Clima e Meteorologia

Bem por um lado eu também ando a ganhar , um monte de horas extras :face_with_peeking_eye: o dinheiro para a GB tem de vir de algum lado .

Infelizmente nunca é mau para todos , embora é muito desolador passar pelos sitios e ver cabos no chao e ja vai fazer duas semanas , em muitos sitios as árvores partiram-se e só esta la o tronco partido ou mesmo tudo areancado pela raiz muito desolador mesmo .

Ainda hoje montaram o starlink para dar cobertura wifi a sitios que nao têm internet .

Ontem montaram tambem nuns bombeiros ( em 3h mamaram os 50 gigas de tráfego :rofl::rofl:) .

50GB? :unamused_face:

… só no meu telm tenho 400GB

Na Lourinhã, já há uma estrada cortada precisamente porque desabou e abriu uma cratera enorme na estrada

Afeta ambos os sentidos

Sim mas o starlink é por satelite o musk nao brinca , e esta limitado .

E paga-se 30 euros por mês ou 20 se comprares os equipamentos por 400 euros ( penso que é mais ou menos isto )

Então espera, se tiveres starlink em casa estás limitado a 50GB?

De certeza que deverão oferecer unlimited (?)
Pode é ser caríssimo

No site deles têm 2 planos e ambos com dados ilimitados , mas estes que instalaram disseram que tinham so 50gb pelo que me contaram .

Agora mais pormenores nao sei :face_with_peeking_eye:

Pelo que li ha um plano para viagem estilo autocaravanas que é limitado deve ser esse então

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Ok.

Porque isso não faria muito sentido.
Com 50GB nem poderias usar Netflix ou trabalhar em video editing, etc..

E eu conheço gente que tem SL em casas isoladas (off grid). Malta que trabalha em media.

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Pois deve ter sido o que os bombeiros fizeram puseram-se a ver netflix :rofl::rofl: la foi os 50gigas

Eu estive há uns anos (durante o Covid) a viver no Alentejo, numa casa isolada. Perto de Odemira… e tinha um daqueles hotspots da Vodafone com 40gb.

Não havia qq sinal sequer de telemóvel ali no monte. Aquilo só dava mesmo pra ver emails e falar no WhatsApp… e mm assim tive meses de não fazer 1 mês sem ter de comprar mais dados, que eram um absurdo de caros.

Esquece YouTube, streams de bola, Netflix

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Pois os gajos foi em 3h :rofl::rofl:

Acredito perfeitamente

Diz que o karaté alentejano consome mais dados que a Netflix… :grimacing::grimacing:

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Eu trabalho em edição e 50gb não da para nada. Uma vez tive um problema com a NET devido a uma construcão de um prédio a frente do meu e a Vodafone ofereceu 50gb num hotspot enquanto não faziam a reconstrução das linhas. Tive de ligar para eles e explicar que no meu trabalho 50gb não dava para nada e acabaram por me meter NET ilimitada no hotspot e no telemóvel.

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Mais importante do que esmifrar os facto para suporte de algumas tendências políticas (alterações climáticas), numa óptica de protecção civil interessava-me analisar alguns pontos…

O que está a acontecer em Santarém, Porto, Gaia, Montemor, etc… sendo certo que é com gravidade especial, acaba por ser “fruta da época”. Não é por acaso que chegam imagens da Ribeira de Santarém, da Ribeira do Porto, da RIbeira de Gaia e por aí fora. Aquilo já eram ribeiras antes de lá haver construção e eram ribeiras porque quando o leito do rio era insuficiente para a água a escoar, a água invadia essas zonas - tal como está a acontecer agora.
O grande “problema” é haver protecção civil e seguros, portanto o Estado acode como pode, os seguros pagam os estragos e as coisas ficam na mesma durante 10 ou 20 anos até isto se repetir novamente.

Portanto, todas as zonas actualmente inundadas com água pelos joelho parece-me que são zonas historicamente propícias a cheias (quem não conhece Ereira auqi na zona?) até os locais estão culturalmente adaptados a esta situações. Este momento particularmente difícil, tal como outros no passado, também ele há-de passar.

Pior mesmo é a situação de Alcácer do Sal, porque por algum motivo quando os outros ainda não tinham água pelos joelhos, já eles tinham água pelo pescoço numa zona bastante alargada da cidade.

É preciso perceber o que falhou em Alcácer, porque me parece algo mais assimétrico e estrutural, com a agravante de não haver desculpa das descargas das barragens espanholas. Choveu mais no Alentejo? Cedeu algum dique local? O leito do rio estava assoreado? O que é que temos em Alcácer que originou tão particular gravidade que - felizmente - ainda não tem paralelo no resto do país?

Mas o mais grave de tudo é a mediatização do espectáculo. A CS já anda de fita na mão a er quantos centímetros encheu nas diversas ribeiras do país, vejo pessoas a pedir alojamento aos presentes da CM e PM, ”nem que seja um quarto de hotel”, como ouvi hoje na tv, ao mesmo tempo que em Leiria continuam pessoas sem água, luz e telefones. Leiria parece que é “yesterday’s news” e Leiria ainda é, pelo menos para mim, “A” catástrofe com que ainda não lidámos adequadamente. Bem sei que de repente tivemos que nos dispersar por todo o país - e bem - mas vai ser difícil que as cheias provoquem em todo o país o mesmo dano, material e humano, que a Kristin provocou em Leiria. Andamos a empolar cenários de protecção civil, sim, mas comuns para a época, com cenários brutalmente atípicos, absolutamente destrutivos, e que me parece que já perderam alguma da atenção e cuidado que ainda deveriam ter.

Sendo muito frio, se não houvesse protecção civil, melhor ou pior, e se não houvesse seguros, a coisa resolvia-se bem porque as pessoas deixavam de construir e investir em locais particularmente expostos aos elementos. Por muito frio e imprativcável que isto seja, não tenham dúvidas que ficava resolvido em 2 gerações o problema da impermeabilização dos solos em zonas inundáveis: não havendo quem acuda, as pessoas deixam de arriscar, é a natureza humana a funcionar.

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Pior ainda é ter pesudo-especialistas da pixota a comentar a toda a hora em todo o lado. Hoje falava um gajo que queria meter coberturas verdes em toda a cidade para acabar com as cheias.

Certo, impecável, e se eu gostar de telhados? Não posso. Mais, o solo junto à terra está completamente saturado, portanto que merda vai fazer, ao fim de dois dias a chover, uma camada de terra com 30 a 40 cms de terra, que depois de estar saturada já nada consegue reter, apenas tem um pequeno delay nos tempos de acesso à rede de drenagem?

Não estou a dizer que isto não ajude, mas não resolve, porque ao fim de alguns dias a água que chega é superior à água que conseguimos gerir, é o problema das barragens.

Eu fiz um pequeno poço roto na minha casa, para onde encaminho as águas da chuva, aquilo ainda me leva uns metros cúbicos, mas já tive que lhe tirar a tampa porque está cheio… ou seja, a água que chega ao poço é superior à água que a terra consegue absorver, portanto a diferença vai sair por cima e alguma vai para as rigueiras e rios mais próximos.

Será necessária uma abordagem holística, não é só com coberturas verdes, nem só com bacias de retenção, nem só no privado e nem só no público, e ainda assim com esta precipitação, parte destes eventos continuará a acontecer. Mas pode ser mitigável, agora não acredito é que vão resolver alguma coisa com uma solução milagrosa.

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https://www.reddit.com/r/LusoMeteo/comments/1qycr9l/corte_de_comunicações_devido_a_tempestades_ℹ/

Abordagem holística só seria possível se planeasses e edificasses TUDO de raíz. O que obviamente não vai acontecer.
A construção em orografia alagadiça e/ou com deficiente drenagem hidráulica natural não vai desaparecer, e as novas construções em zonas de risco vão continuar a ser edificadas. Juntas a isto a estupidamente insuficiente capacidade de drenagem hidráulica que se vê em tudo o que é estrada e caminho minimamente edificado, a falta de adequada manutenção dos métodos de escoamento…
Tudo contribui. Tudo é factor que agrava um problema de resolução quase impossível.
Como dizes e bem, não há solução milagrosa. Mas há uma série de (relativamente pequenos) passos que se podem dar, de forma realista e continuada, para mitigar efeitos ainda mais adversos.

E a obra em Lisboa do famoso túnel para prevenir as cheias termina quando?.. ainda antes do aeroporto?

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Coimbra obriga os privados a fazer pequenas bacias de retenção como a que eu fiz, aquilo quando enche santa paciência, tem que mijar para a rua, mas até lá vai metendo água no subsolo, infiltra-se a que se puder infiltrar e a que já não se conseguir ainda assim vai parar à rede a uma velocidade muito mais reduzida, logo é muito menos caudal. E o caudal é que manda, orque pode estar a correr água um mês inteiro, desde que seja pouca de cada vez, ela vai. O problema é quando vem toda ao mesmo tempo e aí as coberturas verdes não resolvem, até porque as áreas impermeabilizadas muitas vezes são até maiores na envolvente (calçadas e acessos) do que na própria habitação. Mas a malta quando não sai da academia “fodeu-se”, só leram aquele livro, decoraram aquele disco, a música é sempre a mesma. Nos incêndios há um que toca o acordeão das cabras bombeiras, pelos vistos nas inundações agora há outro que toca o bombo das coberturas verdes.

Aqui na minha terra o Rio Cértima provocava cheias durante vários anos. Aliás, também temos a nossa “Ribeira” e este ano ainda não está inundada. Bastante água aqui e ali mas mesmo as casas que erradamente lá se fizeram (4 ou 5) tanto quanto sei estão em segurança. E o rio afluente que passa aqui perto já o vi esta semana com mais 2 metros de cota de água do que a actual. Só que algo importante foi feito, todos os verões têm tido o cuidado de limpar o rio, desassorear o leito, desmatar as margens.

Mas esta merda é trabalho invisível. Fácil é pegar numas garrafinhas de água e umas latas de salsichas e aparecer na televisão (Pendura) ou então prometer mundos e fundos (Luís Montemerda) quando isso não resolve o problema a quem tem água pelo telhado. Ter uma cultura de trabalho e de responsabilidade, fazendo o trabalho de campo em devido tempo, infelizmente é invisível e não dá votos, porque infelizmente os nossos políticos são uma cambada de pantomineiros, mas também porque se formataram para um público-alvo pantomineiro. As pessoas gostam de política espectáculo e não de quem faça o trabalho de campo. Porque agora todos conseguimos dizer que se fez mal aqui e ali, mas nunca ninguém vai dizer a fulano ou sicrano que felizmente não temos cheias aqui porque provavelmente o rio foi desobstruído a tempo e horas. Está na nossa cultura, não vejo que venha a passar.

Quanto à capacidade de drenagem, tenho mixed feelings. Em Coimbra tens canais de drenagem impermeabilizados, aquilo é mais ou menos constante, a coisa funciona, que a água não acumula no perímetro da cidade, acumula por conta do rio.

Onde vivo é ambiente rural. Podes desobstruir os canais (regueiras, valas, rios), aquilo em meses está novamente cheio de silvas, canas, mato, etc. É possível desobstruir novamente? Claro que sim, a rotina de limpeza é que pode necessitar de meios, logísticos e financeiros, incomportáveis, porque os nossos canais, sendo naturais, precisam de mais manutenção.

Volto a dizer e inspirado numa merda que vi no John Oliver: se as seguradoras deixassem de pagar os estragos por inundações em zonas de elevada infiltração/inundáveis, quem é que iria voltar a enterrar dinheiro numa obra ou lugar que daqui por anos está na mesma e ninguém vai pagar os estragos?

Os americanos constroem em cima do mar, nós aqui vamos para as imediações dos rios. É óbvio que não posso dizer às pessoas para abandonarem as casas que já têm nos locais onde têm, haja bom senso, mas tirem-lhes as coberturas dos seguros e quem mais é que volta para ali?

PS: quando me dizem da EREDES que o trabalho de campo não se pode fazer mais rápido em Pombal e Leiria, eu acredito até certo ponto. Se fosse Lisboa, Porto ou Coimbra, alguém acredita que 10 dias depois ainda estivessem tantas pessoas sem serviços básicos?

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Infelizmente, é um problema verdadeiramente transversal.
Mudanças estruturais, baseadas em factos comprovados e metodologias replicáveis e sustentadas no tempo são a exceção. Exatamente porque não angariam parangonas. O trabalho invisível e apolítico é anátema do tacho e dos tachistas. E depois ainda juntas a natural tendência para a política de terra queimada. Do bota abaixismo que os novos eleitos adoram fazer ao trabalho do(s) seu(s) antecessor(es).
Os políticos não trabalham nos nossos tempos. Nós trabalhamos para uma vida, eles trabalham para 4 anos.

Diz antes que trabalhamos para eles e para os seus salários absurdos para aquilo que fazem por nós….

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