Assim se engana os Sportinguistas...

O problema, caro Eddie, é que esse tipo de adjectivação (“carneiros”) não faz ganhar aliados, muito pelo contrário. Faz extremar as posições. Se são precisos votos para ganhar voz, dimensão, e talvez algo mais (ganhar a própria AG), não é alienando quem tem esses votos que se consegue essa vitória. Quem votou na altura, votou naqueles que mais lhes davam confiança, ou então em quem era o menos mau, porque efectivamente a alterantiva era muito má. Não é dizendo “seus burros, acordem e ouçam os iluminados” que se mudam os sentidos de voto.

Just my 2 cents.

Isso é uma falácia. Os sufragados que conquistaram maior confiança dos sócios foram apenas aqueles que tiveram os meios e a falta de escrúpulos necessária para seduzir o eleitorado com chantagem e manipulação. Um toque na comunicação social aqui, um toque na comunicação social ali, uma mentira acolá, uma visita institucional a um núcleo em que se aproveita para fazer campanha eleitoral e se pede aos sócios para “não falar de coisas complicadas” e para “não ouvirem o que os outros têm para dizer” e de repente temos todo o mundo Sporting a repetir que tem que se vender o passivo porque as taxas de juro vão subir, e que houve um “levantamento popular espontâneo de apoio a FSF” e que todos os notáveis estão com a candidatura de FSF.

Pelo meio umas ameaças de bomba na sede de candidatura do Abrantes Mendes etc…

Já nem se exige às pessoas que “ouçam os iluminados”, mas pelo menos que ouçam a sua própria consciência, que se informem pelos seus próprios meios e que se certifiquem que estão a tomar decisões informadas e pensadas, o que não me parece ter sido o caso. O povo limitou-se a ir numa “onda” que foi criada artificialmente nos média e que acabou por se materializar em quase 75% de votos, nada mais.

Quanto à categorização das pessoas em “carneiros” e “iluminados”, se achas que isso extrema as posições, então mais força dás àquilo que defendo e mais me encorajas a continuar a apelidar uns de carneiros e outros de iluminados. Para mim o ideal seria mesmo que no fim só houvesse duas posições, a dos iluminados que querem ganhar e a dos carneiros, que sendo carneiros, seguirão o pastor e o seu discurso derrotista e conformista, de preferir um 2º lugar a uma Taça UEFA, ou de preferir dois segundos lugares a um campeonato, ou seja aqueles que não se importam de perder. Tal extremar de posições seria para mim o ideal, pois estou convicto que os primeiros ganhariam de longe em número e é desse grupo que faço parte. Os restantes seriam apenas:

  1. os tais que não se importam de perder

  2. aqueles que acreditam que estes 3 anos de gestão puseram o Sporting no topo

  3. aqueles que ainda acreditam que um caminho que demorou 15 anos a ser percorrido sem resultados, chegará ao seu destino nos próximos 2 ou 3.

  4. o Matusalém, que não vai morrer sem ver um Sporting tão grande como os maiores da Europa

Tinha decidido que, devido ao título, não iria participar neste tópico de discussão. Abro uma excepção para o explicar. A utilização desses termos para adjectivar as pessoas tira qualquer tom de seriedade à discussão. Não sou capaz de levar a sério uma discussão em que se insulta o outro apenas porque tem uma opinião contrária. E, tal como o alemid diz, não será com bases dessas que um “movimento de cidadania” irá conquistar adeptos.

Quando as opiniões forem expressadas respeitando os princípios do direito à pluralidade de opinião e quando se respeitar quem considerou que o candidato X era o que reunia as melhores condições para liderar o clube no momento das eleições - independentemente de qual era o candidato X - poderemos discutir o clube e o seu futuro. Até lá, continuar-se-á a brincar aos fóruns e às histórias de carneiros e do lobo mau…

Fica então registado que dás mais importância à forma e aparência duma discussão do que ao seu conteúdo e fundamentos.

Em relação à tua última frase, como já tive oportunidade de referir, este tópico não tem nada a ver com o Leão de Verdade, é da minha inteira responsabilidade e não tem nada a ver com nenhum movimento.

Não deixa de ser irónico esse teu parágrafo, pois iniciei este tópico para denunciar precisamente essa falta de respeito pela pluralidade de opinião demonstrada pela lista que venceu as últimas eleições, como se pode ver num dos vídeos que suponho que não tenhas visto por o tópico não atingir o teu grau de elevação.

:arrow: :exclaim:

Ó Krassimir de 2007,
Não vou discutir sequer o que é “lançar as bases” ou a explicação de como o irá fazer, nem tão pouco perguntar-te se vives a 200 ou 300 km de Lisboa (deves ser daqueles para quem tanto faz que o passivo esteja a 230 ou a 235 milhões).

Queria apenas perguntar-te se, atendendo ao comentário destacado, o Estádio José Alvalade também não te interessa para nada.

@ eddie
Era só para dizer que, apesar de ter achado o teu post bom, também não aprecio muito esse “apelido” que usaste, apesar de perceber onde querias chegar…

Olha, vai perguntar a qualquer sportinguista que viva a 300 km do estádio se acha que o pavilhão é uma prioridade e depois vem cá dizer-me as respostas que ouvires.

Eu quando vou a Lisboa ver o Sporting é para assistir ao “core-business” do clube, ou seja, o futebol. Ou tu achas que os adeptos do Sporting fazem 300 km para ver um jogo de andebol ou um jogo de futsal?!

O pavilhão não me faz diferença absolutamente nenhuma. Compreendo que os sportinguistas do Distrito de Lisboa gostem dessa idéia, mas a mim e à maioria esmagadora dos Sportinguistas do Norte, o pavilhão faz pouca diferença.

Há excepções, mas essa é a regra.

Prefiro que o presidente abandone o cargo com o passivo em 150 milhões e a promessa cumprida de não ter vendido jovens talentos por menos que a cláusula de rescisão. Isso sim, é uma prioridade. Porque disso depende directamente o sucesso do futebol do Sporting.

O título do tópico é puxado, mas o conteúdo é muito rico.

Compreendo a chamada de atenção do alemid, até porque fui um dos “criadores” de termos como carneiros, gandhianos, bananas e cornos mansos, vários epítetos mais ou menos puxados para caracterízar o típico adepto que vive o clube como vive aquele homem casado que chega a casa e encontrando a mulher na cama com o carteiro tem como reacção básica dirigir-se ao psicólogo para se culpabilizar. É verdade que a utilização desta terminologia não ajuda à causa, mas o que deve acordar os poucos que faltam não deve ser tanto a nossa meiguice, os que já vivem no fel da amargura do que perceberam, mas sim a clareza dos factos que marcam a vida do Sporting.

Isto também vai da capacidade de encaixe e autocensura de cada um. Há pessoas que lidam muito mal com a coisa mais natural do mundo: que se enganam. Ou se que são enganados. Face a isso, e sobretudo em contextos mais ou menos públicos como este fórum é preferem negar as evidências até ao fim do que assumir um erro ou engano do tamanho do mundo. Mais uma vez, fazendo a analogia com o corno manso, existem aqueles casos psicologicamente compreensíveis (mas que fazem pena) do típico sujeito que não só nunca acredita nos “boatos” mesmo que ditos pelos melhores amigos como inclusive duvida dos próprios sentidos quando constata os factos com os seus pps olhinhos. Porque para alguns é duro demais assumir um logro do tamanho do mundo.

No meu caso é simples: eu já fui carneiro. Logo também fui corno manso. Não tendo chegado ao ponto de ser gandhiano ou banana, porque não papei o grupo ad eternum posso dizer que já fiz parte da turma dos que acreditaram nesta gente. Custa-me dizer isto? Não. Nessa altura havia razões para isso, ou pelo menos não existiam razões para pensar o contrário. Mas assim como não tenho qualquer problema em assumir que já fui carneiro também encontro alguma satisfação em assumir que o deixei de ser à medida que os factos começaram a falar por si. Só não muda de opinião perante os factos quem não os consegue ler, ou quem tem um orgulho de tal dimensão que burrifica a sua capacidade de mudar a perspectiva da realidade, devido a coisas sem importância alguma ou pela simples dificuldade em assumir-se vítima de anjice.

Este fórum está cheio de pessoas que já defenderam com unhas e dentes esta turma, e que hoje fazem exactamente o contrário. O que é um bom sinal. É sinal que, contando-se pelos dedos de uma mão, os que nunca acreditaram nesta gente (eu não conheço nenhum sportinguista que não tenha papado o grupo Roquette), existe mesmo assim um grupo muito significativo de adeptos/foristas com inteligência e/ou capacidade auto crítica de avaliar a realidade dos factos e adaptar a sua posição sem se condenar excessivamente por uma posição que já foi a mais natural e racional possível: acreditar num projecto muito bem vendido e com um marketing muito jeitoso.

Como conclusão disto tudo, deixo aqui o comentário que um artista deixou no site do Movimento Sporting de Verdade, destacando no final um detalhe peculiar sobre a forma como assina. Pode ser que escritas destas ajudem os poucos que ainda sobram a lidarem com a sua auto estima e a perceberem que, pior do que mais tarde do que outros, assumirem que foram vitimas de logro, é personalizarem o comportamento que esta gente espera do adepto Sportinguista:

[b][i]Deixem-se de brincar aos doutores e remetam-se à vossa insignificância. O Sporting tem, há 13 anos, a felicidade de ser dirigido por gente do mais elevado estrato social e económico deste país, pessoas das melhores famílias, que estudaram nas melhores escolas e trabalham nas melhores empresas, enquanto vocês “cidadãos” são um bando de zé-ninguéns.

Se querem a minha opinião o Dr. Soares Franco tem mais é que ir por diante com a ideia do clube sem sócios, porque a chamada “massa associativa” é constituída quase totalmente por ignorantes. Dar a estas pessoas o direito de se meterem nos assuntos de gestão e o direito de votarem num arrivista qualquer que lhes acene com jogadores é um perigo para o Sporting.

Em suma, se querem ser “de verdade” assumam-se na vossa verdadeira insignificância, comprem boxes, camisolas e cachecóis, e sobretudo façam pouco barulho.[/i][/b]

Comentário por Forte-Gatto a 4 de Abril de 2008

Ora aquilo que parece ser um “nickname” com algum estilo (mas dando desde logo, em conjunção com o discurso fascizoide, um cheirinho do negative side “quinta da marinha” que por vezes é aqui alvo de brincadeira) tem uma curiosidade engraçada, se alvo de pesquisa no tão util Google. Check for yourselves:

http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=366378

Conclusão: Têm orgulho nos apelidos. Normal. Têm orgulho no discurso fascizoide, racista e arrogante. Natural, embora condenável. Têm a pouca inteligência de nem sequer disfarçarem os indícios de quem são. Pena para eles, bom para o Sporting. Pode ser que pérolas destas ajudem a acordar os poucos enganados que ainda sobram.

Duvido muito ::slight_smile:

Se fosse este o título , e já não seria brando nem politicamente correcto (o que também é uma merda), talves a discussão fosse mais correcta, se colocassem as tais provas, então o teu tópico teria valor… assim é apenas um insulto mascarado de certezas…

Sempre LEÃO

:arrow:

Carlos,
Acho que o que te vou perguntar já foi respondido por ti pp há muito, ou pelo menos esclarecido uma vez, mas confirma-me: tu tens amigos/familiares/whatever a trabalhar/ou que trabalharam neste momento no Sporting correcto? Não é preciso detalhes, diz-me sim ou nao. Eu penso que já o esclareceste (positivamente) uma vez.

Nunca imaginei que esse magnífico animal que é o Ovis aries pudesse ter conotações tão negativas, quando o que se pretendia com tal adjectivação era apenas a comparação com as pessoas que tal como aquele animal, seguem obedientemente o pastor onde quer que ele vá e vão junto com o rebanho sem saber para onde vão e sem nada questionar. :slight_smile:

Será porventura uma palavra forte, embora mais adequada, porque ao contrário do cordeiro, pré-púbere, o carneiro já é maior de idade, tal como a maior parte dos que aqui andam e a maior parte dos que foram às urnas. Não obstante, vou ser meiguinho e mudar o título do tópico de “carneiro” para “cordeiro”.

De resto, não levo a mal as críticas que me fazem pelo tom com que iniciei o tópico, mas deviam dirigi-las de igual forma para outras bandas e deviam estar mais atentos às mensagens sub-liminares (só não sei se em tom de provocação ou em tom de chamada de atenção) que nos chegam de dentro do próprio clube. Ou vão dizer-me que dos milhares de apelidos que há em Portugal, este foi escolhido por acaso, para apresentar o novo cartão de sócio:

:question:

uma fantástica coincidência :smiley:

Não é coincidência, é mero gozo! :smiley:

Mas a falar sério, já nada me espantaria nestes dirigentes, porque verdade seja dita, eles conseguem manter os adeptos sossegados mesmo com uma equipa que não joga nada e que faz um campeonato execrável… Ora isto deve despertar neles a curiosidade de querer esticar a corda e ver até onde isto se mantém, dado que por muito menos já vi verdadeiras revoluções em Alvalade e para lembrar isso basta recuar uma década no tempo!

E como tal, até dá para chamar cordeiros… :lol:

Duvido que encontre 1 sportinguista que viva a 300 km do estádio e que vá lá ver um jogo…pelo menos com exibições como as que nos têm brindado. Mas conheci muitos que vinham quando tínhamos um pavilhão (e a nave). Vinham de manhã. Viam jogos das camadas jovens, andebol (ou basket, ou voleibol, ou hóquei) e futebol (nunca viam «core-business»!) e voltavam de “papinho cheio”.

Mas fugiste à minha pergunta: interessa-te que o Sporting tenha um estádio (mesmo a 300km de ti) ou não?

Olha, contando comigo eu conheço 5 sportinguistas que com alguma regularidade vão a Lisboa ver o jogo da equipa de futebol do Sporting. Por motivos profissionais, este ano isso aconteceu pouco comigo, apesar de ter assistido a alguns jogos do Sporting aqui no Norte.

A tua pergunta não faz sentido porque estás a querer comparar a importância do estádio de futebol onde basicamente se passa a vida do Sporting (se é que me entendes) com o pavilhão…

É como dizeres que se eu não sou a favor de criarem uma casa de banho no estádio do Sporting por estar a 300 km dos sportinguistas do Porto, então também não valia a pena construirem o estádio…

Ridículo, com todo o respeito.

Entendo que o pavilhão seja importante para ti e para a maioria dos sportinguistas de Lisboa, mas para mim representa muito pouco quando comparado com outras prioridades (tais como a manutenção dos jovens talentos ou a diminuição do passivo).

Por alguma razao o Sporting é SCP de Clube de Portugal e nao SFC de Futebol Clube.

O que escreveste é quase heresia, o Sporting é responsavel pela formacao de muitos milhares de atletas ao longo da sua historia e devias sentir orgulho nisso.

Tirem ao Sporting todos os troféus das modalidades, o que fica?

Pois :arrow:

:lol: :lol: :lol:

Não sei se é quase heresia, mas o número de títulos nas modalidades não diminuiu desde que ficaram sem o antigo pavilhão.

E não são as modalidades que dão vida ao clube. Por muito que me agrade saber que o Sporting é a nível europeu o 2º clube com mais títulos e o clube com mais medalhados olímpicos, a verdade é que infelizmente ninguém quer saber disso. O futebol é o core-business do clube, é o futebol que chama os adeptos, é o futebol que dá dinheiro e prestígio ao clube. Se assim não fosse, o Sporting seria dos clubes mais importantes do Mundo.

Um novo pavilhão não é condição essencial para o sucesso das modalidades. Eventualmente, poderia ajudar.

Mas como disse, na minha opinião existem outras prioridades. Não me preocupa minimamente se vai ser construído um pavilhão, embora compreenda que os sportinguistas de Lisboa o desejem. Se eu morasse em Lisboa, se calhar pensaria de forma diferente.

No que ao Sporting diz respeito, estou mais preocupado com a escassez de títulos no futebol nos últimos 25 anos.

Deixem-se de brincar aos doutores e remetam-se à vossa insignificância. O Sporting tem, há 13 anos, a felicidade de ser dirigido por gente do mais elevado estrato social e económico deste país, pessoas das melhores famílias, que estudaram nas melhores escolas e trabalham nas melhores empresas, enquanto vocês “cidadãos” são um bando de zé-ninguéns.

Se querem a minha opinião o Dr. Soares Franco tem mais é que ir por diante com a ideia do clube sem sócios, porque a chamada “massa associativa” é constituída quase totalmente por ignorantes. Dar a estas pessoas o direito de se meterem nos assuntos de gestão e o direito de votarem num arrivista qualquer que lhes acene com jogadores é um perigo para o Sporting.

Em suma, se querem ser “de verdade” assumam-se na vossa verdadeira insignificância, comprem boxes, camisolas e cachecóis, e sobretudo façam pouco barulho.

Um perfeito cretino, este gajo. Representa o pior que este clube tem. Mas há muito “notável” com esta mentalidade. O pior é que o estrato social de que se vangloriam não é correspondido por competência e brio no Sporting. Não passam de uma “aristocracia” preguiçosa e decadente que desperdiça o potencial deste grande clube. É por essas, e por outras, que o Porto nos ultrapassou em títulos.