Juniores: Sporting 1 - Estoril 0 (Crónica)

Foi numa tarde ensolarada, quente e com algum vento que a Academia recebeu mais um jogo da fase final do campeonato de juniores. O Sporting recebeu o Estoril com casa cheia, com a esmagadora maioria do público a torcer pelo verde e branco.

Estiveram presentes, entre outras individualidades, Aurélio Pereira, Jean-Paul, Miguel Ribeiro Telles, Pedro Mil Homens, Aragão Pinto, Diogo Matos, Carlos Bruno, Ricardo Peres, o treinador campeão nacional de juvenis João Couto, o treinador campeão nacional de iniciados Luís Gonçalves, o juvenil campeão nacional Adrien Silva, vários campeões nacionais de iniciados distribuídos entre as bancadas e o campo onde se jogou a partida (foram os apanha-bolas de serviço), os juniores Tiago Jorge, Marco Lança, Fábio Paim, Sebastião Nogueira, João Gonçalves e Ricardo Nogueira também marcaram presença, bem como Yannick Djaló, Carlos Martins e o nosso ex-jogador Rúben Gravata.

O Sporting alinhou em 4-3-3 com Rui Patrício na baliza, André Nogueira a defesa direito, Daniel Carriço e Paulo Renato a centrais e André Marques a defesa esquerdo. Zezinando (capitão) foi o trinco com Pedro Celestino e Bruno Pereirinha a jogarem mais à sua frente. O trio mais ofensivo apresentou David Caiado na esquerda, Tomané no meio e Diogo Tavares na direita. No banco de suplentes estiveram o guarda-redes André Martins (campeão nacional de juvenis), os defesas Vasco Campos, Tiago Pinto e Tiago Pires, os médios João Martins e André Pires e o avançado Alison. O trio de arbitragem veio de Setúbal.

Da esquerda para a direita: Zezinando, Rui Patrício, André Nogueira, Daniel Carriço, Pedro Celestino, André Marques, Paulo Renato, Tomané, Bruno Pereirinha, Diogo Tavares e David Caiado.

O jogo iniciou-se com o Sporting a demonstrar uma enorme vontade de entrar a ganhar. Logo no primeiro minuto, André Nogueira teve duas oportunidades de inaugurar o marcador. Fez um remate já dentro da área para uma defesa do guardião estorilista e, na recarga, o nosso lateral direito rematou ao lado. Pouco depois, foi Tomané que rematou ao lado após cruzamento de David Caiado. Aos 13 minutos, o mesmo jogador apontou um canto da esquerda que levou muito perigo à área adversária e Paulo Renato falhou por muito pouco o toque no esférico.

Foi um início muito forte com o SCP a querer resolver cedo a questão. Porém, como não conseguiu concretizar essas oportunidades e como o Estoril se apresentou muito defensivo, os nossos jogadores deixaram-se apoderar de alguma ansiedade. A partir daqui tivemos muita dificuldade em assentar o nosso jogo. Embora dominássemos (o Estoril praticamente não saia do seu meio campo) não conseguíamos criar perigo. Nesta fase o jogo era muito disputado a meio campo. Foi preciso esperar até aos 36 minutos para assistir à melhor jogada do desafio que, curiosamente ou talvez não, originou o único golo da partida. Zezinando subiu pelo flanco direito, fintou brilhantemente o adversário directo e cruzou para a grande área, onde apareceu David Caiado a cabecear sem oposição para o fundo da baliza. Estava feito o 1-0.

David Caiado e Bruno Pereirinha junto ao banco de suplentes após a marcação do tento leonino.

Até ao intervalo, destaque apenas para um remate de André Marques que saiu por cima, um remate de Diogo Tavares ao lado e para o primeiro remate à baliza por parte do Estoril ao minuto 45.

A segunda parte começou movimentada como a primeira. David Caiado rematou por cima logo na primeira jogada. O Estoril respondeu com um remate muito perigoso que saiu ao lado. Aos 51 minutos, saiu Bruno Pereirinha e entrou João Martins. Dez minutos depois, o Estoril, que surgiu um pouco mais atrevido, rematou à baliza e Rui Patrício defendeu para canto. A resposta surgiu numa jogada individual de André Nogueira que subiu pelo seu flanco e rematou ao lado. No minuto seguinte, deu-se uma situação de “tiro ao boneco” com Tomané e Pedro Celestino a não conseguirem ampliar o marcador em remates sucessivos. Os canarinhos tiveram uma boa oportunidade aos 69 minutos num livre directo frontal mas Rui Patrício defendeu. À passagem do minuto 74, saiu Tomané e entrou André Pires. Aos 77 minutos, João Martins bateu um livre da direita e Paulo Renato cabeceou ao lado. A três minutos do fim, saiu Diogo Tavares e entrou Alison. Nada mais de relevante se passou até ao final da partida.

David Caiado, André Pires, Pedro Celestino e Rui Patrício (um pouco mais atrás) à saída do terreno de jogo.

Vitória justa do Sporting por 1-0.

Trio de arbitragem – Teve um desempenho regular sem influência no resultado embora falhasse na avaliação de algumas faltas.

Estoril – Exibição muito fraca. Limitaram-se a defender no primeiro tempo e fizeram pouco mais no segundo. Apenas o médio Balakov se fez notar.

Sporting – Globalmente não fez uma grande exibição. O cansaço devido aos jogos de três em três dias e a ansiedade decorrente do momento, impediram que os nossos jogadores exteriorizassem todo o seu potencial. Ainda assim foi a única equipa que desde o início demonstrou vontade de vencer o jogo.

Rui Patrício – Atravessa um excelente momento. Está muito confiante e cada vez mais seguro sempre que é chamado a intervir. :slight_smile:

André Nogueira – Foi um dos melhores em campo. Cheio de energia como de costume, percorreu o seu flanco vezes sem conta, rematou à baliza e ajudou a construir jogo. Merecia a pré-temporada. :smiley:

Daniel Carriço – Exibição seguríssima. Chega a ser impressionante porque não comete um único erro por mais pequeno que seja. :smiley:

Paulo Renato – Jogo tranquilo onde resolveu sempre bem as situações com que se confrontou. Participou também no ataque, subindo nos lances de bola parada.

André Marques – Fez um jogo positivo. Compensa alguma lentidão com uma boa eficácia no passe e no desarme.

Zezinando – Esteve muito pendular ao longo do desafio. Fez a assistência para o golo, depois de um excelente trabalho. :slight_smile:

Pedro Celestino – Exibição mais discreta que o habitual mas ainda assim merece nota positiva pelo empenho sem limites.

Bruno Pereirinha – Passou ao lado do jogo. Desinspirado e talvez acusando a sobrecarga de jogos, esteve sempre muito apático e nunca chegou a entrar no desafio. Foi bem substituído.

David Caiado – O MVP!! =D> =D> Marcou o golo que nos deu a vitória, esteve muito rematador e fez bom uso da sua velocidade.

Tomané – Poucos remates à baliza e pouco empenho. Não surpreende que tenha saído.

Diogo Tavares – Fez uns bons primeiros 25 minutos, onde estava a ser uma das melhores unidades. Acabou por ir desaparecendo do jogo a pouco e pouco.

João Martins – Entrou para dar mais profundidade ao meio campo leonino mas ficou um pouco aquém do que pode e sabe fazer.

André Pires – Jogou pouco tempo mas ainda conseguiu criar perigo para as redes adversárias.

Alison – Quase nem se deu por ele no pouco tempo que esteve no relvado.

O eterno e habitual obrigado Ricardo! Já o tenho dito à tua irmã e digo-te o mesmo a ti: Vocês são os meus olhos!

Obrigado pelo trabalho e pelo prazer com que o fazem. Eu particularmente, fico muito agradecido.

Quanto ao jogo, a vitória e o sentimento e as definições cada vez mais perto!

Gracias. :wink:

Seguramente estes tópicos das análises dos jogos dos juniores (e agora também dos juvenis) são os que consulto com maior interesse e motivação :wink:

E porque nunca é demais… muito obrigado!

Uma coisa curiosa é o grande interesse e participação entre os diversos níveis, o facto de haver jogadores e responsáveis dos diversos escalões a assistir aos jogos dos outros, é bonito!

Obrigado Ricardo (e Felina), grande trabalho, mais uma vez.