espero que o Vizela e Arouca desçam

Arouca, Vizela e B Sad são para descer!

Dá para levarem o Tondela também?

É que não faz cá falta nenhuma, outro ninho rabolhento.

Grande ambiente no nosso setor. Mas quando é que acabam as birras da JL de começarem a cantar cânticos da claque quando está toda a gente em uníssono noutro cântico? :man_facepalming:

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Há outros clubes que faziam muito mais falta na 1ª divisão e que acabam por ter muitos mais adeptos.

Assim aqui do norte lembro-me p. ex de Leixões ou Salgueiros. Seria impensável cantarem pelo porto a meio de um jogo.

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Se puderem vão à SportTv+ e metam na transmissão do nosso jogo de ontem. Vejam a reação do treinador dos tripeiros disfarçados aquando do nosso primeiro golo :joy::joy::joy::joy::joy::joy:

Até achava algumas coisas feitas pelo Vizela interessantes. Parecem querer jogar bom futebol, boa metodologia do treinador.

Após o jogo de ontem, que se lixem com “F” grande e segunda com eles novamente.

verdade, além de tb terem contribuído para a confusão com aqueles anormais do Vizela na Central… sem terem percebido que a meio, logo ao lado estavam imensos adeptos do Sporting com crianças pelo meio que tiveram que esconder as camisolas e cachecois á entrada…e tudo só terminou com a intervençao da policia de choque…, vá lá que apartir dali todos podemos mostrar as nossas cores…, mas sim a JL teve mal em não perceber que estava a colocar em perigo adeptos do próprio clube… e estes no início não estavam protegidos por ninguém… mas siga… reflitam sobre isso e viva o Sporting!!!

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O JOGADOR DO VIZELA QUE FOI ABRAÇAR RÚBEN AMORIM

SPORTING 14:56

Antes do apito inicial do Vizela-Sporting, Claudemir deslocou-se ao banco adversário para abraçar o treinador adversário, Rúben Amorim.

A explicação é simples: o médio de 33 anos do Vizela cruzou-se com o técnico do Sporting em Braga, em 2019/2020, ainda o segundo liderava a equipa B.

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Uma pessoa detida e outra identificada pela GNR no âmbito do Vizela-Sporting

Encontro terminou com o triunfo dos leões, por 2-0

Uma pessoa foi detida e outra identificada devido a agressões no Vizela-Sporting, partida da 18.ª jornada da Liga Bwin realizada no domingo, confirmou esta segunda-feira à Lusa fonte do Comando Territorial de Braga da GNR.

Além das agressões, a GNR de Vizela identificou ainda dois espetadores localizados no setor afeto ao Sporting, na bancada poente do Estádio do Futebol Clube de Vizela, pela deflagração de seis petardos, cinco ‘flash lights’ e duas tochas ao longo do desafio, acrescentou o comando territorial da força militar.

Segundo classificado da I Liga, o Sporting derrotou o Vizela, 15.º, por 2-0 , numa partida ainda marcada pelos desacatos entre jogadores, equipas técnicas e adeptos nos minutos finais, após o futebolista leonino Nuno Santos ter lançado água na direção dos adeptos vizelenses que se encontravam atrás do banco de suplentes ‘verde e branco’.

Daniel e a cova dos leões

«+ O Sporting voltou aos triunfos na Liga Bwin. Bem emendada a derrota da ronda anterior nos Açores?

Sem dúvida. O Sporting não teve tarefa fácil e até foi colocado sob a espada nos instantes iniciais da partida. O Vizela começou mais forte no meio-campo. Mostrou iniciativa, intensidade e fez boa pressão, recuperando rápido a bola ainda dentro do meio-campo contrário. A formação de Amorim reagiu antes do primeiro quarto de hora, mas encarou um Vizela fechado em 4x3x3, mas com linhas subidas. O comportamento dos nortenhos sem bola era forte e personalizado e os leões denotaram agudas dificuldades em momento de construção.

+ O 0-1 surgiu então contra a corrente do jogo?

Não propriamente. O Sporting já tinha maior largura e soltava-se quando surgiu o golo de Pote, que foi também fruto da inspiração individual, aproveitando uma acção errática de Zag. Com artistas do calibre de Paulinho, Pote e Sarabia em campo – foram eles a montar o golo… – tudo pode acontecer.

+ Que elemento fez a diferença maior no encontro?

Daniel Bragança. Bom regresso do médio após a expulsão nos Açores. Ter sido o autor do golo que fechou o encontro foi o corolário de um trabalho notável do canhoto. De extrema importância ao lado de Palhinha na linha média, deu excelente cobertura defensiva, conduziu muito jogo a sair do corredor central e foi de grande precisão no passe. O triunfo foi a cara do ‘68’

( Filipe Alexandre Dias , Interrogatório do Vizela-Sporting, in Record hoje às 04:45)

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De acordo com a primeira parte, mas tenho de discordar de apenas podermos assumir o sportinguismo quando entra a GNR na bancada. Alguma vez a lampionagem ou os tripeiros se encolhiam ali, perante o Vizela?

A razão pela qual clubes como este se acham no direito de crescer para nós tem muito a ver com esse excesso de civismo exacerbado, na fronteira da passividade mansa.

Com excepção dos 3/4 estádios em que tal não é humanamente possivel, temos de jogar sempre em casa!

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