Cartão do Adepto

Não estou muito acordo com o princípio.
Mas em Portugal, provavelmente é um mal necessário.
Resta saber como vão funcionar as Zonas com Condição Especial.

O que motiva a criação do «Cartão do Adepto»? Há vários motivos que levam o Governo a criar o «Cartão do Adepto», alguns enumerados na portaria em Diário da República e na nota enviada à comunicação social. Tendo isso por base, conclui-se que o «Cartão do Adepto» serve para promover a segurança nos recintos desportivos, assim como combater o racismo, a xenofobia e a intolerância. Como é que isso pode ser feito? O «Cartão do Adepto» vai permitir a entrada em zonas específicas dos estádios, denominadas por ZCEAP (zonas com condições especiais de acesso e permanência de adeptos), e vai identificar todos os que estejam presentes nessas zonas, uma vez que só é permitida a entrada a portadores do «Cartão do Adepto». Estas zonas vão ser criadas em «áreas específicas do recinto desportivo integrado em competições desportivas de natureza profissional ou em espetáculos desportivos integrados nas competições desportivas de natureza não profissional considerados de risco elevado, destinadas à assistência de eventos desportivos», com a aprovação da APCVD (Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto), das forças de segurança e do organizador da competição.

Texto retirado do zerozero.pt
«Cartão do adepto»: Em que consiste, para quê e como funciona? :: zerozero.pt

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A APDA lançou uma petição publica para lutar contra o cartão do adepto.

Esta medida corre em paralelo com as accoes colocadas em tribunais civis portugueses

Cartão do adepto motiva críticas

Documento exigido pelo Sporting a todos aqueles que queiram ver o jogo frente ao Vizela no topo Sul do estádio

Na informação referente à receção ao Vizela ontem disponibilizada, o Sporting vincou que aqueles que queiram assistir ao jogo no topo Sul – local que, por norma, é ocupado pelas claques afetas aos leões – terão de ser detentores do Cartão do adepto. A regra, que foi homologada por regulamentação estatal, está para ficar, pelo menos “até à conclusão das obras necessárias” no estádio, diz o leão. Nas redes sociais, alguns sportinguistas manifestaram-se contra a medida, à semelhança dos representantes de vários grupos organizados de adeptos, que já haviam protestado, em reunião no mês de setembro.

Cartão Vermelho ao Cartão do Adepto

passado dia 31 de Julho marcou o regresso dos adeptos aos estádios em Portugal. Mas terá sido este dia, no Estádio Municipal de Aveiro, palco da Supertaça, o marco temporal que ditou o fim da discriminação do público desportivo? Os primeiros sinais dizem-nos que não.

O regresso da época desportiva 2021-2022 era aguardado com elevadas expectativas, sobretudo pelo desconfinamento que, supostamente, devolveria a liberdade de qualquer adepto apoiar a sua equipa no habitat natural, o espaço insubstituível onde fervilham todas as emoções: a bancada.

Mas a poucos dias do começo oficial do campeonato, o Governo não resistiu a envenenar o presente, criando o Cartão do Adepto. Sob o pretexto de “promover a segurança nos recintos desportivos, assim como combater o racismo, a xenofobia e a intolerância”, aqueles que queiram entrar em certas áreas do estádio (as zonas com condições especiais de acesso e permanência de adeptos, «ZCEAP») só o poderão fazer se forem portadores deste cartão. Concretamente estamos a falar do acesso a dois tipos de zonas: as destinadas às claques e aos adeptos visitantes.

É mais uma burocracia, que obviamente será paga pelos adeptos no custo dos bilhetes (recorde-se que Portugal é um dos países, a nível mundial, onde os bilhetes são mais caros – acima da Alemanha, por exemplo).

Mas, muito mais grave do que isso, é a ofensa à liberdade e à privacidade dos adeptos, que serão obrigados a transmitir um conjunto de dados pessoais, por culpa do seu amor à camisola…

E, cereja no topo do bolo, é a ilegalidade promovida pelo Governo: é que a emissão do Cartão do Adepto tem como pressupostos a entrega de cópia do cartão de cidadão, quando, como se sabe, desde 2007, é proibido reter ou guardar este tipo de documentos sem o consentimento do titular, e a idade mínima de 16 anos.

Ora, na era da protecção de dados e da privacidade, o Governo e a Liga portuguesa optam por tratar de forma persecutória todos os que, e são milhares, pretendam ver o jogo de pé ou, em muitos casos, ou quando a sua equipa joga fora. Como se isto não bastasse, os autores desta ideia impedem pais e filhos, avós e netos de verem jogos juntos nos contextos anteriormente referidos.

Exagero ou especulação? De maneira alguma, basta olhar para a jornada inaugural da Liga portuguesa. Na sexta-feira o Vizela joga em Alvalade. Os vizelenses já revelaram que o Sporting, em cumprimento da nova legislação, apenas disponibiliza bilhetes no sector visitante para portadores do Cartão do Adepto. Assim, nenhum adepto do Vizela com menos de 16 anos pode assistir ao encontro através dos bilhetes que se destinam para tal propósito.

Os motivos para tudo isto são claro: o preconceito e a generalização com origem numa suposta análise de risco que conclui que o grau de perigosidade dos adeptos varia em função da sua localização nos recintos. Esta medida, com o alto patrocínio do Ministro Cabrita e do Secretário de Estado do Desporto e da Juventude João Paulo Rebelo, contribui para a segregação entre adeptos de futebol, a elitização de um desporto de natureza popular e a dificuldade de passar o testemunho de geração em geração.

Alguém julga imaginável a introdução de um regime deste estilo noutros sectores da sociedade? Teria o mínimo de sentido a introdução de um cartão de consumidor nocturno, para acesso a bares e discotecas, pelo simples facto de ocorreram de tempo a tempo desacatos nestes recintos? Logicamente que não, basta um documento de identificação. O futebol também deveria continuar a ser assim.

Se argumentos faltassem, veja-se o que aconteceu lá fora: Inglaterra, Itália e Polónia, perante o insucesso prático e até os efeitos contraditórios do cartão do adepto (com as zonas destinadas a visitantes vazias e os adeptos visitantes distribuídos por outras áreas dos estádios), abandonaram este modelo.

O que precisamos são de medidas que beneficiem o espectáculo, promovam a ida aos estádios (a média de 8% de assistência na 1ª jornada da Taça da Liga não faz ecoar os alarmes?) e contribuam para a segurança (quanto mais tempo teremos de esperar pelo safe standing?), com uma fiscalização actuante face a quem corrói o desporto. Ou estamos esquecidos da inoperância de quem lidera o IPDJ na vigilância e denúncia de alguns dos casos que mais têm prejudicado o desporto em Portugal?

A reabertura do país devia servir para reaproximar os adeptos dos estádios, não para os castigar com este cartão vermelho e ordem de expulsão.

Autor: Francisco Camacho, Presidente da Juventude Popular

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Então agora pessoal com menos de 16 anos não pode ir para a zona dos visitantes​:man_facepalming::man_facepalming:

E outra nota os nossos bilhetes sao mais caros que na Alemanha. . . E eles ganham bastante mais . . . Que país este

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Uma aberração.

O assunto vai ao parlamento pela mão da IL (que propõe a sua extinção), vamos ver quem vota a favor e quem vota contra.

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No geral, concordo com o cartão de adepto. Algumas regras, como a idade é que não tem sentido… este cartão vai ser utilizado nas zonas dos estádios onde costumam estar as claques, daí o burburinho todo… embora não resolva muita coisa, já é um princípio para tentar acabar com as atitudes criminosas das claques em Portugal…

O cartão não acaba com rigorosamente nada, 90% das atividades criminosas das claques acontecem fora dos estádio. Principalmente quando isto engloba malta que nem está ligada a claques…
Mais, querer ir ver um jogo num estádio fora no setor visitante é preciso cartão de adepto? Isto é uma aberração e vai contra todos os princípios de liberdade.

Combater os negócios ilícitos das claques é combater quem permite que estas tenham estes comportamentos. Mas para isso convinha deixar de lado os interesses que a muitos dá jeito…

É uma medida de areia para os olhos para quem está completamente alheado da realidade, mas a verdade é que somos um país cheio disto. Não surpreende

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So lixa o adepto comum que quer ir ao jogos fora.
Não impede as claques de fazer trampa.

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Atitudes criminosas ?
Quantas pessoas ja as claques do Sporting mataram?
Muito mais crimes comete esta gente que lidera o Sporting a atravez dos milhoes de comissoes que dao aos seus amigos , e os crimes que cometeram relacionados com Alcohete.
infelizmente ja houve duas mortes em portugal mas foi a adeptos do Sporting muito fruto de nao haver uma legislacao governamental rigorosa e que faca cumprir o pouco que esta estipulado , establecido . Curiosamente aquele presidente que tu nao gostas foi o unico que lutou para que fosse cumprido o que estava estipulado na lei, de forma a que todas as claques fossem legalizadas . O Que foi que fez o varandas para acabar com os criminosos das claques do sporting ? Foi querer dar lhe um protocolo melhor do que que aquele que eles tinham , mas com uma condicao tinham de ser os seus amigos na frente da mesma , curiosamente dois deles atravez do whatsupp controlaram a distancia a ida a alcochete como foi provado nas mensagens trocadas . .
Criminosos ? Deveriam de te processar .

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Como se não houvesse criminosos no resto do estádio. Então nos camarotes é aos magotes-

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Isto é mesmo de quem não faz puto do que é ir assistir a um jogo fora. Vou há décadas ver o Sporting a todos os estádios deste país e muitas vezes continuo a ir com o meu pai e por vezes a minha mãe mantendo uma tradição que começou quando eu tinha 6 anos! Mais de 33 anos depois faço muitas vezes questão de ser eu a retribuir o gesto e obviamente que vamos para o sector visitante do estádio porque são onde estão os nossos e também os bilhetes mais acessíveis e que se conseguem comprar em alvalade.

Nunca pertenci a nenhuma claque e nunca irei pertencer mas desta forma terei que ter três cartões de adepto, mais bilhetes, mais sei lá o quê.

É um absurdo.

Vai à bola e deixa de dizer barbaridades.

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Isto até pode criar mais problemas , visto o pessoal nao aderir ao cartão quando for um jogo fora os adeptos fiquem misturados .

E as claques ate podem ir Para outros sitios do estadio

Parece-me muito bem que pessoas que sejam responsáveis por atos de violência, racismo, xenofobia, etc. no interior dos estádios fiquem impedidas de assistir a jogos por maior ou menor tempo, consoante a gravidade do ato.

Agora, não percebo em que é que o cartão do adepto ajuda a que isso se concretize.

É para as pessoas serem identificadas no ato? Bem, que eu saiba, já todos temos um cartão de identificação universal, que se chama Cartão do Cidadão. Mais importante é ter meios de prova dos atos - e para isso são precisas câmaras, imagens televisivas, agentes da polícia e testemunhas. Não vejo em que é que o Cartão do Adepto ajuda nisto.

É para impedir que pessoas condenadas entrem nos estádios? Bem, então é um bocado absurdo tratar toda a gente como criminosos potenciais e andar a emitir dezenas de milhares de cartões obrigatórios que só fazem sentido para um punhado de criminosos reais. Não seria muito mais simples obrigar a que quem seja condenado se apresente numa esquadra à hora do jogo?

Refira-se ainda o péssimo timing da medida. Toda a gente com uma enorme fome de bola - e toca de arranjar um meio de dissuadir as pessoas de irem ao estádio. Bravo.

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Para ir a Braga já estou mesmo a ver que se vai ter que ter esta porcaria de cartão.

Vai ser uma coisa gira para a mistura de adeptos.

Vai lá ele à bola.

Anormal.

Temos o clube cercado por estes autênticos inaptos naquilo que é a realidade do clube e dos esforço que os seus adeptos fazem para ir ver o Sporting. Sabe lá ele.

Qualquer dia, inauguram o gueto de Alvalade e identificam os adeptos com uma estrela de David no peito.