Legislativas 2024: em quem irás votar?

Esse quadro atual é real e preocupante, agora quais são as soluções do Chega para actuar sobre esse quadro? É isto que importa debater.

O Chega na habitação prevê um corte nos impostos (IMI, IVA a 6% que nem existe, redução do Imposto de Selo) para jovens até os 35 anos. Em linha com todos os outros partidos (estas medidas até são mais de aplicação municipal que do Governo e muitas já existem). Prevê aliviar a fiscalidade sobre o emprego, sobre a habitação.

As soluções económicas além das fiscais, desconheço. Na saúde são cheques para tudo e oferece tudo aos enfermeiros/médicos.

Em matéria de trabalho, mais uns incentivos fiscais. Depois pretendem classificar algumas profissões de desgaste rápido. Subida de pensões, cheques para os idosos.

Podia continuar… ou seja, nada de estrutural, nada que vá mudar o paradigma e nada que se entenda que vá criar futuro. São medidas com grande peso do lado da receita e sem sabermos como vamos pagar isto, se baixamos a receita, temos que baixar a despesa ou criar nova fonte de receita.

É isto o futuro?

O Chega simboliza, hoje, o protesto. Nada mais que isso. Falta-lhes muito e já foi admitido que o objetivo é tirar a Esquerda do poder, para ter um Governo de Direita.

Nem resolve nada. O que resolve é ter um SNS atrativo, funcional e que valoriza as carreiras (médicos, enfermeiros, operacionais, assistentes). Ao invés… toca usar o poder legislativo para impingir soluções.

@Monaka tens que te proteger, pá!
Se escreveres menos há mais hipótese de passares por pessoa com algum tino e sensatez. Assim toda a gente percebe que és um bronco pouco instruído
Conselho (de) amigo :slightly_smiling_face:

Mas mesmo que quisessem fazer, nem sequer o conseguiriam, seja por causa da nossa Constituição, seja por causa da legislação europeia.

Se um médico emigrar para outro país e vender o seu património em Portugal, o que é que lhe vão exigir pagar e como?
Como é que a lei permitiria fazer isso a médicos e enfermeiros e não a economistas, engenheiros, etc?

Ou seja, uma medida do PS tão irrealista e idiota como algumas do Chega.

O que a Força Aérea faz com os pilotos que forma é excepcionalmente protegido pela lei, mas não abrange qualquer outra profissão. As Forças Armadas, tal como as Forças de Segurança, têm um estatuto excepcional face o seu papel no país.

https://x.com/brunomnunes/status/1757379691411906820

Verdade.

É uma questão muito mais complexa do que a maioria pensa.

Porque é que o número de seguros de saúde privado aumentou exponencialmente? Porque é que os esmagadora maioria dos funcionários públicos não abdicam da ADSE?

Só precisei uma vez de ser operado na minha vida e disseram-me que tinha uma lista de espera de cerca de 2 anos pela frente se optasse pelo SNS.
Felizmente, tenho seguro de saúde desde muito novo e optei por fazer pelo privado, escolhendo o dia que queria e ,curiosamente, quem me operou foi o mesmo médico do SNS.

Correu tudo bem, como teria corrido pelo SNS, mas com 2 anos de atraso.

Muitos fazem, temos o problema do custo e aí acabam por ir para o público. Claro que há situações extremas que o público está melhor preparado (no privado tens a rentabilidade económica, no público o cumprir do papel social). Os melhores profissionais estão em ambos os serviços, alguns até só estão no privado, por isso, é mesmo por uma questão de disponibilidade de equipamento e o custo da solução.

Temos que ver sempre tudo com equilíbrio, o privado complementa o público e pode substituir para quem assim o queira (pagando, claro). O problema é que recorremos ao privado como única forma de ter cuidados de saúde a tempo e horas, como primeiro serviço. Temos o SNS à pinha, listas de espera enormes, serviços de saúde muito distantes, serviços com falta de material e equipamentos avariados há meses.

O SNS deve garantir os mínimos, a todos, sendo que o privado deve actuar na lógica económica. Se o privado conseguir ajudar o SNS, sem o substituir, como forma de este cumprir o seu papel, óptimo.

Como se diz aqui aos velhos, é votar na seta para cima!

Ou na foice.

Sim senhor, sabe que nunca me engano. Depois vota no PS.

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Eu sou médico, director de serviço e já coordenei um serviço num hospital privado.

Não vou entrar em grandes pormenores, apenas posso dizer que a interacção entre público e privado é extremamente complexa.

A ideia de que as coisas funcionam bem num lado e mal no outro, que uns são eficientes e outros não, é algo que só existe em quem não tem um conhecimento profundo das situações.

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Nem estava a falar disso.

É mesmo 50 anos de PS e PSD em que nada muda e mais uma vez os jovens são completamente esquecidos. Depois não sabem porque é que eles imigram.

Votam sempre nos mesmos e depois vão para a rua chorar e fazer manifestações disto e daquilo.

Votam neles, levam com eles.

É simples.

Boa sorte.
Gostei muito quando lá estive.

As manifestações a pedir apoios e regulamentação para os blocos carnavalescos brasileiros em Portugal, que começaram sábado em Lisboa, continuam esta terça-feira e a luta irá muito para além do Carnaval, garantiu à Lusa um dos porta-vozes dos grupos.

A manifestação desta terça-feira pela liberdade da cultura de rua em Lisboa, do LisBloco, sai à rua no dia em que seria o seu desfile do bloco, mas para protestar, e, segundo um dos responsáveis do grupo, Júlio Brechó, a polícia irá “verificar se é uma manifestação ou um festejo de Carnaval”.

Isto é que o povo gosta, vêm para cá e exigem dinheiro para merdas irrelevantes

https://x.com/theluisribeiro/status/1757425790507954289?s=20

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Não é perfeito, mas claro que funciona. Tens de ter em conta que a pressão no SNS é exponencialmente maior devido ao envelhecimento populacional (Portugal é um dos países mais envelhecidos do mundo), em paralelo a nossa economia não gera receitas para termos um serviço de luxo.

O privado neste momento já complementa o púbico. Se não se reforçar e melhorar o SNS o privado também vai começar a sentir a pressão resultante do envelhecimento, com o aumento da procura os preços também vão aumentar, e provavelmente a qualidade do serviço descer.

Não se pode de forma alguma desinvestir no SNS com o argumento que este não funciona.
Mais que uma desculpa simplista é falso.

“No ano passado, o SNS teve a “maior atividade assistencial da sua história, com os hospitais públicos a baterem o recorde de consultas médicas e cirurgias”

os fachos do bem

Só apoia o desinvestimento no SNS quem pensa lucrar financeiramente desse facto.
Os utentes, todos nós portanto, não temos nada a ganhar com isso, só a perder. E temos de ter cuidado com os vendedores da banha da cobra que nos dizem o contrário.

A excelente resposta do SNS ao Covid-19 de nível mundial pouco se elogia.

Imediatamente no início da pandemia ficou provada a vantagem de ter um SNS ao dispor de todos.

Já os privados:

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:joy::joy::joy::joy::joy: