Entrevista a JEB - Record 12 Jan 08

Bettencourt: «Passaram todos de bestiais a bestas»

RECORD – Está preocupado com a situação do Sporting?
JOSÉ EDUARDO BETTENCOURT – Estou. A imagem que deu em Setúbal foi de uma equipa tensa, sem confiança e acabrunhada.

R – E por que razões?
JEB – É fruto de uma enorme pressão que está a ser colocada a todos os níveis. Para além do natural descontentamento dos sócios e das críticas da comunicação social, há uma pressão de algumas pessoas com responsabilidade, e até com algum conhecimento e experiência da vida desportiva, e que nesta altura deveriam tentar contribuir para a criação de um clima mais favorável.

R – Essa pressão é a causa de todos os males?

JEB – Não apenas. Este ano, em resultado de algumas contingências típicas de quem não tem muito dinheiro, fizeram-se algumas opções de última hora. Por outro lado, substituir jogadores como Caneira, Tello e Ricardo não é fácil – e não falo apenas do ponto de vista desportivo, há também um lado humano e de “apport” que a experiência e o conhecimento do clube conferiam.

R – Ainda assim, começou bem.
JEB – O Sporting ganhou a Supertaça e entrou na Liga dos Campeões até com algum excesso de ambição. Foi uma equipa jovem que se portou bem, apesar de lutar com um orçamento de 18 milhões contra colossos europeus.

R – E o problema foi então qual?
JEB – De repente, o grupo passou a ter um peso de jogadores eslavos que não falam a língua, que não tinham a mesma integração que outros que saíram, sem o mesmo conhecimento e em relação aos quais se começou a exigir mundos e fundos. E não deve ser fácil para jogadores muito jovens ver todos os dias no jornal que são péssimos, que não rendem, que foi um erro contratá-los.

R – Objectivamente, está a dizer que o plantel foi mal construído?
JEB – É tudo relativo. O Sporting tinha de fazer mais um encaixe para assumir os seus compromissos e investiu 6 milhões de euros em contratações. Ao FC Porto e ao Benfica chegaram jogadores mais cotados e sobretudo mais caros que nem sequer jogaram. Acho que houve uma série de coisas que correram mal, embora não me compita nem saiba o suficiente para avaliar. O que sei é que não há o direito, sobretudo de alguns responsáveis que aproveitam sempre os momentos difíceis para atirar achas para a fogueira, para aumentar o clima de confiança. Todos somos responsáveis por ter transformado há 3 meses o Miguel Veloso num Fernando Redondo. Hoje achamos que não tem qualidade.

R – Viveu algumas crises no Sporting. O que aconselha?
JEB – Conto uma história. Quando o Sporting foi campeão, os que estavam ligadas directa ou indirectamente ao futebol profissional foram consideradas heróis. Recordo-me que nessa altura a formação foi arrasada. Então gastei algumas horas a dar moral e força à equipa que geria a formação. Passados uns anos, acho graça que todos são proprietários do “know how” da formação, enquanto no futebol profissional tudo passou a ser mal feito.

R – Acha que foi tudo bem feito este ano?
JEB – Na preparação de uma época é preciso fazer a avaliação das circunstâncias. E há coisas que correm bem e outras que correm mal. Há até situações que depois de começarem a correr mal acabam bem. Veja o caso do Tarik no FC Porto. Foi dispensado e agora o prof. Jesualdo já teve de vir a público dizer que não é nenhum Maradona. No Sporting, lembro no passado casos como os de Yazalde, Manuel Fernandes, Acosta, cujas primeiras épocas foram consideradas fracassos.

R – Tem esperança que o Purovic ainda seja um herói do Sporting?
JEB – O Purovic foi contratado por ter determinadas características e não para fazer o papel que foi confiado a Derlei. Convém partir desse princípio.

R – Não vê então que esta crise seja diferente de outras?
JEB – Todas as crises têm a mesma origem: as derrotas. Admito que poderia já haver condições para esta crise estalar, mas a vitória cura tudo e transforma todos em amigos, solidários e heróis. A prova de fogo é nos momentos difíceis. Nestas alturas, as pessoas estão sozinhas. Aliás, o que me preocupa agora, mais do que saber o que se fez bem ou mal na pré-época, é que condições é que os responsáveis devem criar e os desafios que as pessoas que hoje estão mais sozinhas vão ter de vencer para conseguirem dar a volta. Nesta altura, não se pode dizer que tudo se resolve com mais trabalho. Não posso, porém, esquecer que em quatro apuramentos para a Liga dos Campeões o Paulo Bento conseguiu dois.

R – Referiu que é fundamental coesão para superar a crise. Foi precisamente num momento difícil que um administrador se demitiu?
JEB – Provavelmente a decisão de Carlos Freitas resulta de algum incómodo que sentia e da convicção de que não seria parte da solução. Se me perguntar se em condições normais acho bem que alguém saia a meio de uma época, respondo-lhe que não, que acho mal.

R – Carlos Freitas deveria, pois, ter adiado a saída?
JEB – Ninguém é obrigado a gostar de ser enxovalhado. Lembro que nos primeiros anos de Carlos Freitas no Sporting foi preciso explicar que ele não andava a roubar o clube; depois, nos anos em que ele trabalhou comigo, não havia livro de cheques. Considero no entanto que, em termos de personalidade, as características que faziam dele um óptimo director desportivo não o tornavam um óptimo administrador. Carlos Freitas não era o administrador indicado para o momento do Sporting, mas não se podia negar a vontade que tinha de dar esse salto. Verdade seja dita que também foi um acto de coragem da parte dele, porque na altura não havia grandes alternativas.

R – Quando vê o Sporting a jogar actualmente, o que sente?
JEB – Sinto que não há direito de criar condições para amarfanhar e condicionar gente nova, com vontade e potencial, que nunca esperou que as coisas corressem desta forma. Portanto, não se pode esperar que haja uma reacção tão imediata que gente mais madura seria capaz de protagonizar. Hoje, no Sporting, não abundam jogadores muito experientes. Mas vi, por exemplo, no jogo de Setúbal, o Polga “falar” aos chutos na bola. Quis exprimir e liderar um grito de revolta.

R – E a reacção do treinador?
JEB – Estas situações afectam todos os treinadores e todos os gestores. Não há ninguém, numa maré destas, que resista a este tipo de pressão, embora a maior parte dos treinadores tenha estaleca para poder suportá-la. Mas são momentos de angústia e solidão profunda.

R – Acha que neste momento Paulo Bento é um homem só?
JEB – Por mais apoios que receba, sente enorme peso de solidão, muito superior ao de todos os outros.

R – Tem apreciado o trabalho do treinador?
JEB – O Paulo Bento não é um Alex Ferguson. Ele sabe disso. Está há 8 anos no clube, e conheço poucos com o conhecimento, a receptividade e a coragem para aceitar determinados desafios e condicionantes. Nunca ouvi da boca dele justificações para o seu inêxito. Considero que o Paulo Bento já sabe tudo? Não. Ele, melhor do que ninguém, sabe que se calhar este é o primeiro teste a doer na sua carreira profissional. Acho que ele tem todas as condições, de personalidade, carácter e experiência de vida, para sair desta situação. Neste momento, para além do seu problema individual – a tristeza da desilusão, do mau desempenho, do querer fazer melhor – que vai superar, Paulo Bento deve ter condições de arejar as cabeças dos jogadores. É preciso reconstruir um grupo de pessoas que neste momento estão feitas em cacos. O que aconteceu no Bessa foi muito injusto e um golpe demasiado duro para o momento de fragilidade que a equipa vivia.

R – Paulo Bento foi obrigado a crescer muito depressa, estando neste momento a pagar essa factura?
JEB – Só se cresce nas dificuldades. Isso é que põe à prova a vontade de superação. E é isso que também dá traquejo para sentirmos que há coisas que estão exclusivamente na nossa mão para resolver, mas há outras que fogem ao nosso controlo. Nesta altura, Paulo Bento está preocupado em saber o que dizer a uma pessoa que foi transformado em Redondo e agora é perfeitamente dispensável. O que é que ele diz a miúdos que passaram de estrelas a vulgares.

R – Os níveis de empatia para com o treinador são os mesmos?
JEB – Não podem ser. O Paulo Bento está hoje ao nível do Moutinho e do Miguel Veloso. Passaram todos de bestiais a bestas.

R – Se amanhã tiver de dar o seu voto para o futuro do treinador do Sporting, vota na continuidade de Paulo Bento?
JEB – Incondicionalmente. Apelando para que as pessoas com responsabilidade criem condições para que se saia desta crise. Não se consegue jogar à bola nem ter vontade com o tipo de pressão que está criado. Não é só um problema de fora para dentro. A maior parte da gente jovem que compõe o grupo do Sporting também coloca muita pressão a eles próprios. Hoje jogam sobre brasas.

R – Não teme que o mau momento do futebol pode atingir a própria direcção. E então aí é o próprio projecto que está em causa?
JEB – Esta direcção tem um mandato que acaba em Março de 2009 e tem um programa. E das duas, uma: ou o programa é cumprido e considera-se que teve um bom desempenho, ou não.

R – O que mais interessa é o aspecto desportivo. Até agora, esse desempenho é bom ou mau?
JEB – O Sporting é a equipa com menor orçamento dos três grandes e nos últimos dois anos ficou em 2.º lugar, foi à Liga dos Campeões, ganhou uma Taça de Portugal e uma Supertaça. Não sendo aquilo que o Sporting gostaria de ter conquistado, a verdade é que é uma boa prestação. Aliás, na última década saldou-se por êxitos ao nível logo a seguir à década de 50.

R – Não acha que é exigível mais?
JEB – Não podemos escamotear que tudo o que se passa a nível desportivo no clube está condicionado por um projecto de restruturação que se encontra com um atraso em relação àquilo que seria desejável para se poder programar uma época com estabilidade para saber exactamente quais são os meios que a Sporting SAD dispõe para poder fazer um determinado trabalho e atingir os níveis de ambição que correspondem à grandeza do clube. Não há ambição se não houver meios que sustentem esse nível de ambição.

R – Esse é o discurso do coitadinho que os sócios e adeptos estão cansados de ouvir. Não era altura de elevar a ambição e correr riscos?
JEB – O Sporting até agora teve uma linha de raciocínio, quer no campo desportivo quer no campo da negociação com os seus parceiros, correcta, justa e, se calhar em termos nacionais, educada, num país onde nenhum sector tem conseguido grandes avanços sem recorrer a outras formas. No plano desportivo é hoje público que não fomos batoteiros e…

R – Mas há batoteiros?
JEB – Há quem diga que há batoteiros? No plano da restruturação, também é público que o Sporting teve apoios desiguais face a concorrentes directos. Logo, o discurso do coitadinho tende a agravar-se.

R – Porquê?
JEB – Por uma razão: o tempo que tem demorado a resolver os dossiers do Sporting passou-se num contexto em que as taxas de juro subiram de 3 para 6%! Para quem tem um projecto que toda a gente sabia, desde o seu início, ter sido financiado exclusivamente por capitais alheios, o dinheiro que geramos destina-se exclusivamente a pagar juros e dívidas. Aquilo que a SAD demonstrou e o clube tem procurado demonstrar é um equilíbrio. Simplesmente, os custos da não resolução de alguns problemas do Sporting – não tivemos uma academia oferecida, não tivemos vantagens na permuta de terrenos, não recebemos compensações – provocam nesta altura um dano praticamente irreparável. Como o dr. Soares Franco disse, mesmo a polémica interna que levou ao adiamento da alienação do património, custou mais uns largos milhões. E de cada vez que se gastam uns milhões a pagar juros, são menos milhões que há para fazer uma equipa de futebol mais competitiva.

R – E então em que ficamos?
JEB – Fica o Sporting numa posição em termos competitivos muito mais debilitada do que os seus parceiros. Este problema, neste momento, ainda não tem solução. Se calhar a Sporting SAD auto-obrigou-se a ter um nível de exigência e de ambição acima das suas possibilidades reais. Pode haver milagres, como aconteceu com o FC Porto de Mourinho que ganhou uma Liga dos Campeões. No fundo, há sempre a excepção que confirma a regra. Mas neste momento o Sporting tem menos condições para ser tão competitivo como o FC Porto ou o Benfica.

R – Isso não é fácil aceitar pelos sportinguistas.
JEB – Num cenário que não é difícil explicar, acho que o mínimo que posso esperar de sportinguistas com responsabilidade – uma vez que tem de ser a equipa a motivar o adepto para ir à bola –, que têm a consciência de que os dossiers que estão sobre a mesa são escaldantes – se assim não fossem provavelmente não teria havido a instabilidade e rotação nas equipas directivas que têm apoiado o Sporting –, era evitar mais ruído e confusão. A oposição em vez de estar a “picar” claques ou andar no bota-abaixo permanente, deveria pensar que no dia em que tiver responsabilidades no clube, se esse dia chegar, não vai gostar que lhe façam o mesmo. O caminho é muito estreito e complexo. Tenho a certeza que se o presidente do Sporting sentir que o método que utilizou para resolver os problemas não teve êxito, ele próprio penalizar-se-á e saberá tirar as suas ilações.

R – Logo, a promessa de uma grande equipa para a Europa é, mais uma vez, um sonho adiado?
JEB – Essa promessa mantém-se mas está ajustada no tempo em função da resolução dos problemas. Essa promessa foi feita no seguinte contexto: 1.º venda de património; 2.º resolução do problema dos terrenos e por aí fora. A única coisa que se verificou até hoje, além da alienação do património, foi a subida das taxas de juro e um esforço titânico do clube e da SAD para equilibrarem as contas, que ainda assim não geram o dinheiro suficiente para pagar os compromissos. Qualquer clube de outro patamar tem “xis” milhões de receitas televisivas e “xis” de bilheteira que lhe permitem, sem nenhum stress, pagar à semana aos seus jogadores. O Sporting vive em ginástica desde sempre! E o facto de estar anos sem ganhar traz custos acrescidos.

R – Ou seja, os sportinguistas podem ter a certeza que o futuro continua a passar pela formação e escusam de alimentar ilusões quanto à vinda de grandes nomes…
JEB – Enquanto o Sporting não resolver o problema de fundo, qualquer dossier e qualquer dirigente que tenha de lidar com estas circunstâncias tem sempre uma batata quente na mão e a vida muito dificultada. Não tem a serenidade nem a estabilidade para dizer: “Eu dou-te mais 20% para tu ficares no Sporting” e/ou “Eu não vendo porque não me apetece”. Mas a formação não pode ser uma obsessão. É bonito ter o Luis Páez no banco mas é perigoso, até para o crescimento do jogador. No dia em que passarmos para a formação a pressão que tem hoje o futebol profissional, haverá menos frutos. Não me esqueço que nos primeiros anos da Academia, quando o Sporting não conquistou títulos nas camadas jovens, a formação foi enxovalhada de A a Z pelos mesmos que agora dizem que estes é que são os nossos heróis e as nossas referências.

R – A equipa tem representantes da formação como sejam Rui Patrício, Moutinho, Veloso, Yannick, Pereirinha, Adrien. E, não contente com isso, o Sporting ainda contrata Purovic, Vukcevic e Celsinho, que são também sub-21. Como é que pode alimentar alguma ilusão no que respeita a títulos?
JEB – O Sporting não pode ter nenhum objectivo por si só de pôr a formação a jogar no futebol profissional. Este só tem um objectivo: ganhar. Não há nenhum indicador de especial relevância por coeficiente de aproveitamento. O que há é a preferência por um atleta formado na Academia em condições de igualdade com outro jogador. Mas o Sporting nunca entra numa época com uma verba de investimento que esteja claramente definida. O Manchester United diz ter 50 milhões, o Chelsea anuncia que só pode gastar 80 milhões. O Sporting nem uma verba pode avançar. Isto provoca uma enorme pressão na altura das escolhas e, como dizia Carlos Freitas, quando se vai para o mercado com uma mão cheia de nada e na outra um saco de caramelos, o risco de falhar é maior. No entanto, se formos ver a história do Sporting nos últimos tempos, raros foram os anos em que se comprou mais do que se vendeu. Logo, a SAD também se constituiu parte da solução e ajudou o clube a equilibrar-se. E a verdade é esta: podem querer “matar” o Carlos Freitas pelas compras deste ano, mas 6 milhões não são 60? E venderam-se 25. Quantos jogadores da formação saíram do Sporting sem fama nem proveito, nem dinheiro.

Bettencourt: «Sporting tem mais papagaios do que o Benfica»

RECORD – Acusou sportinguistas de criarem uma pressão intolerável para a equipa. Quem são eles?
JOSÉ EDUARDO BETTENCOURT – São pessoas que têm familiaridade ao dirigismo desportivo e que incitam à revolta da pior forma e que não estão a ser no mínimo responsáveis nem sportinguistas. Não quero com isto dizer que essas pessoas não têm o direito de mudarem tudo, de se organizarem, criarem listas, candidatarem-se, de mudarem o projecto todo.

R – Como classifica o comportamento de Rui Meireles?
JEB – É muito estranho. Pela imagem que construí dele, esperava tudo menos isto. Sempre foi um profissional de um “low profile”, de uma discrição e de uma capacidade de trabalho que não corresponde à sua postura actual.

R – E os outros sportinguistas a que se refere, estão no Sporting?
JEB – Se calhar vai doer aquilo que vou dizer, mas acho que o Sporting ainda tem mais papagaios que o Benfica. Actuam de forma menos clara e têm aportado muito pouco nestes últimos tempos. Está na altura de aparecer no Sporting uma lista republicana.

R – O que quer dizer com isso?
JEB – Há a mania de considerar que o Sporting é uma monarquia? E essa lista tem de começar a trabalhar desde já, com um plano claro, com conhecimento total e profundo da actual realidade do Sporting, deve tomar conta dos dossiers mais difíceis e conseguir provar aos sócios que é capaz de negociar com a Câmara uma aprovação de uns terrenos que, já foi dito 20 vezes, estavam aprovados e nunca mais são desbloqueados.

R – A vítima do costume…
JEB – Recordo um episódio: o presidente Luís Filipe Vieira resolveu o problema com uma declaração ameaçadora numa visita da UEFA. Disse ele peremptoriamente “Não sei se vai haver estádio”. O dr. Soares Franco, na entrevista que deu ao Record, acha que tem tido um estilo de negociação de acordo com determinados princípios que até admite poderem ser prejudiciais ao clube. Logo, tenho de aceitar que apareçam listas alternativas que tenham o direito de se acharem mais eficientes nestas e noutras negociações, como por exemplo com os bancos.

Bettencourt: «Talvez não morra sem ser presidente»

R – Fez dupla com Ribeiro Teles, ficou depois à frente do barco e devolveu a pasta. Admite o regresso?
JEB – Dou esta entrevista porque espero poder mobilizar um conjunto de pessoas para o momento difícil que o Sporting vive. E sensibilizar os sportinguistas que só temos uma alternativa: sermos solidários. Se não estiverem muito unidos, o clube não conseguirá absolutamente nada! De uns anos a esta parte, o Sporting tem sido um clube dividido. Este é um momento em que é essencial que todos os sportinguistas se coloquem ao lado da equipa. E quando digo todos, falo mesmo de todos, desde o dr. Dias da Cunha ao dr. Abrantes Mendes. Não aproveita a ninguém uma política de terra queimada em que o poder possa cair na rua. É muito perigoso. Eu já levei algumas pedradas e deixo o aviso a alguns possíveis futuros candidatos a dirigentes, que pensem bem e se acham graça levar umas pedradas. É nesta altura que se semeia.

R – Mas pensa voltar um dia?
JEB – Tenho um compromisso claro e uma responsabilidade mais exigente e alargada daquela que tinha há anos. Vibro, sofro, serei sportinguista para o resto da vida. E talvez não morra sem ser presidente do Sporting!

E talvez não morra sem ser presidente do Sporting!

Está encontrado o próximo cooptado. ::slight_smile:

Recordo um episódio: o presidente Luís Filipe Vieira resolveu o problema com uma declaração ameaçadora numa visita da UEFA. Disse ele peremptoriamente "Não sei se vai haver estádio". O dr. Soares Franco, na entrevista que deu ao Record, acha que tem tido um estilo de negociação de acordo com determinados princípios que até admite poderem ser prejudiciais ao clube.

Só na questão dos terrenos? no resto deve ser igual.

Para mim, JEB pode vir a ser o candidato do projecto (em caso de FSF não querer continuar).

R – Ainda assim, começou bem. JEB – O Sporting ganhou a Supertaça e entrou na Liga dos Campeões até com algum excesso de ambição. Foi uma equipa jovem que se portou bem, apesar de lutar com um orçamento de [b]18 milhões[/b] contra colossos europeus.

A que dinheiro é que se refere :question: :-[

[quote]A que dinheiro é que se refere Questão Embarrassed[quote]

Deve ser ao orçamento da equipa profissional de futebol, mas eu ouvi da boca do Soares franco no trio de ataque que o orçamento deste ano era cerca de 22 ou 23 milhoes de euros.

Orçamento para a presente época.

:o 18M?!?!?! Gastamos quanto 8?!10?! Onde esta o resto?

o titulo diz tudo.

“de bestiais a bestas”.

continuamos a disparar forte e feio em todas as direcções.

Já dizia o outro…“somos diferentes”. Eu acrescento: Para pior.

Voltando à entrevista, de bom tom como é apanagio do Bett.

Excelente entrevista e oportuna.

ó amigo…orçamento para a época é bem diferente de orçamento para transferencias.

Olha és tu que lhes pagas o ordenado?

Actuam de forma menos clara e têm aportado muito pouco nestes últimos tempos. Está na altura de aparecer no Sporting uma lista republicana.

O desafio está lançado… dizer mal é fácil fazer uma lista de gente competente é muito mais dificil, mas espero que sim para bem do Sporting, pela positiva

Já agora uma nota o orçamento para a época, é o orçamento para a época e não despesas em contratações, para responder ao GFPS :wink:

eu sonho um dia ser presidente do Sporting. Alguem apoia um ze ninguem?

Excelente entrevista. Bastante ilucidativa.
Acredito que o Bettencourt daria um excelente presidente.

Eu votaria nele!

ahhahahahaha

:arrow:

e os ordenados, não contam? :cartao:

Pesso desculpa, confundi as coisas. :wink:

Para mim, estes sempre foram bestas. Nunca votei neles e nunca vou votar. Estou no meu direito, ponto final.

Como monárquico, acho melhor que a dita “oposição”, ou quem for, não use a palavra “monarquia” para caracterizar o poder instituído no Sporting, porque quando o fazem, apetece-me mandá-los para um sítio que eu cá sei. A monarquia não é para aqui chamada.

como sempre, este choradinho e a minha parte favorita, ele devia ir falar com o DC e entao decidirem-se afinal em que e que foram ‘largamente’ beneficiados pela CML…

de resto, o discurso institucional esperado, sincramente, prefiro largamente ouvir o PB a falar.

como sempre, este choradinho e a minha parte favorita, ele devia ir falar com o DC e entao decidirem-se afinal em que e que foram 'largamente' beneficiados pela CML...

Pois. E quem tem acompanhado as notícias sobre a CML, já terá percebido que após a sindicância da procuradora à Câmara, a coisa agora fia mais fino. Não é por acaso que o loteamento do Sporting está “enguiçado”. O “projecto” apanha por tabela porque não fez as coisas a tempo. Fizessem tudo de acordo com PDM, que já não havia problema. Não somos um clube diferente e só os outros é que fazem tramóias? Vê-se… :whistle: