Educação em Portugal

Se te obrigarem a cumprir metas de sucesso pleno dos alunos e questionarem todo e qualquer insucesso, por mais evidente que seja a causa, nâo estarás a preparar ninguém. Estarás apenas a atingir metas de Excel para os pliticos usarem em seu proveito..
O ensino publico ou provado só ainda não bateu no fundo porque ainda vai cair mais fundo.

A filtrar alunos por resultados é que também não estás a “preparar ninguém”… isto do “preparar” vai muito além de punir ou segregar ou deixar de fora.

Boa sorte com a Quimera.

Por falar em incompetência no futebol…. perdão na educação. – Jorge Sottomaior Braga

7 de Julho de 2026

Falemos de coisas sérias e verdadeiramente importantes para o futuro de Portugal.

Que raio de armazém de testes é este?
Que procedimentos são usados aqui?
Repare-se na forma como estão identificadas as regiões nas prateleiras … diz tudo.
Ferramentas Lean …
5S …..

Numa empresa normal o responsável da qualidade já se teria atirado ao teto e denunciado o estado miserável deste armazém.
(Aquelas paletes no chão daquela maneira é razão de procedimento disciplinar em muitas empresas. Aquela senhora enfiada dentro da prateleira é um risco enorme. ).

Não há marcações…
Não se vê um extintor…
Não se vê saídas de emergência …

De certeza que é das fotos. Maldade minha.

Por outro lado como é que raio digitalizar 1.000.000 de folhas A4 é, nos dias de hoje, um problema? Contas redondas a 300 Dpi será algo como 24TB sem compactação…. o que não é nada para uma NAS decente. mas cerca de 5 TB com compactação. muito menos em escala de cinza ou resoluções não tão elevadas.
1000000 de documentos PDF não é algo que entupa sequer um ambiente de Sharepoint decente ( que começa a ter degradação de performance dos 300.000 para cima, é verdade, mas suporta até 30M de ficheiros (ficheiros e não páginas!).

O ME conseguiu ser, no seu campo de ação, pior que o Martínez.

Mas a malta é mais futebol…. mas pelos vistos nem sequer isso.

Jorge Sottomaior Braga

Atrasar o calendário dos resultados dos exames sem adiar as matrículas

O atraso na correção e na divulgação dos resultados dos exames nacionais do 9.º, 11.º e 12.º anos não é apenas um contratempo administrativo. É um problema que se está a repercutir em toda a organização do sistema educativo precisamente porque o calendário escolar funciona como uma cadeia em que cada etapa depende da anterior.

Se os resultados dos exames são adiados, é inevitável que as restantes fases do processo tenham de acompanhar esse adiamento. No entanto, os prazos das matrículas, em particular para os alunos que transitam do 9.º para o 10.º ano, continuam sem uma adaptação clara à nova realidade.

A situação é especialmente delicada no final do ensino básico. Os alunos que venham a reprovar no 9.º ano só poderão definir o seu percurso depois de conhecerem os resultados finais. Mas também os que transitam para o ensino secundário vivem um período de incerteza, porque as escolas necessitam das matrículas concluídas para saberem quantos alunos terão em cada curso e em cada estabelecimento. Sem essa informação, é impossível planear com rigor.

O problema não termina aí. As escolas estão já a preparar o próximo ano letivo: constituem turmas, distribuem serviço docente, organizam horários, identificam necessidades de professores e dimensionam recursos. Cada dia de atraso nos resultados dos exames traduz-se em mais um dia de atraso nestas decisões. A rede escolar perde capacidade de planeamento e aumenta o risco de o próximo ano letivo arrancar com constrangimentos que poderiam ter sido evitados.

A coerência exige que o Ministério da Educação trate o calendário escolar como um todo. Se foi necessário adiar a divulgação dos resultados dos exames, então também é necessário ajustar os prazos das matrículas e das restantes operações administrativas. Não faz sentido exigir às escolas que cumpram um calendário que deixou de corresponder à realidade.

As escolas têm demonstrado uma enorme capacidade de adaptação. O que não podem é ser obrigadas a organizar um novo ano letivo sem conhecerem o número real de alunos que terão, quantos repetem, quantos transitam e quantos concluem o ensino secundário. Essa informação é a base de toda a organização interna e da própria gestão da rede escolar.

A educação precisa de previsibilidade. Quando uma peça do calendário se altera, todas as outras têm de ser ajustadas. Caso contrário, o atraso na correção dos exames deixa de ser um problema pontual e transforma-se num bloqueio sistémico, cujos efeitos recaem sobre alunos, famílias, escolas e professores.

Mais do que um atraso na publicação de classificações, estamos perante uma falha de coordenação. E essa é uma responsabilidade que não pode ser transferida para as escolas. Quem define o calendário tem também o dever de garantir que todas as suas peças encaixam entre si. Quando isso não acontece, o sistema deixa de funcionar com a previsibilidade e a estabilidade que alunos, famílias e profissionais da educação legitimamente esperam.

Uma vergonha o que se está a passar. Alunos, famílias e professores num estado de ansiedade surreal.
Deixem de inventar e tornem o ensino atrativo para quem ensina e um ensino rigoroso para quem aprende. Com o facilitismo que está até dói

Quando lá entrarem depois vão ter de esperar também pelas notas dos exames, é para se irem habituando.
Se alguém tem miudos à espera façam a revisão, em especial as de escolha multipla