É um pouco depois dos 52:30, ele fala de advogados.
Viriato:KuRt:
https://www.youtube.com/watch?v=28eafeergRo
52:30
Que tiro que ele manda no Bebiano!
Oi? Nessa altura ele fala sobre o Elias.
É um pouco depois dos 52:30, ele fala de advogados.
52:47… Tinha reparado nisso logo em direto :lol: :lol: :lol:
Eventualmente… Não sei!
Mas penso que nem tanto assim.
Acho que temos.
Não relacionado directamente com aquilo que quero escrever, mas que penso que justifica muita coisa que aconteceu no Sporting, lembro uma frase que Bruno de Carvalho costuma recorrer, várias vezes:
“No Sporting ( e no país ), não se exige, com receio que nos exijam e não se responsabiliza ninguém, com receio que nos toque a nós, mais tarde”.
Bruno de Carvalho não passa por um estado de graça, por obra e graça do Espirito Santo, nem o Sporting chegou a um estado de indigência desportiva, económica e financeira, por azar ou por que o destino assim o ditou.
O Sporting vive no limiar da sobrevivência por anos e anos de incompetência, de falta de rigor e de valores.
O Sporting cultivou, fruto da acção dos seus responsáveis e sua postura perante o clube que era suposto defenderem, a desinformação e ignorância no Universo Sporting. O engano, a dissimulação, o tempo perdido a esconder dos Sportinguistas , os erros cometidos e a total falta de rumo do clube… o sentimento de culpa e de impotência, o desespero por um Sporting desgovernado em quem não tinham mãos, levaram a compromissos com terceiros lesivos dos nossos interesses, levaram a um crescente estado de subalternização perante os concorrentes, levaram, pior que isso a um estado de vergonha, de pequenez, de auto comiseração, sem forças para mexer um dedo e levantar a voz na defesa daquilo que deveria ser defendido.
Bruno de Carvalho representa um corte com o passado, porque além de medidas de gestão que se revelaram essenciais para o funcionamento do clube, transparece convicção,coragem e empenho absoluto e os conceitos de exigência, responsabilização, transparência e dedicação, não são apenas palavras vagas que se utilizam e têm aplicabilidade prática no dia a dia do clube. Há já demasiados exemplos para suportar essa ideia.
Eu não tenho qualquer problema com as criticas ao Presidente, tenho problemas, eventualmente, com o teor de algumas dessas criticas. Principalmente as que, num cenário em que se sabe de extrema dificuldade e portanto propício a muitos correcções dolorosas em termos organizativos e funcionais, indiciam pouca ou nenhuma afinidade com o caminho que está a ser traçado pelo Sporting e que estou convicto que é o correcto ( o que não quer dizer que não haja um outro desvio pontual para corrigir erros que aconteçam ou aconteceram ), e demasiada com muita coisa do nosso passado.
Confesso a minha repulsa, pela ideia de um qualquer erro estratégico do Sporting, na relação com o FC Porto, tendo em conta aquilo que realmente aconteceu. A minha repulsa por se considerar que todo o histórico que levou ao corte de relações com o rival, é uma qualquer guerra aberta e uma afronta indesculpável do Sporting a quem quer que seja. Pior… que o carácter sabotador do FC Porto, em muitas das suas acções sujas de bastidores, em três décadas e visível mais uma vez, é justificável por quaisquer declarações do Presidente do Sporting, que a única coisa que fez, no caso Moutinho, é lembrar aos rivais, aos adeptos e ao público, que o Sporting estava atento e registou a montagem do negócio Moutinho/James, como lesiva dos seus interesses. Foi isto que fez e nada mais que isso.
Mas muitos dos Sportinguistas desataram a correr para o primeiro abrigo anti bombas que lhes apareceu pela frente, com medo de represálias do grande papão do Norte, a quem não se pode levantar a voz, mesmo que seja para dizer: “Alô? Eu estou aqui. Existo.”
Quanto ao caso Bruma. Que se dê a importância devida e se procure, estrategicamente, impedir novos acontecimentos do género.
E, já agora, que se olhe com olhos de ver para todo o histórico deste caso, para as mudanças de empresários um mês antes das eleições, para as imposições de comissões por renovação na ordem dos milhões, por imposição de venda de outros jogadores que não Bruma, a preço de saldo, para entendimentos alcançados e nunca respeitados por exigências de última de hora, para o não comparecimento em reuniões, para a forma como se tentou esconder o jogador e impedi-lo de falar com a sua entidade patronal, para todo a surrealidade do discurso dos seus representantes.
E também que se olhe para a postura do Sporting. Que até ao fim, ao contrário do que se dizia sobre a arrogância e inflexibilidade do clube, foi ponderado, moderado e defendeu aquilo que seriam os seus interesses, até ao fim.
O caso Bruma acontece, como outros aconteceram no passado, pela fraqueza desportiva e financeira do clube, num cenário de um plantel construído gastando-se milhões em contratos chorudos a quem não acrescentava qualquer valor, provocando desequilibrios salariais e atacando as regras mais simples de meritocracia e justiça. O Sporting parece que está a seguir um caminho de combate a esses desequilíbrios e a redefinir valores essenciais. Portanto a criar condições para que casos Brumas não se repitam.
Os Sportinguistas, muitos deles pelo menos, vivem um momento do seu clube, estando conscientes das grandes dificuldades, de compromisso para com um Sporting que finalmente sabe o que quer, que tem força, capacidade e coragem para o alcançar. E não têm grande paciência, eu pelo menos não tenho, para andar à volta de irrelevâncias e de obstáculos auto impostos por uma leitura enviesada da realidade do clube e pelo receio de mudança e do fim de um Sporting sem voz.
Ao contrário de alguns, não tenho qualquer comichão pela capa do Jornal de negócios há uns dias, no dia da entrevista de BdC. “O Sporting tem um líder que decide tudo”. Arrogante, vaidoso e populista, dizem. Ora não negando que pode e se calhar até há um pouco de tudo isso, a meu ver o mais importante é a coerência do discurso a quem apontou sempre o problema do clube, como uma questão de falta de liderança.
Bruno de Carvalho coloca nas suas costas todas as responsabilidades. É ele que dá a cara. Exge de si, para exigir aos outros.
Dasse… como o Sporting mudou!
pepeu:
Eventualmente… Não sei!
Mas penso que nem tanto assim.Acho que temos.
Não relacionado directamente com aquilo que quero escrever, mas que penso que justifica muita coisa que aconteceu no Sporting, lembro uma frase que Bruno de Carvalho costuma recorrer, várias vezes:
“No Sporting ( e no país ), não se exige, com receio que nos exijam e não se responsabiliza ninguém, com receio que nos toque a nós, mais tarde”.
Bruno de Carvalho não passa por um estado de graça, por obra e graça do Espirito Santo, nem o Sporting chegou a um estado de indigência desportiva, económica e financeira, por azar ou por que o destino assim o ditou.
O Sporting vive no limiar da sobrevivência por anos e anos de incompetência, de falta de rigor e de valores.
O Sporting cultivou, fruto da acção dos seus responsáveis e sua postura perante o clube que era suposto defenderem, a desinformação e ignorância no Universo Sporting. O engano, a dissimulação, o tempo perdido a esconder dos Sportinguistas , os erros cometidos e a total falta de rumo do clube… o sentimento de culpa e de impotência, o desespero por um Sporting desgovernado em quem não tinham mãos, levaram a compromissos com terceiros lesivos dos nossos interesses, levaram a um crescente estado de subalternização perante os concorrentes, levaram, pior que isso a um estado de vergonha, de pequenez, de auto comiseração, sem forças para mexer um dedo e levantar a voz na defesa daquilo que deveria ser defendido.
Bruno de Carvalho representa um corte com o passado, porque além de medidas de gestão que se revelaram essenciais para o funcionamento do clube, transparece convicção,coragem e empenho absoluto e os conceitos de exigência, responsabilização, transparência e dedicação, não são apenas palavras vagas que se utilizam e têm aplicabilidade prática no dia a dia do clube. Há já demasiados exemplos para suportar essa ideia.
Eu não tenho qualquer problema com as criticas ao Presidente, tenho problemas, eventualmente, com o teor de algumas dessas criticas. Principalmente as que, num cenário em que se sabe de extrema dificuldade e portanto propício a muitos correcções dolorosas em termos organizativos e funcionais, indiciam pouca ou nenhuma afinidade com o caminho que está a ser traçado pelo Sporting e que estou convicto que é o correcto ( o que não quer dizer que não haja um outro desvio pontual para corrigir erros que aconteçam ou aconteceram ), e demasiada com muita coisa do nosso passado.
Confesso a minha repulsa, pela ideia de um qualquer erro estratégico do Sporting, na relação com o FC Porto, tendo em conta aquilo que realmente aconteceu. A minha repulsa por se considerar que todo o histórico que levou ao corte de relações com o rival, é uma qualquer guerra aberta e uma afronta indesculpável do Sporting a quem quer que seja. Pior… que o carácter sabotador do FC Porto, em muitas das suas acções sujas de bastidores, em três décadas e visível mais uma vez, é justificável por quaisquer declarações do Presidente do Sporting, que a única coisa que fez, no caso Moutinho, é lembrar aos rivais, aos adeptos e ao público, que o Sporting estava atento e registou a montagem do negócio Moutinho/James, como lesiva dos seus interesses. Foi isto que fez e nada mais que isso.
Mas muitos dos Sportinguistas desataram a correr para o primeiro abrigo anti bombas que lhes apareceu pela frente, com medo de represálias do grande papão do Norte, a quem não se pode levantar a voz, mesmo que seja para dizer: “Alô? Eu estou aqui. Existo.”
Quanto ao caso Bruma. Que se dê a importância devida e se procure, estrategicamente, impedir novos acontecimentos do género.
E, já agora, que se olhe com olhos de ver para todo o histórico deste caso, para as mudanças de empresários um mês antes das eleições, para as imposições de comissões por renovação na ordem dos milhões, por imposição de venda de outros jogadores que não Bruma, a preço de saldo, para entendimentos alcançados e nunca respeitados por exigências de última de hora, para o não comparecimento em reuniões, para a forma como se tentou esconder o jogador e impedi-lo de falar com a sua entidade patronal, para todo a surrealidade do discurso dos seus representantes.E também que se olhe para a postura do Sporting. Que até ao fim, ao contrário do que se dizia sobre a arrogância e inflexibilidade do clube, foi ponderado, moderado e defendeu aquilo que seriam os seus interesses, até ao fim.
O caso Bruma acontece, como outros aconteceram no passado, pela fraqueza desportiva e financeira do clube, num cenário de um plantel construído gastando-se milhões em contratos chorudos a quem não acrescentava qualquer valor, provocando desequilibrios salariais e atacando as regras mais simples de meritocracia e justiça. O Sporting parece que está a seguir um caminho de combate a esses desequilíbrios e a redefinir valores essenciais. Portanto a criar condições para que casos Brumas não se repitam.
Os Sportinguistas, muitos deles pelo menos, vivem um momento do seu clube, estando conscientes das grandes dificuldades, de compromisso para com um Sporting que finalmente sabe o que quer, que tem força, capacidade e coragem para o alcançar. E não têm grande paciência, eu pelo menos não tenho, para andar à volta de irrelevâncias e de obstáculos auto impostos por uma leitura enviesada da realidade do clube e pelo receio de mudança e do fim de um Sporting sem voz.
Ao contrário de alguns, não tenho qualquer comichão pela capa do Jornal de negócios há uns dias, no dia da entrevista de BdC. “O Sporting tem um líder que decide tudo”. Arrogante, vaidoso e populista, dizem. Ora não negando que pode e se calhar até há um pouco de tudo isso, a meu ver o mais importante é a coerência do discurso a quem apontou sempre o problema do clube, como uma questão de falta de liderança.
Bruno de Carvalho coloca nas suas costas todas as responsabilidades. É ele que dá a cara. Exge de si, para exigir aos outros.Dasse… como o Sporting mudou!
Não tem como contornar isto. Excelente súmula, brilhante chamada de atenção para aquilo que realmente interessa. As usual.

:mrgreen:
Lion73:
pepeu:
Eventualmente… Não sei!
Mas penso que nem tanto assim.Acho que temos.
Não relacionado directamente com aquilo que quero escrever, mas que penso que justifica muita coisa que aconteceu no Sporting, lembro uma frase que Bruno de Carvalho costuma recorrer, várias vezes:
“No Sporting ( e no país ), não se exige, com receio que nos exijam e não se responsabiliza ninguém, com receio que nos toque a nós, mais tarde”.
Bruno de Carvalho não passa por um estado de graça, por obra e graça do Espirito Santo, nem o Sporting chegou a um estado de indigência desportiva, económica e financeira, por azar ou por que o destino assim o ditou.
O Sporting vive no limiar da sobrevivência por anos e anos de incompetência, de falta de rigor e de valores.
O Sporting cultivou, fruto da acção dos seus responsáveis e sua postura perante o clube que era suposto defenderem, a desinformação e ignorância no Universo Sporting. O engano, a dissimulação, o tempo perdido a esconder dos Sportinguistas , os erros cometidos e a total falta de rumo do clube… o sentimento de culpa e de impotência, o desespero por um Sporting desgovernado em quem não tinham mãos, levaram a compromissos com terceiros lesivos dos nossos interesses, levaram a um crescente estado de subalternização perante os concorrentes, levaram, pior que isso a um estado de vergonha, de pequenez, de auto comiseração, sem forças para mexer um dedo e levantar a voz na defesa daquilo que deveria ser defendido.
Bruno de Carvalho representa um corte com o passado, porque além de medidas de gestão que se revelaram essenciais para o funcionamento do clube, transparece convicção,coragem e empenho absoluto e os conceitos de exigência, responsabilização, transparência e dedicação, não são apenas palavras vagas que se utilizam e têm aplicabilidade prática no dia a dia do clube. Há já demasiados exemplos para suportar essa ideia.
Eu não tenho qualquer problema com as criticas ao Presidente, tenho problemas, eventualmente, com o teor de algumas dessas criticas. Principalmente as que, num cenário em que se sabe de extrema dificuldade e portanto propício a muitos correcções dolorosas em termos organizativos e funcionais, indiciam pouca ou nenhuma afinidade com o caminho que está a ser traçado pelo Sporting e que estou convicto que é o correcto ( o que não quer dizer que não haja um outro desvio pontual para corrigir erros que aconteçam ou aconteceram ), e demasiada com muita coisa do nosso passado.
Confesso a minha repulsa, pela ideia de um qualquer erro estratégico do Sporting, na relação com o FC Porto, tendo em conta aquilo que realmente aconteceu. A minha repulsa por se considerar que todo o histórico que levou ao corte de relações com o rival, é uma qualquer guerra aberta e uma afronta indesculpável do Sporting a quem quer que seja. Pior… que o carácter sabotador do FC Porto, em muitas das suas acções sujas de bastidores, em três décadas e visível mais uma vez, é justificável por quaisquer declarações do Presidente do Sporting, que a única coisa que fez, no caso Moutinho, é lembrar aos rivais, aos adeptos e ao público, que o Sporting estava atento e registou a montagem do negócio Moutinho/James, como lesiva dos seus interesses. Foi isto que fez e nada mais que isso.
Mas muitos dos Sportinguistas desataram a correr para o primeiro abrigo anti bombas que lhes apareceu pela frente, com medo de represálias do grande papão do Norte, a quem não se pode levantar a voz, mesmo que seja para dizer: “Alô? Eu estou aqui. Existo.”
Quanto ao caso Bruma. Que se dê a importância devida e se procure, estrategicamente, impedir novos acontecimentos do género.
E, já agora, que se olhe com olhos de ver para todo o histórico deste caso, para as mudanças de empresários um mês antes das eleições, para as imposições de comissões por renovação na ordem dos milhões, por imposição de venda de outros jogadores que não Bruma, a preço de saldo, para entendimentos alcançados e nunca respeitados por exigências de última de hora, para o não comparecimento em reuniões, para a forma como se tentou esconder o jogador e impedi-lo de falar com a sua entidade patronal, para todo a surrealidade do discurso dos seus representantes.E também que se olhe para a postura do Sporting. Que até ao fim, ao contrário do que se dizia sobre a arrogância e inflexibilidade do clube, foi ponderado, moderado e defendeu aquilo que seriam os seus interesses, até ao fim.
O caso Bruma acontece, como outros aconteceram no passado, pela fraqueza desportiva e financeira do clube, num cenário de um plantel construído gastando-se milhões em contratos chorudos a quem não acrescentava qualquer valor, provocando desequilibrios salariais e atacando as regras mais simples de meritocracia e justiça. O Sporting parece que está a seguir um caminho de combate a esses desequilíbrios e a redefinir valores essenciais. Portanto a criar condições para que casos Brumas não se repitam.
Os Sportinguistas, muitos deles pelo menos, vivem um momento do seu clube, estando conscientes das grandes dificuldades, de compromisso para com um Sporting que finalmente sabe o que quer, que tem força, capacidade e coragem para o alcançar. E não têm grande paciência, eu pelo menos não tenho, para andar à volta de irrelevâncias e de obstáculos auto impostos por uma leitura enviesada da realidade do clube e pelo receio de mudança e do fim de um Sporting sem voz.
Ao contrário de alguns, não tenho qualquer comichão pela capa do Jornal de negócios há uns dias, no dia da entrevista de BdC. “O Sporting tem um líder que decide tudo”. Arrogante, vaidoso e populista, dizem. Ora não negando que pode e se calhar até há um pouco de tudo isso, a meu ver o mais importante é a coerência do discurso a quem apontou sempre o problema do clube, como uma questão de falta de liderança.
Bruno de Carvalho coloca nas suas costas todas as responsabilidades. É ele que dá a cara. Exge de si, para exigir aos outros.Dasse… como o Sporting mudou!
Não tem como contornar isto. Excelente súmula, brilhante chamada de atenção para aquilo que realmente interessa. As usual.
:mrgreen:

:mrgreen:
pepeu:
Eventualmente… Não sei!
Mas penso que nem tanto assim.Acho que temos.
Não relacionado directamente com aquilo que quero escrever, mas que penso que justifica muita coisa que aconteceu no Sporting, lembro uma frase que Bruno de Carvalho costuma recorrer, várias vezes:
“No Sporting ( e no país ), não se exige, com receio que nos exijam e não se responsabiliza ninguém, com receio que nos toque a nós, mais tarde”.
Bruno de Carvalho não passa por um estado de graça, por obra e graça do Espirito Santo, nem o Sporting chegou a um estado de indigência desportiva, económica e financeira, por azar ou por que o destino assim o ditou.
O Sporting vive no limiar da sobrevivência por anos e anos de incompetência, de falta de rigor e de valores.
O Sporting cultivou, fruto da acção dos seus responsáveis e sua postura perante o clube que era suposto defenderem, a desinformação e ignorância no Universo Sporting. O engano, a dissimulação, o tempo perdido a esconder dos Sportinguistas , os erros cometidos e a total falta de rumo do clube… o sentimento de culpa e de impotência, o desespero por um Sporting desgovernado em quem não tinham mãos, levaram a compromissos com terceiros lesivos dos nossos interesses, levaram a um crescente estado de subalternização perante os concorrentes, levaram, pior que isso a um estado de vergonha, de pequenez, de auto comiseração, sem forças para mexer um dedo e levantar a voz na defesa daquilo que deveria ser defendido.
Bruno de Carvalho representa um corte com o passado, porque além de medidas de gestão que se revelaram essenciais para o funcionamento do clube, transparece convicção,coragem e empenho absoluto e os conceitos de exigência, responsabilização, transparência e dedicação, não são apenas palavras vagas que se utilizam e têm aplicabilidade prática no dia a dia do clube. Há já demasiados exemplos para suportar essa ideia.
Eu não tenho qualquer problema com as criticas ao Presidente, tenho problemas, eventualmente, com o teor de algumas dessas criticas. Principalmente as que, num cenário em que se sabe de extrema dificuldade e portanto propício a muitos correcções dolorosas em termos organizativos e funcionais, indiciam pouca ou nenhuma afinidade com o caminho que está a ser traçado pelo Sporting e que estou convicto que é o correcto ( o que não quer dizer que não haja um outro desvio pontual para corrigir erros que aconteçam ou aconteceram ), e demasiada com muita coisa do nosso passado.
Confesso a minha repulsa, pela ideia de um qualquer erro estratégico do Sporting, na relação com o FC Porto, tendo em conta aquilo que realmente aconteceu. A minha repulsa por se considerar que todo o histórico que levou ao corte de relações com o rival, é uma qualquer guerra aberta e uma afronta indesculpável do Sporting a quem quer que seja. Pior… que o carácter sabotador do FC Porto, em muitas das suas acções sujas de bastidores, em três décadas e visível mais uma vez, é justificável por quaisquer declarações do Presidente do Sporting, que a única coisa que fez, no caso Moutinho, é lembrar aos rivais, aos adeptos e ao público, que o Sporting estava atento e registou a montagem do negócio Moutinho/James, como lesiva dos seus interesses. Foi isto que fez e nada mais que isso.
Mas muitos dos Sportinguistas desataram a correr para o primeiro abrigo anti bombas que lhes apareceu pela frente, com medo de represálias do grande papão do Norte, a quem não se pode levantar a voz, mesmo que seja para dizer: “Alô? Eu estou aqui. Existo.”
Quanto ao caso Bruma. Que se dê a importância devida e se procure, estrategicamente, impedir novos acontecimentos do género.
E, já agora, que se olhe com olhos de ver para todo o histórico deste caso, para as mudanças de empresários um mês antes das eleições, para as imposições de comissões por renovação na ordem dos milhões, por imposição de venda de outros jogadores que não Bruma, a preço de saldo, para entendimentos alcançados e nunca respeitados por exigências de última de hora, para o não comparecimento em reuniões, para a forma como se tentou esconder o jogador e impedi-lo de falar com a sua entidade patronal, para todo a surrealidade do discurso dos seus representantes.E também que se olhe para a postura do Sporting. Que até ao fim, ao contrário do que se dizia sobre a arrogância e inflexibilidade do clube, foi ponderado, moderado e defendeu aquilo que seriam os seus interesses, até ao fim.
O caso Bruma acontece, como outros aconteceram no passado, pela fraqueza desportiva e financeira do clube, num cenário de um plantel construído gastando-se milhões em contratos chorudos a quem não acrescentava qualquer valor, provocando desequilibrios salariais e atacando as regras mais simples de meritocracia e justiça. O Sporting parece que está a seguir um caminho de combate a esses desequilíbrios e a redefinir valores essenciais. Portanto a criar condições para que casos Brumas não se repitam.
Os Sportinguistas, muitos deles pelo menos, vivem um momento do seu clube, estando conscientes das grandes dificuldades, de compromisso para com um Sporting que finalmente sabe o que quer, que tem força, capacidade e coragem para o alcançar. E não têm grande paciência, eu pelo menos não tenho, para andar à volta de irrelevâncias e de obstáculos auto impostos por uma leitura enviesada da realidade do clube e pelo receio de mudança e do fim de um Sporting sem voz.
Ao contrário de alguns, não tenho qualquer comichão pela capa do Jornal de negócios há uns dias, no dia da entrevista de BdC. “O Sporting tem um líder que decide tudo”. Arrogante, vaidoso e populista, dizem. Ora não negando que pode e se calhar até há um pouco de tudo isso, a meu ver o mais importante é a coerência do discurso a quem apontou sempre o problema do clube, como uma questão de falta de liderança.
Bruno de Carvalho coloca nas suas costas todas as responsabilidades. É ele que dá a cara. Exge de si, para exigir aos outros.Dasse… como o Sporting mudou!
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pepeu:
Eventualmente… Não sei!
Mas penso que nem tanto assim.Acho que temos.
Não relacionado directamente com aquilo que quero escrever, mas que penso que justifica muita coisa que aconteceu no Sporting, lembro uma frase que Bruno de Carvalho costuma recorrer, várias vezes:
“No Sporting ( e no país ), não se exige, com receio que nos exijam e não se responsabiliza ninguém, com receio que nos toque a nós, mais tarde”.
Bruno de Carvalho não passa por um estado de graça, por obra e graça do Espirito Santo, nem o Sporting chegou a um estado de indigência desportiva, económica e financeira, por azar ou por que o destino assim o ditou.
O Sporting vive no limiar da sobrevivência por anos e anos de incompetência, de falta de rigor e de valores.
O Sporting cultivou, fruto da acção dos seus responsáveis e sua postura perante o clube que era suposto defenderem, a desinformação e ignorância no Universo Sporting. O engano, a dissimulação, o tempo perdido a esconder dos Sportinguistas , os erros cometidos e a total falta de rumo do clube… o sentimento de culpa e de impotência, o desespero por um Sporting desgovernado em quem não tinham mãos, levaram a compromissos com terceiros lesivos dos nossos interesses, levaram a um crescente estado de subalternização perante os concorrentes, levaram, pior que isso a um estado de vergonha, de pequenez, de auto comiseração, sem forças para mexer um dedo e levantar a voz na defesa daquilo que deveria ser defendido.
Bruno de Carvalho representa um corte com o passado, porque além de medidas de gestão que se revelaram essenciais para o funcionamento do clube, transparece convicção,coragem e empenho absoluto e os conceitos de exigência, responsabilização, transparência e dedicação, não são apenas palavras vagas que se utilizam e têm aplicabilidade prática no dia a dia do clube. Há já demasiados exemplos para suportar essa ideia.
Eu não tenho qualquer problema com as criticas ao Presidente, tenho problemas, eventualmente, com o teor de algumas dessas criticas. Principalmente as que, num cenário em que se sabe de extrema dificuldade e portanto propício a muitos correcções dolorosas em termos organizativos e funcionais, indiciam pouca ou nenhuma afinidade com o caminho que está a ser traçado pelo Sporting e que estou convicto que é o correcto ( o que não quer dizer que não haja um outro desvio pontual para corrigir erros que aconteçam ou aconteceram ), e demasiada com muita coisa do nosso passado.
Confesso a minha repulsa, pela ideia de um qualquer erro estratégico do Sporting, na relação com o FC Porto, tendo em conta aquilo que realmente aconteceu. A minha repulsa por se considerar que todo o histórico que levou ao corte de relações com o rival, é uma qualquer guerra aberta e uma afronta indesculpável do Sporting a quem quer que seja. Pior… que o carácter sabotador do FC Porto, em muitas das suas acções sujas de bastidores, em três décadas e visível mais uma vez, é justificável por quaisquer declarações do Presidente do Sporting, que a única coisa que fez, no caso Moutinho, é lembrar aos rivais, aos adeptos e ao público, que o Sporting estava atento e registou a montagem do negócio Moutinho/James, como lesiva dos seus interesses. Foi isto que fez e nada mais que isso.
Mas muitos dos Sportinguistas desataram a correr para o primeiro abrigo anti bombas que lhes apareceu pela frente, com medo de represálias do grande papão do Norte, a quem não se pode levantar a voz, mesmo que seja para dizer: “Alô? Eu estou aqui. Existo.”
Quanto ao caso Bruma. Que se dê a importância devida e se procure, estrategicamente, impedir novos acontecimentos do género.
E, já agora, que se olhe com olhos de ver para todo o histórico deste caso, para as mudanças de empresários um mês antes das eleições, para as imposições de comissões por renovação na ordem dos milhões, por imposição de venda de outros jogadores que não Bruma, a preço de saldo, para entendimentos alcançados e nunca respeitados por exigências de última de hora, para o não comparecimento em reuniões, para a forma como se tentou esconder o jogador e impedi-lo de falar com a sua entidade patronal, para todo a surrealidade do discurso dos seus representantes.E também que se olhe para a postura do Sporting. Que até ao fim, ao contrário do que se dizia sobre a arrogância e inflexibilidade do clube, foi ponderado, moderado e defendeu aquilo que seriam os seus interesses, até ao fim.
O caso Bruma acontece, como outros aconteceram no passado, pela fraqueza desportiva e financeira do clube, num cenário de um plantel construído gastando-se milhões em contratos chorudos a quem não acrescentava qualquer valor, provocando desequilibrios salariais e atacando as regras mais simples de meritocracia e justiça. O Sporting parece que está a seguir um caminho de combate a esses desequilíbrios e a redefinir valores essenciais. Portanto a criar condições para que casos Brumas não se repitam.
Os Sportinguistas, muitos deles pelo menos, vivem um momento do seu clube, estando conscientes das grandes dificuldades, de compromisso para com um Sporting que finalmente sabe o que quer, que tem força, capacidade e coragem para o alcançar. E não têm grande paciência, eu pelo menos não tenho, para andar à volta de irrelevâncias e de obstáculos auto impostos por uma leitura enviesada da realidade do clube e pelo receio de mudança e do fim de um Sporting sem voz.
Ao contrário de alguns, não tenho qualquer comichão pela capa do Jornal de negócios há uns dias, no dia da entrevista de BdC. “O Sporting tem um líder que decide tudo”. Arrogante, vaidoso e populista, dizem. Ora não negando que pode e se calhar até há um pouco de tudo isso, a meu ver o mais importante é a coerência do discurso a quem apontou sempre o problema do clube, como uma questão de falta de liderança.
Bruno de Carvalho coloca nas suas costas todas as responsabilidades. É ele que dá a cara. Exge de si, para exigir aos outros.Dasse… como o Sporting mudou!
Grande, grande post!! (e não no sentido literal :mrgreen:)
Embora só agora comece a escrever aqui sou leitor há já alguns anos, e pela primeira vez concordo com tudo, tudo, tudo o que é dito num post tão longo. O exemplo perfeito do que deve ser uma discussão de ideias num Fórum do Sporting. Contra argumentar opiniões com inteligência, boa educação e respeito. Muito, muito bom.
Os meus muito sinceros parabéns ao autor.
P.S. - O murro na mesa a acabar está simplesmente divinal.
S.L.
pepeu:
Eventualmente… Não sei!
Mas penso que nem tanto assim.Acho que temos.
Não relacionado directamente com aquilo que quero escrever, mas que penso que justifica muita coisa que aconteceu no Sporting, lembro uma frase que Bruno de Carvalho costuma recorrer, várias vezes:
“No Sporting ( e no país ), não se exige, com receio que nos exijam e não se responsabiliza ninguém, com receio que nos toque a nós, mais tarde”.
Bruno de Carvalho não passa por um estado de graça, por obra e graça do Espirito Santo, nem o Sporting chegou a um estado de indigência desportiva, económica e financeira, por azar ou por que o destino assim o ditou.
O Sporting vive no limiar da sobrevivência por anos e anos de incompetência, de falta de rigor e de valores.
O Sporting cultivou, fruto da acção dos seus responsáveis e sua postura perante o clube que era suposto defenderem, a desinformação e ignorância no Universo Sporting. O engano, a dissimulação, o tempo perdido a esconder dos Sportinguistas , os erros cometidos e a total falta de rumo do clube… o sentimento de culpa e de impotência, o desespero por um Sporting desgovernado em quem não tinham mãos, levaram a compromissos com terceiros lesivos dos nossos interesses, levaram a um crescente estado de subalternização perante os concorrentes, levaram, pior que isso a um estado de vergonha, de pequenez, de auto comiseração, sem forças para mexer um dedo e levantar a voz na defesa daquilo que deveria ser defendido.
Bruno de Carvalho representa um corte com o passado, porque além de medidas de gestão que se revelaram essenciais para o funcionamento do clube, transparece convicção,coragem e empenho absoluto e os conceitos de exigência, responsabilização, transparência e dedicação, não são apenas palavras vagas que se utilizam e têm aplicabilidade prática no dia a dia do clube. Há já demasiados exemplos para suportar essa ideia.
Eu não tenho qualquer problema com as criticas ao Presidente, tenho problemas, eventualmente, com o teor de algumas dessas criticas. Principalmente as que, num cenário em que se sabe de extrema dificuldade e portanto propício a muitos correcções dolorosas em termos organizativos e funcionais, indiciam pouca ou nenhuma afinidade com o caminho que está a ser traçado pelo Sporting e que estou convicto que é o correcto ( o que não quer dizer que não haja um outro desvio pontual para corrigir erros que aconteçam ou aconteceram ), e demasiada com muita coisa do nosso passado.
Confesso a minha repulsa, pela ideia de um qualquer erro estratégico do Sporting, na relação com o FC Porto, tendo em conta aquilo que realmente aconteceu. A minha repulsa por se considerar que todo o histórico que levou ao corte de relações com o rival, é uma qualquer guerra aberta e uma afronta indesculpável do Sporting a quem quer que seja. Pior… que o carácter sabotador do FC Porto, em muitas das suas acções sujas de bastidores, em três décadas e visível mais uma vez, é justificável por quaisquer declarações do Presidente do Sporting, que a única coisa que fez, no caso Moutinho, é lembrar aos rivais, aos adeptos e ao público, que o Sporting estava atento e registou a montagem do negócio Moutinho/James, como lesiva dos seus interesses. Foi isto que fez e nada mais que isso.
Mas muitos dos Sportinguistas desataram a correr para o primeiro abrigo anti bombas que lhes apareceu pela frente, com medo de represálias do grande papão do Norte, a quem não se pode levantar a voz, mesmo que seja para dizer: “Alô? Eu estou aqui. Existo.”
Quanto ao caso Bruma. Que se dê a importância devida e se procure, estrategicamente, impedir novos acontecimentos do género.
E, já agora, que se olhe com olhos de ver para todo o histórico deste caso, para as mudanças de empresários um mês antes das eleições, para as imposições de comissões por renovação na ordem dos milhões, por imposição de venda de outros jogadores que não Bruma, a preço de saldo, para entendimentos alcançados e nunca respeitados por exigências de última de hora, para o não comparecimento em reuniões, para a forma como se tentou esconder o jogador e impedi-lo de falar com a sua entidade patronal, para todo a surrealidade do discurso dos seus representantes.E também que se olhe para a postura do Sporting. Que até ao fim, ao contrário do que se dizia sobre a arrogância e inflexibilidade do clube, foi ponderado, moderado e defendeu aquilo que seriam os seus interesses, até ao fim.
O caso Bruma acontece, como outros aconteceram no passado, pela fraqueza desportiva e financeira do clube, num cenário de um plantel construído gastando-se milhões em contratos chorudos a quem não acrescentava qualquer valor, provocando desequilibrios salariais e atacando as regras mais simples de meritocracia e justiça. O Sporting parece que está a seguir um caminho de combate a esses desequilíbrios e a redefinir valores essenciais. Portanto a criar condições para que casos Brumas não se repitam.
Os Sportinguistas, muitos deles pelo menos, vivem um momento do seu clube, estando conscientes das grandes dificuldades, de compromisso para com um Sporting que finalmente sabe o que quer, que tem força, capacidade e coragem para o alcançar. E não têm grande paciência, eu pelo menos não tenho, para andar à volta de irrelevâncias e de obstáculos auto impostos por uma leitura enviesada da realidade do clube e pelo receio de mudança e do fim de um Sporting sem voz.
Ao contrário de alguns, não tenho qualquer comichão pela capa do Jornal de negócios há uns dias, no dia da entrevista de BdC. “O Sporting tem um líder que decide tudo”. Arrogante, vaidoso e populista, dizem. Ora não negando que pode e se calhar até há um pouco de tudo isso, a meu ver o mais importante é a coerência do discurso a quem apontou sempre o problema do clube, como uma questão de falta de liderança.
Bruno de Carvalho coloca nas suas costas todas as responsabilidades. É ele que dá a cara. Exge de si, para exigir aos outros.Dasse… como o Sporting mudou!
Visito o fórum à vários anos e confesso, não me lembro ver um texto tão bem escrito, tão cheio de sentido, verdade e coerência. Deixe-me dizer-lhe caro Lion73 que me identifico completamente com a sua analise à situação actual do clube, como diz e é verdade temos que deixar de criar obstáculos auto-impostos. Finalmente o Sporting tem um líder que toma as rédeas do clube a pulso, com ideias claras e uma direcção bem definida que é intransigente com qualquer desvio que coloque em causa aquilo que é a defesa absoluta dos interesses do S.C.P.
Assino por baixo do Lion73
E um pequeno aparte, não façam quote de textos longos. 90% desta pagina é só quote. E odeio fazer scroll lol.
pepeu:
Eventualmente… Não sei!
Mas penso que nem tanto assim.Eu não tenho qualquer problema com as criticas ao Presidente, tenho problemas, eventualmente, com o teor de algumas dessas criticas. Principalmente as que, num cenário em que se sabe de extrema dificuldade e portanto propício a muitos correcções dolorosas em termos organizativos e funcionais, indiciam pouca ou nenhuma afinidade com o caminho que está a ser traçado pelo Sporting e que estou convicto que é o correcto ( o que não quer dizer que não haja um outro desvio pontual para corrigir erros que aconteçam ou aconteceram ), e demasiada com muita coisa do nosso passado.
Mas muitos dos Sportinguistas desataram a correr para o primeiro abrigo anti bombas que lhes apareceu pela frente, com medo de represálias do grande papão do Norte, a quem não se pode levantar a voz, mesmo que seja para dizer: “Alô? Eu estou aqui. Existo.”
Os Sportinguistas, muitos deles pelo menos, vivem um momento do seu clube, estando conscientes das grandes dificuldades, de compromisso para com um Sporting que finalmente sabe o que quer, que tem força, capacidade e coragem para o alcançar. E não têm grande paciência, eu pelo menos não tenho, para andar à volta de irrelevâncias e de obstáculos auto impostos por uma leitura enviesada da realidade do clube e pelo receio de mudança e do fim de um Sporting sem voz.
Ao contrário de alguns, não tenho qualquer comichão pela capa do Jornal de negócios há uns dias, no dia da entrevista de BdC. “O Sporting tem um líder que decide tudo”. Arrogante, vaidoso e populista, dizem. Ora não negando que pode e se calhar até há um pouco de tudo isso, a meu ver o mais importante é a coerência do discurso a quem apontou sempre o problema do clube, como uma questão de falta de liderança.
São os chamados neo-exigentes…
pepeu:
Eventualmente… Não sei!
Mas penso que nem tanto assim.(…)
Os Sportinguistas, muitos deles pelo menos, vivem um momento do seu clube, estando conscientes das grandes dificuldades, de compromisso para com um Sporting que finalmente sabe o que quer, que tem força, capacidade e coragem para o alcançar. E não têm grande paciência, eu pelo menos não tenho, para andar à volta de irrelevâncias e de obstáculos auto impostos por uma leitura enviesada da realidade do clube e pelo receio de mudança e do fim de um Sporting sem voz.
[b]Ao contrário de alguns, não tenho qualquer comichão pela capa do Jornal de negócios há uns dias, no dia da entrevista de BdC. “O Sporting tem um líder que decide tudo”. Arrogante, vaidoso e populista, dizem. Ora não negando que pode e se calhar até há um pouco de tudo isso, a meu ver o mais importante é a coerência do discurso a quem apontou sempre o problema do clube, como uma questão de falta de liderança.
Bruno de Carvalho coloca nas suas costas todas as responsabilidades. É ele que dá a cara. Exige de si, para exigir aos outros.Dasse… como o Sporting mudou![/b]
Dass … como me identifico com estes dois parágrafos!! :great:
Lion73:
pepeu:
Eventualmente… Não sei!
Mas penso que nem tanto assim.Acho que temos.
Não relacionado directamente com aquilo que quero escrever, mas que penso que justifica muita coisa que aconteceu no Sporting, lembro uma frase que Bruno de Carvalho costuma recorrer, várias vezes:
“No Sporting ( e no país ), não se exige, com receio que nos exijam e não se responsabiliza ninguém, com receio que nos toque a nós, mais tarde”.
Bruno de Carvalho não passa por um estado de graça, por obra e graça do Espirito Santo, nem o Sporting chegou a um estado de indigência desportiva, económica e financeira, por azar ou por que o destino assim o ditou.
O Sporting vive no limiar da sobrevivência por anos e anos de incompetência, de falta de rigor e de valores.
O Sporting cultivou, fruto da acção dos seus responsáveis e sua postura perante o clube que era suposto defenderem, a desinformação e ignorância no Universo Sporting. O engano, a dissimulação, o tempo perdido a esconder dos Sportinguistas , os erros cometidos e a total falta de rumo do clube… o sentimento de culpa e de impotência, o desespero por um Sporting desgovernado em quem não tinham mãos, levaram a compromissos com terceiros lesivos dos nossos interesses, levaram a um crescente estado de subalternização perante os concorrentes, levaram, pior que isso a um estado de vergonha, de pequenez, de auto comiseração, sem forças para mexer um dedo e levantar a voz na defesa daquilo que deveria ser defendido.
Bruno de Carvalho representa um corte com o passado, porque além de medidas de gestão que se revelaram essenciais para o funcionamento do clube, transparece convicção,coragem e empenho absoluto e os conceitos de exigência, responsabilização, transparência e dedicação, não são apenas palavras vagas que se utilizam e têm aplicabilidade prática no dia a dia do clube. Há já demasiados exemplos para suportar essa ideia.
Eu não tenho qualquer problema com as criticas ao Presidente, tenho problemas, eventualmente, com o teor de algumas dessas criticas. Principalmente as que, num cenário em que se sabe de extrema dificuldade e portanto propício a muitos correcções dolorosas em termos organizativos e funcionais, indiciam pouca ou nenhuma afinidade com o caminho que está a ser traçado pelo Sporting e que estou convicto que é o correcto ( o que não quer dizer que não haja um outro desvio pontual para corrigir erros que aconteçam ou aconteceram ), e demasiada com muita coisa do nosso passado.
Confesso a minha repulsa, pela ideia de um qualquer erro estratégico do Sporting, na relação com o FC Porto, tendo em conta aquilo que realmente aconteceu. A minha repulsa por se considerar que todo o histórico que levou ao corte de relações com o rival, é uma qualquer guerra aberta e uma afronta indesculpável do Sporting a quem quer que seja. Pior… que o carácter sabotador do FC Porto, em muitas das suas acções sujas de bastidores, em três décadas e visível mais uma vez, é justificável por quaisquer declarações do Presidente do Sporting, que a única coisa que fez, no caso Moutinho, é lembrar aos rivais, aos adeptos e ao público, que o Sporting estava atento e registou a montagem do negócio Moutinho/James, como lesiva dos seus interesses. Foi isto que fez e nada mais que isso.
Mas muitos dos Sportinguistas desataram a correr para o primeiro abrigo anti bombas que lhes apareceu pela frente, com medo de represálias do grande papão do Norte, a quem não se pode levantar a voz, mesmo que seja para dizer: “Alô? Eu estou aqui. Existo.”
Quanto ao caso Bruma. Que se dê a importância devida e se procure, estrategicamente, impedir novos acontecimentos do género.
E, já agora, que se olhe com olhos de ver para todo o histórico deste caso, para as mudanças de empresários um mês antes das eleições, para as imposições de comissões por renovação na ordem dos milhões, por imposição de venda de outros jogadores que não Bruma, a preço de saldo, para entendimentos alcançados e nunca respeitados por exigências de última de hora, para o não comparecimento em reuniões, para a forma como se tentou esconder o jogador e impedi-lo de falar com a sua entidade patronal, para todo a surrealidade do discurso dos seus representantes.E também que se olhe para a postura do Sporting. Que até ao fim, ao contrário do que se dizia sobre a arrogância e inflexibilidade do clube, foi ponderado, moderado e defendeu aquilo que seriam os seus interesses, até ao fim.
O caso Bruma acontece, como outros aconteceram no passado, pela fraqueza desportiva e financeira do clube, num cenário de um plantel construído gastando-se milhões em contratos chorudos a quem não acrescentava qualquer valor, provocando desequilibrios salariais e atacando as regras mais simples de meritocracia e justiça. O Sporting parece que está a seguir um caminho de combate a esses desequilíbrios e a redefinir valores essenciais. Portanto a criar condições para que casos Brumas não se repitam.
Os Sportinguistas, muitos deles pelo menos, vivem um momento do seu clube, estando conscientes das grandes dificuldades, de compromisso para com um Sporting que finalmente sabe o que quer, que tem força, capacidade e coragem para o alcançar. E não têm grande paciência, eu pelo menos não tenho, para andar à volta de irrelevâncias e de obstáculos auto impostos por uma leitura enviesada da realidade do clube e pelo receio de mudança e do fim de um Sporting sem voz.
Ao contrário de alguns, não tenho qualquer comichão pela capa do Jornal de negócios há uns dias, no dia da entrevista de BdC. “O Sporting tem um líder que decide tudo”. Arrogante, vaidoso e populista, dizem. Ora não negando que pode e se calhar até há um pouco de tudo isso, a meu ver o mais importante é a coerência do discurso a quem apontou sempre o problema do clube, como uma questão de falta de liderança.
Bruno de Carvalho coloca nas suas costas todas as responsabilidades. É ele que dá a cara. Exge de si, para exigir aos outros.Dasse… como o Sporting mudou!
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Em grande tal como sempre Lion73.
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Também concordo em pleno com o Lion73, mas também concordo com o Lou.
PÁREM DE CITAR OS POSTS NA ÍNTEGRA.
Concordo :great:.
É meter uns quantos (…) para cortar. Se lermos o início e fim apercebe-se logo de onde vem a citação.
Ou pelo menos não citar os blocos maiores.
Assino por baixo do Lion73
E um pequeno aparte, não façam quote de textos longos. 90% desta pagina é só quote. E odeio fazer scroll lol.
:arrow: :arrow: :arrow:
Dass, realmente. Uma pessoa vem aqui e só vê massive quotes. É preciso meia hora para chegar ao fim da página.
…
Dasse… como o Sporting mudou!
Eu estive ausente do fórum durante muito tempo, regressei parcialmente na altura das eleições, primeiro em 2011 e agora neste ano, foram momentos importantes e não me quis eximir de dar as minhas opiniões.
Foi desta última vez que reparei no membro Lion 73, obviamente por causa das duas condecorações que ostenta e confesso que fiquei decepcionado, talvez porque o termo de comparação seja com gente como o FLL, o Pireza e o Paracelsus. O primeiro aprendi a admirá-lo embora muitas vezes discordássemos, o segundo escrevia pouco mas eram sempre textos deliciosos e o terceiro com quem tive grandes discussões, misturava a eloquência com a dedicação ao fórum, mas quando se fala no membro do ano o primeiro nome que me ocorre é o FLL, cujos textos não podia deixar de elogiar mesmo quando não concordava com eles na integra.
O melhor elogio que posso fazer a este último texto do Lion 73, é que me fez lembrar do FLL. ![]()
Saudades do FLL, não menosprezando a categoria do Lion73.
Lion73:
…
Dasse… como o Sporting mudou!Eu estive ausente do fórum durante muito tempo, regressei parcialmente na altura das eleições, primeiro em 2011 e agora neste ano, foram momentos importantes e não me quis eximir de dar as minhas opiniões.
Foi desta última vez que reparei no membro Lion 73, obviamente por causa das duas condecorações que ostenta e confesso que fiquei decepcionado, talvez porque o termo de comparação seja com gente como o FLL, o Pireza e o Paracelsus. O primeiro aprendi a admirá-lo embora muitas vezes discordássemos, o segundo escrevia pouco mas eram sempre textos deliciosos e o terceiro com quem tive grandes discussões, misturava a eloquência com a dedicação ao fórum, mas quando se fala no membro do ano o primeiro nome que me ocorre é o FLL, cujos textos não podia deixar de elogiar mesmo quando não concordava com eles na integra.
O melhor elogio que posso fazer a este último texto do Lion 73, é que me fez lembrar do FLL.
As estatuetas são bem mais pela assiduidade no fórum do que por qualquer outra coisa… :mrgreen: ( sem falsas modéstias )
O FLL, que tive o prazer de ler nas eleições de 2011 e em algumas pesquisas no histórico do fórum, era de um nível incomparavelmente superior.
Obrigado, meu caro. Para quem tem discordado tanto, como nós o temos feito, foi bom ler ( embora haja algo que nos “une”, que é o senhor do teu avatar… :mrgreen: ).
Discordar não tem nada de mal e até é saudável quando há respeito e elevação nas discussões.
Ninguém recebe essa estatueta só pela assiduidade e peço-te desculpa pelas comparações, mas tenho saudades do fórum de há 10 anos, na minha opinião o que este espaço ganhou em termos de número de membros perdeu em qualidade, mas isto é assim mesmo, quanto mais gatos mais ratos.