Intervir no Irão ou tentar alguma coisa mínima com o Irão é extremamente perigoso. Israel sabe disso e sabe que se tentasse alguma coisa com o Irão só com o apoio dos EUA e mesmo assim seria um erro histórico.
Aquele país não é o Iraque do Saddam, é um país enorme maior que a Ucrânia penso eu, com o dobro da população Ucraniana.
Além de estarem já quase a conseguir a bomba atómica e de ao contrário de 2003 não estariam isolados geopoliticamente…
Então se falássemos numa invasão a sério seria o caos para aquela região outra vez como em 2003 ou em 2001 só que duplicado ou triplicado. O Irão não é só Xiita tem uma minoria sunita significativa, tem imensas minorias étnicas ao contrário do que se pensa os Persas só serão 60% da população o resto Azeris, Curdos, Lures, além de como é óbvio ser um viveiro de fundamentalistas islâmicos.
Arriscar uma guerra com o Irão seria causar um guerra com bem mais mortos que a guerra da Ucrânia ou do Iraque, tentar montar um estado amigável aos EUA-Israel altamente impopular e provavelmente secular ou mais secular que a República Islâmica o que naturalmente iria desencadear a criação de vários grupos islâmicos fundamentalistas que mais tarde ou mais cedo retomariam o poder aquando de uma retirada americana, para não falar em movimentos separatistas étnicos que iriam tornar a região ainda mais instável.
O Irão é um ninho de vespas, teriamos guerra para os próximos 20 anos.
Não me parece que isso vá acontecer, não com o apoio directo dos americanos, o Afeganistão e Iraque ainda está muito fresco na memória.
Só há aí problema nesse texto, o último parágrafo.
Eu não acredito que “Deus” existe, mas pondo a hipótese que ele existia de certeza que se está cagar para todos nós.
Aqui há uns anos, eu via a série “Supernatural” e aquilo era uma belíssima paródia sobre religiões e deuses, mas o meu episódio favorito foi quando o Jack, filho de Lucifer e uma humana, matou o seu avô, Deus. E assim, ele tornou-se no novo Deus.
Esta merda é gravissíma e muda um pouco a minha perspectiva sobre a ofensiva que Israel vai fazer em Gaza.
É justo que pergunte se houve sectores israelistas (principalmente o governo em exercício) que deixaram sacrificar seus cidadãos para poder levar adiante uma agenda para acabar com todas as possibilidades da existência de um Estado palestiniano?
Tbm convém saber o que foi o aviso, que pode ter ido de “achamos que há algo que pode acontecer” a “no dia x o Hamas está a planear atacar xyz”. Mas tbm me parece difícil acreditar que uma operação deste tipo consegue ser planeada em segredo completo
mais do que legitimar o ataque á palestina, legitimam netaniyahu e a sua frágil governação, que parecia estar a encaminhar-se para o fim.
ataques que põem em causa a segurança nacional e que servem para unir todo o povo ao seu líder naquele espírito nacionalista é o truque mais velho do livro.
a inteligência americana e a mossad não terem detetado nada é virtualmente impossível.