José Sá Fernandes e os Azeites.

Acho que o banana aqui estás a ser tu, porque ainda não atingiste que o termo “Hostel” não é nem mais nem menos do que o termo inglês para Pousada/Albergue. Pousadas e Albergues esses que já existem e estão sob a tutela do Ministério da Juventude.

Era como agora chamarem “saco de ar” aos airbags dos automóveis, e depois impedirem a sua comercialização porque não há legislação para os “sacos de ar”, mas sim para os “airbags”.

Mas se não é assim como digo, terei todo o prazer em que desfaças a minha bananice, e me expliques, objectivamente, qual é a diferença entre um Hostel e um Albergue/Pousada, já que pareces estar tão por dentro do assunto.

Se calhar vamos levar o mesmo tempo a saber, como aquele que levaste a aprender a escrever sem ser em CAPSLOCK.

Pois, eu não sei como ela tem aquilo registado. Até porque o negócio é dela e não meu.
Apenas sei que o conceito que ela implementou, é o de Hostel.

Na net? Na net não é Hostel mas Hosting. :lol:

Se tu percebes…

simples.

público versus privado

hostel.com

travel.punk

banana.com

A minha definição de Hostel: Aluguer apenas da cama e uso das áreas comuns.

Ah bom! Mas não foi essa a questão que começaste por levantar. O que começaste por dizer, ignorantemente, foi que em Portugal não havia “Hostels”.

De qualquer das maneiras, tens dados para dizer que a oferta actualmente existente em Portugal não é suficiente em qualidade/quantidade para justificar uma privatização deste modelo de alojamento? E já agora, nos outros países que referes, cada hostel é gerido por uma empresa privada?

Como profissional da área, posso dizer-vos que de facto não existem “hostels” em Portugal, sendo que o mais parecido que há são as pousadas da juventude (nem todas as pousada são da juventude, existem unidades hoteleiras com a denominação de pousadas).

Por ordem crescente, se a memória não me falha:

Albergue
Pousada
Pensão
Residencial
Hotel/Residencial
Hotel (de uma a 5 estrelas e Luxo)
Resort
Aldeamento

Só falta então saber o que é, em concreto, um “hostel” (além do filme produzido pelo Tarentino) e o que é que o distingue de uma Pousada da Juventude como as que se encontram em Portugal.

Um hostel pode ser privado, em Portugal que eu saiba as Pousadas pertencem ao turismo (a lei pode ter mudado).

Para além disso um hostel não tem limite de idade, enquanto as pousadas até há algum tempo atrás tinham (confesso que não sei muito sobre a forma de funcionar das pousadas, apenas o que tive que estudar), o Hostel tb não tem hora de recolher obrigatório, enquanto algumas pousadas da juventude tÊm-

Mas atenção que eu não queria dizer que não concordo, que o equivalente em Portugal seja uma pousada da juventude ou uma residencial, apenas expressei que não existe igual na génese em Portugal.

As Pousadas da Juventude em Portugal, tanto quanto sei, são geridas por uma empresa contratada pelo Ministério da Juventude.

As Pousadas da Juventude já não têm restrições de idade mas penso que é preciso um cartão de alberguista para pessoas com mais de 26 anos (ou seja, aquelas que já não podem ter cartão Jovem). E é apenas aqui que vejo a desvantagem das Pousadas da Juventude, é que obrigam um turista, mesmo que seja internacional a ter que criar a porra do cartão para ter um tecto para dormir.

Quanto à hora de recolher, penso que a generalidade funciona H24.

Mas lá está, tudo se resume à questão da qualidade/quantidade. Se o modelo que temos funciona e satisfaz as necessidades internas e externas, para quê mexer?

Entretanto não resisti a fazer a pesquisa. Digam-me se isto:

http://www.hostelworld.com/findabed.php?PHPSESSID=a87deba5b516b283e6ec3e3f62b7fe11

são ou não são Hostels.

Open since April 2005, the LLH was the first Hostel in Lisbon. We moved in March 2007 to the Rua de Sao Nicolau 41st, Lisbon’s Downtown (BAIXA)
Lisbon’s heart!

Ok, estava errado, lembro-me perfeitamente disto abrir mas nao fazia a minima que era um hostel.

Conheço bastantes dos que estao naquela lista e nao fazia a minima ideia que o eram, nas revistas da especialidade portuguesas nao aparecem como Hostels, mas pronto, se vendem cama a cama, sao hostels e mais nada :wink:

De facto é inacreditável.

Qualquer que seja o assunto discutido neste fórum, há sempre um especialista/entendido na matéria para ajudar à discussão. Este fórum é monstruoso.

Fórum Porta 10-A Rules! :victory:

De facto, em Lisboa existem e funcionam com o nome e as caracteristicas de um Hostel; aluguer apenas da cama e uso dos restantes espaços comuns, mas não o são, porque não podem ser, aliás com esse tipo de oferta apenas as Pousadas e os Albergues podem funcionar e essas são da exclusividade do Estado (IPJ).

Sinceramente não percebo, qual é a vossa dúvida!?

Para não fazer muita confunsão, Leiam agora o primeiro comentário em que usei como exemplo a minha reunião na CMLisboa, está lá tudo explicado…

Estamos um bocadinho atrasados…só um bocadinho… mas é claro que já esxiste pessoal que se adiantou (não estão é legais)

Esta minha questão pode ser comparada por exemplo com um Coffe-Shop…
Não existe espaços deste tipo consagrados na lei, mas existe na lei que podes ter um certa quantidade de (haxe/erva) para consumo próprio(apesar daqui também a lei ser rídicula, pois com podes tu ter algo que não “existe” à venda em lado nenhum), Acham que poderias abrir uma taberna, fumar lá dentro o que a “lei” te permite e depois colocar um toldo e um site na Net que publicite um coffe-shop!?

Eu compreendo a tua preocupação e sou sensível a essa questão. Aliás isto faz-me lembrar uma conversa que houve uma vez no fórum sobre a comida que se vende no estádio e que derivou para a conversa sobre “vender gato por lebre”, sobre cachorros quentes que não estão quentes, sobre as velhotas das praias Algarvias que vendem bolas de berlim com um buraco no meio e lhe chamam donuts, etc.

Nesse aspecto de defender ao máximo o consumidor e evitar, pela forma legal, a venda de gato por lebre, estou plenamente de acordo contigo. Deve garantir-se a genuinidade e legitimidade do produto, de modo a evitar barbaridades que se vêm por aí à venda, do género:

  • “queijo tipo Rabaçal”
  • “posta tipo Mirandesa”
  • “leitão tipo Bairrada”

Aliás, desde há uns anos para cá a UE tem assumido legislação feroz nesse sentido. Por exemplo hoje já não se pode vender Espumante da Murganheira ou da Raposeira sob o nome de “Champanhe”, porque Champanhe é o espumante exclusivo da região francesa homónima.

E por isso, de igual modo, deve assegurar-se que um alojamento que dá pelo nome de “Hostel”, seja, efectivamente aquilo que se entende por Hostel, de forma a que o consumidor saiba aquilo com que pode contar. Mas:

  • tu próprio reconheces que os ditos alojamentos (os de Lx por exemplo) têm as características de Hostel
  • o grau de satisfação dos clientes anda perto da excelência, como podes ver pelos ratings atribuídos no site que referi
  • parece haver uma boa distribuição dos ditos alojamentos, suficiente para a procura existente

Por isso não me parece que a falta de legislação sobre o produto denominado “Hostel” esteja a impedir o crescimento do negócio ou a criar atrito na oferta turística do país. E por isso não vejo onde está a urgência que tanto reclamas para a legislação da matéria.

A ideia nem é essa, até ao fim do dia vou tentar falar com alguém que saiba a lei, mas o que acontece é que já existem mesmo unidades com o nome de Hostel, como tal a lei já os deve estar a regulamentar, pelo que pude observar a maior parte deles são de 2007, o que me leva a pensar que a lei possa ser deste ano, ou meados do ano passado.

Concordo contigo e Acredito que já entendeste bem a minha preocupação.
Se deixares as coisas um bocado ao sabor da Ideia que cada um tem de um Hostel, mais cedo ou mais tarde (e acredita que já existem) vão aparecer maus exemplos, como Pensões de 3ª que mudam o nome da net para hostel, ou residências que para 50 camas têm uma casa de banho e assim Lisboa pode ser castigada se a mensagem que se passar for a de que em Lisboa os hostels não são de confiança… Pois a Verdade é que não são mesmo, pois não “existem”.

E de facto este é um assunto, que para mim é tão básico, mas por outro lado tão importante para uma cidade como Lisboa que vive do turismo ( e o turismo hoje em dia nas Grandes Cidades é visistas de 4 dias/ viagens Low cost e Hostels) que já deveria ter sido discutido, analisado e até lesgilado há 2/3 anos e não como me disseram na CMLisboa/Turismo esperar mais 2. Compreendes!?

Essa do nome na net, numa porta ou até num panfleto de turismo estar como Hostel não é o mesmo que um registo oficial e dentro da lei de um estabelicimento desse tipo.

Por exemplo;

Quantas casas de banho de uso comum deve ter um “Alojamento tipo Hostel” com 50 camas!?
Quantas camas podem existir por quarto?
É Obrigatório existirem os espaços comuns, cozinha e sala de estar!?

Se existirem estas regras, então aí sim é ver quem já cumpre, quem pode alterar para cumprir e fechar ou impedir que usem falsa publicidade quem não cumpre ou não quer cumprir.

Confirma Incitatus, mas garanto-te que ainda não vais encontrar.

Obrigado pela discussão. Estou mais Rico.