Geração de ouro da Noruega

Quem aqui sente saudades da mítica Noruega dos anos 90?

Um país com 4,5 milhões de habitantes e sem tradição em desportos de Verão construiu uma geração de futebol no mínimo impressionante com famosos nomes vikings como:

Tore André Flo “Flonaldo”
Ole Gunnar Solskjaer
Harald Martin Brattbakk
Jan-Derek Sørensen
Jahn Ivar “Mini” Jakobsen
Roar Strand
Kjetil Rekdal
Rune Bratseth
Henning Stille Berg
Stig Inge Bjørnebye
Sigurd Rushfeldt
Øyvind Leonhardsen
Ståle Solbakken
Frode Grodås

Entre outros.

Poucos jogavam em clubes de renome mas alguns deles ganharam troféus europeus (Liga dos Campeões, Taça das Taças, etc), outros fizeram jogos fantásticos ao serviço da selecção ou ainda do saudoso Rosenborg.

Os Noruegueses não eram conhecidos por ter um grande futebol mas, nos anos 90, Egil Olsen (seleccionador) e Nils Eggen (treinador do Rosenborg) resolveram explorar as capacidades dos jogadores noruegueses.

O futebol caracterizava-se pela sua tipologia extremamente física de pulmão inesgotável, uma adaptação mais atlética do Futebol Total com o famoso “correr sem bola” e a participação de toda a equipa no processo defensivo e ofensivo, o que resultava em impiedosa marcação à zona até à inevitável perda de bola do adversário e intercepção para lançar contra-ataques mortíferos com múltiplas unidades em superioridade numérica.

O futebol norueguês caracterizava-se também pela especialização extrema, se alguém era bom a bater livres com o pé esquerdo, esse homem era trabalhado ao máximo, se alguém era bom de cabeça, todas as bolas aéreas teriam como destino esse homem. Por tal eram extremamente perigosos nos lances de bola parada.

Os noruegueses treinavam também bastante o remate de primeira, não perdendo um segundo a ajeitar a bola: num futebol de ataque rápido, se só tens uma janela de oportunidade para chutar a bola, não podes dar mais um toquezinho para ajeitar. Tens de ter a coragem de rematar. Para tirar o máximo proveito dessa situação, o futebol Norueguês dos anos 90 colocava vários homens à espera das sobras para insistir na sequência da ressaca.

Mas a Noruega não era apenas futebol atlético e pragmático. Trabalhavam muito a qualidade de passe e remate e desenvolveram grandes artistas como o famoso «Flonaldo».

O que começou por parecer um acaso, tornou-se num sério caso de regularidade com a Noruega a fazer qualificações impecáveis e a atingir durante alguns meses o 2º lugar do ranking FIFA e mantendo-se no top 10 durante alguns anos.

E, para comprovar, após vários jogos, a Noruega tornou-se na única única selecção que o Brasil nunca conseguiu derrotar. Os Argentinos assinalam o mesmo registo.

Alguns dos jogos mais emblemáticos:

https://www.youtube.com/watch?v=I42Pscz73Gs

https://www.youtube.com/watch?v=1XmsVHGrQQM

https://www.youtube.com/watch?v=ECTfaxPoSkI

https://www.youtube.com/watch?v=Gl7juV0rWA8

http://www.dailymotion.com/video/x29t27z_uefa-euro-2000-group-c-day-1-spain-vs-norway_sport

E para terminar aqui ficam os melhores momentos do Rosenborg:

https://www.youtube.com/watch?v=mnXJDIic0Go

Incluindo vitórias sobre o AC Milan, Real Madrid ou ainda o 3-0 ao Dortmund em pleno Westfalenstadion.

Sim, tiveram uma seleção interessante.
Pessoalmente admirava muito o Carew, apesar de ser não nativo.

Recordo-me que durante vários anos o Rosenborg saiu sempre no grupo do Porto na Liga dos Campeões. Aquilo parecia de propósito.

Gostava mais da Dinamarca…

Irmãos Laudrup, Thomas Helveg, John Dahl Tomasson , Schmeichel, Ebbe Sand, Gronkjaer, Gravesen, Heintze, Tofting, Rommedahl etc

E de repente tanto a Noruega como a Dinamarca tiveram um “apagão”. Lembro-me que os noruegueses jogavam com um estilo muito semelhante ao inglês, aliás os craques da altura estavam praticamente lá todos. Mas realmente é estranho nunca mais terem aparecido grandes craques por esses lados…

Tenho saudades do Portugal 2004-2012.

É verdade! Jogaram 6 vezes com o Porto e 2 com o Boavista.

Essa já é de 1998/2000. Esta é que ganhou o Euro’92 e a Taça das Confederações.

Futebol moderno:

  • desregulação e hiper-inflacção dos mercados de jogadores por parte de oligarcas/sheiks/criminosos/etc
  • importação em massa de mercenários
  • destruição da formação local
  • descaracterização dos campeonatos nacionais
  • descaracterização das selecções
    etc.

Eu não tenho muitas. A partir de 2002 inclusive (vergonha de Mundial) foi sempre a descer, melhores os resultados que as exibições.

A melhor selecção foi a de 1996 a 2000. Tivemos azar, melhor a selecção que os resultados.

A selecção de 2004 tinha fragilidades, a começar pelo seleccionador do INATEL e a acabar no vendedor de frangos, detestei a era Scolari+Bento, e não sei se vou gostar desta.

Lembro-me de quando era mais novo de ser um grande fã do John Carew, e que estava muito esperançoso que este chegasse ao topo mundial*. E foi falado para o Sporting, se bem me lembro na altura do título do Inácio :mrgreen:

E ainda acima fez uma boa carrereira internacional.
Já agora, ele nasceu e cresceu na Noruega, um dos pais noruguês. Não é por ser mais “escurinho” que o faz menos “nativo” …

  • O Ibra também nunca me enganou :mrgreen:

[member=7115]Viridis

Talvez tenha sido melhor, mas eu nasci precisamente em 1996 e o que me lembro de ver jogar na Seleção foi em 2003/2004.

A seleção de 2004 e 2006 era topo mundial coisa que hoje já não somos. Mas entre 2004 e 2012 não só fomos a todas as fases finais de Europeus e de Mundiais como passámos sempre a fase de Grupos…

Tenho entretanto um DVD de todos os jogos da Seleção no Euro 2000.

Sim, mas eu concordo com o Viridis. A nível qualitativo gostei mais da era anterior.
E a seleção do Scolari + Bento qualificava-se quase sempre em segundo, coisa que a era de 96-2000 não pôde beneficiar, pois apenas o primeiro de cada grupo se qualificava. Só depois abriram mais grupos nas competições.

Só por curiosidade, e talvez me tenha escapado algo, porque é que dizem que o Carew não era nativo? Não nasceu na Noruega como os outros? (pergunta inocente, juro).

Se eu tivesse nascido no Zimbabwe mas fosse à mesma filho de Portugueses e tivesse regressado a Portugal também era visto como nativo Autóctone daquele país?

Carew, nascido em Lorenskog, Akershus, Noruega. Não nativo? Que raio…

Tão nativo como o George “Touro Sentado” Bush na América.

Contudo, o John Carew foi novidade num país que era bastante fechado, como seria o Cristiano Ronaldo se tivesse nascido na Rússia ou o Luís Figo no Japão.

Aliás, praticamente não jogou na selecção norueguesa dos tempos áureos, nem ele nem o John Arne Riise.

Meti-o por causa do Rosenborg onde, em abono da verdade, jogou 1 ano.

PS: problema resolvido.

Por acaso tinha a ideia que o Carew não tinha nascido na Noruega e que tinha emigrado para lá muito novo. Um gajo está sempre a aprender…