ENCERRADO!

Não estou muito por dentro desta “polémica”, mas acho extremamente importante o esclarecimento publico sobre esta situação.

Não me refiro obviamente a especulações politicas, e ataques políticos, mas sim, ao esclarecimento claro aos portugueses.

Eu acho que é mais ou menos claro que ele andou a estudar Engenharia Civil e que fez umas cadeiras numa universidade e outras cadeiras noutras(s) universidade(s).

Já não é tão claro se ele fez menos uma do que as 20 e tal que deveria ter feito ou se os registos confirmam a validade absoluta das cadeiras que frequentou. Também pouco claro é qual o título que corresponde à sua licenciatura… Engenheiro ou Licenciado em Engenharia?

Por mim, pouco se me dá se o chamam de Eng. de forma errónea. Escolheu um outro rumo para a sua vida, neste caso, a política, daí que me preocupe sobretudo se ele é capaz de gerir um conjunto de Ministros, tomar decisões difíceis em tempo útil e com o máximo de acerto e ter alguma visão e planeamento a curto, médio e longo prazo… é só isto que espero dele, enquanto PM.

Eu acho que é mais ou menos claro que ele andou a estudar Engenharia Civil e que fez umas cadeiras numa universidade e outras cadeiras noutras(s) universidade(s).

Já não é tão claro se ele fez menos uma do que as 20 e tal que deveria ter feito ou se os registos confirmam a validade absoluta das cadeiras que frequentou. Também pouco claro é qual o título que corresponde à sua licenciatura… Engenheiro ou Licenciado em Engenharia?

Por mim, pouco se me dá se o chamam de Eng. de forma errónea. Escolheu um outro rumo para a sua vida, neste caso, a política, daí que me preocupe sobretudo se ele é capaz de gerir um conjunto de Ministros, tomar decisões difíceis em tempo útil e com o máximo de acerto e ter alguma visão e planeamento a curto, médio e longo prazo… é só isto que espero dele, enquanto PM.

Pois, eu por exemplo sou Licenciado em Informática - Ramo de Gestão que não é considerada uma engenharia! Ou seja eu sou Licenciado em Informática, mas sou tratado por Eng. Informático.

Por acaso o meu curso oi revisto ( como o era todos os anos), e após adicionarem uma cadeira semestral de fisica, passou a ser engenharia Informática …

Sei claramente que não sou engenheiro pois não sou reconhecido como tal, mas fico a pensar que bastaria inscrever-me num curso e tirar uma cadeira de fisica para passar a ser um engenheiro … Maravilhoso este mundo académico e os seus titulos!

Tal como o Paracelsus, para o exercício do cargo de PM também tanto se me dá que ele seja ou não licenciado. Já trabalhei com as maiores nulidades apetrechadas de canudo, assim como com gente de alto valor sem instrução formalmente relevante.

O que é fulcral neste caso é apenas e só a possível mentira de um responsável político de primeiro plano relativamente às suas habilitações. Um político pode ter todos ou nenhuns graus académicos, mas tem sempre que ser honesto e frontal quanto aos que tem ou não tem. E é isso que Sócrates poderá não ter sido.

No mais, todo o processo relatado pela notícia do Público, com transferências de matrícula, pedidos de equivalência, cadeiras feitas à martelada, com mensagens pessoais à mistura, é demonstrativo de um percurso académico pouco ou nada dirigido à obtenção de qualificações profissionais sólidas a introduzir num mercado de trabalho específico, mas sim ao alcançar, “à pressão” e numa instituição menor, de um título que pudesse ser ostentado como passaporte para uma carreira política neste Portugalzinho de doutores e engenheiros. Processo de que também é demonstrativa a meteórica ascensão do Vara, desde caixa do balcão de Mogadouro até à administração da CGD, via aparelho do PS e Universidade Independente.

Ao que parece ...

José Sócrates terá o bacharelato em Engenharia Civil no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) com media final 12 valores e a data de conclusão em Julho de 1979.

Ficamos sem saber se a Licenciatura na Universidade Independente terá tido media final de 16 ou 14 valores …

O PM não terá NUNCA frequentado o IST em 1981 e por aí não se licenciou!

José Sócrates terá obtido em 1996 ou 1997 uma licenciatura em Engenharia Civil pela Universidade Independente com media final de 14 valores.

A primeira “fornada” de licenciados em Engenharia Civil pela Universidade Independente terá saído em 1999. Os alunos entraram para o curso em 1994. José Sócrates terá conseguido a sua licenciatura em 1996 ou 97, à época secretário de Estado do Ambiente? Dois a tres anos antes dos primeiros alunos?

Luís Arouca era o director do curso de Engenharia Civil e lembra-se muito bem de José Sócrates. Segundo ele : “O nosso primeiro-ministro terminou o curso com 16 valores. Talvez nunda tenha ouvido Beethoven ou lido Goethe, mas é um tipo brilhante, de rápido raciocínio e inteligência prática”

Terá concluído depois uma pós-graduação em Engenharia Sanitária pela Escola Nacional de Saúde Pública" (ENSP) ?
E em que ano decorreu e estaria Sócrates já seria licenciado quando frequentou essa pos-graduação, condição sine qua non?

José Sócrates terá frequentado o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) no Curso de Estudos Superiores Especializados (CESE) em Engenharia Civil.

A Ordem dos Engenheiros não acredita o curso de Engenharia Civil da Universidade Independente.

Limitação de responsabilidade: José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não é arguido ou suspeito no seu percurso académico do cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade neste caso!

Penso que ele poderá ter acabado o curso antes da chamada primeira fornada porque já era detentor de um bacharelato. Penso que ele não teve necessidade de realizar todas as cadeiras da licenciatura, geralmente apenas teve de completar 2 anos para ter a equivalência á licenciatura!

Não vejo crise nisto, a não ser que esteja a ver alguma coisa mal, mas se eu fôr agora tirar informática - Ramo de Ensino e ser professor, teria apenas de realizar as cadeiras de carácter pedagógico e nada mais!

Em relação ás outras questões … pois … :smiley:

Como sabem sou de coimbra e isto aqui no ISEC é assim:
Bacharelato em Engenharia Civil _3 anos- Grau Académico- Engenheiro Civil Técnico- Associação Profissional - ANET.

Se dps optarem por fazer a licenciatura no ISEC ou numa outra Universidade tem equivalencias e são mais 1 ou dois anos dependendo da Universidade.

Licenciatura em Engenharia-Grau Académico- Engenheiro Civil-Associação profissional - OE.

Tao nao me digas que estas a chamar mentiroso ao nosso primeiro ?

Vitinhos, penso que lá em cima colocaste a informação que ele tirou o bacharelato com nota de 12 valores, e depois fez a licenciatura 2/3 anos mais depressa que os restantes elementos.

Se ele apenas fez o “upgrade” de bacharelato para licenciatura é normal ter demorado menos tempo que os jovens que tiraram a licenciatura directa!

Ou percebi mal ?

A verdade é que não é engenheiro ou estarei eu enganado ?

Não te sei responder! Apenas falei da possibilidade de se fazer uma licenciatura em menos tempo do que os 4 ou 5 anos que eram na altura!

Se ele é engenheiro, doutor, mestre, sapateiro, ou não … não sei!

Penso é que nunca exerceu a profissão de engenheiro civil, e por isso tb não percebo o porquê deste problema. A Unica coisa que apontarei foi o que o FLL referiu e muito bem! O problema não é ele ser engenheiro ou bacharel … é mentir aos portugueses!

Tens toda a razao exepto no facto de ter trabalhado na camara de da covilha na decada de 80 como engenheiro ... so isso!

Deve ter trabalhado como Engenheiro Técnico Civil.

É assim só é engenheiro quem está inscrito na Ordem dos Engenheiros.
O meu exemplo, tirei Engenharia Civil no IST e depois fui trabalhar para a McKinsey (consultora generalista) e não me inscrevi na ordem logo não sou engenheiro, sou licenciado em engenharia civil.

"Já o Boletim de Matrícula na UnI revela que, nessa ocasião, o único documento junto ao processo foi uma fotocópia do BI. Se estes dois documentos são assinados e têm data, o mesmo não sucede com outras fotocópias. É o caso, por exemplo, do Plano de Equivalências de José Sócrates, sem qualquer timbre nem carimbo e onde se concretiza que cadeiras mereceram equivalência por parte da UnI. Ou do Pedido de Equivalência, uma folha não numerada (como todas as outras), onde apenas surge o nome José Sócrates Sousa, manuscrito pelo próprio, e o mapa de equivalências por ele proposto. [b]Acresce que o número de cadeiras a que é requerida a equivalência, 25, tem menos uma cadeira do que o total das disciplinas a que José Sócrates viria de facto a obter equivalência no processo de transferência: 26.[/b] Por outro lado, o espaço onde o responsável do conselho pedagógico pelo processo deveria colocar a sua assinatura está em branco."

Se Sócrates pediu equivalência a 25 cadeiras como pode ter recebido equivalência a 26?!?!

Isso dos documentos sem carimbo ou timbre não é de forma alguma uma coisa grave por aí além… na pior das hipóteses, é incompetência da própria Universidade na gestão dos seus registos.

Nas equivalências, é normal quem as pede querer um número e depois a Universidade dar outro número… muitas vezes, é iniciativa da própria Universidade analisar o currículo do “aluno” e decidir que determinada cadeira já se encontra coberta e que não precisa ser reavaliada. Portanto, também não vejo aqui qualquer problema.

A cadeira de Inglês Técnico e o respectivo exame na disciplina está sujeita a controvérsia: [b]Eurico Calado, director da Faculdade de Ciências, Engenharia e Tecnologias , que terá dito ao Público, que "sempre foi o regente da cadeira e sempre a leccionou enquanto teve a sua tutela" e que não teve "conhecimento da frequência ou de qualquer exame feito pelo então secretário de Estado Adjunto do Ambiente[/b]", um facto que é disputado pelo reitor Luiz Arouca que afirma "sempre fui o professor de Inglês Técnico".

Esta parte tem pouco por onde comentar. Um diz uma coisa outro diz outra, não sei qual dos dois fala a verdade, mas um mais à frente diz que fez o exame ao Sócrates e até conta como correu.

O Público revela mais outra discrepância na "folha onde são reveladas as notas finais da licenciatura da UnI e que nos foi apresentada como pauta pelo reitor" (não "assinada nem datada") - uma fotocópia que é "uma grelha do plano do curso, tendo as classificações de Sócrates sido acrescentadas de forma manuscrita, à frente de cada cadeira" (ver fac simile miniatura na caixa da p.2) versus o certificado de habilitações: na disciplina de Betão Armado e Pré-Esforçado o 17 terá passado a 18; em Projecto e Dissertação 17 terá passado a 18; e na de Análise de Estruturas o 17 terá passado a 16."

Será que está esclarecido aqui quais os critérios de avaliação? Eu já tive umas notas na Caderneta resultantes de exames orais e depois outras notas no Certificado, simplesmente porque entrava em consideração na nota final outro tipo de avaliações… noutras em que isso não se verificava, acabava por fazer melhoria através de re-exame ou exame oral e portanto, a Caderneta conserva a 1ª nota e o Certificado já tem a nota da melhoria… portanto, considero muito difícil de avaliar isto como discrepância grave.

Mas já não encontramos as disciplinas de "Planeamento e Política do Ambiente", referidas pelo reitor Luís Arouca na caixa da página 9 do 24 Horas de 28-2-2007, em que Sócrates "seria mesmo craque" e terá revelado "grande traquejo político". Nem sequer encontramos na licenciatura autorizada pela dita Portaria n.º 496/95 a menção de qualquer "área" de especialização, referida no 24 Horas de 28-2-2007 - a única disciplina da área ambiental da licenciatura em Engenharia Civil da Universidade Independente é Saneamento Ambiental (4.º ano)."

Difícil de avaliar, digo eu. A minha Faculdade (UNL) chegou a ter Imunologia chapada no 3º ano e nós a fazê-la no 2º ano, sendo que a alteração curricular só entrou em DR no ano seguinte… além de que existem cadeiras opcionais e/ou de Projecto em que não se descreve propriamente o tema exacto da cadeira, mas que pode passar por Planeamento e Política do Ambiente, por exemplo…