Coronavírus (SARS-CoV-2) - O perfil do doente (COVID-19) e até onde a epidemia pode chegar

Há pessoas que baixam as máscaras uns centímetros para dar entrevistas: ora, se a máscara reteve algum vírus no desempenho da sua função, baixá-la 2 centímetros para falar é ter o vírus mesmo junto ao nariz e boca, pronto a ser activado.

Depois também já vi pessoas que vinham com máscaras na boca, mas não tapavam o nariz, porque aquela merda não dava jeito para pousar o ■■■■■■■ dos óculos de sol no nariz. Brasileiras, burras que Deus me livre.

Peço desculpa mas há aí qualquer coisa pois eu ouvi o 1o ministro a dizer na 2a ou 3a, que tinham desbloqueado até durante o fim de semana, o pagamento upfront dos 10 milhões exactamente para garantir o equipamento…

Alguém que me explique uma coisa, que eu nestas andanças devo ser muito burro: andamos nisto há um mês, naquilo que chamam fase de contenção, e andou por aí meio mundo a infectar e a ser infectado nos hospitais, sem ser testado por falta de “link epidemiológico”. E sem isto, porque não encaixa nas guidelines que alguma cabeça pensadora traçou, não havia testes para ninguém.

Morressem, não morressem, tivessem ou não sintomas, não eram testados. Contagiassem um, contagiassem cem, não eram testados. E isto com casos confirmados primeiro na ordem das dezenas, depois centenas e agora já nos milhares, não eram testados quem não encaixava nos profiles estabelecidos pela DGS.

Agora, que já não dá para fazer contenção e que já se está na fase de mitigação, palavreado caro da malta das políticas que é usado para traduzir “essa merda já anda espalhada por todo o lado”, de repente é que se vão começar a fazer testes a quem não tem link epidemiológico nem encaixa nas correntes de transmissão, porque já há transmissão comunitária. Agora sim, podemos testar com fartura, vamos fazer um brilharete danado.

Repito, que eu sou um gajo burro, mas se era para testar, não era para testar antes desta merda andar toda espalhada e sem qualquer controlo?

Estes gajos são verdadeiramente geniais. Havia poucos testes e tiveram medo de os gastar todos na fase de controlo da pandemia, então guardaram-nos e agora, efectivamente e como diz o PM, não falta nada ao SNS, já podem testar à vontade, nem que o propósito se tenha perdido.

Esta merda é dum brilhantismo que não se encontra em lado nenhum deste mundo.

4 Likes

Portugal foi mais rápido a tomar medidas de combate à Covid-19 que Espanha, Itália e Reino Unido, indica um estudo comparativo hoje divulgado.

Devia ter sido ainda mais cedo…

4 Likes

Falei do modelo na teoria, o que fazem na prática é outra coisa. Mas o modelo do presidencialismo é bom e está repleto de mecanismos de fiscalização - checks and balances. Cá também se fazem muitas coisas que fogem ao modelo teórico.

Que se passou hoje no Conselho europeu?

Tópico Criado, a partir de amanhã podes colocar lá… Copiei o teu post daqui para lá. Se quiseres alterar alguma coisa manda-me msg… Porque ultimamente só venho cá há noite.

Sugestão: Coloca a data a que se referem os jornais no inicio do teu post.

1 Like

Não sei se já apareceu por aqui mas no pplware há uma notícia que o pornhub premium é de borla para Portugal :grimacing::portugal:

1 Like
2 Likes

Desculpa mas nao vou dar mais exposicao a esses gajos, do que ja tem.

Adaptando-se. Eu compreendo que a malta seja aversa a mudanças repentinas e que gostem muito de status quos, mas isso acabou.

Aqueles que querem que o povo saia à rua sem condições, bem que pode tirar o cavalinho da chuva. Mais rápido têm anarquia que terapia de rebanho. O ser humano pode ser isto ou aquilo, mas o instinto de sobrevivência supera tudo o resto. A economia como a conheces agora não tem qualquer hipótese.

Eu concordo, mas precisas de imenso tempo para isso. Ninguém readapta uma economia de um dia para o outro, ainda por cima a nossa que vai buscar imenso ao turismo. Se o poder de compra euro decrescer imenso lá se vão as exportações, outro grande vector económico. Esquece, por agora. Mais uma quarentena ou mais destas e o vírus será mera brincadeira com a crise social sem precedentes que iremos ter.

@nunoni

a tese do contágio subreptício que ninguém viu, que ninguém detetou mas que milagrosamente dotou toda uma população da imunidade de grupo necessária começa a fazer escola em indivíduos da sagacidade mental do Bolsonaro.

Dito isto, eu, nas tuas botas, não sei se não começava a mudar de fontes de informação e até de opinião porque, por defeito, tudo o que saia daquela boca eu defendo precisamente o contrário.

Não sei até que ponto isso será assim, por tempo prolongado.

Se a saúde se sobrepõe à economia, a sobrevivência sobrepõe-se à saúde. Ficámos todos em casa enquanto houve pão na mesa, mas se isso mudar, com mais ou menos riscos, vamos voltar a fazer a nossa vida.

Podemos não voltar tão rapidamente aos cruzeiros e grandes viagens, mas há coisas que vão mudar para que parte da economia fique na mesma.

Em 2009 e seguintes, o sector da construção passou por uma grande crise e muita malta emigrou, foi para a restauração, foi para a indústria e depois de trabalhar à sombra não voltou ao princípio. Mas agora lá fora está tudo parado, os restaurantes estão fechados e a indústria em lay-off, vejam se adivinham qual era o mercado que estava a ferver nos preços, por falta de mão-de-obra, e agora vê pessoas a pedir trabalho como não se via há 10 anos?

Isto é só um exemplo. Para já, ainda estamos na fase do pânico, as notícias ainda vão ser piores, mas já vimos um pouco do que será o nosso futuro. Não querendo ser parvalhão como o Trump, não deixo de pensar que a seguir ao pânico virá apenas o medo, depois a apreensão e finalmente a cautela, mas paulatinamente voltaremos a um novo normal e não demorará assim tanto como isso.

Muita coisa mudará, particularmente nos sectores mais sensíveis, mas muita coisa ficará exactamente na mesma. Ajudados os sectores mais sensíveis (turismo, restauração, hotelaria), não vejo porque os outros não voltem a laborar dentro duma certa “normalidade”.

2 Likes

Parece-me que não vamos passar pelo terror de Espanha e Itália mas para nós a coisa ainda agora começou.

Muito se deve a termos aprendido algumas coisas com esses países mas mesmo assim fomos e continuamos a ser muito lentos e burocráticos.

O estado de emergência devia ter sido anunciado mais cedo (o Marcelo nunca podia ter estado 15 dias desaparecido). Os centros exclusivos deviam ter sido criados mais cedo. A generalização dos testes nos funcionários da saúde (que ainda não está a ser feita) e o uso obrigatório de mascaras nas unidades de saúde.

As medidas tem sido tomadas a conta gotas e muitas vezes são confusas e mal explicadas. Ainda agora não pagar o subsidio a quem fica com os filhos nas férias da páscoa é irrisório e um claro aproveitamento do governo.

As máscaras devem ter feito a sua parte, mas essa diferença notória entre alguns países asiáticos e o resto do mundo não se deve só a isso.

Aqueles países têm uma cultura de muita disciplina e deferência para a autoridade.
Se as autoridades dizem/recomendam que se deve ficar em casa, as pessoas todas ficam mesmo em casa; se dizem que as pessoas devem usar máscara, as pessoas todas usam mesmo máscara. Até aqui em Portugal, as primeiras pessoas que vi a usar máscara foram estudantes chinesas da UC, quando ainda toda a gente brincava com isto.

Depois há outras pequenas idiossincrasias culturais que podem ter tido algum efeito: os japoneses cumprimentam-se com vénias, enquanto os italianos cumprimentam-se com beijos, até os homens; muita gente do ocidente tem o hábito de entrar em casa calçado, indo para todas as divisões com os mesmos sapatos que andaram a pisar tudo e mais alguma coisa no exterior; tem o hábito de guardar os lenços usados no bolso para usar outra vez; e isso são comportamentos que fazem muita confusão aos japoneses (e a mim também, cá em casa diziam que eu era picuinhas, agora que andam a ver vídeos no youtube sobre onde se deve deixar o calçado, quem se ri sou eu).

Tudo isto combinado com serviços de saúde eficientes e de qualidade, o que seria para admirar era se a taxa de propagação do vírus fosse a mesma em contextos tão diferentes.

5 Likes

Os salários milionários

«O impacto da pandemia na economia do futebol ainda está por quantificar, mas os clubes não param de fazer contas e se por cá as coisas são sempre mais lentas, lá fora já muitos chegaram à conclusão de que os cortes vão ser inevitáveis. E aí os jogadores não podem fugir à responsabilidade. Há valores muito altos pagos um pouco por todo lado. Por cá também, principalmente se olharmos à realidade das receitas no futebol português. Com todos os sectores da economia em bolandas com a crise, vai ser preciso sentar à mesa para que os cortes sejam na base do diálogo. E os que mais ganham terão de ser os que mais perdem. Porque mesmo assim continuarão a ganhar muito.

As palavras de Lopetegui hoje a Record são brutais. A confissão de que ele próprio já perdeu muita gente próxima dá que pensar. Provavelmente vamos passar pelo mesmo por cá, mesmo que todos rezemos, fiéis ou não, para que a tragédia não seja tão grande aqui como em Espanha ou Itália. Temos de ser fortes. E cumprir o que nos pedem. Porque mesmo assim já vamos pagar um preço demasiado alto.

Battaglia é especial. Com um discurso e inteligência emocional acima da média. Basta ler o que diz para perceber as diferenças. Muita falta fez ao Sporting quando lesionado.»

( Bernardo Ribeiro , director do Record, hoje à 01:10)