Faleceu Manoel de Oliveira aos 106 anos

O realizador Manoel de Oliveira morreu, esta quinta-feira, aos 106 anos, vítima de paragem cardíaca.

O cineasta português era o realizador mais velho do mundo em atividade.

Com mais de 50 filmes realizados, era o único realizador ainda em atividade que tinha assistido à passagem do cinema mudo ao sonoro e do preto e branco à cor.

O realizador nasceu na freguesia de Cedofeita na cidade do Porto a 11 de Dezembro de 1908 .

Filmografia:

Longas-metragens:
1942 - Aniki-Bobó
1963 - Acto da Primavera (docuficção)
1971 - O Passado e o Presente
1974 - Benilde ou a Virgem Mãe
1979 - Amor de Perdição
1981 - Francisca
1985 - Le Soulier de Satin
1986 - O Meu Caso
1988 - Os Canibais
1990 - Non, ou a Vã Glória de Mandar
1991 - A Divina Comédia
1992 - O Dia do Desespero
1993 - Vale Abraão
1994 - A Caixa
1995 - O Convento
1996 - Party
1997 - Viagem ao Princípio do Mundo
1998 - Inquietude
1999 - A Carta
2000 - Palavra e Utopia
2001 - Porto da Minha Infância
2001 - Vou para Casa
2002 - O Princípio da Incerteza
2003 - Um Filme Falado
2004 - O Quinto Império - Ontem Como Hoje
2005 - Espelho Mágico
2006 - Belle Toujours
2007 - Cristóvão Colombo – O Enigma
2009 - Singularidades de uma Rapariga Loura
2010 - O Estranho Caso de Angélica
2012 - A Igreja do Diabo
2012 - O Gebo e a Sombra

Curtas e médias metragens:

1931 - Douro, Faina Fluvial
1932 - Estátuas de Lisboa
1938 - Já se Fabricam Automóveis em Portugal
1938 - Miramar, Praia das Rosas
1941 - Famalicão (filme)
1956 - O Pintor e a Cidade
1964 - A Caça
1965 - As Pinturas do meu irmão Júlio (documentário)
1966 - O Pão (documentário)
1982 - Visita ou Memórias e Confissões
1983 - Lisboa Cultural
1983 - Nice - À propos de Jean Vigo
1985 - Simpósio Internacional de Escultura em Pedra - Porto
2010 - Painéis de São Vicente de Fora, Visão Poética
2011 - “Do Visível ao Invisível” em Mundo Invisível
2014 - O Velho do Restelo
Outros filmes[editar | editar código-fonte]
1937 - Os Últimos Temporais: Cheias do Tejo (documentário)
1958 - O Coração (documentário, 1958)
1964 - Villa Verdinho: Uma Aldeia Transmontana (documentário)
1987 - Mon Cas (1987)
1987 - A Propósito da Bandeira Nacional (1987)
2002 - Momento (2002)
2005 - Do Visível ao Invisível (2005)
2006 - O Improvável não é Impossível (2006)
2011 - O Conquistador conquistado (2011), curta-metragem inspirado pela escolha de Guimarães como Capital Européia da Cultura…
Outras actividades[editar | editar código-fonte]
Como actor
1928 - Fátima Milagrosa, de Rino Lupo
1933 - A Canção de Lisboa, de Cotinelli Telmo
1980 - Conversa Acabada, de João Botelho
1981 - Cinématon #102, de Gérard Courant
1994 - Lisbon Story, de Wim Wenders

Como supervisor:

1966 - A Propósito da Inauguração de Uma Estátua - Porto 1100 Anos, de Artur Moura, Albino Baganha e António Lopes Fernandes.
1970 - Sever do Vouga… Uma Experiência, de Paulo Rocha

Prémios e galardões:

Comendador da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (9 de Junho de 1980)11
Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (29 de Dezembro de 1988)12
É professor honorário da Academia de Cinema de Skopje
Prémio Europa David Mourão-Ferreira 2006 (categoria Mito), entregue pelo Centro Studi Lusofoni - Cátedra David Mourão Ferreira da Universidade de Bari e do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua
Prémio de Cultura Padre Manuel Antunes 2007, Palavra de D. Manuel Clemente durante o acto de entrega do Prémio a Manoel de Oliveira
Recebeu em 2008 o Prémio Mundial do Humanismo
Em 2008 Manoel de Oliveira recebeu o Doutoramento honoris causa pela Universidade do Algarve
Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (13 de Dezembro de 2008)13
Em 2009 recebeu nos XIV Globos de Ouro, transmitido na SIC no dia 18 de Maio de 2009, um prémio de prestigio e de homenagem pelo trabalho que realizou, tendo já 100 anos de idade e sendo dos realizadores mais velhos do mundo.
Em 2010 recebeu o Prémio da Igreja Católica «pelo seu “falar de Deus”»14
Em 2011 recebeu o doutoramento honoris causa pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.15
Em 2013, recebeu a Medalha de Conhecimento e Mérito do Instituto Politécnico de Lisboa.16
Lista de prémios no estrangeiro (em francês), Ciné-Ressources, BIFI, Cinemateca Francesa
Em 2014, recebeu do presidente François Hollande, o título de Grande Oficial da Legião de Honra, comenda distinguida pelo governo da França à personalidades influentes no cenário global ligadas ao país

Uma das grandes figuras do nosso Cinema. Paz à sua alma. :clap:

Perda enorme. RIP.

Se o rei dos bebados merece ir para o Panteão, este não merecerá também?

RIP

Um dos grandes Portugueses dos últimos 100 anos sem duvida. :clap:

RIP.

Merece, claramente.

Metam-no no panteão também, que Portugal não é só futebol.

Sai Eusébio e entra Manuel de Oliveira.

RIP.

Nem mais… :arrow:

Concordo plenamente! Paz à sua alma, um hino ao Cinema mundial.

A história do cinema português confunde-se com a história de Manoel de Oliveira. Que seja celebrado, porque bem merece.

Faleceu coerente e lúcido, ainda perfeitamente funcional e activo.

E quando assim é, só por isso merece uma vénia…

RIP.

O Panteão é o lugar dele.

O cinema mundial e em particular o português, tornou-se hoje mais pobre.
Paz à sua alma.

E já agora, este Senhor fez mais do que suficiente para merecer descansar no Panteão Nacional.

A Lei n.º 28/2000, que regula as honras do Panteão Nacional, define-o com bastante clareza: ele destina-se “a homenagear e a perpetuar a memória dos cidadãos portugueses que se distinguiram por serviços prestados ao País, no exercício de altos cargos públicos, altos serviços militares, na expansão da cultura portuguesa, na criação literária, científica e artística ou na defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade”.

Que descanse em paz :frowning:

RIP

Que pena! Ainda era tão novo…

Que descanse em paz…

Um dos grandes. Pensar na morte de um homem que aparentava ser imortal até causa alguma estranheza.

Que descanse em paz.
O seu lugar é, obviamente, no Panteão Nacional.

RIP

Deixo uma noticia de quando ele tinha 102 anos

http://www.cmjornal.xl.pt/cultura/detalhe/clint-eastwood-aponta-manoel-de-oliveira-como-exemplo.html

Clint Eastwood aponta Manoel de Oliveira como exemplo O actor e realizador norte-americano Clint Eastwood apontou o cineasta português Manoel de Oliveira como um exemplo a seguir, esperando continuar a fazer filmes tanto tempo quanto o autor de ‘Vale Abraão’, que está perto de comemorar o 102.º aniversário. Falando a jornalistas no Festival de Cinema de Nova Iorque, onde foi apresentar ‘Hereafter’, a sua nova longa-metragem, o realizador de 80 anos negou ter planos para reformar-se. “Há um português com mais de 100 anos que continua a fazer filmes. Planeio fazer a mesma coisa”, garantiu Eastwood. Na mesma conferência de imprensa, Eastwood disse que nunca entendeu a razão de cineastas como Frank Capra e Billy Wilder terem deixado de realizar aos chegarem aos 60 anos.

[b]Os canais TV Cine vão homenagear o realizador Manoel Oliveira com a emissão de cinco filmes de entre a enorme coletânea de obras que o cineasta deixa.[/b]

Manoel de Oliveira produziu cinquenta filmes

Os canais TV Cine & Séries iniciam esta noite de quinta-feira uma homenagem ao cineasta português Manoel de Oliveira, que morreu aos 106 anos. Das cerca de cinquenta obras que o artista deixa desde que se estreou no mundo do cinema, estes canais elegeram seis para relembrar a vida de Oliveira.

Às 22h00 desta quinta-feira, o primeiro filme de Manoel de Oliveira a ser emitido pelos canais TV Cine é “Douro, Faina Fluvial” é um documentário com inspirações soviéticas, mas que tem a zona ribeirinha do Douro como pano de fundo e as vivências portuenses como protagonistas. Vinte minutos depois, pode assistir a “Aniki Bóbó”. A primeira longa-metragem de Oliveira é uma história de amor entre crianças que vivem na Ribeira do Porto. E é também um rasto das memórias de infância do realizar.

Na noite de sexta-feira passa a “A Divina Comédia”. Passado numa instituição de saúde mental, este filme contou com a participação de muitos atores da eleição de Oliveira, que representam papéis de doentes que acreditam ser grandes figuras da história bíblica. Na noite de sábado é emitido “Vale Abraão”, uma adaptação do romance de Augustina Bessa Luís que conta a história de um casal que vê o casamento a definhar.

“Porto da Minha Infância” e “O Gebo e a Sombra” são os últimos filmes que constam na homenagem da TV Cine. O primeiro foi produzido na sequência do programa Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura, enquanto o filme de 2012 foi produzido em parceria com França. “O Gebo e a Sombra” é uma adaptação de um romance de Raúl Brandão e contou com a participação de artistas internacionais de renome, bem como com o trabalho de Ricardo Trêpa, neto de Manoel de Oliveira, no papel principal.

http://observador.pt/2015/04/02/vai-poder-recordar-cinco-filmes-do-cineasta-portugues/

Que vida que este senhor teve.
Além de toda a sua obra no cinema ainda foi piloto ( com resultados em provas internacionais) e andou pelo atletismo.
Aquando do primeiro número do nosso jornal já o Manoel de Oliveira era um adolescente, impressionante
Não vi muitos filmes dele, mas recomendo o Não, ou a Vã Glória de Mandar.

Este senhor merece certamente o Panteão, é o expoente máximo do cinema em Portugal.

O Panteão não me diz grande coisa, portanto sobre isso não comento.

É uma perda enorme para a Cultura e para o bom Cinema Português.

Também acho, como já li, que os seus últimos filmes eram bons, e não menores como alguns apontam.