Eu não analiso os jogadores pela % de eficácia de passe ou pela quantidade de vezes que toca na bola.
João Simões tem andado meio perdido em campo, no último jogo foi evidente.
Muitos passes para trás, para o lado, lento nas decisões, jogar demasiado pela certa, previsível…
Teve uma bola que tentou dominar mas a bola fugiu-lhe vários metros (em comparação com os domínios de bola do Geny, está muito longe ainda).
Teve alguns lances onde perdeu a bola que deu ataque perigoso do adversário.
Não se viu um remate de jeito.
Percebo que ainda só tem 17 anos, mas está muito longe de estar preparado.
O Hjulmand jogou sozinho, foi a ideia que deu.
Penso que o Debast deveria subir muitas vezes para o meio campo e ajudar assim o Hjulmand a subir no terreno.
O João Simões tem de jogar na B para evoluir e um dia ter futuro no Sporting.
Que va jogando de vez em quando, mas nunca a titular.
Incrível como se mata á nascença um miúdo de 17 anos lançado às feras num contexto destes em que até os craques da equipa parecem mecos.
Era evidente que taticamente ele não ia estar no ponto, nem podia, ainda para mais numa posição tão complexa. E depois o treinador tem muita culpa, é ele quem o coloca em linha com o Huljmand, o que compromete a transição ofensiva e causa problemas na pressão alta.
Eu vi muito potencial neste miúdo, uma capacidade física que não é normal nesta idade e muita confiança, agora precisa de um treinador a sério e de não queimar etapas.
O problema não é João Simões!! Estariamos nos bem se esse fosse o problema… o probelema é que ninguem estar a jogar bem, mais os roubos de "igreija " ,mais uma serie de equivocos do treinador e presidente!!
O Morita na posição 8, vs Moreirense, teve 43 tentativas de passe e acertou 31 (72%) e 6 passes progressivos. O Bragança vs Moreirense (a jogar numa posição distinta) em 25 passes teve 5 progressivos. No jogo vs Santa Clara o Bragança teve 78 passes e 13 progressivos.
Já o Hjulmand tem, vs Boavista, 68 tentativas de passe e 9 progressivos, mas vs Gil Vicente em 72 tentativas tem 5 passes progressivos.
O João Simões com uma média de 4 passes progressivos acaba por estar dentro dos números do Morita, Bragança e Hjulmand, no pós Santa Clara, onde a qualidade de jogo começa a baixar e temos adversários mais agressivos e subidos.
É sobretudo um problema estrutural, de soluções de passe para a frente, poucas referências, poucos movimentos de ruptura e uma postura conservadora de manter a bola em posse. Quando se vê um padrão destes na equipa, é injusto apontar o dedo ao jovem de 17 anos que ainda agora chegou num momento adverso para todos os jogadores.
Precisa de crescer mais e expurgar a mentalidade competitiva que o faz festejar cantos quando a equipa está 0-0 num jogo que precisa ganhar e o tempo escasseia.
Falta o regresso do Bragança e mais 1/2 médios no mercado.