Eleições Americanas - O nosso voto.

Obama, sem dúvida!

Só me espanta como ainda ha pessoas que depois de 8 anos de G.W Bush ainda querem votar
nos Republicanos, ainda mais com o pitbull with lipstick no ticket.
Mais giro é que aqui até há quem queira tambem o Ron Paul… nao era esse que tinha o apoio dos
American National Rifle Association ?
Realmente o que lá faz mais falta é armas para distribuir ao pessoal…

Em Inglaterra ainda nao ouvi uma unica pessoa dizer que votava no McCain, aqui é tudo Obama.

Porque nem toda a gente é de esquerda. ::slight_smile: Querem unanimidade, vão para Cuba ou para a Coreia do Norte. Não vou na conversa de um Jimmy Carter negro, e John McCain não tem nada a ver com George W. Bush. Quem não sabe isto tem acompanhado pouco a política americana, ou então engole tudo o que escrevem o New York Times ou The Guardian. Quanto a Sarah Palin, o problema dela é ser uma mulher de direita. Se fosse de esquerda, podia dizer os maiores disparates, como o fazem Joe Biden e Obama, que era tudo abafado. Há imensas gaffes destes dois que não são exploradas à exaustão pelos media como qualquer lapso insignificante de Palin. É por estas e por outras que adoro ver perder os Democratas. E suspeito que vão perder outra vez. Com o Obama abaixo dos 50% nas sondagens, os “Dems” ficam logo a tremer porque é o equivalente a um empate técnico, já que a diferença se deve a Estados como Nova Iorque e Califórnia, que inflacionam o voto popular em Obama, mas não acrescentam mais em termos de votos para o Colégio Eleitoral. :whistle:

Obama, sem qualquer dúvida!

Os EUA precisam de Obama, o mundo precisa de Obama! Chega de politicos tipo Bush que só têm incendiado o mundo! McCain não traz nada de novo, e neste momento o mundo precisa de Obama, precisa de mudança!

CHANGE! :arrow:

Estás a falar a sério, tornar as eleicões uma descarga de ressabiamento e de incredulidade sobre o que pode ou não ser? :o

Ninguém no seu perfeito juízo acha o Obama perfeito, fabulástico ou sem interesses pouco claros por trás de diversas questões. Mas colocar alguém como uma Sarah Palin no poder é mais cómico que os comícios do Hugo Chavez. O Obama representa uma América mais moderada, menos focada em interesses pouco “interessantes” para o mundo em geral. Além disso, o homem tem o Joe Biden, que não parece ser flor que se cheire, mas que se vê que é um tipo que domina a 200% a política externa, um dos pontos reconhecidamente mais fracos do Obama.

Nem mais! :clap: :clap: :clap:

Desculpa, mas quem é o verdadeiro Barack Obama? Tu sabes? O que sei é que toda a gente projecta a sua imagem nele, mas isso vale ZERO.

Imagine-se que John McCain privava com membros do Ku Klux Klan e com terroristas de extrema-direita. O que se diria? As relações de Obama com extremistas de esquerda e negros racistas são um FACTO. E isto levanta questões que eu, se fosse americano, queria esclarecidas, porque de certeza não quereria um anti-americano na Casa Branca. Como de costume, os media acusam os Republicanos de malícia por falarem nestas coisas, mas se McCain tiver sido visto há dez anos a almoçar com um dos banqueiros desacreditados pela crise financeira é um crápula. O Obama é moderado em quê? Isso pensam as pessoas. Meras projecções. Os Democratas são tradicionalmente mais proteccionistas que os Republicanos. Isso é péssimo para a Europa. Não há especialista em política externa que não reconheça que uma presidência Obama vai ser mais exigente para os europeus no envolvimento no Afeganistão. Ao fim e ao cabo, são razões ideológicas que motivam a Obamania, mas para a Europa, quanto a mim, seria pior, em todos os aspectos.

Mas não vale a pena nos chatearmos por causa desta contenda, porque não temos influência alguma sobre ela. Apaixona-nos porque os EUA, para além de serem o país mais forte, são também o mais democrático e onde há mais escolha. Invejo-lhes a diversidade política, sem dúvida. Nós estamos num país que vive uma crise de soberania por causa da dependência financeira do exterior. Além disso, tem uma sociedade estratificada, homogénia e dependente, que por isso não permite grandes mudanças, e vive em permanente bloco central. Não há diferença, não há escolha. A política é por isso uma seca. A América “entretem-nos” ao menos. :inde:

Entre um e outro nenhum me seduz, mas pensar que Mcain é a continuidade de Bush levar-me-ia a votar Obama

Venha o diabo e escolha…

O Mccain apesar de ser considerado como o seguimento de Bush parece não ter muito a ver com ele já que dentro do partido é visto como sendo pertencente a uma ala mais liberal… Teve azar na escolha na Palin que dá tiros nos pés a alta velocidade, fazendo lembrar um pouco o Santana Lopes no estilo do “fala e logo se vê”!

O Obama é um produto de imagem, em que ningém sabe o que quer, mas que pegou porque os americanos sempre tiveram uma tara qualquer por personagens famosas, sobretudo aquelas que têm a ver com o mundo do espectáculo (cinema), e depois de ter saído o “24” era uma questão de tempo até que a história passasse para a vida real… :smiley:

O que é que o Obama tem a ver com o 24? Nunca vi a série.

A primeira temporada retrata a história da eleição de um negro e das questões raciais que isso evolve, blá, blá… Obviamente que isto é a história que é contada paralelamente durante as 24 horas em que o “Super Homem” não tem vontade de ir à WC, nem tem de se alimentar, à conta da tarefa herculea de salvar tudo e mais alguma coisa que mexa… :smiley:

Se nunca vistes a série também não tenhas pena porque, apesar da muita acção constante, é bastante repetitivo e o conteudo de história é muito pobre.

Obrigado! Realmente deve ser lixado, 24 horas sem dar uma mijinha… Não deve fazer nada bem à prostata.

Por acaso não sei e isso não me preocupa mesmo nada.

Se for um tipo com jeito para a função, de certeza que será bem mais sucedido que Bush ou McCain (que também vê o mundo como os westerns)… se não tiver muito jeito para a função, então na pior das hipóteses fará algo semelhante ao que faria McCain na presidência (a lógica ultra-conservadora e de fazer-passar-todos-por-burros dos republicanos é algo de assustador). Portanto, tenho muito poucas dúvidas. ;D

Revejo-me um pouco nos comentários pró-Obama. Acho sinceramente que McCain é mais do mesmo

Se o mundo votasse, Obama teria a esmagadora maioria, mas como é nas EUA…

Curiosidade:

Barack Husein Obama

eheh, ele ha coincidencias :slight_smile:

Concordo com o Lionheart , quem é o Barack Obama ?

A mulher ainda à pouco tempo disse que só agora é que sentia americana e conhece-se bem as ligações dele aquele pastor e a grupos que defendem por exemplo que os antigos países colonialistas deveriam pagar reparações e indemnizações aos antigos colonizados , e aqui Portugal é que teria mais a perder , era giro que isto acontecesse e ver os apoiantes cá do Obama a contribuír do seu bolso. :rotfl:

Mas claro que isto nunca irá acontecer porque ele nunca se atreverá a levantar essa e outras questões , porque ele quererá chegar ao fim da presidência simplesmente vai ser um presidente igual aos outros e governará ao centro terá a curiosidade de ser negro , o que agora até parece que o está a ajudar , vamos ver se no dia do voto , não será diferente.

A mim pouco me importa se os EUA têm um presidente negro desde que seja competente e é aqui que Obama ainda não mostrou nada a não ser aquelas ligações dele a individuos pouco aconselháveis.

Vai ser uma total incógnita a sua presidência , é curioso que depois de Bush , muitos estão dispostos a passar um cheque em branco a um gajo inexperiente , espero que não se decepcionem , eu quanto a mim sou céptico porque geralmente quem fala muito , pouco faz.

Vamos a ver no que isto vai dar , mas aquele país merecia melhor , tanto Obama como Mcain , este mais pela idade , para mim não estão à altura da responsabilidade.

Tem se falado muito nisso a Europa , outros países , etc …

Para mim isso é ridiculo porque quem vota são os americanos , se ainda estivessemos a eleger um presidente para as Nações Unidas ainda vá lá , só se isto estiver a mudar e vier no futuro o que muitos temem , um governo mundial.

Eu cá por mim e dando um exemplo mais terra à terra não gostava de estar a aturar o Sócrates só por o mundo apoiar o Sócrates. :twisted:

é uma discussão global, por estarmos a falar do País mais influente do mundo, senão veja-se esta crise mundial que começou por lá, com o subprime.

um exemplo crasso da importância destas eleições para o mundo, foi a demonstração de apoio inacreditável que Barack recebeu em plena europa, em Berlim. Foi recebido como um herói e aclamado por centenas de milhar…

Barack pode bem ser uma personalidade importante na viragem do mundo, na resolução da crise, e outras questões importantes

Por exemplo a caga** que os EUA e a Inglaterra fizeram ao longo de quase meio século na Palestina.

Ora cá vou eu entrar em modo Nuno Rogeiro, e aventurar-me pelos tortuosos caminhos da política internacional.

Acho notável que a política americana fomente discussões e paixões tão acesas em gente como nós a quem não nos diz respeito escolher absolutamente nada. Mérito para a política americana que consegue estimular a estrangeiros o mesmo entusiasmo que uma corrida de cavalos provoca a apostadores. Valha-nos isso, já que a nós, a política caseira parece provocar o mesmo efeito que as corridas provocam aos cavalos ao fim de umas milhas.

A minha preferência: McCain. As razões são simples: sou de direita e conheço as ideias de McCain. Poderia perfeitamente preferir Obama se soubesse o que ele de facto pensa sobre as matérias políticas e quais as propostas. Mas nesta campanha tanto já o vi tecer elogios às políticas de Bush, como já o vi tomar posições que nem o mais radical Jimmy Carter desdenharia, e outras vezes ainda - na maioria delas - não fala sobre política, limita-se a repetir exaustivamente aqueles chavões do “change” e “yes, we can” com tom de pastor evangélico e truques retóricos algures entre Kennedy e Luther King.

Christopher Hitchens, há duas semanas, em notável crónica na Slate, iconoclasta como sempre, desanca em McCain e Palin, reconhce que “Obama is overrated” mas declara o seu apoio e explica por quê, lançando um argumento curioso: a personalidade; segundo ele, um político pode sempre mudar as suas posições políticas, mas a personalidade (política) nunca se altera.

Eis o que penso então dos candidatos: McCain é um dos políticos americanos vivos com maior currículo e não corresponde minimamente àquela imagem de “cowboy” feita pelos europeus, sempre muito cosmopolitas quando ignoram o que têm em casa. Quanto ao carácter, leiam a história dele na guerra e perceberão qual é. Obama, não duvido que seja um tipo inteligente, mas é inexperiente, e a retórica oca não deixa perceber o que verdadeiramente pensa.

Quanto aos “vices”, Biden, apesar das gaffes, é bom, experiente, e sabido; no conteúdo, melhor que Obama. Já Palin é um erro colossal dos republicanos, foi escolhida por ser mulher numa tentativa desesperada de responder ao melhor momento que Obama atravessou nas sondagens. Politicamente é um vazio, e lá vai debitando uns lugares-comuns ensaiados pelo staff de campanha.

Fala-se abundantemente no efeito “Bradley”, que é basicamente o de que o eleitorado poderá estar a dizer uma coisa nas sondagens (com vergonha de complexos rácicos) e depois quando chegar às urnas dizer outra por Obama ser negro. Curiosamente ninguém fala no efeito contrário, que foi o que levou Obama até aqui; se Obama fosse branco não teria passado das primárias democratas. O mundo anti-americanista, para o caso de Obama não ser bem sucedido, já está inclusive a ensaiar um discurso sobre o racismo dos americanos, como se alguma vez noutro país do mundo já se tenha visto um membro de uma minoria étnica estar muito perto de chegar democraticamente a governante máximo.

Sempre acreditei que Obama seria o vencedor. Depois de 8 anos de Bush, com 11 de Setembro e pós-11 de Setembro, com Katrina, e agora com a crise financeira, parecia ser o normal virar de ciclo a favor dos democratas. Isto porque - julgo - só uma vez um partido americano conseguiu 3 mandatos consecutivos, culpa dos dois mandatos de Reagan que foi o responsável pelo melhor período económico dos EUA e pela machadada final na URSS. Mas nos últimos dias começo a ter muitas dúvidas. As sondagens do Gallup (que costumam ser das melhores) dão hoje apenas 2 pontos de diferença, e se levarmos em conta que historicamente os Republicanos conseguem sempre nas urnas um desempenho superior ao das sondagens, a coisa não está animadora para Obama. O problema não me parece estar em Obama que tem o mérito de ter conseguido reunir um culto de personalidade à sua volta, só antes visto em Kennedy. Parece-me estar em duas outras coisas.

Primeiro, McCain é mesmo um bom candidato, mantém alguma independência ideológica do seu partido, e por isso, apesar do esforço dos democratas de o colarem a Bush, muito eleitorado do centro e algum mais “liberal” gosta dele; os ultra-conservadores e fanáticos religiosos, mesmo que a contragosto, resignam-se a votar nele porque evidentemente o preferem a Obama.

A outra razão é que os americanos parecem uma vez mais mostrar que não gostam que os outros pensem por ele. Quando Obama fez digressão de Pop Star pelo mundo fora, com esse mesmo mundo rendido à sua figura, e com parolas sondagens a europeus que mostravam percentagens para Obama na casa dos 80 e 90%, nos EUA porém começava a descer nas sondagens. Agora que o dia 4 se aproxima, estadistas por esse mundo fora vão declarando publicamente a sua preferência em Obama, e os jornais americanos, já há muito curvados à figura do jovem senador, começam agora a declarar oficialmente o seu apoio a Obama. Coincidência ou não, uma vez mais o eleitorado americano desconfia da unanimidade alheia, e McCain, que ainda há 2 semanas estava a agonizar com mais de 10 pontos de desvantagem para Obama em algumas sondagens, começa de novo a aproximar-se perigosamente do adversário.

Mas qualquer que seja o vencedor, creio que não será de todo relevante no futuro a longo prazo - ai o jargão economista - porque os EUA sempre seguiram o seu caminho “com” e não “por causa” dos seus políticos. As grandes virtudes dos EUA estão nos seus cidadãos que ao longo dos anos têm construído o mais desenvolvido e influente país da história, a mais antiga e estável democracia do mundo, que sozinha sempre conseguiu ultrapassar os seus problemas, e ainda resolveu boa parte dos problemas dos outros, impedindo por várias vezes a auto-destruição da Europa e o extermínio dos judeus. Independentemente do seu governante, o espírito, a dinâmica, e a liberdade dos EUA são sempre os mesmos; é no seu povo que está a grande força.