Conflitos no Médio Oriente

Bad take.

Israel é o único pais da zona com capacidade nuclear.

A sua sobrevivência nunca esteve em causa, por isso é tão ridículo que a justificação para os atos de agressão que estão a levar a cabo seja a da própria defesa. Estão a usar os US para aumentar a sua influencia e preponderância na região, rodeando-se tanto quanto possível, de fail states.

Se US recuarem apenas cessa a expansão de influencia. Ela não desaparece.

1 Curtiu

Já era o único país da zona com capacidade nuclear, na altura da Guerra do Yom Kippur, e os vizinhos cagaram de alto nisso.

Israel, se algum dia não tiver apoio dos States, desaparece do mapa em um mês.

Vâo ter que a usar.

E alguém lhes vai fazer o mesmo.

Vai dar ao mesmo.

Falta satisfazer os desejos belicos do Netanyahu que a unica coisa que sabe fazer e’ manter Israel em guerra constante camuflado de auto-defesa.

Sponsored by o contribuinte americano

1 Curtiu

Nuclear deterrence não é zonal. Um pais usa, todos usam. É esse o principio da defesa nuclear, cada pais que tem a arma ter a capacidade de no limite, acabar com tudo em todo o lado, e isso servir de dissuasão a questões ponham em causa a sobrevivência de um pais.

No exemplo que dão, que o mundo árabe decide que Israel é para acabar, toda a gente era empurrada para o conflito, EUA, Europa, China, Rússia, etc, para tentar que o recurso nuclear não seja usado. Se fosse usado, ficam todos sem opção de escolha.

A mesma logica serve para todos os países com armamento nuclear, da França à Coreia do Norte.

Percebo o que dizes, e tens razâo até 1 certo ponto.

Eu penso que Israel, sem o apoio declarado dos EUA (e Europa tb porque segue os EUA) é demasiado pequeno e desinteressante para o perigo que representa para o resto do mundo.

Sem o apoio do Ocidente (EUA & Europa), os árabes vâo ter autorizaçâo para partir aquilo tudo e ninguém se vai meter ao barulho. Ninguém vai querer uma guerra mundial por causa de Israel.

Isto se entretanto Israel nâo for desmantelado pacificamente por ser a versão da Alemanha nazi dos nossos tempos.

O que Israel sionista anda a fazer na Palestina e Líbano são crimes gravíssimos, que cada vez menos gente, bem, apoia ou pode deixar passar em branco.

O Ocidente vai ser forçado pelo “Global South” a deixar de apoiar aquilo.

O Irâo, com esta vitória sobre os EUA, já abriu essa frente de batalha também.

1 Curtiu

Eu adoro é o nosso jornalismo bacoco, de soundbyte miserável, sem critério nem seriedade.. o Expresso noticiava que o Irão tinha concordado com a reabertura do Estreito, como se hoje já fosse bar aberto e podíamos estar descansadinhos que para a semana já iríamos ter redução de preços, etc.

Há n navios retidos no estreito e assim continuará a ser

2 Curtiram

Como ele não consegue não ameaçar ninguém.. hoje voltámos às tariffs.

Mas os EUA e a Europa querem dar esse apoio, porque é estratégico ter influencia nessa zona.

E os restantes países são ainda mais difíceis de gerir, antecipar, lidar politicamente,etc.

A critica vem de ao invés de fazer valer essa influencia para estabilizar a zona, mantendo um aliado próximo como dominante, bancar o Nethanyau para fazer o inverso.

E, mesmo quando abrir (se abrir), vai ser como meter o Rossio na Betesga. A quantidade de navios à espera para entrar e, pior, mercadoria empilhada pelos portos da Ásia, à espera de serem (ou voltarem a ser) carregados, para entrarem no estreito, é gigantesta. Vai demorar meses até normalizar.

Aquela merda é bastante estreita, e tem de ser tudo devidamente coordenado.

This is exhausting’: Ceasefire feels out of reach in UAE as Iran fires missiles and drones

By Sally Lockwood, correspondent in Dubai

We knew this ceasefire would be fragile.

But for the UAE to be attacked - at least twice - within hours of it being agreed is disappointing by anyone’s standard.

The sound of air defence blasts shattered the lunchtime air here and with it, the sense of relief many residents had felt after news of de-escalation between Washington and Tehran.

That followed emergency alerts at around 3:30am, and reports of a fire at a gas facility in Abu Dhabi, just an hour after the ceasefire was announced.

The first wave could perhaps be explained by delays in communication - orders not yet filtering through to Revolutionary Guard missile units.

But a second wave, hours later, is much harder to dismiss.

The UAE’s defence ministry has confirmed 17 ballistic missiles and 35 drones have been fired at the country already today. It doesn’t look like much of a ceasefire from here.

And it raises serious questions about control; whether there’s a lack of cohesion within Iran’s command structure, or whether this ceasefire is already beginning to unravel.

It’s hard to overstate how concerned residents were here last night. People went to bed after hearing the US president warn that “a whole civilisation will die tonight.”

Dozens across the Gulf messaged me to say how worried they were. Some had taken precautions at home to protect their children; one said she’d even called relatives in the UK to say goodbye in case something terrible happened.

The relief this morning was palpable. “I don’t think anyone slept last night,” one follower wrote.

And now, the messages I’m receiving speak of confusion, disappointment and fatigue. “This is exhausting,” said one Dubai resident.

One of the messages Lockwood has received

One of the messages Lockwood has received

Ceasefires tend to have messy starts.

But trust between Iran and its neighbours has been shattered after nearly six weeks of daily attacks.

And there is now a very real concern over whether Iran can be relied upon to uphold any agreement.

Enfim…

Querem até deixar de fazer sentido.

E muito rapidamente está a deixar de fazer sentido dar esse apoio.

As coisas mudaram.

O domínio ocidental sobre o resto do mundo, que começou com as descobertas portuguesas, está a chegar ao fim.

O novo xerife chama-se Irâo.

O demente do Trump deu-lhes esse papel de mâo beijada.

2 Curtiram

Como os americanos tiveram de aprender nas ultimas semanas, não mudas a geografia. O Medio Oriente vai continuar a ter importância preponderante nos próximos séculos, e vai continuar a ser importante aos vários blocos de poder terem um player na zona.

Navios à espera e a reparaçâo do que foi destruído e voltar aos níveis de produçâo anteriores.

Nâo vai haver normalidade nos próximos anos.

Isto se não houver uma recaída e começarem todos aos tiros outra vez.

Sim, concordo.

Mas uma coisa é mandar no Médio Oriente, outra coisa é negociar enquanto iguais.

Até agora, e nos últimos 100 anos, foi o Ocidente a MANDAR.

A partir de agora (e se o petrodollar cair) vai ser NEGOCIAR.

Israel será um empecilho se for esse o cenário futuro.

Os árabes nâo vâo querer negociar enquanto houver um parasita beligerante no seu meio, em estado de guerra permanente a ataca-los.

https://x.com/i/status/2041854460004339925

Isto não é diferente da retórica fanática dos tipos fanáticos do Islão.

O verme pensa que está na Idade Média e é um cruzado.

4 Curtiram

Não sei quanto ao cruzado, mas dentro daquele cérebro seguramente se vive numa “idade média”, algures entre o mijar de pé e a descoberta do fogo…

4 Curtiram

Isso não existe. Nunca existiu. Em momento nenhum da historia. Países negociam sempre em posições de força, seja de oportunidade, estratégica ou de facto.

As potencias que deixam de o ser não são ultrapassadas por candidatos inesperados, mas por outras potencias que já lhes estavam próximas.

O Médio Oriente, infelizmente para as pessoas da região, vão continuar a ser peças de xadrez. Ou para o mundo ocidental ou para a China, ou provavelmente um equilíbrio de ambos. Mas nenhum dos blocos de poder está interessado a trazer à mesa os países do Médio Oriente como iguais.

E o dollar só cai quando houver alternativa para o substituir, não cai no vácuo. BRICS andam a investir forte nas alternativas, e a adesão interna e grande, mas não chega. Sem garantias de segurança e liquidez o capital não vai a essa alternativa, e nesses 2 campos o mundo ocidental vai continuar a ter vantagem.

1 Curtiu

Em breve, uns anos, saberemos.

As coisas mudam, às vezes rapidamente.

Quem diria há 10 anos atrás, que o líder do Ocidente em pouco mais de 1 ano conseguiria fazer tantos estragos a esse mesmo Ocidente? Eu nâo.

Na minha opinião as coisas já mudaram, mas é só uma opinião, nâo é facto.

1 Curtiu