Lições do Derby

A meu ver o derby confirmou 2,3 ideias que queria partilhar com o fórum. Antes de mais peço que vejam isto como construtivo e não como picanço.

  1. Saber ler os erros da arbitragem

Acho que muitos honestamente sabem que se tudo tivesse sido ao contrário muitos de nós iamos cometer o erro ridículo de alguns (muitos) lampios de se agarrarem ao penalty do nuno gomes para atenuarem a dor. Temos de saber ler os jogos e os erros. A verdade é que se esse lance poderia ser penalty a verdade do jogo é que o Sporting mereceu vencer por uns 6,7 ou mesmo 8. Quando assim é não nos devemos escudar nos erros, estes só podem ter a importância (desmedida que por vezes damos) quando o resultado tem discussão, o que por vezes não é o caso.

  1. O peso dos erros vs aperfeiçoamento interno

Os erros são importantes mas como este jogo demonstrou mais uma vez, com vontade, atitude, concentração e trabalho é mto complicado um apito parar uma equipa de futebol de forma sistemática. O Sporting tem de jogar mais, contratar melhor, planear melhor e certamente será muito mais complicado vencer-nos pelo apito. Para falar do que se passa fora temos de primeiro melhorar cá dentro. Infelizmente nisso o projecto não foi diferente: muitos anos a falar da envolvente (não digo que sem razão) mas pouca atenção ás melhorias internas, com os resultados que se vêem.

  1. Os lucros da ambição

O Sporting apanhou possivelmente este ano um benfica mais moralizado e mais seguro de si que apanhou o ano passado na visita à luz. E no entanto jogou este jogo com dois avançados de raiz, sem medos. Resultado? Prendeu defesa, manietou a manobra e a presença de dois avançados permitiu maior liberdade aos dois, com os resultados que se viu.
O ano passado por outro lado fomos à luz jogar SEM avançado num jogo fundamental. Alguém duvida de que estando o benfica como estava naquele jogo, a borrar as canetas, poderiamos ter construido a nossa pp felicidade se tivessemos tido maior coragem logo de início, mesmo sem liedson? Só por teimosia se pode dizer isso… o benfica do ano passado era bem mais fraco que este.
Falhámos uma boa oportunidade por falta de coragem. E doeu-nos muito. Paulo Bento não é para mim um súbito guru mas foi neste jogo corajoso e pragmático: é preciso não perder o comboio, joga-se com equipa para não perder o comboio. Foi recompensado o pragmatismo.

2. O peso dos erros vs aperfeiçoamento interno

Os erros são importantes mas como este jogo demonstrou mais uma vez, com vontade, atitude, concentração e trabalho é mto complicado um apito parar uma equipa de futebol de forma sistemática. O Sporting tem de jogar mais, contratar melhor, planear melhor e certamente será muito mais complicado vencer-nos pelo apito. Para falar do que se passa fora temos de primeiro melhorar cá dentro. Infelizmente nisso o projecto não foi diferente: muitos anos a falar da envolvente (não digo que sem razão) mas pouca atenção ás melhorias internas, com os resultados que se vêem.

Correcção, seguindo esta ordem de ideias: O Sporting tem de jogar muito mais que os outros, contratar muito melhor que os outros, planear muito melhor que os outros.

Sendo que os ‘outros’, supostamente, deveriam estar em pé de igualdade na competição em que todos participam, é no mínimo injusto que o Sporting tenha que fazer tudo muito melhor só para garantir uma possibilidade de luta com os ‘outros’ adversários.

O Sporting tem de jogar mais, contratar melhor, planear melhor do que tem feito até agora, penso que foi isto que o Mauras queria dizer!

Faz sentido, sim senhor.
O que se sabe é que qualquer clube tem problemas, periodos de baixa e aí ajudas externas podem influir no afundar ou recuperar dessa situação pior.E no final, obviamente, também entra(e ás vezes muito)nas contas do campeonato.
Pondo as questões no plano teorico-perfeito é claro que se elimina praticamente o factor apito mas é como digo:1,2,3 jogos ainda vá.34 sempre no topo é que não vejo nínguem :wink:

Cpts.

O Sporting tem de jogar mais, contratar melhor, planear melhor do que tem feito até agora, penso que foi isto que o Mauras queria dizer!

Eu sei que é isso que ele quer dizer… eu é que digo que não basta isso, porque depois temos sempre um obstáculo a ultrapassar que os nossos concorrentes directos não têm.

Parece-me a mim que o que o Mauras quer dizer é que, por vezes (talvez demasiadas), nos “desculpamos” com os erros de arbitragem e deixamos que isso nos “tape” os olhos relativamente às fragilidades da nossa equipa/clube. E concordo com ele.

Salvo as devidas proporções e distâncias, há no mundo da canicultura um “dizer” antigo que demonstra um pouco isto; “O pior que pode acontecer a um criador é apanhar cegueira de canil (os cães que vêem do seu canil são, para ele, perfeitos e merecem sempre ganhar, e nos dos outros encontra-se sempre defeitos)”.

Independentemente das injustiças que por vezes sofremos por parte das arbitragens, temos demasiadas vezes a tendência a agarrar-mo-nos a isso como se fosse essa a única (ou principal) razão para nos afastarmos dos títulos, como se a equipa/clube não tivessem defeitos internos/estruturais que mais contribuíssem para o insucesso do que a própria arbitragem. Muitas vezes fui criticado por adeptos do Sporting po dizer - e penso que o disse aqui também - que não foi o caso do golo do Luisão na Luz que nos tirou o campeonato. Foi, principalmente, os jogos com o Leiria, com o Penafiel, com o Marítimo, etc que, por inoperância nossa, nos “tirou” o título. Caso contrário, não haveria “Luisão” ou “Paraty” que nos tivesse tirado o título.

Concordo com o Mauras quando diz que é preciso primeiro olharmos para dentro. Corrigir o que há a corrigir. Melhorar o que pode ser melhorável, e isto quer na equipa de futebol (plantel) quer na própria estrutura organizativa/dirigente.

Deixo-vos uma reflexão…

Se, por acaso, no jogo Sporting vs. União de Leiria, o encontro tivesse terminado 1-1, e aquele “golo fantasma” tivesse sido ao contrário, o que (ainda hoje) não se diria do árbitro.

Não pretendo desculpar os árbitros. Pretendo sim é que se melhore o Sporting para o levar ao lugar onde ele merece estar.

P.S.: E faço votos para que esta euforia passe rapidamente, ou podemos correr o risco de entrar nos próximo desafios com o espírito com que o Benfica entrou e campo Sábado passado e sofrer os mesmo dissabores. Aproveitemos os erros dos outros (e nossos) para aprender.

O Sporting tem de jogar mais, contratar melhor, planear melhor do que tem feito até agora, penso que foi isto que o Mauras queria dizer!

Eu sei que é isso que ele quer dizer… eu é que digo que não basta isso, porque depois temos sempre um obstáculo a ultrapassar que os nossos concorrentes directos não têm.

No seguimento do meu post, eu penso que isso (por vezes) é mais mania da perseguição da nossa parte que outra coisa… e que eu desejaria ver desaparecer de uma vez por todas.

O Sporting tem de jogar mais, contratar melhor, planear melhor do que tem feito até agora, penso que foi isto que o Mauras queria dizer!

Eu sei que é isso que ele quer dizer… eu é que digo que não basta isso, porque depois temos sempre um obstáculo a ultrapassar que os nossos concorrentes directos não têm.

No seguimento do meu post, eu penso que isso (por vezes) é mais mania da perseguição da nossa parte que outra coisa… e que eu desejaria ver desaparecer de uma vez por todas.

Eu não interpreto as palavras do Mauras dessa maneira… o que me parece que ele quer dizer é que e segundo o que ele próprio escreveu “com vontade, atitude, concentração e trabalho é mto complicado um apito parar uma equipa de futebol de forma sistemática”.

Ou seja, as tentativas existem de forma sistemática, mas se formos realmente melhores então essas tentativas são infrutíferas.

Concordo plenamente, mas o facto é que nós temos de lutar contra isto e ser suficientemente bons para que não nos afecte, enquanto os outros não.

Concordo Mauras, mas não nos iludamos. Nem sempre os jogos mostram uma muito maior superioridade de uma das equipas em contenda, aliás a maior parte dos jogos hoje em dia são equilibrados, e nesse equilíbrio muitas vezes quem faz a diferença é…o apitador! Queres exemplos? Quantos? Centenas?

Sempre considerei (e considero) que os campeões se fazem dentro de casa, mas não tenho qualquer ilusão (até porque conheço casos reais) sobre o que se passa nos bastidores do futebol português. Quantos campeonatos ganharam a soberbas equipas do Sporting de Robson e Queiroz? Já não se lembram? Lembram-se do Calheiros e do quinhentinhos do Guímaro? E do café com leite e da fruta, não? Não se iludam…

Não teve importância NESTE jogo, mas os lampios andam há 4 jornadas consecutivas com o campo inclinado. E alguém tem dúvidas sobre o que vai acontecer em Leiria? Vai uma apostinha? Bruno Paixão?

nick,

identifico uma única época época nestes 10 anos em que jogando melhor que os outros, reforçando-nos melhor que os outros e fazendo bom trabalho de casa fomos claramente travados sem pudor: o ano de jozic.

De resto o que eu quero dizer é que nestes 10 anos de Sporting, assim como no passado e assim como na maoria dos outros clubes dos quais supostamente nos distinguimos falamos sempre antes dos obstáculos externos quando temos MUITO para melhorar em casa.

É como no nosso trabalho passarmos a vida a dizer que “o mercado está difícil, que são sete cães a um osso, que não dá” antes de olharmos para o próprio umbigo e corrigirmos tudo o que podemos fazer melhor e meu Deus… no Sporting há tanto mas tanto que podia ter sido feito bem melhor! Só assim se ganha credibilidade.

Concordo.

nick,

identifico uma única época época nestes 10 anos em que jogando melhor que os outros, reforçando-nos melhor que os outros e fazendo bom trabalho de casa fomos claramente travados sem pudor: o ano de jozic.

De resto o que eu quero dizer é que nestes 10 anos de Sporting, assim como no passado e assim como na maoria dos outros clubes dos quais supostamente nos distinguimos falamos sempre antes dos obstáculos externos quando temos MUITO para melhorar em casa.

É como no nosso trabalho passarmos a vida a dizer que “o mercado está difícil, que são sete cães a um osso, que não dá” antes de olharmos para o próprio umbigo e corrigirmos tudo o que podemos fazer melhor e meu Deus… no Sporting há tanto mas tanto que podia ter sido feito bem melhor! Só assim se ganha credibilidade.

Concordo com tudo isso, mas e as épocas em que jogando o mesmo que os outros acabámos por vê-los serem transportados em ombros até ao título (vide época passada)?

É aqui que surge a diferença… se estamos em igualdade de circunstâncias, ou nos empurram para baixo ou puxam os outros para cima.
A única forma de combater isto, como tu próprio afirmas é sendo muito melhor que eles, o que não deveria ser necessário… deveria bastar ser igual, de preferência ligeiramente melhor, não é preciso ganhar campeonatos com 40 pontos de avanço. :slight_smile:

Concordo com tudo isso, mas e as épocas em que jogando o mesmo que os outros acabámos por vê-los serem transportados em ombros até ao título (vide época passada)?

Não concordo…
Na minha opinião os erros infatins por culpa própria (Peseiro) em jogos que eram para ganhar em casa (e não só) tiveram mais peso nisso que as arbitragens

A meu ver o derby confirmou 2,3 ideias que queria partilhar com o fórum. Antes de mais peço que vejam isto como construtivo e não como picanço.
  1. Saber ler os erros da arbitragem

Acho que muitos honestamente sabem que se tudo tivesse sido ao contrário muitos de nós iamos cometer o erro ridículo de alguns (muitos) lampios de se agarrarem ao penalty do nuno gomes para atenuarem a dor. Temos de saber ler os jogos e os erros. A verdade é que se esse lance poderia ser penalty a verdade do jogo é que o Sporting mereceu vencer por uns 6,7 ou mesmo 8. Quando assim é não nos devemos escudar nos erros, estes só podem ter a importância (desmedida que por vezes damos) quando o resultado tem discussão, o que por vezes não é o caso.

Assumindo que o lance da Amélia é penalti (analise que eu não concordando, admito perfeitamente) é claro que os lamps têm razão de queixa, porque, naquela altura dificilmente conseguiriamos dar a volta ao resultado. E esta é a questão, uma arbitragem, ao contrário do que defendes, facilmente muda o resultado de um jogo, e se isso acontece frequentemente conosco, das mais diversas formas.

2. O peso dos erros vs aperfeiçoamento interno

Os erros são importantes mas como este jogo demonstrou mais uma vez, com vontade, atitude, concentração e trabalho é mto complicado um apito parar uma equipa de futebol de forma sistemática. O Sporting tem de jogar mais, contratar melhor, planear melhor e certamente será muito mais complicado vencer-nos pelo apito. Para falar do que se passa fora temos de primeiro melhorar cá dentro. Infelizmente nisso o projecto não foi diferente: muitos anos a falar da envolvente (não digo que sem razão) mas pouca atenção ás melhorias internas, com os resultados que se vêem.

A defesa daqueles que beneficiam do ‘sistema’ passa muito por aquilo que aqui defendes. Ou seja, nós estamos sempre a ‘chorar’, mas no fim das contas os erros repartem-se e que deviamos era errar menos dentro de campo, etc, etc.
Não posso estar mais em desacordo com esta forma de ver as coisas. Em primeiro lugar, porque já vi o SCP perder justamente alguns jogos importantes sem que se ponha em causa a arbitragem, em segundo lugar, porque este jogo que apontas como exemplo foi dirigido por um árbitro fora do sistema. Finalmente, a melhoria geral que tanto defendes, que acaba por ser consensual, não garante só por si uma diferença tão grande perante os outros opositores, que permita a qualquer clube livrar-se dos erros de arbitragem. Pelo contrário, hoje em dia, cada vez existe mais igualdade entre os clubes de futebol, e os resultados fazem-se em pequenos pormenores, sendo por isso, bastante vulneráveis aos erros de arbitragem.

Infelizmente, em Portugal, está mais que visto que há muitos interesses que condicionam os resultados de muitos jogos. E para corroborar isto que digo, basta ver a gritante dualidade de critérios que os mesmos árbitros têm em jogos diferentes.

O SCP encetou uma luta contra este estado de coisas, infelizmente, pelas mais diversas razões, não tem conseguido levar avante as suas ideias, mas acho que o SCP não pode desistir dessa luta, sob pena de continuar a ser, sistematicamente, prejudicado.

3. Os lucros da ambição

O Sporting apanhou possivelmente este ano um benfica mais moralizado e mais seguro de si que apanhou o ano passado na visita à luz. E no entanto jogou este jogo com dois avançados de raiz, sem medos. Resultado? Prendeu defesa, manietou a manobra e a presença de dois avançados permitiu maior liberdade aos dois, com os resultados que se viu.
O ano passado por outro lado fomos à luz jogar SEM avançado num jogo fundamental. Alguém duvida de que estando o benfica como estava naquele jogo, a borrar as canetas, poderiamos ter construido a nossa pp felicidade se tivessemos tido maior coragem logo de início, mesmo sem liedson? Só por teimosia se pode dizer isso… o benfica do ano passado era bem mais fraco que este.
Falhámos uma boa oportunidade por falta de coragem. E doeu-nos muito. Paulo Bento não é para mim um súbito guru mas foi neste jogo corajoso e pragmático: é preciso não perder o comboio, joga-se com equipa para não perder o comboio. Foi recompensado o pragmatismo.

É claro que a ambição traz sempre resultados, ou quase sempre, mas acho que a comparação que fazes é injusta, por diversas razões. Sem querer perder muito tempo neste assunto, pergunto-te se achas que o SCP era capaz de ganhar o ultimo jogo sem o Liedson?

Concordo com tudo isso, mas e as épocas em que jogando o mesmo que os outros acabámos por vê-los serem transportados em ombros até ao título (vide época passada)?

Não concordo…
Na minha opinião os erros infatins por culpa própria (Peseiro) em jogos que eram para ganhar em casa (e não só) tiveram mais peso nisso que as arbitragens

Desses erros, na época passada, os 3 grandes podem-se queixar, já das arbitragens não tenho dúvidas de quem é que tem mais razão de queixa.

Assumindo que o lance da Amélia é penalti (analise que eu não concordando, admito perfeitamente) é claro que os lamps têm razão de queixa, porque, naquela altura dificilmente conseguiriamos dar a volta ao resultado.

Estás a ser coerente com o teu modo de ver as coisas mas é exactamente disso que fujo. A verdade é que no momento do penalty já deviam estar a levar uns 3. E pior veio a seguir. Se o Sporting levar um banho de bola, como já aconteceu, e pelo meio tiver um penalty roubado para mim não tem o mesmo peso do que um jogo em que esse penalty não só faz falta à definição de um resultado justo como tem influência no score final. Já estiveste a ganhar 2-1 ao benfica e levaste 6-3. Esses cenários “what if” são muito complicados.

A defesa daqueles que beneficiam do 'sistema' passa muito por aquilo que aqui defendes. Ou seja, nós estamos sempre a 'chorar', mas no fim das contas os erros repartem-se e que deviamos era errar menos dentro de campo, etc, etc.

Não foi nada disso que eu disse. O que eu disse é que antes de nos queixarmos do “externo” temos de ser perfeitos no “interno”. E o Sporting nisso não é diferente. Passámos 10 anos a chorar muito mas a fazer muito muito pouco, muitas vezes fizemos coisas contraditórias, e internamente é o que se vê.
Senão somos apenas portugueses no mau sentido. Não falei de repartição de erros nem de outras coisas, deves ter-me lido na diagonal como te costumas queixar ;).

É claro que a ambição traz sempre resultados, ou quase sempre, mas acho que a comparação que fazes é injusta, por diversas razões. Sem querer perder muito tempo neste assunto, pergunto-te se achas que o SCP era capaz de ganhar o ultimo jogo sem o Liedson?

já perdi muitos jogos com e sem Liedson. No jogo de sábado tiveste suficientes ocasiões sem liedson para ganhar pelo mesmo resultado (tonel, deivid, sá pinto, custódio) o que mostra que não só a noite inspirada de liedson esteve na base da vitória, foi toda uma dinâmica colectiva. Se a bola não chegar lá o liedson não marca. E essa dinâmica colectiva nasceu certamente não só da mentalização para o jogo como pela pp equipa que deu corpo a essa mentalização, uma equipa de ataque, que mostrou ambição e que mostrou aos seus componentes que iamos lá para fazer o que tinha de ser feito.
Qualquer semelhança entre isto e a postura de jogo do ano passado só pode ser brincadeira.