Juniores: Casa Pia 3 - Sporting 1 (Crónica)

O Sporting deslocou-se ao terreno do Casa Pia e foi derrotado por 3-1. O golo leonino foi da autoria de Bruno Matias.

Entre a assistência destaque para as presenças de José Manuel Torcato, Paulo Madeira e António Violante.

O Sporting jogou no habitual 4-3-3 com Rui Patrício na baliza, Vasco Campos a defesa direito, o capitão Daniel Carriço e Marco Lança como dupla de centrais e David Santos a lateral esquerdo. O trio do meio campo foi composto por João Martins a trinco, João Gonçalves descaído sobre o lado esquerdo e André Pires sobre o lado direito, ficando o ataque entregue a Bruno Matias na ala esquerda, Sebastião Nogueira na ala direita e Ricardo Nogueira na frente de ataque. No banco de suplentes estiveram o guarda-redes Tiago Jorge, o defesa Jorge Abreu, os médios Yannick Pupo e Adrien Silva e os avançados Marco Matias, Alison e André Cacito. O trio de arbitragem veio de Leiria.

Da esquerda para a direita: João Martins, André Pires, Ricardo Nogueira, Bruno Matias, David Santos, Vasco Campos, Marco Lança, Sebastião Nogueira, João Gonçalves, Rui Patrício e Daniel Carriço.

Daniel Carriço na escolha de campo e bola com Rui Patrício a observar.

Resumo da 1ª parte:

O jogo logo de início não se afigurou fácil com o Sporting a revelar dificuldades para chegar ao último reduto casapiano. O jogo era muito disputado a meio campo e a equipa verde e branca não conseguia explanar o seu jogo no piso sintético. A primeira oportunidade de golo surgiu ao minuto 9, num remate do Casa Pia à entrada da área com Rui Patrício a corresponder com uma magnífica defesa para canto. No seguimento do mesmo, depois de um par de ressaltos na nossa grande área, Ricardo Nogueira levou a mão à bola e o árbitro assinalou a respectiva grande penalidade. A mesma foi convertida, sem hipótese de defesa para Rui Patrício. Estava feito o 1-0. O pior foi que, apenas três minutos depois, o Casa Pia chegou mesmo ao 2-0, num contra-ataque rápido que apanhou toda a defesa em contrapé. Um casapiano surgiu isolado perante Rui Patrício e não teve dificuldade em chutar para golo. Em apenas 13 minutos, os leões estavam com uma desvantagem de dois golos e ainda não tinham conseguido pegar no jogo.

O Sporting tentou reagir e, paulatinamente, foi-se aproximando do último terço do terreno à guarda dos casapianos. Porém, nunca o fez de forma muito organizada. A equipa parecia desorientada com os golos sofridos e não se conseguia soltar perante uma equipa que se defendia bem. Apesar dos constantes incentivos de Daniel Carriço, os jogadores leoninos perdiam muitas disputas a meio campo, não conseguindo construir uma jogada com princípio, meio e fim. Para piorar ainda mais a situação, o Casa Pia fez o 3-0 na última jogada da 1ª parte. Em jogada pelo flanco direito, um casapiano desferiu um remate cruzado à entrada da área, que entrou pelo “buraco da agulha”, traindo Rui Patrício.

Resumo da 2ª parte:

Ao intervalo, Lima tirou João Gonçalves e fez entrar Alison. No primeiro minuto, André Pires rematou à trave, após jogada individual. O Casa Pia apostava agora acima de tudo em defender bem como na saída rápida para o ataque, pelo que havia que estar atento. Na resposta a um livre directo, Rui Patrício voltou a dizer que “sim” com uma boa defesa.

Infelizmente, o segundo tempo não trouxe ao Sporting novas ideias para o ataque. Só aos 54 minutos, João Martins, em jogada individual, logrou entrar na área adversária mas a bola foi rapidamente afastada para canto. No seguimento do mesmo, Bruno Matias rematou fraco. Aos 60 minutos, saiu Sebastião Nogueira e entrou André Cacito para reforçar o ataque verde e branco. Três minutos depois, o Sporting chegou ao tento de honra. Ricardo Nogueira ganhou uma bola na meia lua e tocou-a para o interior da área onde Bruno Matias, mais rápido, se antecipou à defesa adversária e rematou para o 3-1. O SCP ganhou algum ânimo e continuou a atacar, dado que ainda havia muito tempo para jogar. Pouco depois, Alison, em jogada pelo lado esquerdo, entrou na área e foi derrubado mas o árbitro não assinalou a grande penalidade, prejudicando a equipa leonina. Ao minuto 66, saiu David Santos (o Sporting passou a jogar com 3 defesas) e entrou Yannick Pupo. Até ao final da partida, destaque para uma jogada de Ricardo Nogueira que surgiu isolado na área mas permitiu o corte com o pé do guarda- redes. A equipa nunca baixou os braços, procurando sempre rematar à baliza mas os remates, invariavelmente, saíam fracos ou mal direccionados.

Derrota justa do Sporting por 3-1.

Trio de arbitragem – Exibição com algumas falhas. No capítulo técnico deixou passar em claro algumas faltas a meio campo, sendo que o penalty não assinalado a favor do Sporting foi o erro mais grave. Do ponto de vista disciplinar poderia ter mostrado alguns cartões amarelos aos jogadores casapianos mais reincidentes.

Casa Pia – Apanhou-se a ganhar por 2-0 antes do quarto de hora, passando a partir daí a defender e a jogar em contra-ataque. A equipa é organizada do ponto de vista defensivo e revelou-se eficaz na finalização.

Sporting – Exibição muito pálida da equipa leonina que, não obstante nunca ter baixado os braços, não conseguiu produzir futebol de boa qualidade. Os vários sectores apresentaram-se muito desligados uns dos outros e a desvantagem cedo alcançada pelo adversário, contribuiu para a desorientação colectiva.

Rui Patrício – Jogo inglório para o nosso guarda-redes. Apesar dos três golos sofridos, onde pouco ou nada poderia fazer, ainda se destacou por um par de boas defesas. De resto, esteve tranquilo nos lances aéreos.

Vasco Campos – Depois de uma primeira parte menos positiva, onde se mostrou algo permeável aos ataques contrários, melhorou no 2º tempo, controlando bem as investidas do Casa Pia.

Daniel Carriço – Depois da desvantagem no marcador, foi um dos elementos que mais procurou incentivar e corrigir os companheiros. Fez uma exibição regular defensivamente (embora um pouco abaixo do que pode e sabe fazer) e subiu no terreno em lances de bola parada.

Marco Lança – Em jogo complicado para todo o sector defensivo, revelou algumas dificuldades em suster os avançados contrários. Esteve muito esforçado mas perdeu mais lances que o habitual.

David Santos – Em termos defensivos, jogou muito na expectativa e devia ter sido um pouco mais atrevido na disputa dos lances homem a homem. A atacar esteve mais certinho mas sem provocar perigo de maior.

João Martins – Mais uma exibição com altos e baixos. Demasiado permissivo na sua área de jurisdição, perdeu muitos lances na disputa pela posse da bola. No segundo tempo melhorou um pouco. Nos lances de bola parada, nunca conseguiu levar o perigo à área adversária.

João Gonçalves – Desinspirado, nunca chegou a entrar no ritmo certo do jogo. Perdeu muitos despiques individuais, não surpreendendo a sua saída ao intervalo.

André Pires – O MVP!! =D> =D> Apesar de não ter feito uma exibição de deslumbrar, foi o elemento mais produtivo, esclarecido e constante do meio campo leonino. Rematou à trave, em lance infeliz, e teve sempre um papel pendular entre a defesa e o ataque.

Bruno Matias – Esteve pouco em jogo no primeiro tempo, em que as suas iniciativas não tinham seguimento. Na segunda parte melhorou um pouco, participando mais na manobra ofensiva. Marcou o tento de honra.

Ricardo Nogueira – Esteve sempre muito desapoiado na frente de ataque. Muito esforçado, foi autor de vários remates e cabeceamentos mas nenhum levou a direcção pretendida. Ganhou o ressalto aéreo de onde resultaria o golo do Sporting.

Sebastião Nogueira – Lutou muito e procurou dinamizar o seu flanco mas esteve sempre muito marcado.

Alison – Entrou ao intervalo, alternando bons lances de recuperação e construção de jogo, com lances inconsequentes. Sofreu uma grande penalidade não assinalada.

André Cacito – Apesar de ter jogado mais tempo que o habitual, as coisas não lhe saíram bem. Muito marcado pela defensiva contrária, foi-lhe difícil criar espaços para poder rematar.

Yannick Pupo – Entrou para o meio campo na tentativa de “arrumar a casa”. Revelou-se um pouco mais rápido e solto de movimentos, recuperando algumas bolas e rematando um par de vezes.

Obrigado por mais uma crónica. Abraço

Obrigado por mais uma crónica. Abraço

Como é que conseguimos perder 3-1 com o Casa Pia ? :shock: :shock: :shock:

3-1?? Dasss! :shock:

Foi apenas um jogo mau,certamente que a equipa vai dar a volta por cima.
Mais uma vez excelente crónica.

O Casa Pia não é nenhum borra botas, e em casa são fortes. Melhores dias virão, e isto foi a excepção do que os nossos putos sabem fazer!

Ultimamente têm sido “desaires” a mais…

Muito obrigado Ricardo, por mais esta excelente reportagem. Infelizmente a nossa equipa não nos ofereceu a habitual alegria. Com estes estamos habituados a ganhar que sentimos de maneira diferente quando as coisas não correm bem. Hábito de vencer, de sermos os melhores (ao menos na formação). Com certeza a equipa saberá dar a volta por cima rumo ao topo.

Um abraço.

Esta derrota foi totalmente inesperada. Eles entraram muito bem no jogo e adiantaram-se de imediato com 2 golos. O nosso meio campo, pura e simplesmente, não funcionou e quando assim é as coisas tornam-se logo mais difíceis. O piso sintético, em que a bola ganha maior rapidez, também não favorece o estilo do jogo do SCP, assente na técnica e na circulação da bola. E ainda há quem defenda a merda dos sintéticos!

Saliento mais uma vez que apesar do erro grave do árbitro ao não assinalar um penalty a nosso favor, a derrota é justa porque não rendemos o exigível. Nem imaginam como custa fazer uma crónica destas. :frowning:

E ainda há quem defenda a merda dos sintéticos!

Daqui a uns anos é o inevitável, é uma questão de hábito, como em tudo na vida.
Espero é que os juniores nao se habituem a perder, isso é que não!
Não te preocupes melhores crónicas virão, 100% certeza. :smiley:

Não queres comparar a beleza do futebol jogado na relva verdadeira com a do sintético, pois não?

Será que isto se deve à mudança de treinador? :frowning:

FORÇA SPORTING!

Sobre os jogadores do Casa Pia sabem-me dizer como jogaram o extremo esquerdo e o n.º 10?
Já os vi jogar esta época e fizeram um jogo fantástico…

Parabéns pela presença, crónica e fotos dos manos, mais uma vez em grande.

Foi uma derrota inesperada, é um facto, mas pelo que leio aqui acho que o pessoal deve pensar que a este nível as equipas de Juniores tirando o Sporting, Benfica, Belenenses, E. Amadora e mais uma ou outra é tudo coxos e não saem da área. É mentira. Podem ir ver um jogo qualquer de juniores que ficam com a ideia errada que poderão ter. Os jogos são bem disputados e com qualidade, há sempre jogadores nas equipas que se destacam e que estão já numa qualidade bastante boa. É bom não se olhar só para o próprio umbigo. Por exemplo, o Casa Pia na jornada anterior foi a Belém perder por 2-1, o que denota bem as dificuldades que o Belenenses teve para vencer a partida.

Houve também um periodo de férias que permitiu aos clubes fazerem alguns ajustes e preparar-se com mais calma para o resto do campeonato. Em relação ao sintético, Coração de Leão e Felina por acaso sabem se a equipa de Juniores treinou a última semana no sintético?

Respondendo ao “Anti-Anti” pelo que já pude ler deste jogo, parece-me que o Extremo-Esquerdo do Casa Pia ficou a ganhar no duelo com Vasco Campos e as bolas eram muitas vezes enviadas para aquela zona por parte dos jogadores CasaPianos.

FORÇA SPORTING!

Esta derrota foi totalmente inesperada. Eles entraram muito bem no jogo e adiantaram-se de imediato com 2 golos. O nosso meio campo, pura e simplesmente, não funcionou e quando assim é as coisas tornam-se logo mais difíceis. [b]O piso sintético, em que a bola ganha maior rapidez, também não favorece o estilo do jogo do SCP, assente na técnica e na circulação da bola. E ainda há quem defenda a merda dos sintéticos![/b]

Saliento mais uma vez que apesar do erro grave do árbitro ao não assinalar um penalty a nosso favor, a derrota é justa porque não rendemos o exigível. Nem imaginam como custa fazer uma crónica destas. :frowning:

Este tipo de pisos devia ser pura e simplesmente proibido :!:

Será que isto se deve à mudança de treinador?

Ainda é cedo para se tecerem conclusões sobre isso. Ele até agora não trouxe grandes mudanças. A estrutura táctica e o estilo de jogo mantêm-se iguais.

Sobre os jogadores do Casa Pia sabem-me dizer como jogaram o extremo esquerdo e o n.º 10?

Estiveram em bom plano, ambos muito aguerridos. Mas toda a equipa esteve muito combativa.

Em relação ao sintético, Coração de Leão e Felina por acaso sabem se a equipa de Juniores treinou a última semana no sintético?

Não faço a mínima ideia. Posso partir do princípio que sim, mas em rigor não disponho dessa informação.