Emigrantes portugueses pagaram e não viram o último Benfica-Sporting

É um caso para a Liga Portuguesa de Futebol Profissional tomar medidas. Um emigrante português nos Estados Unidos e dois amigos gastaram 105 euros para entrar no Estádio da Luz e não conseguiram ver o último Benfica-Sporting. Pior: compraram bilhetes para três lugares que, no estádio, não estavam disponíveis. Acabaram por ficar acantonados junto a uma claque e, no final, estiveram retidos no estádio mais de uma hora. Um escândalo que o LEÃO DA ESTRELA revela, em primeira mão, publicando a carta onde Manuel Parente, que é director executivo do DEN of LIONS SPORTS ACADEMY, Delegação do Sporting em New Jersey, nos Estados Unidos, relata o pesadelo que viveu no Estádio do Benfica no recente dérbi do centenário.

“Sobre o Benfica-Sporting, estive lá, mas não vi o jogo… Apanhei uma molha e, quando cheguei ao meu lugar, o sector estava anulado e interdito ao público, por motivos de segurança! Parece que os benfiquistas e os sportinguistas são uns animais… Exigi um lugar para ver o jogo e disseram-me para ir reclamar ao Benfica ou ao Sporting!
Acabaram por me colocar num sector que estava reservado às claques que mais parecia uma jaula. Barafustei e nada! Nem sequer me deixaram sair para ir para casa. Só no final do jogo e depois de estar já vazio, ou seja cerca de 1 hora depois!
Foi um autêntico atentado à inteligência e aos direitos de um ser humano. Quem foram os responsáveis? Não sei. Comprei três bilhetes por 105 Euros e limitei-me a espreitar por uma nesga de uma grade de ferro.
Consegui abandonar o estádio no final do jogo porque consegui contactar um oficial da PSP e exigi a presença do Cônsul dos Estados Unidos, pois sou naturalizado americano e, como cidadão e ser humano, foram violados os meus direitos. Nunca na minha vida me aconteceu uma coisa destas num campo de futebol. Uma autêntica vergonha. Agora compreendo porque é que os portugueses estão cada vez menos a ir ver futebol aos estádios!
Responsabilidades? De quem?
Comprei três bilhetes emitidos pela Liga Profissional de Futebol no Estádio da Luz para ver um jogo de futebol. Não o vi nem os meus acompanhantes e ainda fui tratado como um cão daninho. Seria por sermos do Sporting? Afinal verifico que há racismo pelos emigrantes no futebol português e principalmente por aquele grupo denominado Prossegur, um grupo sem o mínimo de preparação e educação para lidar com o público. Pedimos a presença de responsáveis do Benfica ou da Liga. Procurámos comprar outros bilhetes noutros sectores e a resposta deles era apenas esta: “Este sector está fechado ao público! Estamos a seguir ordens!” E diziam isto com um certo ar de gozo, incluindo um a quem chamavam “chefe”! Nunca patentearam um pouco de parte humana nem procuraram ajudar quem se deslocolou de Newark, N.J. para assistir a um jogo de futebol. Um autêntico grupo de pessoas sem qualquer nível de educação ou preparação a quem chamam seguranças.
Assim, não! Nunca mais porei os meus pés no Estádio da Luz! Entendo que, se houvesse necessidade de anular um sector, deveria ser imediatamente providenciados lugares para as pessoas que já tinham comprado os bilhetes. O Estádio não estava esgotado. Haviam grandes clareiras em vários sectores. Porque não fomos transportados para lá? Para mim basta!"
Manuel Parente, Estados Unidos, enviado por e-mail

:frowning:

E perante essas situações, o que apetece fazer?

Justiça pelas próprias mãos. >:D

Inaceitável. Espero que esse sportinguista venha a ser indemnizado, pelo menos pelo preço dos bilhetes. Até os próprios milhafres se queixam do estádio. Chove lá dentro, os pombos cagam as cadeiras todas, até durante os jogos são abençoados com merda de pombo no seu próprio estádio. Ao nível do clube a organização distribuição de lugares e o estado da E.T.A.R.

Também fui a esse jogo.

Comprei o meu bilhete na luz. Pedi para junto das claques do Sporting. Foi-me dado um bilhete para o Piso 3, pois já não haviam para o Piso 0. Presumi que assim o seria, pois tinha vindo de Alvalade e, de facto, todos os bilhetes para esse sector estavam esgotados. Pedi para falar com o responsável pelo estádio, que não estava. Chamaram lá um senhor qualquer, não me lembro do nome. Chegou, mostrou-se bastante simpático ao cumprimentar, todo com sorrisos. Assim que expliquei a situação, as suas feições mudaram, passando a falar a despachar, trombudo e antipático. De qualquer forma, lá me disse que só havia aquele, para tentar explicar o caso à polícia, se houvesse espaço no Piso 0, e eles logo nos deixariam passar para lá.

Entrei no estádio praí uma hora antes. O Piso 0 estava praticamente vazio, mas como ainda não tinha chegado as claques e não sabiam se ia encher, não me deixaram entrar. “O seu bilhete é de uma zona reservada a adeptos do Sporting, pode ir para lá descansado.”. Subi então as 1001 escadas cercadas de paredes de cimento, qual fábrica qual quê, e cheguei ao meu lugar. De facto, de um lado havia uma barreira de vidro a separar esse sector (Bancada Coca-Cola, a superior) da central ao lado, praí com 1,5m de altura, se tanto. Do outro lado não havia qualquer separação, qualquer polícia, qualquer Steward.

Pouco depois, chegaram as claques e ficou praí com 70% da lotação, não mais. Voltei a tentar entrar para esse sector, com mais um grupo de 20/30 adeptos do Sporting que estavam na mesma situação que eu, numa altura em que já haviam vários adeptos do benfica a insultar e a procurar provocar confrontos… Cheguei inclusivé a falar com um senhor que acompanha sempre as claques do Sporting para todo o lado, do grupo Spotters, da PSP, que disse compreender a nossa situação e procurou aceder ao nosso pedido. O problema foi que, ao chamar o anormal do responsável pelo estádio, um lampião ressabiado, tudo voltou ao início. “Nem vale a pena, tudo lá para cima!”. Teve a sorte de estar ali a polícia… Sendo assim, aceitámos então mas exigimos protecção, pois éramos realmente muito menos e a situação podia-se complicar. Foram para lá uns 10 polícias.

Até aqui estava tudo bem, o pior foi quando o jogo estava prestes a começar. Vários adeptos do Sporting começaram a concentrar-se naquela zona e todos eles estavam de pé a ver o jogo, como é normal nestas situações. Depois, os polícias começaram a armar-se em espertos… Desde quererem proibir a parte do Sporting de ver o jogo de pé, a obrigar a estar uma pessoa por lugar, mesmo quando eram elas que assim queriam estar, na 1ª fila, para ver melhor o jogo, até revistarem quase todas as pessoas que estivessem a fumar tabaco, à procura de outras coisas. Eu próprio, que não fumo sequer, fui levado à força para uma casa-de-banho por 3 anormais da PSP, que me revistaram de alto a baixo, carteira, porta-moedas, tudo… Nada tinha, viraram costas e foram-se embora, nem uma palavra disseram… Ainda por cima, um dos polícias deu-me uma porrada no joelho com o cacetete, para eu “andar mais rápido”. Bem, eu depois ainda tentei explicar-lhe que tenho uma rotura de ligamentos e de menisco nesse mesmo joelho que ele me bateu, pelo que tenho dificuldade em subir e descer escadas, mas acho que esse energúmeno nem sabe o que é um ligamento sequer.

Enfim, teve o azar de estar lá um conhecido meu que me disse qual era a sua esquadra…

Já fui à luz duas vezes e para além dos maus acessos e da fealdade do estádio… felizmente que nada de grave se passou.

Lamento o sucedido aos outros todos.

O ano passado aconteceu me exactamente a mesma coisa, comprei bilhete e cheguei lá estava ocupado por segurança ou seja venderam bilhetes para um sitio que não se podem sentar as pessoas.