Ciclismo - Parte II

INEOS AMEAÇA BOICOTAR VOLTA À FRANÇA

CICLISMO 13:35

Por
Redação

Depois de não ter participado no Paris-Nice por não pretender expor os corredores e restante pessoal à pandemia de Covid-19, a Ineos admite não alinhar à partida da Volta à França ou desistir em qualquer etapa, caso não estejam asseguradas as condições necessárias.

«Não temos reservas em não participar na Volta à França ou desistir a meio da corrida, caso as medidas de segurança necessárias não estejam a ser seguidas e as condições a isso nos obrigarem. Estamos a organizar toda a logística para participar e iremos monitorizando o decurso da situação, como fizemos antes do Paris - Nice.

Esta será uma abordagem sensata, responsável e fundamentada», afirmou Brailsford, reconhecendo que o regresso à normalidade está para lá do mundo do desporto, por o Covid-19 se tratar de uma situação desconhecida. «A maioria das pessoas reconhece a gravidade do que se está a passar. Vamos avaliar e analisar tudo com muito cuidado e tomar as orientações nacionais e de todos os conselhos», concluiu.

A Bola

FEDERAÇÃO RECUSA COMPETIÇÃO EM MODO ‘CRISE’

VOLTA A PORTUGAL 10:16

Por
Fernando Emílio

A possibilidade de a Volta a Portugal deste ano ser uma edição no seguimento da que aconteceu em 1985, com noves equipas e três seleções de sub-23, parece não ter acolhimento por parte da Federação Portuguesa de Ciclismo, que pretende manter a corrida no calendário internacional na categoria 2.1, situação sobre a qual a Pódium, como entidade organizadora diz não ter de pronunciar-se.

A manterem-se as datas de 29 de julho a 9 de agosto, a corrida portuguesa tem a concorrência da Volta a Burgos de 28 a 1 de agosto e da Volta à Polónia do World Tour de 5 a 9 de agosto, provas que não impedem as equipas Continentais, ProTeams e aos WorldTeams, de estarem presentes à partida em Castelo Branco.

Além da Volta a Portugal o calendário nacional vai sendo alinhavado, com os campeonatos nacionais em Paredes a realizarem-se entre 21 e 23 de agosto, seguindo a determinação da UCI. Segundo apurámos junto da empresa do Jornal de Notícias, o Grande Prémio O Jogo que estava programado de 28 a 31 de maio com quatro dias, vai passar a um ou dois realizando-se em princípio a 4/5 de julho; o Grande Prémio JN mantém as datas de 24 a 30 de agosto. A confirmar-se a data de O Jogo, o Grande Prémio Anicolor, previsto para 5 de julho, terá de mudar de data, enquanto o Troféu Joaquim Agostinho também vai sofrer alterações: «Talvez possamos realizá-lo a seguir à Volta a Portugal, mas com três dias», declarou Francisco Manuel Fernandes ao nosso jornal. O Grande Prémio Abimota, que deveria ter cinco dias em junho e que foi suspenso, poderá passar para depois de julho, «com apenas um ou dois dias», explicou Gil Nadais, responsável pela organização.

A Bola

INEOS AMEAÇA BOICOTAR VOLTA À FRANÇA

CICLISMO 18-04-2020 13:35

Por
Redação

Depois de não ter participado no Paris-Nice por não pretender expor os corredores e restante pessoal à pandemia de Covid-19, a Ineos admite não alinhar à partida da Volta à França ou desistir em qualquer etapa, caso não estejam asseguradas as condições necessárias.

«Não temos reservas em não participar na Volta à França ou desistir a meio da corrida, caso as medidas de segurança necessárias não estejam a ser seguidas e as condições a isso nos obrigarem. Estamos a organizar toda a logística para participar e iremos monitorizando o decurso da situação, como fizemos antes do Paris - Nice.

Esta será uma abordagem sensata, responsável e fundamentada», afirmou Brailsford, reconhecendo que o regresso à normalidade está para lá do mundo do desporto, por o Covid-19 se tratar de uma situação desconhecida. «A maioria das pessoas reconhece a gravidade do que se está a passar. Vamos avaliar e analisar tudo com muito cuidado e tomar as orientações nacionais e de todos os conselhos», concluiu.

A Bola

Bem interessante o documentário sobre a Movistar que está no netflix.
O documentário é sobre a época passada e ajuda a perceber algumas decisões tomadas durante as etapas, que a vermos em directo acabávamos por não perceber e achar sem sentido nenhum.
Muitos problemas eles tem com rádio ou auriculares que caem ou são tirados. :smile:
Expuseram-se um pouco com este documentário, quem não conhecer o ciclismo vai pensar que as decisões tomadas são bastante de amadores e para quem é mais entendido até pode pensar o mesmo. As palestras antes das etapas parecem-me super básicas mas acredito que aqui eles não quisessem mostrar tudo, para guardar alguma privacidade.
Individualmente sobre os ciclistas, mostrou um lado diferente do Mikel Landa, não tão egoísta como dá entender em algumas noticias, teve um papel importante na vitória do Carapaz no Giro.
Carapaz saiu odiado por alguns directores da equipa, como já se tinha percebido. E a justificação dele para sair que na outra equipa iria ter mais importância não pega, quando se tivesse ficado para esta época na Movistar iria ser o número 1 para o Tour.

Vi durante o fim de semana e tb achei bem interessante.

Apesar que dá a ideia que eles fazem muita coisa em cima dos joelhos.

A parte do Carapaz é ridicula ouvir a desculpa dele sair da equipa ainda por cima indo para a Ineos…

TELEVISÃO BELGA AVANÇA CALENDÁRIO DE 2020

CICLISMO 23-04-2020 20:43

Por
Redação

Depois da suspensão das competições de ciclismo fruto da pandemia de Covid-19, a RTBF , da Bélgica, avançou aquele que acredita ser o novo calendário da União Ciclista Internacional (UCI) para o resto da temporada de 2020.

O recomeço seria com a Strade Bianchi, no dia 1 de agosto, seguida pela Milan-Sanremo no dia 8. Entre 22 e 23 de agosto decorreriam os campeonatos nacionais e o Tour arrancaria a 29 de agosto e terminaria a 20 de setembro.

O campeonato do mundo começaria precisamente nesse dia, 20 de setembro, e terminaria a 27. Seguir-se-iam depois as clássicas da Bélgica e da Holanda, com a Volta a Itália pelo meio (3 a 25 de outubro). A Volta a Espanha fecharia o calendário entre os dias 1 e 23 de novembro.

A Bola

FEDERAÇÃO CONSIDERA-SE DESRESPEITADA E ROMPE COM O ACP

CICLISMO 25-04-2020 22:52

Por
António Barroso

A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) revelou este sábado, em comunicado, que «decidiu abandonar o Observatório do Automóvel Clube de Portugal (ACP, liderado por Carlos Barbosa) por considerar que aquele grupo não tem qualquer credibilidade», após não ter sido auscultada pelo organismo – cujo Conselho Consultivo integra desde 2016 - no estudo de opinião publicado neste dia por diversos órgãos de comunicação social segundo o qual a maioria defende uso de capacete e seguro obrigatórios.

Ao desagrado pelo alegado ostracismo a que se considera votada, a FPF, presidida por Delmino Pereira, alega desconhecer «a forma como foram redigidas e colocadas as questões aos entrevistados» e considera «abusiva» a interpretação veiculada pela imprensa de serem «os ciclistas a favor do uso obrigatório de capacete» e de possuírem, como com os demais veículos sucede, necessitarem ainda de ter um «seguro».

As críticas ao estudo, divulgado, entre outros órgãos, pela TSF e Jornal de Notícias, endurecem mais adiante na nota enviada às redações: «Uma sondagem cuja metodologia é, no mínimo, duvidosa, e a análise dos respetivos resultados é efetuada de forma parcelar, aparentemente servindo apenas para que o ACP possa demonstrar a sua posição. Para além não incluir nenhuma análise credível ou científica dos resultados», dizem, recordando que em Lisboa e Porto os dados disponíveis sobre o uso da bicicleta como meio regular de transporte diário situa-se nos 23 e 19 por cento, respetivamente, e não nos valores inferiores a 1 por cento difundidos como estatisticamente provados.

«Sem prejuízo da pertinência e oportunidade do tema, é lamentável a abordagem simplista e redutora do suposto estudo, que parece ter como único objetivo veicular a mensagem e os objetivos do ACP, no sentido de despromover e desqualificar a utilização da bicicleta como modo de transporte», acrescenta a FPC.

A conclusão surge no mesmo tom, com o anúncio da cisão. «O ACP demonstrou uma atitude desrespeitosa, especialmente atendendo ao tema e âmbito da sondagem, que recomendaria, no mínimo, uma consulta ou informação prévia. Além disso, pretende sustentar uma posição perigosa e contrária aos objetivos da Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa Ciclável. Neste sentido, a FPC informou o ACP que deixa imediatamente de estar disponível para continuar a participar numa plataforma que serve interesses contrários à promoção da mobilidade sustentável e à redução do risco rodoviário», anunciaram este sábado.

As críticas contundentes vão mais longe. «O ACP demonstra que defende um paradigma retrógado e ultrapassado. A utilização da bicicleta para a mobilidade é uma realidade crescente no nosso país, apesar de estarmos ainda longe de muitos outros exemplos europeus. Não há nenhum país na Europa onde o seguro ou o uso do capacete sejam obrigatórios, porque o que é correto é eliminar barreiras à promoção de uma prática saudável e sustentável para as pessoas e para as cidades», afirmou Sandro Araújo, vice-presidente da FPC e coordenador do Programa Nacional ‘Ciclismo para Todos.

A FPC defende que «a utilização do capacete não deve ser obrigatória, embora seja recomendável em diferentes contextos», e recorda que «apesar de todos os filiados na Federação Portuguesa de Ciclismo estarem cobertos por seguros de acidentes pessoais e de responsabilidade civil, entendemos que os mesmos não devem ser obrigatórios».

Por último, mas não menos importante, e a explicar parte do desagrado suplementar da FPC, as conclusões extraídas pela imprensa… vão contra o entendimento federativo de não tornar o capacete e ter seguro obrigatórios, como acabou, alegam, por ter chegado ao grande público nas conclusões vindas a público este sábado sobre o estudo de opinião, que vão em sentido contrário. Mas no meio da polémica surgida, a prometer próximos capítulos, e como se depreende, o resultado da sondagem acaba por ser relevado, inevitavelmente, para segundo plano.

A Bola

CICLISMO TEM PLANO PARA REGRESSO AOS TREINOS EM MAIO E COMPETIÇÃO EM JULHO

CICLISMO 11:57

Por
Fernando Emílio

A Federação Portuguesa de Ciclismo apresentou ao secretário de Estado da Juventude e Desporto o plano progressivo da retoma do ciclismo a partir do princípio de maio, com as competições de estrada e BTT a iniciarem-se em junho. As provas-piloto serão organizadas pela Federação, as quais vão funcionar como teste às medidas de segurança sanitária, que se encontram previstas para que os eventos de ciclismo não sejam focos de contaminação do Covid-19.

A BOLA avança as principais medidas a serem tomadas para as competições incluindo a Volta a Portugal, as quais estão sujeitas a aprovação das instâncias superiores.

A Federação criou um Manual de Boas Práticas, que fornece medidas de prevenção e controlo do Covid-19, assim como os procedimentos a adotar para a organização de eventos.

Aconselha-se que o treino ao ar livre seja praticado por atletas com estatuto de alto rendimento e estatuto profissional. Os restantes atletas de todas as categorias (equipas de clube, atletas de competição juniores e cadetes, CPT, escolas e veteranos), apenas poderão efetuar atividade física ao ar livre de curta duração e distância limitada.

Evitar o treino exterior em dias de chuva, paragens em supermercados, cafés, pastelarias e outros locais de aglomerado de pessoas, recomendando-se que se façam acompanhar de solução de base alcoólica individual.

O treino deverá realizar-se de forma individual mas caso haja necessidade de o fazer em grupo por questões técnicas este deverá ter no máximo 5 elementos. No caso de ter mais de 5 elementos, o treinador deverá dividir o grupo respeitando um distanciamento de 20 metros.

Antes de iniciar o treino, o treinador deverá realizar um inquérito de sintomas e controlo de temperatura. A viatura que acompanha o treino não deverá transportar mais de duas pessoas, que devem usar máscara. No final da sessão o banho deverá ser tomado no domicílio do atleta.

Sobre a calendarização, foi solicitada a abertura dos treinos para o dia 4 de maio, os primeiros eventos competitivos e de ensaio de estrada e BTT entre 22 e 28 de junho. O calendário de ciclismo prevê a realização de provas de competição de todas as vertentes e categorias a partir de julho, a Volta a Portugal de 29 de julho a 9 de agosto, campeonatos nacionais de 21 a 23 de agosto, outras competições em setembro, outubro e novembro.

A Bola

VALVERDE PROPÕE VUELTA, TOUR E GIRO EM DUAS SEMANAS

CICLISMO 27-04-2020 23:09

Por
Gabriela Melo

O espanhol Alejandro Valverde (Movistar), campeão mundial de estrada em 2018, defendeu a redução das Voltas a França, Espanha e Itália para duas semanas.

Para o vencedor da corrida espanhola de 2009, «não faz sentido querer manter as três grandes voltas em três semanas a todo o custo num ano especial». Duas semanas «são mais do que suficientes para os adeptos se divertirem e o Tour, o Giro e a Vuelta conseguem sobreviver economicamente».

O espanhol lamentou ainda o plano de desemprego parcial implementado por várias equipas e contou que «não existiu corte nos salários» na Movistar.

A Bola

Governo francês ‘obriga’ organização do Tour a mudar planos outra vez

Executivo gaulês proíbe eventos com mais de cinco mil pessoas até finais de agosto

Não será apenas o futebol ou o râguebi a ser afetado pela decisão do executivo liderado por Edouard Philipp em suspender as atividades desportivas até final de agosto. O Tour de França, que já tinha sido reagendado devido ao surto do coronavírus, irá novamente ter de encontrar novas datas para se encaixar no calendário, já que a proibição imposta ‘choca’ com os três primeiros dias nos quais havia sido recolocada a principal prova de ciclismo à escala mundial.

Inicialmente reagendada para o período entre 29 de agosto e 20 de setembro, a prova gaulesa terá assim de atrasar o seu início até dia 1 de setembro ou, em alternativa, arranca numa outra data, isto caso tencione manter a tradição de contar com três semanas. Uma coisa parece já clara, os últimos meses do ano prometem ser uma autêntica loucura do que a grandes provas diz respeito, isto caso sejam mesmo realizadas, já que o surto do coronavírus está longe de estar controlado, conforme as autoridades já várias vezes advertiram.

Record

Coronavírus: Cancelada partida da Volta a Espanha nos Países Baixos

75.ª edição da prova estava inicialmente marcada para iniciar em 14 de agosto, em Utrecht

A edição de 2020 da Volta a Espanha não vai partir de Utrecht, devido à pandemia de covid-19, anunciou a organização, admitindo que os Países Baixos possam receber o início da prova em 2022.

“A Vuelta 2020 não vai partir dos Países Baixos. Dada a situação excecional ocasionada pela crise de covid-19, o comité organizador local viu-se obrigado a anular a partida oficial da corrida desde as regiões holandesas de Utrecht e Brabante do Norte”, lê-se no comunicado.

A organização justifica que “o comité organizador local e a Unipublic [que organiza a Vuelta] foram obrigados a tomar esta decisão devido à reorganização do calendário de 2020 anunciado pela União Ciclista Internacional (UCI) em 15 de abril e às medidas tomadas recentemente pelo governo holandês para interditar eventos desportivos até 01 de setembro”.

A 75.ª edição da Vuelta estava inicialmente marcada para iniciar em 14 de agosto, em Utrecht - cumprindo três etapas em solo holandês -, e terminar em 06 de setemebro, em Madrid, mas a corrida foi adiada para depois dos Mundiais de estrada, a disputar entre 20 a 27 de setembro, na Suíça, com o reagendamento do Tour, entre 29 de agosto e 20 de setembro.

“A mudança do calendário supunha uma mudança do programa inicialmente previsto. A partir daí, avaliámos a situação com os nossos parceiros holandeses (…) e chegámos à mesma conclusão: Era impossível manter a essência do projeto com estas novas condições”, afirmou o diretor-geral da Vuelta, Javier Guillén, reconhecendo tratar-se de “uma decisão complicada, que nunca queria tomar”.

A organização da corrida acrescenta estar “já a trabalhar na possibilidade de o Países Baixos receberem a partida da corrida em 2022” - o arranque da edição de 2021 já está marcado para Burgos, no norte de Espanha.

No mesmo comunicado, o diretor-geral da Vuelta, Javier Guillén, assegura que retomar o projeto de promover uma partida nos Países Baixos é “uma prioridade”.

“Encontrámos muita esperança e muito envolvimento. É um prazer trabalhar assim. Por isso, o mínimo que podemos fazer é, desde já, explorar as possibilidades de organizar uma partida nos Países Baixos no futuro próximo”, frisou Guillen.

Além do contrarrelógio por equipas e duas etapas em linha nos Países Baixos, o percurso original da Vuelta prevê passagens pelo mítico Tourmalet, em território francês, escalado na nona, e por Portugal, com a meta da 18.ª em Porto/Matosinhos e partida da 19.ª de Viseu.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 215 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 840 mil doentes foram considerados curados.

Record

VUELTA REDUZIDA PARA 18 ETAPAS E ARRANCA NO PAÍS BASCO

VOLTA A ESPANHA 29-04-2020 17:12

Por
Redação

A organização da Volta a Espanha confirmou, esta quarta-feira, a mudança da prova para «o outono» em «data a determinar».

A corrida arrancaria na Holanda, em Utrecht, mas foi, entretanto, reduzida das 21 etapas iniciais para 18 e arrancará em Irun, no País Basco, numa tirada que terminará em Eibar.

Desde 1985 que a Vuelta não tinha menos de 21 etapas e desde 1961 que não se iniciava no País Basco.

A Bola

Coronavírus: Federação de Ciclismo prevê “ensaiar retoma” com duas provas em junho

Volta a Portugal será alvo de um tratamento especial

A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) revelou esta quinta-feira que vai iniciar um diálogo com as associações regionais e as equipas profissionais para a retoma da modalidade, contando em junho já realizar duas provas piloto.

“Estamos avançar com o processo da retoma e já fizemos uma proposta ao Governo nesse sentido. Vamos, brevemente, reunir com as associações e equipas para planear as atividades. Queremos já em junho ensaiar o regresso com dois eventos”, explicou Delmino Pereira, líder do organismo, à Lusa.

O dirigente revelou ainda que está a ser preparado um grupo de trabalho para articular os moldes da realização da Volta a Portugal em bicicleta, que se mantém agendada para 29 de julho e 8 de agosto.

“A Volta a Portugal será alvo de um tratamento especial, dada sua dimensão, e acreditamos que terá o apoio do Estado. Vamos preparar um grupo de trabalho para delinear todas as condições. Não quero criar euforias, mas temos um bom projeto”, disse Delmino Pereira.

Ainda assim, o líder da Federação de Ciclismo ressalvou que aguarda “as diretrizes do IPDJ [Instituto Português do Desporto e da Juventude] e da DGS [Direção-Geral da Saúde] para que toda a operacionalidade da retoma da atividade seja feita em conjunto”.

“É fundamental manter o rigor pelas regras de saúde. Com isso, estamos todos a defender a nossa modalidade e a retoma, é isso que peço a nossa comunidade, que tão bom exemplo deu nos últimos meses”, acrescentou Delmino Pereira.

O líder federativo recomendou a todos os ciclistas, profissionais e amadores, que continuem a “treinar de forma individual, com o máximo cuidado e evitando zonas de risco ou com muitas pessoas”, e lembrou que a bicicleta continua “um excelente meio de transporte nestes tempos”.

“O ciclismo tem de continuar a dar um bom exemplo à sociedade, tanto na vertente competitiva com recreativa. A bicicleta pode ser uma excelente alternativa para quem tiver de trabalhar, evitando a exposição, por exemplo nos transportes coletivos”, vincou Delmino Pereira.

O Governo definiu hoje, no plano de desconfinamento da pandemia de covid-19, que a I Liga de futebol e a final da Taça de Portugal vão poder ser disputados, permitindo também desportos individuais ao ar livre.

Portugal regista hoje 989 mortos associados à covid-19, mais 16 do que na quarta-feira, e 25.045 infetados (mais 540), indica o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Record

EUROPEUS DE ESTRADA PASSAM PARA 2021

CICLISMO 11:44

Por
Redação

A União Europeia de Ciclismo (EUC) confirmou, este sábado, o adiamento do Europeu de estrada para 2021, fruto da pandemia de Covid-19

«Perante a incerteza causada pela atual crise de saúde pública, não há condições necessárias para se realizar um evento desta grandeza. Por outro lado, o adiamento de várias provas internacionais já alterou por completo a época, colocando em causa o nível de qualidade da competição», lê-se, no comunicado.

A prova estava inicialmente prevista para decorrer entre 9 e 13 de setembro, em Trentino, Itália. No próximo ano, manter-se-á no mesmo local e no mesmo mês: os dias serão definidos pela União Ciclista Internacional (UCI).

A Bola

Coronavírus: Froome teme que organização do Tour não consiga impedir aglomerados

Prova foi adiada para 29 de agosto, devido à pandemia de covid-19

O ciclista britânico Chris Froome (INEOS) teme que a organização da Volta a França não consiga impedir a presença de espetadores durante a prova, cujo início foi adiado para 29 de agosto, devido à pandemia de covid-19.

“Em teoria, a corrida pode decorrer, mas acho que a grande questão é: os organizadores conseguirão impedir as pessoas de sair e se aglomerarem? Acho que esse é a questão principal”, alertou hoje o ciclista quatro vezes vencedor do ‘Tour’, durante uma conversa em direto na sua rede social Instagram, com o ex-jogador inglês de críquete inglês Kevin Pietersen.

O governo francês decretou que não podem existir aglomerados antes de setembro, o que coloca em dúvida a realização do principal evento da temporada de ciclismo, apesar de adiamento de dois meses, para 29 de agosto a 20 de setembro.

Froome, de 34 anos, ganhou a prova gaulesa em 2013, 2015, 2016 e 2017, sendo ainda segundo em 2012, batido pelo compatriota Bradley Wiggins, e terceiro em 2018, atrás do também britânico Garaint Thomas, o vencedor, e do holandês Tom Dumoulin.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 243 mil mortos e infetou mais de 3,4 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.043 pessoas das 25.282 confirmadas como infetadas, e há 1.689 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Record

MUNDIAIS PODEM SER ADIADOS

CICLISMO 08:39

Por
Fernando Emílio

Os Campeonatos do Mundo de ciclismo, programados para Aigle-Martigny de 20 a 27 de setembro, podem vir a ser adiados por imposição do governo suíço.

«Nesta altura não podemos ter a presunção de saber o que irá acontecer. Até final de agosto estão proibidos na Suíça eventos com mais de mil pessoas, mas estamos confiantes de que a situação melhore e possamos realizar os Mundiais. As autoridades politicas continuam cautelosas, porque consideram a saúde o fator mais importante. Queremos que seja um festival de ciclismo sem problemas», afirmou o presidente do comité organizador, Grégory Devaud: «Até finais de junho teremos decisão final.

O objetivo é realizar os Mundiais nas datas previstas, mas não excluímos a possibilidade de serem adiados. Em 2021 (Bruxelas), 2022 (Austrália), 2023 (Glasgow) e 2024 (Zurique) o campeonato mundo está atribuído, sendo que o de 2025 será em África, pelo que a margem de manobra a curto prazo é inexistente. A serem em 2026 ou 2027 teriam de ser com modelo diferente», concluiu Devaud.

A Bola

APROVADO CALENDÁRIO DO WORLD TOUR: 25 PROVAS EM TRÊS MESES

CICLISMO 08:18

Por
Redação

Aprovado o renovado calendário World Tour, que A BOLA já avançara segunda-feira, com o novo pormenor da inclusão dos grandes prémios do Québec e Montreal e de Guangxi, até ontem indefinidos por se realizarem fora da Europa. Com todas as provas anunciadas até ao final da temporada sujeitas ao levantamento de restrições relacionadas com a organização de eventos implementadas pelas autoridades dos vários países, devido ao Covid-19, pode a UCI ser forçada a mais ajustamentos.

Alterações à parte um aspeto salta à vista: o renovado calendário, desde que arranca, a 1 de agosto na Strade Bianche, até que finda, a 8 de novembro, na Volta à Espanha, será… infernal. Porque as 25 provas contemplam 17 corridas de um dia (incluindo os monumentos Milão - S. Remo, Flandres, Paris - Roubaix, Liége-Bastogne-Liége e Il Lombardia) e 8 provas por etapas, sobressaindo Tour, Giro e Vuelta, esta última apenas de 18 etapas a pedido dos organizadores.

E se agosto até parece equilibrado, apesar do Milão - San Remo coincidir com a Polónia e RideLondon, e dos 5 dias de Dauphiné Libéré, setembro já se complica, com Tirreno - Adriático, Québec e Montreal na estrada por alturas do Tour, piorando em outubro, com o Giro em simultâneo com as 3 clássicas das Ardenas, BinckBank, Guangxi e, na última semana, com… a Vuelta, por sua vez coincidente com 2 clássicas, faltando saber se as equipas terão corredores que cheguem e como será subir montanhas com frio de outubro…
festa diferente em portugal

Fora do World Tour mas diferente será, também, a Volta a Portugal (29 julho-9 agosto).

Calendário reformulado do World Tour:

1 ago. Strade Bianche Itália
5 a 9 ago. Volta a Polónia
8 ago. Milan-Sanremo Itália
12 a 16 ago. Dauphiné Libér´é França
16 ago. Ride London Grã-Bretanha
25 ago. Clássica da Bretanha França
29 ago. a 20 set. Volta a França
7 a 14 set. Tirreno-Adriático Itália
11 set. GP do Québec Canadá
13 set. GP de Montréal Canadá
29 set. a 3 out. BinckBank Tour Bélgica
30 set. Flèche Wallonne Bélgica
3 a 25 out. Volta a Itália
4 out. Liège-Bastogne-Liège Bélgica
10 out. Amstel Gold Race Holanda
11 out. Gand-Wevelgem Bélgica
14 out. Dwars door Vlaanderen Bélgica
15 a 20 out. Volta a Guangxi China
18 out. Volta à Flandres Bélgica
20 out. a 8 nov. Volta a Espanha
21 out. Bruges La Panne Bélgica
25 out. Paris-Roubaix França
31 out. Volta à Lombardia Itália

Provas anuladas
23 a 29 mar. Volta à Catalunha Espanha
27 mar. E3 Classic Bélgica
6 a 11 abr. Volta ao País Basco Espanha
28 abr. a 3 mai. Volta à Romandia Suíça
7 a 14 jun. Volta à Suíça
25 jul. Clássica San Sebastian Espanha
Provas a confirmar
1 mai. Eschborn Francfort Alemanha
16 ago. Cyclassics Hambourg Alemanha

A Bola

REGRESSO DA VUELTA A PORTUGAL EM PERIGO

VOLTA A ESPANHA 06-05-2020 12:09

Por
Redação

A 75.ª edição da Volta a Espanha tinha, na 18.ª etapa, prevista uma chegada à cidade do Porto, numa tirada que começaria em Mos, na Galiza.

Agora, com a alteração do calendário da União Ciclista Internacional e, consequentemente, da Vuelta, o diretor Javier Guillén não descarta possível mudança nessa situação.

«A interlocução com a administração do Tourmalet (França) é quase como em Espanha. Com o Porto é mais complicado. O regresso da Vuelta a Portugal ia ser uma grande festa e talvez a alteração de datas leve a algum movimento. Não posso assegurar que as 18 etapas sejam tal e qual como previstas, o que sim posso assegurar é que as mudanças serão mínimas», referiu, na Radio Marca.

A Bola

Rui Sousa vai ponderar se avança com candidatura à Federação Portuguesa de Ciclismo

Após o ano passado ter assumido ser candidato

O ex-ciclista e presidente da Junta de Freguesia de Barroselas e Carvoeiro, Rui Sousa, disse ao nosso jornal que vai ponderar se avança mesmo com a candidatura à Federação Portuguesa (FPC), após o ano passado ter assumido ser candidato.

“Como o Governo permite as eleições em 2021 pensei que pudessem ser nessa altura. Mas já foram marcadas para novembro e nesta altura a prioridade é a pandemia”, disse-nos Rui Sousa, que sempre mostrou divergências com a política seguida pelo atual presidente, tendo ontem mesmo criticado Delmino Pereira nas redes sociais por causa de um vídeo do dirigente a andar de bicicleta ainda no confinamento.

Pouco depois retirou o conteúdo – “percebi que aquele vídeo tinha a ver com uma situação mais privada e não quero também prejudicar o ciclismo”, justificou –, sendo que Pereira revelou ter avançado com uma queixa na PJ sobre quem publicou pela primeira vez o vídeo no fim de semana passado.

Record

PORTUGAL ADIA VINDA DA VUELTA

CICLISMO 08:56

Por
Fernando Emílio

Envolvidas na organização da chegada da 15.ª etapa da Volta à Espanha a Portugal, as autarquias do Porto e de Matosinhos decidiram adiar a incursão da corrida espanhola a Portugal, na sequência da deliberação de não realizar grandes eventos até ao final do ano, devido à pandemia de Covid-19.

Fica assim adiado para melhor oportunidade o final da etapa que partiria de Mos, na Galiza, a 5 de novembro, já que a passagem da prova espanhola continua a merecer o interesse dos autarcas, face ao seu impacto a nível internacional.

Já a etapa de dia 6, com partida de Viseu para Ciudad Rodrigo, deverá ser modificada, em virtude da Unipublic (organizadora) ter de refazer o percurso a partir da chegada a Ourense. Tambem o final da 6.ª etapa, a 25 de outubro, ao Col do Tourmalet, deverá sofrer alterações face à forte possibilidade de a neve já existente poder comprometer a segurança do corredores.

A Bola