Crédito Habitação

A quem nâo sei, só sei que terias que saldar a conta depressa e a pronto…
Isso é a 1a coisa que acontecesse quando uma empresa vai à falencia: cobrar as dividas.

Ficava-me com a casa pois não teria dinheiro para saldar o crédito.
Mas tinham que me ressarcir do capital que já paguei por ela (pouco).

Quando há falência os credores são os ultimos a receber…
Em principio se o banco falir e ninguém lhe peguar ficas sem divida.

É improvável, mas neste momento ou melhor a partir de dia 31 o Barclays irá perder muitos clientes nomeadamente os clientes do Barclaycard (pertence ao grupo mas é independente do banco) devido à redução de plafonds, à obrigatoriedade de uso quando antes não era obrigatório, fim da maior parte dos seguros associados,etc e tal, é o banco a apertar porque isto não tá fácil.

Eu tive a ler qualquer coisa que o Barclays oferecia 0.25 nos dois primeiros anos, só que nos seguintes não sei.

Na CGD, que foi onde fiz o meu crédito, fui tratado um pouco mal, pois tanto eu como o meu pai, fiador, temos lá vários produtos e deram-nos um Spread desse. Eu ao principio nem sabia, porque não me avisaram de nada.

Só quando gente de fora me veio dizer que era muitíssimo é que achei estranho, porque tinha confiança no pessoal do banco.

Separar as contas não resolve o problema, na minha óptica até o piora: e se o banco que falir for aquele onde têm as poupanças/conta à ordem? Ficam a ter que pagar o empréstimo na mesma mas com os zero euros do banco que faliu. Para isso mais vale ter tudo junto, se o banco falir fica-se sem dinheiro e com pelo menos alguns argumentos para não pagar o crédito: “eu pago quando me derem o meu dinheiro :D”

A taxa Euribor baixa, o spread sobe. Eles têm de ganhar dinheiro de algum lado. 1% é um bocado alto, por isso mesmo é que muitos pedidos para crédito habitação não são aceites pelos bancos.

Os Spread altos não são reflexo da Euribor estar baixa, mas sim reflexo da instabilidade da actual situação economica e do “medo” que os bancos têm de emprestar dinheiro e de existir uma nova bolha do imobiliario.

A Euribor ainda vai descer mais, tal como quando a economia se relançar vai subir… é mais ou menos assim, economia parada implica inflação baixa o que provoca uma baixa no custo do dinheiro, economia em “full speed” implica inflação que provoca um aumento do custo do dinheiro.

Esqueceste das garantias dos bancos nacionais(no minimo 38 mil euros) etc etc
Quem tem mais que 38 mil euros em contas poupança faz bem em separar esse dinheiro ainda mais por bancos diferentes(ter em conta de que os diferentes bancos REALMENTE têm donos diferentes e sâo organizaçôes completamente separadas) pra correr o minimo de risco de se ficar sem esse dinheiro.
As dividas vais ter sempre que pagar, com isso nâo se preocupem. Preocupem-se sim com a maneira como vâo pagar a divida. Em caso de credito de habitaçâo, é sempre de evitar que o unico meio de pagamento seja a propria casa. Se isso acontecer, o mais provavel que vai acontecer, é a casa ser vendida/leiloada abaixo do valor da divida. Basicamente, ficas sem casa e vais continuar em divida na mesma(mais baixa, certo, mas na mesma em divida).

Venham mas é mais baixas de taxa de juro.
Há que voltar a pagar pela casa o que se pagava há 4 anos.

Mais rendimento disponivel, mais consumo, menos desemprego => ciclo economico.

O que implica mais game boxes vendidas e mais adeptos no estádio :rotfl: :rotfl:

Passou na TVI que ia ser mais barato comprar casa para o ano (baixa das taxas de juro), mas acho que é enganador, o crédito também está (e continuará) mais difícil de se conseguir devido ao risco.

Pergunta de algibeira:

Agora que o indexante Euribor está a baixar, podem os Bancos alterar o spread contratado com o cliente sem este ser informado?

Não

Mas terás esses 38 mil EUR seja no mesmo banco, seja em bancos separados, por isso vai dar ao mesmo…separar as contas não resolve, o que ajuda a diminuiir o risco é mesmo partir as contas de poupanças em várias diferentes, claro que isto só compensa para quem tiver alum dinheiro a sério, até porque ter dinheiro empatado a ganhar 3 ou 4% e estar a pagar empréstimos a 5 ou 6% não é muito inteligente.

Vai ser mais barato comprar casa por outro motivo, que é o mercado imobiliário estar de rastos, logo haverá pessoas/empresas a vender ao desbarato, sendo isto mais verdadeiro quanto mais barato/pequeno/modesto seja o imóvel.

Nope. O spread foi estabelecido em contrato e só pode ser mudado por comum acordo de “ambos os dois”.

:arrow: :arrow:

falo por experiência própria.

No último parágrafo a bold:

Banca faz disparar 'spread' máximo para 2%

PAULA CORDEIRO
Crédito à habitação. Risco de cliente aumenta

Bancos rejeitam clientes de maior risco, aumentando as margens

A banca está a afastar os clientes de maior risco no crédito à habitação, aumentando os spreads para valores que já não eram praticados há alguns anos.

Alguns bancos reviram as suas margens financeiras nos últimos meses, colocando-as, em alguns casos, acima dos dois pontos percentuais. Na análise feita pelo DN junto das cinco maiores instituições de crédito, verifica-se que o spread máximo está a ser praticado pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), que anuncia uma margem de 2,55 pontos.

Perante o actual nível de taxas de juro (a Euribor a 3 meses apresenta um valor médio de 4,925%), tal significa que um cliente de maior risco, a que seja aplicado este spread, fica com uma taxa de 7,475%.

Mas esta margem máxima dificilmente será aplicada a qualquer contrato. Segundo fontes da área do crédito hipotecário, contactadas pelo DN, a divulgação deste nível de valores tem dois objectivos.

Por um lado, permite ao banco aumentar o spread praticado nos novos contratos para valores em torno de 1,5 pontos percentuais, um montante que até há bem pouco tempo era o máximo praticado, mas que perante os actuais máximos surge como bastante competitivo aos olhos do cliente.

Ao dizer a um cliente que a margem para o seu crédito é de 2,55%, corresponde, na prática, à sua rejeição, pois dificilmente alguém aceitará pagar uma taxa deste valor. “É uma prática errada, porque o preço não regula o risco. Este é uma forma de rejeitar o cliente, sem lhe dizer não”, disse ao DN uma das fontes contactadas.

Actualmente, três dos grandes bancos portugueses - CGD, Millennium bcp e Banco Espírito Santo (BES) - colocaram o seu spread máximo nos dois pontos percentuais e mesmo acima (ver tabela).

Neste momento, de acordo com os dados publicitados, os spreads mais baixos estão a ser praticados pelo Banco BPI, com o mínimo nos 0,29 pontos e o máximo nos 1,7 pontos.

Maior selectividade

Mas praticar os spreads mais baixos não significa que é a instituição que tem a melhor oferta para todos os clientes.

Neste momento, os bancos estão a aumentar a selectividade na escolha dos seus novos clientes de crédito à habitação. Apesar de estes dados não serem revelados pela banca, o DN sabe que os pedidos de crédito rejeitados estão a aumentar.

Os bancos, no entanto, continuam a ser agressivos e competitivos nos segmentos de menor risco, ou seja, aqueles clientes que todos querem na sua carteira.

Basta ver que nenhum banco “mexeu” nos seus spreads mínimos, que se mantêm, em alguns casos, nos 0,29 pontos. Tal significa que a banca continua a oferecer condições vantajosas a clientes preferenciais e, neste segmento de mercado, o negócio continua a manter os mesmos níveis de crescimento.

A apetência dos bancos por estes clientes de menor risco explica igualmente que algumas instituições ainda ofereçam spreads zero ou abaixo mesmo dos 0,29 pontos - casos do Deutsche Bank e do Banco Popular - que trabalham essencialmente estes nichos de mercado no crédito à habitação.

Se aqueles dois bancos praticam spreads de 0%, o que ganham em fazer o empréstimo?

Se aqueles dois bancos praticam spreads de 0%, o que ganham em fazer o empréstimo?

O artigo não diz exactamente isso, diz que alguns bancos fazem zero ou abaixo dos 0,29, e os 2 bancos podem-se situar em qualquer dos extremos desta escala.

De qualquer forma, um spread de 0% funciona bem porque na realidade os bancos conseguem obter dinheiro abaixo da Euribor. Seja porque se financiam juntos dos clientes, a miseráveis 1-2% (a Euribor está quase em 5% segundo o artigo acima), seja pelos empréstimos a prazo ou pelos fundos, ou conseguem financiamento noutros mercados (nos EUA as taxas estão mais baixas que os 5%, no Japão não sei mas aposto que devem estar mais baixas também).

No empréstimo da minha 1ª casa, apostei, porque foi mesmo uma aposta, num empréstimo em Ienes, na altura só o BANIF fazia, a taxa de juro era baixissima, acho que era 2% ou algo no género, pagava o mesmo, num empréstimo a 15 anos, que em Portugal por um empréstimo a 30 anos. Ah ok, o risco cambial…pensem bem, em 15 anos haverá uma altura em que compensa…no 1º ano o iene valorizou e paguei mais uns 20% de prestação…no 2º ano desvalorizou estupidamente, peguei em todas as minhas economias e amortizei tudo, ganhei uns 35 mil EUR com a brincadeira. Por acaso até tive liquidez para pagar tudo, mas mesmo que não tivesse, era simples, pedia um empréstimo em (na altura) escudos e ficava a pagar muito menos…35 mil menos para ser mais exacto…

E também depende dos clientes, existem alguns para os quais um empréstimo à habitação com spread de 0% é apenas uma parcela do bolo total… pode ser um pequeno ‘brinde’ devido a outros negócios em que estão envolvidos. :wink: