Os feitos do Peyroteo têm sido algo ocultados, para não “fazer sombra” ao Eusébio. A maior parte das vezes os almanaques e quejandos dizem que o Eusébio foi o maior marcador da história do campeonato, porque o Peyroteo jogou no tempo do “Campeonato da Liga” (quatro primeiras edições do Nacional) e supostamente essas épocas “não contam”. Porém, para o Benfica alcançar os 31 títulos e usar aquelas estrelinhas tão lindas tem que contar com os 3 campeonatos “da Liga” que ganhou. Enfim, contam para umas coisas e não para outras.
Na verdade a mudança de nome de I Liga para I Divisão foi apenas isso. Uns anos depois houve uma mudança profunda nas regras, quando o Nacional passou a estar aberto a equipas de todo o país e não apenas de alguns distritos, mas essa mudança não coincidiu com a do nome da competição e ninguém impugna a “validade” dos campeonatos chamados “I Divisão” disputados até então (o campeonato passou a chamar-se I Divisão em 38/39 e foi disputado só por clubes dos distritos de Coimbra, Lisboa, Porto e Setúbal até 40/41, em 41/42 foram admitidos clubes de Braga e Faro, sempre com número de vagas fixas para cada distrito, só em 45/46, com a subida do SL Elvas, o campeonato se tornou verdadeiramente nacional). Enfim, as trapalhadas do costume.
Uma coisa é certa: PEYROTEO é o melhor marcador da história do campeonato português.