Futebol Feminino - Época 2021/2022

Muito estranha esta situação. Ela até parece ser boa jogadora, ou pelo menos jogadora suficiente para ter espaço neste plantel.

A Mariana Cabral vai sempre preferir jogadoras portuguesas em vez de estrangeiras…por defeito.
A Chandra só agora é que começa a ter opportunidades. Não tenho ideia como é que a Ana Teles começou á frente dela neste inicio de temporada.

O jogo deste fim se semana foi interessante, muitas experiências tácticas, com troca de posições. Mas ainda temos muito que melhorar contra blocos baixos, sobretudo na definição no último terço.
Esta fase parece mais um aquecimento para o que aí vem.

Faltou a asa direita desta equipa, apesar de ser uma jogadora com um padrão rotineiro de decisão e alguns erros de definição (Ana Borges). No entanto, é incomparavelmente superior à Mariana Rosa que até fez dos seus melhores jogos no Sporting.

Por outro lado, continuamos a ter problemas de criação porque falta qualidade no meio-campo e na frente.

A Fátima continua a ser um poço de falhas técnicas e más decisões com bola.

Na frente, a Marta continua a aparecer pouco e fora a Brenda ninguém mostra qualidade acima da média.

Não é por acaso que para descansar a Diana, a treinadora subiu a Marchão com a clara noção que iria perder a pouca velocidade e drible que tem.

Acho que estamos a 2/3 reforços de sermos sérios candidatos, apesar dos resultados não dizerem isto…

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Não concordo com apreciação feita à Fátima Pinto, até acho que é das jogadoras que mais tem melhorado e beneficiado do modelo de jogo da Mariana Cabral, assim como a Joana Martins.

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Penso que se enganaram na chinesa… :joy::joy:

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É fácil isso acontecer. :sunglasses:

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Wang style

E à tua short lista acrescentava a Alícia Correia (lateral esquerda)

Brenda Pérez, em entrevista de 17SET2021

Brenda Pérez: “Me he preparado a conciencia para ser mi mejor versión

Se a Chandra tava lesionada, normal a Ana Teles jogar mais minutos

o futebol também é para meninas!*: «De novo de sorriso aberto (embora amarelo)»

Este fim de semana colocou de novo a nossa equipa A de Futebol feminino no caminho das vitórias na sua Série (Sul) do Campeonato Nacional BPI da 1ª Divisão. Desta feita defrontámos no Aurélio Pereira a equipa do Estoril Praia e vencemos por 4-0 numa partida em que houve nova rotação no onze e uma nova “figura táctica” no modelo de jogo da Mariana Cabral.

Diria que a Mariana experimentou logo de início o desenho táctico mais usado pelo Ruben Amorim nos Masculinos: uma defesa de 3 centrais com a Mélisa Hasanegovic no meio, a Rita Fontemanha descaída para a direita e a Alícia Correia para a esquerda; como alas a preencher os corredores usou no lado direito a Mariana Rosa e no lado esquerdo a Joana Marchão. A diferença para o desenho habitual de Amorim esteve nas restantes 5 figuras do desenho: a Mariana usou a Joana Martins, a Fátima Pinto, em tarefas mistas de médias defensivas e médias de construção tendo as tarefas defensivas um raio de acção mais lateralizado cobrindo, nas transições defensivas, as subidas das alas (particularmente da Joana Marchão que foi sempre mais afoita que a Mariana Rosa, embora esta também tenha estado muito certinha no jogo) e as tarefas de construção um raio de acção mais “vertical”, começando as duas jogadoras por oferecer linhas de passe à saída das centrais, normalmente da Mélisa, mas rapidamente ligando o jogo de meio campo ora libertando à frente para a Brenda (usualmente mais descaída para a direita) ou para a Andreia (usualmente mais descaída para a esquerda) ora abrindo para os corredores para a Mariana ou para a Joana; na frente, com a “ingrata” tarefa “associativa” de “Paulinho”, uma muito voluntariosa mas nem sempre assertiva Marta Ferreira.

A verdade é que o esquema montado pela Mariana cedo desmantelou a tentativa de organização defensiva do Estoril Praia.

Ainda nos primeiros 10 minutos, uma jogada em que o nosso caudal ofensivo obriga a guarda redes estorilense Tatiana Beleza a 3 defesas de “recurso” é culminada com uma assistência açucarada de Joana Marchão para a Marta Ferreira que falha golo cantado de cabeça com a baliza já escancarada. Aos 17 minutos o primeiro golo: numa assistência primorosa, Fátima Pinto (em passe alto diagonal da direita para a esquerda) solicitou a desmarcação da Joana Marchão que com um excelente domínio orientado ficou “na cara” da Tatiana e não perdoou.

Três minutos mais tarde o momento Brenda do jogo: aproveitando um alivio de cabeça da central norte americana Chloe Gorman, domina a bola no semicírculo da área estorilista e no acto de simular o remate com o pé direito puxa a bola para o seu pé esquerdo tirado 2 adversárias do caminho e remata em jeito fazendo um chapéu primoroso que faz entrar a bola no canto superior esquerdo da baliza de Tatiana (direito para o nosso ataque). A continuar assim, no final da prova, a Brenda arrisca-se a ter 3 ou 4 golos seus entre os 10 melhores do campeonato. Até ao final do primeiro tempo o domínio foi intenso mas o Estoril parecia estar a “recompor” a postura defensiva e não houve mais ocasiões claras de golo

Para a reentrada em jogo no segundo tempo a Mariana substituiu a Marta Ferreira pela Chandra Davidson e o Sporting assume um jogo mais vertical e directo “baralhando” a “recomposição defensiva do Estoril na segunda metade do primeiro tempo.

Logos nos primeiros minutos, a Joana Marchão irrompe pela esquerda passa a lateral, “ganha” a linha de fundo e faz um passe rasteiro, ligeiramente recuado, para o centro da pequena área estorilista onde a Chandra tem um movimento delicioso (“à ponta-de-lança”) aguentando a central que colava a ela, recebendo de costas com o pé direito ao mesmo tempo que rodava o corpo libertando-se da adversária e, já em queda, desviando da guarda-redes saindo a bola ligeiramente ao lado do poste à sua direita. Merecia outro desfecho. Pouco depois é a vez da Alícia Correia fugir pela esquerda entrar na área e, à saída da guarda redes, rematar rasteiro e cruzado, desviando a bola desta mas, novamente, saindo o remate ligeiramente ao lado do poste. Até que, aos 57 minutos, a Joana Marchão liberta-se mais uma vez na ala esquerda, passa recuado para a esquina da grande área para a Joana Martins que faz uma assistência teleguiada a “pedir” o mergulho de peixe da Chandra Davidson que, mesmo “apertada” pela central, cabeceia forte para o canto direito da Tatiana Beleza. Golo merecido da canadiana a premiar a sua combatividade nas imediações e dentro da área estorilista.

Aos 63 minutos, a Mariana faz mais 2 substituições entrando a Diana Silva e a Ana Teles para os lugares da Joana Martins e da Andreia Jacinto. Percebeu-se que a intenção era, sobretudo, dar descanso a estas 2 jogadoras, mas a verdade é que o jogo leonino perdeu muita fluidez e apareceu mais “desgarrado”, muito por culpa do desacerto da Ana Teles e do crescente mas natural cansaço de uma Brenda Perez que se via forçada a pegar em quase todo o processo de construção ofensiva. Aos 72 minutos, nova substituição para rotação da equipa saindo a Joana Marchão e entrando Inês Gonçalves. Uma palavra para esta jogadora. nos vinte minutos que esteve em jogo, a Inês, percebendo o que o jogo estava a pedir assumiu tarefas de construção “oferecendo” à Brenda Perez o apoio que a Ana teles não estava a conseguir prestar. Só que isso “pedia” que a Ana se “colasse” mais à linha esquerda, coisa que, estranhamente, a Ana raramente fez, quando até me parece ser essa a posição em que ela se sentiria mais à vontade. A Brenda, resguardando-se, passou a recuar um pouco mais no terreno e a Inês e a Diana a dar mais “apoio” à Chandra.

Com isso o jogo ofensivo das leoas voltou a ser mais fluido e, após uma boa ocasião para golo em um remate da Diana Silva que saiu à figura da Tatiana, a Chandra mostrou, de novo, porque deve ser ela assumir mais vezes a função de ponta de lança: na sequência de uma disputa de bola na pequena área estorilista, vem até fora da grande área impedir a saída de bola das canarinhas e conduzir na raça a bola até à esquina esquerda da pequena área rematando cruzado para, contando com a sorte de apanhar a defesa Chloe Gorman em movimento de recuperação defensiva, acabar por ser esta a introduzir a bola na sua própria baliza. O golo não contou para a Chandra porque o remate até sairia ao lado se não é a infelicidade da central norte americana; mas que 99% da sua construção foi obra da raça e da qualidade da canadiana, não tenham disso quaisquer dúvidas.

Com o resultado final de 4-0 (que até poderiam ter sido mais) houve bons motivos para os sorrisos largos voltarem às expressões das nossas leoas. Mas os tasqueiros estarão a indagar que raio de insanidade terá passado pela mente do “cronista” para falar no subtítulo de sorriso amarelo.

Eu explico. É que se um resultado da Zona Sul ainda fez alargar mais esses sorrisos das leoas (o Torreense ao empatar em casa do Amora “isolou-nos” na liderança) já a intervenção divina da madre apitadora na Madeira (de seu nome Filipa Cunha: o apelido é apropriado, não acham?) ofereceu de bandeja 2 (ou 3) pontos à agremiação de Carnide, quando, aos 66 minutos de jogo e com o Marítimo a ganhar por 2-1, decide converter uma falta a um metro da entrada da área das insulares em grande penalidade, permitindo o golo do empate às encarnadas que viriam a ganhar por 2-3. O destaque positivo neste jogo foi mais um bis da Telma Encarnação, que lidera as goleadoras da zona Sul, ao ter apontado 5 dos 6 golos da equipa insular. Ou seja, o nosso sorriso amarelou pois as madres do apito (sucedâneo dos padres encarnados no FM) colocaram as encarnadas a 1 ponto da nossa liderança quando já deveriam estar a 5 (na vitória inaugural face ao Atlético Ouriense por 3-2 o terceiro golo das benfiquistas é mais um penalti assinalado por falta fora da área) e, assim em 3º lugar com 5 pontos na companhia de Amora, Marítimo e Atlético Ouriense. O outro resultado da zona Sul nesta 4ª jornada foi uma vitória do Ouriense sobre o Atlético CP por 3-0.

Na zona Norte, o Famalicão “escorregou” em casa face ao Valadares Gaia ao empatar 1-1 (e o golo Famalicence foi aos 90+6 minutos), o Varzim foi a Barcelos ganhar ao Gil-Vicente por 1-3, o Lank Vilaverdense perdeu os primeiros pontos ao consentior um empate em casas por 2-2 frente ao Clube de Albergaria e o Braga prossegue a sua caminhada vitoriosa vencendo em casa ao Condeixa por 4-0. De assinalar: os “bis” das goleadoras Vitória Almeida (Braga, já leva 6 golos) e da ex-leoa Inês Macedo (Lank Vilaverdense, já leva 4 golos); o impressionante registo da equipa do Braga que tem um score acumulado, em 4 jogos, de 12 pontos e 17 golos marcados e nenhum sofrido.

A próxima jornada só se disputara no último fim de semana do mês de Outubro e ao Sporting caberá uma nada fácil deslocação ao terreno do Atlético Ouriense, equipa que está a realizar uma 1ª Fase muito interessante. Será mais uma boa oportunidade para consolidar os processos colectivos da equipa.

**** dos Açores com amor, o Álvaro Antunes prepara-nos um petisco temperado ao ritmo do nosso futebol feminino. Às terças!***