Jornal do Sporting - Parte 2

@invictus, estou à espera…

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ATÉ AO FIM!!!

Por Tito Arantes Fontes
08 Abr, 2021

OPINIÃO

(…) É mesmo mérito este primeiro lugar no Campeonato Nacional à entrada da 26.ª jornada! Onde Vai Um Vão Todos!!! E vamos mesmo!!!

Acabou nesta segunda‑feira mais uma jornada do Campeonato. Desta vez empatámos, mesmo ao cair do pano sofremos o golo do empate. Foi pena. Foi pena porque tínhamos o “jogo no papo”… mas só com um golo de vantagem já se sabe… pode sempre “cair um golo do céu” ao nosso adversário… e foi o que aconteceu, no único remate enquadrado do Moreirense FC à baliza de Adán! Provavelmente já houve outros jogos em que ganhámos e podia‑se justificar o empate. Mas neste… sim, neste merecíamos e tínhamos tudo para ganhar! Pena a meia hora final a “gerir”, sem matar o jogo… ainda assim, cá estamos! Vivos! Sólidos! Fortes! Coesos! E – com este empate – mais experimentados! Temos 25 jornadas feitas! Vinte vitórias! Cinco empates! A única equipa sem derrotas! E oito pontos de avanço sobre o segundo classificado, 11 sobre o terceiro e 12 sobre o quarto! É um registo notável! E – claramente – dependemos só de nós próprios! Força Rúben! Força equipa! Força Sporting CP!

Este nosso jogo foi – como seria de esperar – “abrilhantado” por mais uma memorável actuação do “abeto português”… sim, esse mesmo, o tal de João Pinheiro! Coadjuvado por outro “astro dos infernos vermelhos” – Bruno Esteves de seu nome – no VAR! Pois bem… esta dupla ofereceu‑nos mais um espectáculo deprimente! Aliado ao rigor das “linhas” de fora‑de‑jogo do VAR… que anularam dois golos ao Sporting CO… um deles por causa de uma milimétrica “linha” de 2 centímetros… sim, dois centímetros! Não dá para acreditar… mas aconteceu! Mas – dizia eu – aliado a este “rigor de centímetros” temos o arrepiante contraste com o obsceno e infame “critério disciplinar” seguido pela arbitragem! O “abeto português” começou logo aos três minutos… agressão incólume ao Palhinha, amarelo perdoado ao Moreirense FC… estava dado o “mote” para o regabofe… e cerca de meia hora depois foi o “clímax”… onde está o miúdo? E pumba, foi entrar com tudo sobre o Nuno Mendes, 18 anos, internacional português! Resultado: Nuno Mendes lesionado (milagre autêntico não ter fracturado a perna!) e pouco depois fora de campo! Resultado disciplinar: nenhum! Bradaram os céus… mas o “abeto” descaradamente não quis e – lá nos “infernos vermelhos” – o VAR também não… e sim, o lance é para expulsão, logo era para intervenção do VAR!!!

Nesta mesma 25.ª jornada tive oportunidade, até por ser fim‑de‑semana de “Páscoa confinada”, de assistir aos jogos dos nossos mais directos competidores, naturalmente visão limitada no caso daquele clube que gosta de ser televisionado em “circuito fechado”… coitado… E o que vi? Pouco ou nada! Nada de “futebóis de encantar”… mas, isso sim, mais do mesmo, infelizmente… ou seja, o tal clube “enclausurado” ganhou com um penálti que não existe (isto de “chorar” vale mesmo a pena!) e safa‑se, no fim, por lhe ter sido perdoado um penálti que poderia dar o empate à equipa adversária… noutro jogo assisti a uma “celestial” exibição açoriana, traída por mais uma “taremiçada”… e assim – só nesta época! – já lá vão quase 15 penáltis a favor da equipa do treinador que diz que até “javardo” já ouviu chamar‑lhe… valeu que agora esse senhor ficou calado e não nos presenteou com um dos seus habituais e lamentáveis “números de circo”! Por último, vi uns guerreiros ajoelhados… “salvos” no último minuto, ainda não sabendo como nem porquê de tão atarantados que estavam depois uma hora e meia de vendaval algarvio!

Certo é que quanto a estrelinha estamos conversados! Os outros foram bem bafejados e nós sofremos desse fel! Portanto… por muitos que lhes custe – e custa mesmo! – sim, é mérito do SCP! É mesmo mérito este primeiro lugar no Campeonato Nacional à entrada da 26.ª jornada! Onde Vai Um Vão Todos!!! E vamos mesmo!!!

Ultimas Notas: (1) CR7 e o tal treinador que diz que já foi apelidado de “javardo”… que diferença! CR7 exemplar, 18 anos ao serviço de Portugal! Melhor marcador de sempre da selecção portuguesa! E imediatamente após o jogo com a Sérvia, explicou o tal gesto da “braçadeira”! Ainda assim, na lusa pátria, foi um contínuo zurzir no CR7, forte e feio! Vergastado até ao limite! Gente ingrata, velhaca, cobarde e insignificante! Muitos, aliás, os mesmos que semanalmente saúdam, justificam e explicam o “ADN” de quem tem comportamentos de “javardo”!! Dois pesos, duas medidas… a mesma vergonha dos que não têm mesmo vergonha! (2) as inenarráveis capas vermelhas do queimado pasquim da Queimada! Mais vermelho do que nunca! A selecção sub‑21 a qualificar‑se para o Europeu e a primeira página do triste pasquim ocupada com um jogador que nem nessa selecção está… mas é “vermelho”… ai se o ridículo matasse… que cemitério não iria lá pelo Bairro Alto! (3) Pedro Proença resolveu dar um ar da sua graça… vai daí “botou faladura” sobre a “celeridade processual” da justiça desportiva… e veio culpar a inconstitucionalidade explorada no caso Palhinha pela morosidade das decisões… inconstitucionalidade essa que o CD já resolveu através de audições aos jogadores por período de 24 horas… mas porque é que este ex‑árbitro não continuou caladinho lá no seu cantinho! Poupava‑se e poupava‑nos a mais este ridículo espectáculo!

Viva o Sporting Clube de Portugal!!!

ACREDITAR

Por Pedro Almeida Cabral
08 Abr, 2021

OPINIÃO

Regressando ao jogo com a equipa vareira, assistir àquele último período foi sentir a essência do que é o Sporting CP

No passado sábado, aconteceu Sporting na Arena de Ovar. O Sporting CP defrontou a Ovarense e ganhou por 97‑92 num emocionante jogo de basquetebol. Sobretudo na segunda parte, o marcador raras vezes esteve de feição e, a seis minutos do fim, perdíamos por 14 pontos. Uma distância talvez irreversível para a maior parte das formações da Liga Placard. Mas nada é impossível para a nossa equipa, especialmente para o mágico Travante. O norte‑americano rugiu bem alto e marcou três triplos certeiros neste último e quarto período. Este resultado garante ao Sporting CP o primeiro lugar da fase regular do campeonato. Pormenor pouco importante quando se segue uma fase a eliminar, diriam alguns. Nada mais errado, digo eu, pois o factor casa é crucial quando a competição se reparte também pelo campo do adversário.

Entremos, pois, na segunda fase do campeonato nacional de basquetebol com esperança num título que o Sporting CP não conquista desde 1982. Esteve perto no ano passado, 38 anos depois, mas o cancelamento da competição não permitiu que o Sporting CP lutasse até ao fim. Para quem pensa que o basquetebol do Sporting CP nasceu recentemente, devemos recuar até 1954, quando conquistámos o primeiro campeonato dos oito que temos. A história dessa modalidade em Portugal confunde‑se com a do Sporting CP, onde brilharam jogadores como Ernesto Ferreira da Silva, António Encarnação, Rui Pinheiro, Mário Albuquerque, Carlos Lisboa, Nelson Serra, os irmãos Baganha, mas também os norte‑americanos John Fultz e Mike Carter. Agora, queremos que sejam atletas como Travante Williams, John Fields, João Fernandes ou James Ellisor a fazer história com a verde e branca.

Regressando ao jogo com a equipa vareira, assistir àquele último período foi sentir a essência do que é o Sporting CP. Contra todas as aparências de um mau resultado, Travante e os restantes jogadores não se deixaram ficar e recuperaram os pontos que faltavam para o triunfo. Quem assistiu, nunca deixou de acreditar que a vitória era possível e, a cada triplo travantiano, sentiu‑se que nada ia parar o Sporting CP. Se os jogadores devem honrar a camisola do Sporting CP, Sócios e adeptos têm a missão de acreditar, sobretudo quando a equipa segue em primeiro e leva tantas boas exibições em pavilhões espalhados por Portugal. É a acreditar na nossa equipa de basquetebol que termino esta crónica (também) sobre o empate do Sporting CP com o Moreirense FC no futebol.

AS LIÇÕES DOS JOVENS LEÕES

Por Rodrigo Pais de Almeida
08 Abr, 2021

OPINIÃO

(…) E também é por isso que domingo, seja quem for, de que forma for, e em todos os momentos: Onde for um, vamos sempre todos!

Como disse Rúben Amorim, algum dia iria acontecer. Já tivemos exibições menos conseguidas que nos deram os sempre ambicionados três pontos ao cair do pano, mas algum dia iria acontecer uma boa exibição não conseguir ser coroada com o objectivo. E logo no derradeiro minuto do encontro.

Num estádio sempre difícil e contra um adversário que se encontra cómodo na tabela classificativa, o Sporting Clube de Portugal fez uma exibição, a meu ver, bem positiva. Do ponto de vista defensivo, ao longo do jogo concedeu “meia oportunidade” de golo ao Moreirense FC no remate à entrada da área e descaído para a ala esquerda em que Walterson desfeiteou António Adán. O único remate enquadrado do Moreirense FC ao longo de todo o encontro.

Ao invés, construiu uma dezena de oportunidades de golo. Fez um golo. Viu dois golos anulados pelo VAR por milímetros (o que despoletou a discussão dos já famosos 24 frames que as câmaras televisivas captam por segundo e que podem obrigar o protocolo a dar uma margem de segurança na análise a pretensos foras‑de‑jogo). Obrigou o guarda‑redes adversário a fazer quatro excelentes defesas. Disparou três vezes a centímetros dos postes. E teve três cruzamentos de golo cortados in extremis quando iriam ser facilmente finalizados. A eficácia que tanto tem sido evocada pela inveja rival, traiu‑nos e retirou‑nos a vitória que estava mais do que justificada!

Os golos – inclusive o anulado – do Paulinho são notas de destaque deste jogo e reveladores do que pode acrescentar o goleador. A capacidade de surgir nos espaços de finalização como no primeiro golo, e o rasgar da defesa culminado com um toque de classe a passar por cima do guarda‑redes no tento anulado mostram a capacidade de Paulinho no último terço. Mas os seus atributos não se esgotam na finalização. Paulinho é um avançado fino, de classe, com toque de bola e que sabe aparecer entre linhas para atrair defesas e criar espaços para a entrada dos colegas. Consegue segurar, mas também jogar a um toque. É canhoto, mas usa o pé direito sem comprometer. É exímio no jogo colectivo. Pode jogar em cunha no centro de ataque ou com apoio e em apoio. É o avançado moderno para equipas que gostam de jogar em posse, a dominar o espaço e tempo/ timing do jogo, e que procuram os momentos certos para se acercarem das balizas adversárias sem quererem ser avassaladoras, mas sim letais. É o avançado perfeito para este Sporting CP que Rúben Amorim está a construir!

A nota menos positiva do jogo foi a lesão aparentemente grave do jovem Nuno Mendes. Nuno Mendes é um jogador júnior. Nuno Mendes é um jogador com uma capacidade física fora do normal. Nuno Mendes estreou‑se no Sporting e ganhou maturidade. Nuno Mendes foi chamado à selecção nacional A e foi titular da actual campeã da Europa. Nuno Mendes é hoje em dia o jovem defesa‑lateral mais cobiçado do futebol europeu aos 18 anos. Nuno Mendes sofreu uma entrada agressiva e nada leal no último jogo que o obrigou a sair lesionado. Chocante? Sim. Mas para mim a maior nota de relevo foi que a mesma não foi alvo do critério disciplinar. Centrou‑se a discussão pública na questão de ser uma entrada merecedora de cartão amarelo ou vermelho dada a imprudência da mesma, mas fez esquecer o mais grave. Como é possível não ter existido sequer a admoestação de um cartão amarelo? A negligência e falta de protecção ao talentoso jogador conheceu o capítulo mais negro da sua já longa história na segunda‑feira em Moreira de Cónegos.

Nota final para algo que intriga todos os nossos adversários (e quem sabe até alguns Sócios e adeptos do nosso Clube). O Sporting CP não vence o campeonato de futebol desde 2002 e a sua falange de apoio, Sócios e adeptos, nas camadas mais jovens (sobretudo nascidos após o ano 2000) e que nunca viram/sentiram o Clube a vencer o maior troféu de Portugal, continua a aumentar e a ser cada vez mais fervorosa.

Tenho lá em casa dois Sócios desde que nasceram (dez e 14 anos) e neles revejo cada um desses jovens rostos que nos surpreendem com juras e manifestos de amor Leonino do mais puro e genuíno que há. Dia após dia. Vestem orgulhosamente a camisola listada mesmo quando não há jogo. Fazem birra quando lhes dizemos que não podemos comprar todas as sucessivas novidades de merchandising do Clube. Dormem agarrados ao Jubas como se fosse o seu melhor e mais protector amigo. Colocam o cartão de Sócio na lapela, qual ADN ou tipologia sanguínea. Sabem de cor todas as músicas e cânticos do Clube que entoam desde que acordam a cada dia de jogo. Assistem a cada jogo ao nosso lado vibrando a cada golo e sofrendo a cada momento menos bom.

No final do jogo com o Moreirense FC e observando a tristeza e frustração do pai, mas a cabeça sempre erguida dos jogadores e do nosso jovem treinador, o Afonso disse‑me “Sabes pai, gosto mesmo da nossa equipa. É que não há nenhum jogador que eu não goste. Eles são mesmo fixes. Mesmo quando não ganhamos, gosto mesmo de os ver. Eles dão tudo papá. O Adán, o Porro, o Palha, o Seba, o Pote ou o TT… Todos! Agora até já temos o Paulinho bem, pai. Só espero que a lesão do Nuno Mendes não seja grave…”.

O melhor do mundo são mesmo as crianças. E ensinam‑nos lições de vida todos os dias. Na segunda‑feira, os milhares de “ Afonsos ” espalhados por todo o universo Leonino e que nunca viram o Sporting CP ganhar um título, sentiram um enorme orgulho por serem do Sporting Clube de Portugal mesmo depois de um resultado injusto e menos bom. Ao ler algumas publicações de preocupação (excessiva…) nas redes sociais do universo Leonino depois do jogo de Moreira de Cónegos não consegui deixar de sorrir e de me lembrar do meu Afonso. Uma equipa invicta, com um percurso imaculado, depois de um jogo com uma exibição bem conseguida, mas onde consentiu um empate fortuito no último minuto, que lidera a Liga NOS com oito pontos de avanço a nove jornadas do final… será motivo para tanta apreensão?

É pelas lições e constantes manifestações de afecto e carinho destes jovens Leões. É pela lucidez que nos vão ensinando quando procuramos fundamentos que não existem para temer algo. É pela paixão fervorosa que têm. É pela incompreensão que lançam aos nossos rivais que não entendem como é possível estas crianças cultivarem tanto este amor sem o retorno de títulos desde que nasceram. É muito por eles que estamos a sofrer este ano. Porque ansiamos pelo dia em que eles vão ter essa alegria pela primeira vez. Que sintam o que já sentimos. Essa é uma ansiedade mais nossa do que deles, mas que é reveladora do que é a verdadeira paixão da família Leonina pelo Sporting Clube de Portugal. E também é por isso que domingo, seja quem for, de que forma for, e em todos os momentos: Onde for um, vamos sempre todos!

JORNAL SPORTING JÁ DISPONÍVEL

Por Sporting CP
08 Abr, 2021

JORNAL SPORTING

Edição n.º 3814 em papel e em formato digital

Já está disponível em versão papel e em formato digital a edição n.º 3814 do Jornal Sporting .

Nesta nova edição, o grande destaque vai para a união no basquetebol do Sporting Clube de Portugal entre atletas do passado e do presente, dias antes da disputa da Taça de Portugal que os Leões venceram no ano passado. Uma modalidade histórica que regressou em 2019/2020 ao Clube Leonino e que tem marcado a diferença no panorama desportivo nacional.

Como habitualmente, a publicação verde e branca destaca também os jogos do fim-de-semana passado, quer no futebol, quer nas restantes modalidades, com as Leoas do râguebi a merecem um póster depois da conquista da Supertaça, que juntaram ao título nacional conquistado há poucos dias.

Nesta edição, destaque ainda para as entrevistas ao treinador Paulo Freitas e ao capitão Pedro Gil, nas quais ambos antevêem a disputa da fase de grupos da Liga Europeia, marcada para os dias 9, 10 e 11 de Abril, no Luso. O Sporting CP é o detentor do troféu e quer, obviamente, renovar o título, mas para isso vai ter de ultrapassar primeiro o Reus Deportiu e a UD Oliveirense.

No ‘ADN de Leão’ da próxima semana o convidado também é das modalidades de pavilhão: Salvador Salvador, que estreia a presença do andebol no podcast oficial do Clube, e após a gravação falou ao Jornal Sporting .

Já a lenda desta semana é uma figura mítica do futebol Leonino: João Morais.