Carlos Ferreira acerca das modalidades

Espero que os bloguers do mãos ao ar não se importem que copie na integra o seu texto acerca deste assunto. Caso haja algum problema não terei problemas em apagar. Mas aqui vai:

"Como sportinguista, ex-atleta e ex-capitão do Sporting, quero expressar o meu lamento pelas palavras do jornalista, escritor e sub-director do jornal do Sporting (Fernando Correia). E pergunto: Acabar com as modalidades amadoras do Sporting porquê? Será que o orçamento das amadoras dá para pagar sequer a um jogador de futebol profissional? É que profissionalismo não é só um estatuto, mas sim uma maneira de estar e sentir o desporto que se pratica. Ou será que profissionalismo é insultar o treinador, não cumprir os regulamentos internos do clube e dizer que não se quer jogar ou dizer que não reconhecem o seu valor no clube porque se ganha pouco? Sem querer generalizar, e falo por experiência própria, pelos 20 anos de andebol sénior, onde fui campeão em todas as equipas, ter amor à camisola é jogar lesionado, com entorses, fracturas, gripes, febres, hérnias ou lesões que tais e, já agora, devo dizer que mialgias não existem no vocabulário das amadoras. Ter amor à camisola é viajar no próprio dia do jogo, fazer viagens de horas intermináveis, desde avião, comboio e autocarro numa só deslocação, comer no McDonald's de madrugada e sob temperaturas negativas ao ar livre, porque nada mais há e levar comida de casa. Ter amor à camisola é dormir em hotéis duvidosos, sem aquecimento, sem água quente, com lençóis comidos por baratas e sabe-se lá que mais e ter, por isso, de dormir vestido. Tudo isto em vez de termos voos charter, hotéis luxuosos e cozinheiro particular. Se isto não é amor à camisola, então não sei o que é?", disse, de uma assentada, o internacional A português, que continuou praticamente sem se deter: "Se calhar, e digo se calhar, é por pessoas como este senhor que o nosso belo país tem a mentalidade e cultura desportiva que tem, já que tudo é futebol em Portugal, onde se fazem todos os sacrifícios apenas para se levantarem belos e estrondosos campos de futebol. Mas este é um país onde as amadoras trazem títulos e medalhas que não vale a pena enumerar por serem muitas e do conhecimento geral, e no qual as federações têm de pagar às televisões para que os jogos dos que têm amor à camisola sejam transmitidos, seja na TV pública ou não e muitas vezes nem assim...".

a entrevista completa pode ser lida aqui: http://www.ojogo.pt/21-295/artigo517582.htm

Já o tinha lido e também já tinha pensado em pô-lo aqui. De facto, dá que pensar.

Esta entrevista devia ser fotocopiada e afixada nos cacifos de alguns jogadores do nosso plantel. Para reflectirem…

Não me importo nada.
Fiquei chocado quando li essas declarações do Carlos Ferreira. Julgo que ilustram muito do que passam os nossos atletas das modalidades amadoras.
Viram a história da refeição no McDonald’s, ao frio, porque não havia orçamento para mais nada!?!
Até sei em que jogo de competições europeias esse incidente se passou. E foi ao serviço do Sporting :oops:

Pena estes factos não terem uma maior expressão. É que o Sporting neste momento bateu no fundo! E da maneira que está ainda acaba o Sporting que todos conhecemos.