Dias Ferreira Dixit....

A alarvidades do orelhas que a sic transmitiu ontem não surpreendem. Não me surpreendeu ter parido um rato…é o habitat que o orelhas está habituado a viver. no news!

O que surpreendeu foi a resposta calma e ponderada do DF. Também me surpreendeu, pela negativa devo dizer, o facto do DF deixar de actuar, neste caso, como advogado/consultor juridico, para também assumir o papel de comissionista! Penso que é um erro!
O Comissionista (PB) é que deveria apresentar e negociar os valores que os outros clubes se propoem pagar.
Tenho pena, porque esta prática não abona ninguém, muito menos o DF. Coloca-o a jeito para os orcs saltarem-lhe em cima.

Nao concordo Kirk, e o FLL como causidico que se pronuncie, mas o dever do advogado é sempre defender os interesses do seu representado, é normal que o faça…

Além disso ja se percebeu que DF esta a ter um gozo orgasmico com esta novela, como tal deixem-no estar… :twisted: :arrow:

A calma e ponderação na resposta do DF devem-se obviamente ao facto de a sua intervenção neste caso ser a de um advogado ao serviço do seu cliente e não a de um sportinguista agindo em prejuízo de um rival.

Compreendo as dúvidas do Kirk quanto à natureza da actuação do DF ao serviço do Miguel, e admito que as suas palavras deixem a suspeita no ar (presumo que te refiras a umas declarações no “pasquim na hora” em que ele diz que tem propostas do estrangeiro para o Miguel). Tais dúvidas, no plano ético, não têm razão de ser, pelo seguinte:

A actividade de agenciamento de jogadores está regulamentada e apenas pode ser exercida por indivíduos acreditados junto da FIFA. Ora o facto de o DF dizer que tem propostas para o Miguel e mesmo a eventual negociação de valores não constitui actividade de agenciamento, pois esta tem no seu cerne a promoção do jogador (que é como quem diz andar de porta em porta a oferecê-lo aos clubes).

É verdade que na maior parte dos casos em que os jogadores têm “empresário” é este que também trata da negociação da transferência com o clube vendedor e do contrato com o clube comprador. No entanto, e particularmente no que respeita à situação contratual do jogador com a sua nova entidade patronal, é perfeitamente possível e até desejável que este mandate um advogado para o representar, sendo que este estará sempre melhor apetrechado que um qualquer comissionista para efectuar a gestão da situação jurídica do jogador.

Para fazer um paralelismo,pensa no mercado imobiliário, onde os promotores também têm a sua actuação balizada legalmente. O mediador imobiliário tem a incumbência de angariar o negócio, mas depois o vendedor pode perfeitamente incumbir um advogado de acertar os termos contratuais em que ele se irá concretizar.

Presumo que a intervenção do DF se situe neste plano, pretendendo desembrulhar a situação junto do beifica através de uma negociação com clubes estrangeiros interessados, mas sem que, naturalmente, tenha sido ele a arranjá-los.