Inácio na TSF

Não se alguém ouviu a entrevista de Inácio, esta tarde na TSF (sairá tb no JN).

A entrevista fez-me recordar coisas que ainda hoje me emocionam, e fez-me lembrar um treinador que ainda hoje guardo na memório com carinho especial.

Não é para mim um treinador de eleição, mas será para sempre O treinador, aquele que mais felicidade me provocou enquanto sportinguista nos últimos anos, com o seu trabalho.

Inácio tocou finalmente em alguns pontos chave da sua saída. Contando o que já se sabia sobre a sua rocambolesca saída, Inácio deixou bem a nú o amadorismo e inacreditável injustiça de que foi alvo, não pelos motivos da saída mas sim pela forma como foi tratado, despedido, readmitido e novamente despedido em todo um processo indigno do Sporting. Como boa pessoa que é diz não só não guardar rancores como até ter uma boa relação com Duque, que não sai nada bem da fotografia desenhada por Inácio que até o acaba por defender falando em outras coisas.

Inácio apenas se mostra profundamente magoado com Soares Franco, alguém que chegou ao Sporting depois do título e que após lá estar há 2,3 meses afirmou na altura na imprensa que “tinha pago quem tinha de pagar”, uma frase que Inácio nunca compreendeu e que o magoou e que relembra com alguma razão que não surgiu preferida nem com boloni nem com F.Santos, logo ainda hoje Inácio se pergunta o porquê da cruel tirada (o porquê diria eu com facilidade ao Inácio que se calhar está no fundo de uma garrafa de scotch do bom).

No final disse aquilo que nunca tinha dito: que o grande erro dele no Sporting foi ter aceite todo o processo de entradas no plantel que se seguiram ao título, o tal verão da loucura em que deixa a entender que teve influência zero. Diz que se fosse hoje não tinha aceite passivamente a situação, pq. a veio a pagar depois. E tem razão, embora apenas se possa penitenciar a ele próprio.

Recordo apenas em abono da justiça que tanto para o bom (as três contratações miraculosas de Cruz, Mpenza e Prates) com para o mau (o verão dos kilos de reforços para as mesmas posições, spehars, horvaths, sá pinto, joão pinto, fabris, tudo para o mesmo sítio, etc) os responsáveis foram: Luís Duque + Carlos Freitas.

O meu avatar e ke faz justiça a esse genio :wink:

Não se alguém ouviu a entrevista de Inácio, esta tarde na TSF (sairá tb no JN).

A entrevista fez-me recordar coisas que ainda hoje me emocionam, e fez-me lembrar um treinador que ainda hoje guardo na memório com carinho especial.

Não é para mim um treinador de eleição, mas será para sempre O treinador, aquele que mais felicidade me provocou enquanto sportinguista nos últimos anos, com o seu trabalho.

Inácio tocou finalmente em alguns pontos chave da sua saída. Contando o que já se sabia sobre a sua rocambolesca saída, Inácio deixou bem a nú o amadorismo e inacreditável injustiça de que foi alvo, não pelos motivos da saída mas sim pela forma como foi tratado, despedido, readmitido e novamente despedido em todo um processo indigno do Sporting. Como boa pessoa que é diz não só não guardar rancores como até ter uma boa relação com Duque, que não sai nada bem da fotografia desenhada por Inácio que até o acaba por defender falando em outras coisas.

Inácio apenas se mostra profundamente magoado com Soares Franco, alguém que chegou ao Sporting depois do título e que após lá estar há 2,3 meses afirmou na altura na imprensa que “tinha pago quem tinha de pagar”, uma frase que Inácio nunca compreendeu e que o magoou e que relembra com alguma razão que não surgiu preferida nem com boloni nem com F.Santos, logo ainda hoje Inácio se pergunta o porquê da cruel tirada (o porquê diria eu com facilidade ao Inácio que se calhar está no fundo de uma garrafa de scotch do bom).

No final disse aquilo que nunca tinha dito: que o grande erro dele no Sporting foi ter aceite todo o processo de entradas no plantel que se seguiram ao título, o tal verão da loucura em que deixa a entender que teve influência zero. Diz que se fosse hoje não tinha aceite passivamente a situação, pq. a veio a pagar depois. E tem razão, embora apenas se possa penitenciar a ele próprio.

Recordo apenas em abono da justiça que tanto para o bom (as três contratações miraculosas de Cruz, Mpenza e Prates) com para o mau (o verão dos kilos de reforços para as mesmas posições, spehars, horvaths, sá pinto, joão pinto, fabris, tudo para o mesmo sítio, etc) os responsáveis foram: Luís Duque + Carlos Freitas.

Eu sei que tens um odio de estimação ao Carlos Freitas. Mas acho que deves recordar o seguinte: o Luis Duque caíu no mesmo erro que o LFV dos Lamps, ou seja trabalhar quase em exclusivo com o Veiga. Praticamente todos os jogadores que vieram nesse ano foram empurrados por ele para o Sporting. Foi uma especie de factura que tivemos de pagar por ele ter posto o JVP no Sporting. Até com o Bruno Caires le o Dimas levámos. Se te lembrares o Duque foi buscar o Rodolfo Moura ao Porto, com um contrato milionário, vê agora onde ele está e com quêm. Nessa altura o Carlos Freitas não tinha nem 10% por poderes que tem hoje.

Eu tambem ouvi a entrevista. Estou eternamente agradecido ao Inácio pelo titulo.
Acho que toda a época ficou comprometida pela instablidade de Luis Duque, e até por alguma sede de poder. Como ganhou o campeonato, resolveu criar uma guerra com Roquete, em que o prejudicado foi o Sporting. Aliás esta guerra com o Duque, foi o principal motivo para a saida do Roquete. Depois foi o que se viu: uma época miseravel, com uma presença na LC ridicula, fizemos 1 ponto e fomos a pior equipa da fase de grupos . Com o Duque todas as semanas a ameaçar que se despedia, a até que finalmente o fez o Março de 2002, quando já estava tudo perdido.

A ingratidão para com o Inácio foi enorme.
Para armar o circo que se seguiu, mais valia deixá-lo pelo menos até o fim da época, pois os que o substituíram pouco mais fizeram.
Por outro lado, penso que a estratégia do Duque, com a bênção do vermeveiga, assentava essencialmente na contratação do “homenzinho”, que na altura só não veio do benfas para o Sporting porque houve forte contestação por parte de alguns adeptos. Ainda hoje me recordo de uma senhora, na conferência em que comunicaram a demissão do Inácio, dizer que jamais aceitaria o “homenzinho”, dado os gestos obscenos que ele tinha dirigido aos adeptos leoninos na Luz.
Penso que foi a partir dessa altura que o “homenzinho” pegou uma tremenda aversão ao Sporting.

Inácio, ser-te-ei eternamente grata!

O Sporting, não foi o unico clube treinado pelo Inácio.
E se repararem nas equipas por onde ele passa, depois de uma excelente temporada, vem sempre uma razia completa.

Coincidências ou serão sempre os dirigentes culpados? Não me parece nenhumas destas hipoteses.

E se há treinador que quer abandonar o barco quando a situação não está boa é o Inácio.
Mas procurando sempre o despedimento e não se demitindo.

No Marítimo diz quem viu o balneario que só faltava dizer aos jogadores para perderem. De um bom profisional, sem duvidas…

No Sporting, que treinador acham que aceitava ser demitido e readmitido?
Um treinador que tenha vergonha na cara, não aceita continuar depois de dizerem que ia ser despedido. Mesmo porque é péssimo para o plantel. Mas continuou (mesmo que por uns dias) para que o despedissem.

Pode ser boa pessoa, pode ser bom treinador, mas falta-lhe profissionalismo.

No final disse aquilo que nunca tinha dito: que o grande erro dele no Sporting foi ter aceite todo o processo de entradas no plantel que se seguiram ao título, o tal verão da loucura em que deixa a entender que teve influência zero. Diz que se fosse hoje não tinha aceite passivamente a situação, pq. a veio a pagar depois. E tem razão, embora apenas se possa penitenciar a ele próprio.

Se de facto disse isso, estou aqui para lhe chamar com todas as letras M-E-N-T-I-R-O-S-O. Deve julgar que os adeptos têm todos memória curta, mas há jornais da época com declarações, reproduzidas a partir de conferências de imprensa (para não vir ele ou outros dizer que foram os jornalistas que as inventaram), em que, após a assinatura do contrato com JVP, se vangloria de ter feito uma grande força para ele assinar. Graças a isso, e graças ao “forcing” final feito pelo Porto, acabámos por lhe pagar (prémios de assinatura incluídos) 500 mil contos por época, durante 4 épocas. Querer por as culpas exclusivamente no Luís Duque em relação a este caso, e também quase certamente em relação a Sá Pinto (aí já tinha de rever os jornais da época) é um sacudir de água do capote demonstrativo de falsidade e incapacidade de assumir responsabilidades pelos seus actos.

Tenho a agradecer a Inácio o que fez na época do título (tendo aproveitado o trabalho físico desenvolvido pela equipa técnica de Matterazi na pré-época), acho que foi muito bem despedido após as sucessivas merdas que fez na época seguinte, se bem que o Duque devesse ter sido posto a andar antes de provocar os desvarios contratuais cujas consequências ainda hoje andamos a pagar.

Angel,

Parece-me redutor e exagerado dizeres que Inácio está a mentir em todo o processo baseado apenas no caso da contratação de JVP. A contratação de JVP foi uma das inúmeras contratações, posso-te dar o exemplo de que para o mesmo sector do campo passaste a contar com Fabri e Sá Pinto, apenas para ilustrar um dos exemplos de falta de organização das aquisições.

Concordo contigo quanto a uma coisa: Inácio devia ter-se demitido se não concordava com o resultado final das contratações desse defeso, mas isso parece-me ser exactamente aquilo pelo que ele se penitencia.

Não tenho mais dados que me levem a acreditar que Inácio não só concordou como esteve na liderança do processo de aquisições, algo difícil de imaginar tendo em conta a personalidade de Duque, na altura já secundado por Carlos Freitas. Foram cometidas loucuras, dificilmente imputáveis a Inácio, aliás nunca ouvi referir isso por ninguém, o que seria normal na tentativa de retirar razão às queixas do mesmo.

Inácio é um treinador limitado, mas foi maltratado e o Sporting pagou até hoje o desnorte despesista da dupla Duque e Freitas, completamente transfigurados face ao bom trabalho que haviam feito no ano anterior.

Realmente também me parece desfaçatez do Inácio querer demarcar-se da voragem de transferências de 2000. Para além do caso do JVP (também me recordo exactamente das mesmas declarações que o Angel), lembro-me também da conferência de imprensa em que foi apresentado o Bruno Caires, com o Inácio a dizer que precisava de mais um médio defensivo para a campanha (que veio a ser longuíssima…) na LC, e também das repetidas exigências de um elemento para o lado esquerdo, que vieram a resultar na contratação do Fabri.

O Inácio andava cheio que nem um balão, chegava a dizer que trocava a revalidação do título pela Taça dos Campeões. Não queira agora dizer que não alinhou no esquema megalómano do Duque.

Prova de que andava cheio que nem um balão foi a forma como colocou as amizades à frente da competência, mudando um dos sectores que melhor conta de si tinha dado, que era o da preparação física.

Estarei eternamente grato pelo trabalho desenvolvido por Inácio no ano da quebra do jejum, mas a sua saída era inevitável.

Prova de que andava cheio que nem um balão foi a forma como colocou as amizades à frente da competência, mudando um dos sectores que melhor conta de si tinha dado, que era o da preparação física.
Pois... Mandou embora o Fidalgo Antunes, que pusera a equipa a comer a relva na 2ª metade da época, e mandou vir o "Prof." Terrão, mentor da equipa que só durava a primeira parte... :lol:

Não gosto nada co “homenzinho” de Setubal, mas com a sorte do mesmo :smiley: , se o Duque tivesse os “cojones” para na altura assumir a sua contratação, hoje estaria aqui a ser idolatrado…

Não gosto nada co "homenzinho" de Setubal, mas com a sorte do mesmo :D , se o Duque tivesse os "cojones" para na altura assumir a sua contratação, hoje estaria aqui a ser idolatrado...

…e não teria rasgado nenhuma camisola :evil:

… talvez uma encarnada… quem sabe? :wink:

Deste modo, não me custa reconhecer que ao invés do meu actual desprezo, o gajo hoje mereceria a minha admiração… :smiley:

Pois... Mandou embora o Fidalgo Antunes, que pusera a equipa a comer a relva na 2ª metade da época, e mandou vir o "Prof." Terrão, mentor da equipa que só durava a primeira parte... :lol:

Atrevo-me a dizer que desde o Prof. Fidalgo Antunes - excelente preparador físico - que não temos ninguém que ponha os jogadores a correr que nem cavalos.

Pois... Mandou embora o Fidalgo Antunes, que pusera a equipa a comer a relva na 2ª metade da época, e mandou vir o "Prof." Terrão, mentor da equipa que só durava a primeira parte... :lol:

Atrevo-me a dizer que desde o Prof. Fidalgo Antunes - excelente preparador físico - que não temos ninguém que ponha os jogadores a correr que nem cavalos.

Acho que correr mais ou correr menos, depende essencialmente do técnico.
Na segunda e última época do Boloni o FA ele lá estava, contudo… :?

Angel,

Parece-me redutor e exagerado dizeres que Inácio está a mentir em todo o processo baseado apenas no caso da contratação de JVP. A contratação de JVP foi uma das inúmeras contratações, posso-te dar o exemplo de que para o mesmo sector do campo passaste a contar com Fabri e Sá Pinto, apenas para ilustrar um dos exemplos de falta de organização das aquisições.

Concordo contigo quanto a uma coisa: Inácio devia ter-se demitido se não concordava com o resultado final das contratações desse defeso, mas isso parece-me ser exactamente aquilo pelo que ele se penitencia.

Tresleste as minhas afirmações. Não afirmei nada daquilo que referes na segunda frase citada, e não me pronunciei sobre a globalidade do processo de contratações, apenas dei exemplos parcelares.

Ok, pensei que estavas a abranger tudo.

Acho por demais óbvio que Inácio não teve INFLUÊNCIA em qualquer das contratações. Pode não poder aventar “santidade” por ter surgido ao lado das contratações a avalizá-las (no fundo ele penitencia-se por isso) agora acreditar que Inácio tenha sido o cérebro por detrás das aquisições… basta topar a forma de ser do Duque para ver que isso era impossível, ora se homem nem ao Presidente do Sporting (Roquette) queria obedecer qto mais papar grupos de um treinador.

Acho por demais óbvio que Inácio não teve INFLUÊNCIA em [b]qualquer[/b] das contratações. Pode não poder aventar "santidade" por ter surgido ao lado das contratações a avalizá-las (no fundo ele penitencia-se por isso) agora acreditar que Inácio tenha sido o cérebro por detrás das aquisições...

O que eu e outros foristas relatámos atrás devia pelo menos levar-te a fazer afirmações menos taxativas, por muito que gostes do Inácio.

Já agora, parabéns pelo futuro rebento. :wink:

O que me leva a afirmar com tanta certeza é a natureza das personagens. Inácio está longe de mostrar traços de personalidade mto vincada, e de teimosia na definição da sua vontade, dá-me até ares de ser um pouco desleixado nesse aspecto, pagando a devida factura em vários sítios.

Já Duque dá tudo menos ares de quem “leva desaforo para casa”, parece pouco aberto á afirmação da vontade alheia e imagino que se existiu altura em que estaria com pouco abertura para ouvir opiniões alheias à sua e da sua entourage terá sido no momento em que lhe subiu a coisa à cabeça com a quebra do jejum, com os resultados que todos vimos.