Antonio Adán

O Adán ainda vai ter que “penar” alguma coisa para chegar ao topo dos nossos melhores guarda-redes de sempre.
Mas tem sido absolutamente essencial!

SL

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Renovação de Adán em marcha: guarda-redes do Sporting muito perto de ver o sinal verde

SAD e representantes do guardião estão próximos do acordo final. Restam limar os últimos detalhes

Foi a 18 de outubro, em Istambul e no pré-Besiktas, que tanto Adán como Rúben Amorim deixaram escancaradas as portas para a renovação do experiente guardião, e a verdade é que menos de um mês depois o fumo branco neste dossiê está iminente. Com efeito, e de acordo com informações recolhidas por Record, Adán e os seus representantes estão muito perto de alcançar o acordo total com a SAD do Sporting, restando neste momento limar os derradeiros detalhes contratuais. Como o nosso jornal avançara logo na edição de 22 de outubro, o espanhol vai estender o atual vínculo, que termina em julho próximo, por mais um ano, até 2023, e ainda com outra época de opção.

O casamento entre as partes deve consumar-se em breve e ao que tudo indica irá durar até… ao fim, isto é, até Adán pendurar as chuteiras. Aos 34 anos, o ex-At.Madrid, entre outros clubes de renome, tem em perspectiva a oportunidade de ser leão até ao verão de 2024, ou seja numa altura em que já terá celebrado o 37º aniversário. E por muito que o futuro a longo prazo não seja possível de prever, é ponto assente que quer Adán, como o Sporting, estão, hoje, muito satisfeitos com a ligação vigente – tanto que o guarda-redes recusou ouvir propostas oriundas do seu país no verão passado. O estatuto de titular indiscutível (16 jogos em 2021/22) e de referência de peso no balneário verde e branco são argumentos que pesam para a continuidade.

Joga hoje o ‘mini-dérbi’ com Pizzi

Falta menos de um mês para a deslocação do Sporting ao terreno do Benfica (3 de dezembro), mas Adán começa a ‘aquecer’… já hoje. Pelas 15 horas, no piso 6 do El Corte Inglés, em Lisboa, o guarda-redes leonino vai disputar o “dérbi mais pequeno do Mundo” com Pizzi: o leão e a águia vão defrontar-se num duelo de subbuteo, o clássico jogo de futebol de mesa.

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Entretanto no El Corte Inglês de Lisboa
Adán para Pizzi
“10 minutos de compensação para os Lampiões(infelizmente não disse isto) como sempre”

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https://twitter.com/ines_ltf/status/1458525528114319368

:sweat_smile:

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Rei Adán, lenda do caraças :green_heart:

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Se fosse o outro cara de sapo sem braços, teria deixado entrar a bola no último lance.

Eu sempre preferi aqueles guarda-redes mais “mandões”, tipo o Schmeichel ou o Khan, que rosnam para a defesa o jogo todo, para se manterem atentos e organizados.
Mas o Adán é engraçado.
Costumo rever aquele video do “backstage Sporting / Somos Campeões!” regularmente. E acho piada ao ver que depois do apito final do “jogo do titulo”, toda a gente entra em loucura, jogadores como o TT e o Matheus Nunes choram, Nuno Santos endoidece, o Capitão distribui abraços por toda a gente e lá aparece o Adán, calmamente a tirar as luvas, com um sorriso do tipo: “Ok, somos campeões. Quando é que é o próximo jogo?”
Calmo. Concentrado. Profissional.
Grande guarda-redes!

SL

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Normalmente referimos o eixo central como o pilar da nossa equipa. E se é verdade que Coates, Palhinha e Pote são peças-chave, eu incluo aqui o Adán. Um GR completo, sereno e seguro que já nos garantiu muitos pontos.

Adoro este homem!

Só de pensar que gostava de adquirir uma camisola de guarda-redes por causa dele.

Completamente rendido à tranquilidade do homem. O Adan está sempre em modo zen. Mesmo a forma como defende e a própria abordagem muitas vezes é completamente contra natura mas resulta quase sempre.

Para além que tem ar de ser o gigante mais bacano deste mundo.

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Os pardais todos lixados e a ofender o Pizzi por não ter respondido ao Adán. :rofl:

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Concordo plenamente, por acaso ontem ou 3ª na SIC no Jogo Aberto referiram isso mesmo que o Adán a par de Coates, Palhinha e Pote foi um dos pilares do titulo de campeão e é um dos pilares da equipa.

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Houve vários momentos-chave que nos deram o título no ano passado.
Mas recordo sempre especialmente um que foi no jogo em casa com o Braga (1a volta) quando ainda estava 0-0 na 2a parte e estávamos a ser dominados o Adán faz uma defesa estrondosa a um remate dentro da área. Para mim a defesa a época. Poucos minutos depois desse lance marcámos o 1º e acabamos por vencer.
Não sei se, perdendo esse jogo, se seríamos campeões.

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O Adán apresentou um grande nível mas há dois jogos em que não era só termos perdidos, podíamos ter sofrido vários golos com outro GR. Esse com o Braga e o jogo com o Belenenses também na primeira volta, aliás foram dois jogos seguidos. Os gajos apareceram várias vezes isolados na cara do Adán, nos dois jogos. Foi gigante nos dois.

Na 2ª volta com o Braga também foi decisivo mas aí teve um Coates ET a ajudar à festa. E depois o Matheus Nunes a marcar o golo da vitória, naquele que para mim foi o jogo do título. Se perdíamos ali, com a equipa claramente numa pior fase, acho que já não segurávamos aquilo.

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não disse nenhuma mentira :slight_smile:

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Melo acredita que Adán pode terminar a carreira no Sporting

11 nov, 2021 - 12:45 • João Fonseca

Antigo guarda-redes leonino elogia o internacional espanhol e justifica a sua continuidade em Alvalade. Renovação será ato de justiça com um dos líderes do balneário, a par de Seba Coates.


Rúben Amorim já manifestou publicamente a vontade de manter Adán Foto: Estela Silva/Lusa

A renovação de Antonio Adán avança e a expectativa de terminar a carreira no Sporting é “uma possibilidade” para Joaquim Melo, antigo guarda-redes, que não vê que sair “seja a vontade” do espanhol.

Em declarações a Bola Branca , o ex-jogador acredita que, “se mantiver este nível”, o titular da baliza verde e branca pode ficar muitos anos nos leões e, até, atingir a barreira dos 40 anos ainda no ativo.

Melo sublinha que Adán “tem sido extraordinário”, contribuindo, “e muito, com bons jogos e dando pontos” à equipa de Rúben Amorim. Acresce que, nesta perspetiva, o espanhol e Sebastián Coates têm sido, no Sporting, líderes que “comandam e a quem os outros obedecem”.

O antigo líder da baliza do Sporting fala de um Adán que tem sido importante esta temporada, a par de Diogo Costa, rival do FC Porto, que “também tem feito bons jogos ao serviço” do clube que representa.

No elogios ao Sporting, Melo aponta ao futuro e a Diego Callai, jovem da formação, a quem augura “um futuro extraordinário” e que, nesta fase, “treinando junto dos melhores, vai aprendendo”, para que possa corresponder quando for chamado à equipa principal.

Adoro esta cena da Renascença de ligar a algum jogador random que ninguém se lembra para mandar umas declarações sobre um jogador/tema.

Um clássico.

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https://twitter.com/AntonioAdan13/status/1458805819869388801?s=20

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ADÁN E NETO OFICIAIS PARA A SEMANA

SPORTING 10:34

Antonio Adán e Luís Neto, os dois jogadores em final de contrato com o Sporting, além de Feddal, vão oficializar, sabe A BOLA, as respetivas renovações de contrato na próxima semana.

Os dois acordos estão praticamente fechados, os valores e duração dos acordos selados com os jogadores e noticiados em primeira mão por A BOLA - Neto a 14 de outubro, Adán na edição da passada quarta-feira - e as oficializações, essas, apesar de não terem ainda data final, serão efetuadas durante a próxima semana, ao que tudo indica ambas antes do jogo com o Varzim, no dia 18.

Adán, recorde-se, tem no seu contrato, válido até junho do próximo ano, uma opção por mais uma época. Já Luís Neto, também com vínculo a expirar em 2022, vai acrescentar mais um ano de contrato.

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Adán: «Adorava que o Haaland jogasse em Alvalade»

Guarda-redes do Sporting em entrevista a Record

Adán: «Adorava que o Haaland jogasse em Alvalade»

RECORD - O Sporting chega a esta pausa com uma série de oito vitórias seguidas, no topo – partilhado – na Liga Bwin, vivo nas taças e bem colocado para se apurar na Champions. É um cenário que estava dentro das vossas expectativas, ou numa época onde experimentaram sensações novas, na Liga dos Campeões, acha que estão a superá-las?

ADÁN – Não. Para nós, está dentro do normal, porque o nosso objetivo é sempre o mesmo, o de ganhar todos os jogos – e é isso que está a acontecer. Estamos vivos em todas as competições, levamos muitas vitórias seguidas [oito], porque é precisamente assim a forma como pensamos, como grupo, e também é a forma de pensar do treinador – encarar todos os jogos para ganhar.

R – O discurso continua a ser o ‘jogo a jogo’, mas Rúben Amorim já disse que o campeonato é prioritário. Sente que estão em condições de revalidar o título?

A – O míster diz que o campeonato é a competição mais importante. Acho que é para todos os clubes… Não fala como um objetivo para ser conseguido, mas quer dizer, sim, que é a prova importante, a que se joga todas as semanas, a que está mais presente para ele… O nosso objetivo é ir jogo a jogo, não sair desse discurso do ‘jogo a jogo’ porque foi isso que nos fez chegar onde chegámos.

R – Mas sentem que estão melhor do que na última época?

A – Sim. É óbvio que estamos melhor esta época! A equipa tem mais experiência em jogos importantes, para lutar por coisas importantes. E é óbvio, sobretudo quando tens uma equipa jovem, como a nossa, que a soma dos jogos faz com que tenhamos mais experiência – e isso demonstra-se em campo.

R – O Varzim vem primeiro, mas já pensam no Dortmund?

A – Não e não podemos pensar nisso: esta semana faltam muitos jogadores [que estão nas seleções], os que estão aqui são os que vão encarar o jogo da Taça de Portugal – é esse o nosso foco; depois pensamos no Dortmund. Sabemos que é importante e gera expectativa em todos, sim, mas primeiro há a Taça. Queremos, como temos vindo a dizer, continuar vivos em todas as provas.

R – Permita-me insistir: têm condições de ser uma das melhores 16 equipas da Europa?

A – Quando jogámos com o Besiktas, em Istambul, disse que o Sporting ainda tinha uma palavra a dizer na Liga dos Campeões, que a última imagem que deixámos, em Dortmund, era a de uma equipa que estava a crescer, que queria dar um passo em frente. Deixámos, de facto, outra imagem, que se sobrepôs à da derrota [1-5] com o Ajax. Estamos vivos na Champions e vamos encará-la com o objetivo de passar.

R – Não ter o Haaland, lesionado, pode ajudar o Sporting?

A – Sempre procurei jogar contra os melhores. Adorava que o Haaland jogasse em Alvalade, que pudesse estar em campo. Quando estão os melhores, os jogos são sempre mais bonitos.

Adán: «Sarabia ligou-me no último dia do mercado»

Guarda-redes do Sporting em entrevista a Record

RECORD - Tem dois compatriotas no plantel, Porro e Sarabia. Deixe-me começar pelo Porro: o Sporting faz bem se ficar com ele em definitivo? Como o avalia?

ADÁN – Não me posso meter nas decisões que o clube toma, mas o que é claro é que o Porro já é um grande futebolista, internacional pela seleção espanhola, algo francamente difícil de conseguir. E tem uma idade [22 anos] para poder melhorar. Tem todas as qualidades para ser um grande jogador e acho que vai ser um jogador muito importante para nós nos próximos anos.

R - Estreou-se pela equipa principal do Real Madrid no mesmo dia que Sarabia (8 de dezembro de 2010, num 4-0 da Liga dos Campeões, frente ao Auxerre). Supreendeu-o a sua chegada?

A – Conheço-o há muito tempo, fomos companheiros no Castilla [equipa B do Real Madrid] e tenho uma relação muito boa com ele. Coincidimos, também, em Sevilha, ele no Sevilha e eu no Betis. No último dia de mercado, quando tudo se deu, ligou-me, contou-me a situação, que procurava um clube onde pudesse continuar a jogar, que jogasse a Champions… Obviamente, disse-lhe que o Sporting era um bom clube para ele. Sabia que nos ia ajudar muito, com a sua experiência e qualidade. É um grandíssimo futebolista e acredito que fez a escolha certa.

R - Como é que ele se tem ambientado? Veio de um balneário de estrelas para um com muitos jovens, apesar de haver vários jogadores experientes…

A – Obviamente que é um balneário diferente. Um balneário do PSG ou do Real Madrid, como eu vivi, é diferente. Mas ele passou por outro tipo de balneários, como o do Getafe, o do Sevilha… Também tem a ver muito com o jogador e o Sarabia é uma pessoa humilde, que encaixa em qualquer tipo de grupo. Depois, tem uma grande capacidade no último passe – um grande pé esquerdo – quando recebe entre linhas. Sabe onde está o nosso avançado e filtra bem esse momento. A principal qualidade é a capacidade de assistência, mas também vem com a expectativa de marcar muitos golos.

Adán: «Coates dá-me tranquilidade»

Guarda-redes elogia o central uruguaio e fala também de Paulinho

RECORD - Como é olhar para o campo e ver Coates?

Adán – É o nosso capitão, o melhor jogador da época passada, o jogador com mais tempo de Sporting… Tê-lo à frente, obviamente, é garantia de segurança, de entrega e ajuda para todos os colegas. É a nossa figura mais importante dentro do balneário; para mim, tê-lo à minha frente dá-me uma tranquilidade tremenda.

R - Vamos lá para a frente: Paulinho tem sido alvo de algumas críticas por falhar demasiadas chances…

A – Mais do que para os golos, olhamos para ele como um jogador de equipa, importante. Não tenho dúvida – apesar do momento – que vai fazer golos. Pelo trabalho que faz, haverá uma altura em que as ocasiões acabarão em golo. É um dos melhores avançados, senão o melhor em Portugal. Pelo seu trabalho, pela sua entrega… O mais importante é dar tudo e os nossos adeptos estão agradecidos.

Adán: «Somos capazes de defrontar qualquer um»

Em entrevista a Record, guarda-redes do Sporting diz acreditar que a equipa pode seguir em frente na Champions

Adán: «Somos capazes de defrontar qualquer um»

RECORD Resumindo: o que tem o Sporting de fazer para ser bicampeão esta época?

ADÁN – Precisamos de chegar à penúltima jornada em condições de ganhar mas, para que isso seja possível, ainda há um longo caminho, no qual podem acontecer muitas coisas. Se, nessa altura, estivermos na posição que queremos, falaremos dessa possibilidade.

R - Recentemente esteve num evento com Pizzi, do Benfica, que vincou uma forte luta a três. Sente que os rivais estão mais fortes?

A – O FC Porto e o Benfica são fortes, são dois grandes clubes e estão sempre aí [na luta pelo campeonato], mas nós centramo-nos em nós, em reforçar o que o Sporting é e sempre foi, que é lutar sempre pelos primeiros lugares. É essa a nossa forma de pensar. Não olhamos tanto para os rivais, mas sim para devolver o Sporting onde merece.

R - Há mais pressão?

A – Não. A pressão é a mesma – jogar no Sporting.

R - Na Champions, o Sporting viveu uma espécie de choque de realidades, com goleadas contra (Ajax, 1-5) e a favor (Besiktas, 4-1 e 4-0). O Dortmund, após perderem pela margem mínima na Alemanha (1-0), está mesmo ao vosso alcance?

A – O míster já falou sobre isso: o Dortmund é favorito para este jogo, mas está claro que o encaramos com a expectativa de ganhar e continuar na Champions. Somos capazes de defrontar qualquer um. Esta equipa já o demonstrou.

R - Como pode ajudar nesta competição? Sem muitos jogos, tem muito passado…

A – É exatamente isso: transmito a minha experiência e mentalidade. *

Adán: «Retirar-me no Sporting seria muito bom»

Ambicioso e prestes a renovar contrato, o guarda-redes, de 34 anos, fala de tudo em exclusivo a Record: do futuro sem prazo de validade, do míster Rúben Amorim, do capitão Coates, do amigo Sarabia, da referência CR7 e até do… rival Pepe

Adán: «Retirar-me no Sporting seria muito bom»

RECORD - É a pergunta que os adeptos do Sporting querem ver respondida: já renovou contrato?

ADÁN – [risos] Já falámos, tanto o míster [Rúben Amorim] como eu, que a relação é muito boa, e que ambas as partes têm o interesse de continuar esta relação. Estamos muito perto de anunciar algo… É fácil chegar a um acordo.

R - Assinando esse novo contrato [até 2023 com mais uma temporada de opção], pode ficar no Sporting até aos 37 anos, uma idade em que a maioria dos futebolistas já está na ‘reforma’. Admite retirar-se de leão ao peito?

A - Sinceramente não penso muito nessa retirada. É certo que, à medida que vais ficando mais velho, ficas com menos anos no mundo do futebol – e obviamente que esse momento está mais perto. Mas não penso se a ‘retirada’ será com 36, com 37 ou com 38. Oxalá possa fazê-lo num clube tão grande como o Sporting, mas não sei se isso vai acontecer assim, porque daqui a dois ou três anos não sei onde estarei. Mas retirar-me num clube como o Sporting seria muito bom.

R - Os adeptos, quando o abordam na rua, pedem-lhe isso?

A - Desde que cheguei que o carinho que recebi dos adeptos foi muito positivo. As pessoas estão muito agradecidas pelo ano passado [pelo título] e é normal que, quando andas na rua, se aproximem e agradeçam o que fizemos.

R - Completou, não há muito tempo, 50 jogos pelo Sporting [tem 53], mas foi campeão nacional. Já se sente uma referência da baliza, sendo que na história há nomes como Vítor Damas, Schmeichel ou Rui Patrício?

A - Falaste de nomes muito importantes para a história deste clube e entrar nessa categoria é muito complicado. Mas está claro que o meu nome vai lá estar [para sempre na história], porque ganhámos o campeonato, passados 19 anos. Fazer parte da equipa que o conseguiu é um orgulho, assim como ter feito história como campeão nacional. Mas para estar entre todos esses nomes são precisos muitos, muitos jogos…

R - Puxamos a fita atrás, para 2020, quando chegou: após ter terminado contrato com o At. Madrid, podia ter continuado em Espanha. Porquê o Sporting?

A - Tive a possibilidade, primeiro, de continuar no Atlético, noutros clubes de Espanha e também fora. Escolhi o Sporting pelo projeto, pela expectativa que me criou, pela conversa com o Hugo [Viana, diretor-desportivo] e com o míster [Rúben Amorim], porque sabia que vinha para um grande clube. Dava-me a possibilidade de lutar por títulos e de competir na Europa – um objetivo meu. Além disso, vim para uma cidade [Lisboa] que apetece conhecer e viver. Todos esses ingredientes fizeram-me escolher e está tudo a correr muito bem.

R - Aconselhou-se com alguém? Estava na sombra do Jan Oblak. Perguntou-lhe alguma coisa? E também passou muito tempo com o Iker Casillas, no Real…

A - Falei com várias pessoas: também falei com o Héctor Herrera, com o João Félix… Falaram-me do campeonato português. Também com o Santiago Arias, que jogou aqui e me ajudou a conhecer um pouco mais sobre o Sporting. Também com o Casillas, claro. É conhecido que tenho uma boa relação com ele. Ouvi boas palavras e, à parte daquilo que o meu agente me proporcionou, decidi vir para cá. Estou totalmente feliz, esperando continuar por mais tempo.

R - Mais tempo, mais jogos… Gostava de entrar, por exemplo, no lote dos capitães do Sporting?

A - Não tenho essa intenção. Respeito sempre muito, nos lugares onde vou, as pessoas que lá estão. Os atuais capitães estão a fazer francamente bem as coisas. Pela experiência que tenho, e se em algum momento precisarem de alguma coisa, estamos cá para ajudar – entre todos. Mas não por ser nomeado capitão. Não é o meu primeiro objetivo, como disse.

R - Passou agora meio ano desde que o Sporting conquistou o título, após 19 anos de jejum. Onde é que sentiram que era sim… ou sim?

A - Temos dois jogos marcantes: o primeiro foi o do LASK Linz [1-4], na Liga Europa, que fez com que a equipa despertasse, caísse na realidade, e o outro é em Braga [jornada 29]. Quando tudo estava contra nós, com menos um jogador [Gonçalo Inácio foi expulso aos 18’]… Foi a força de toda a equipa que nos fez dar um passo em frente; se falhássemos nesse jogo, seguramente o campeonato podia estar comprometido…

R - Faz várias defesas importantes, como a um remate de cabeça de Galeno, pouco depois dos 60 minutos…

A - Faz parte do que é a equipa… Ficámos com 10 muito cedo, tivemos de defender muito e foi pela conversa que tivemos no balneário, ao intervalo…

R - E quem é que falou?

A - Falámos uns quantos [risos], os com mais experiência nesse tipo de jogos, pois sabíamos que ia ser complicado, que tínhamos de defender a maior parte do tempo e que só iríamos ter uma única oportunidade. Foi um momento bonito, mas duro. A equipa uniu-se, deu as mãos e fomos em frente.

R - Provocaram várias arritmias aos adeptos do Sporting…

A - À medida que fomos chegando ao final do campeonato, a expectativa aumentava. Depois desse jogo [em Braga] sentimos que, agora sim, iríamos ser campeões. Eu, por exemplo, que tenho experiência, dizia sempre que se mantivéssemos aquela distância depois daquele jogo [6 pontos] seria impossível apanharem-nos… Conseguimos. Eu, pelo menos, saí com a sensação de que íamos ser campeões.

R - É hoje titular absoluto da baliza do Sporting. Recuando ao momento da sua contratação, lembra-se da primeira conversa que teve com Rúben Amorim? O que é que ele lhe transmitiu?

A – Disse-me que procurava um guarda-redes com experiência e que queria que fosse eu a ocupar esse lugar. Futebolisticamente, a mensagem é muito clara – aliás, como é sempre com o míster Rúben Amorim: tem uma ideia de jogo que eu gosto, na qual o guarda-redes é protagonista, neste caso na hora de sair com a bola, na fase de construção. É algo que tem um peso substancial na forma como esta equipa joga. Isso criou-me ainda mais expectativa para fazer parte da equipa que o míster estava a formar, o facto de poder ser um elemento importante.

Adán: «Ronaldo vai voltar a vestir a camisola do Sporting»

Guardião espanhol dos leões partilhou balneário com CR7 no Real Madrid e também defrontou o avançado formado em Alcochete

Adán, no Betis, num dos jogos em que teve Cristiano Ronaldo pela frente

Adan: «Em 2018 já tinha acordo com o Sporting mas não quis vir»

Fomos ao baú, abrimos o livro de memórias e confrontámos o guarda-redes com uma lista de 10 tópicos – vários nomes –, pedindo-lhe uma descrição de cada um. Portanto, Adán, fale-nos lá sobre…

  1. A sua mulher e o seu filho: A minha mulher [Ana] é, talvez, a pessoa mais importante que tenho. E estamos a formar uma família muito bonita, com esta criança [Antonio] que nasceu há pouco. Já não tinha muita esperança em encontrar uma pessoa para a vida. E também é por ela que vou continuar aqui.

  2. Os seus pais: São as minhas referências, quem me ensinou o significado de viver com humildade. Foi difícil. Somos uma família humilde, a minha mãe [Antonia] não tinha – não tem – carta de condução, o meu pai [Luis] saía muito cedo para o trabalho e voltava à noite – tarde. Mas deram-me tudo.

  3. Os seus irmãos: Com o mais velho [Luis], que trabalha com apoio a pessoas necessitadas, partilhei muito, principalmente o grupo de amigos, porque entre treinos e jogos não era fácil criar o meu. Era o ‘pequeñazo’! O mais novo [Alfonso] chegou a ser guarda-redes no Real [Madrid] e formou ali a sua personalidade.

  4. Frederico Varandas: Viveu momentos muito duros aqui, antes de chegar, mas está a conseguir unir o Sporting, esta família, com muitíssimo trabalho!

  5. Iker Casillas: Foi sempre um exemplo de um ‘canterano’ que entrou no Real aos 9 anos e chegou à equipa principal. Recordo-me recentemente do problema cardíaco que teve. Ficámos todos preocupados, mas graças a Deus ficou bem.

  6. Pepe: Tínhamos uma relação muito boa em Madrid. Poder defrontá-lo é um espetáculo. Aos 38 anos, é o futebolista que é. Entra sempre com garra.

  7. Cristiano Ronaldo: É uma máquina de fazer golos, de paixão pelo futebol. Seria fantástico que pudesse voltar ao Sporting. É um filho da casa e tenho a certeza que pensa em fazê-lo. Chegará o momento em que vai voltar a vestir a camisola do Sporting.

  8. Vital e Tiago Ferreira: Os meus treinadores. Acho a questão do treino de guarda-redes um pouco abandonada, mas talvez tenha sido a equipa que mais experiência me passou. Se há alguém que sabe tudo de guarda-redes é o Vital.

  9. João Virgínia e Max: Têm grande futuro e vamos ouvir falar deles.

  10. André Paulo e Callai: Se jogam aqui, mesmo na equipa B, é porque têm qualidade. O Callai vai ser o futuro guarda-redes do Sporting.

Adán: «Vejo Rúben Amorim num balneário das maiores ligas. É mais atrevido do que Mourinho no ataque»

Em entrevista a Record, o guardião espanhol mostra-se rendido aos métodos do treinador do Sporting

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Adan: «Em 2018 já tinha acordo com o Sporting mas não quis vir»

RECORD - José Mourinho, Diego Simeone, Julen Lopetegui, Pepe Mel, Quique Setién ou Míchel: treinou com técnicos de renome. Onde coloca os métodos de Amorim? Em que é diferente?

ADÁN – Sempre gostei de trabalhar com os melhores e todas as minhas decisões na hora de eleger a equipa passaram por aí… Vivi várias ideias futebolísticas, desde as mais atrevidas, como a de Setién, que gosta mais de ter bola… Ou o contrário, como é a do ‘Cholo’ Simeone. O míster [Rúben Amorim] tem um pouco de todos, é muito inteligente, captou bem as ideias que viveu como futebolista e tenta, por isso, refleti-las dentro do campo. É atrevido, gosta de ter bola e defensivamente gosta de trabalhar bem. Tem um futuro tremendo e vai estar, proximamente, dentro dessa lista de treinadores. Vai ser um grande.

R - Comparando-o apenas com Mourinho, como os avalia?

A – [O Rúben Amorim] É mais atrevido do que Mourinho no ataque. Quando tem bola gosta de mantê-la; o Mourinho é mais de contra-ataque, de segurar atrás e sair… O míster é mais de posição, de atrevimento.

R - Vê Rúben Amorim, por exemplo, num balneário onde já esteve, como o do Real Madrid?

A – Sim, não me impressionaria. Aliás, estou convicto de que em algum momento da sua carreira vai chegar lá. Vejo-o num balneário das maiores ligas da Europa.

R - Têm pouco mais de dois anos de diferença… O que mais o surpreende nele? Como é que ele agarrou o vosso balneário?

A – Tem uma personalidade muito forte – tremenda. Tem uma ideia muito clara do que quer para a equipa, em campo e no balneário. Sabe que elementos tem de utilizar dentro do balneário para que tudo saia bem. Está, também, ladeado por grandes capitães [Coates, Neto e Palhinha] que o ajudam mas, sobretudo, destaco a forma de liderar o grupo e como transmite as suas ideias.

R - Rúben Amorim comanda um Sporting que é, atualmente, a melhor defesa do campeonato, com 4 golos sofridos em 11 jogos. Também diz que não sofrendo, marcarão sempre. É uma das vossas principais armas?

A – Sim. É verdade que no ano passado já tinha acontecido isto, sermos a equipa que menos golos sofreu no campeonato [20], algo que é um dos nossos objetivos. Estamos sempre a lutar durante os 90 minutos, tentamos sempre fazer golo e, se não sofrermos, no final vamos acabar a marcar e a conseguir os três pontos.

R - E onde é que entra a voz de comando do Adán neste processo?

A – Somos uma equipa e é essa a nossa forma de trabalhar. Começa com a pressão dos três da frente e depois do Palhinha. Ele e o Matheus [Nunes] jogam muito com a linha defensiva. Estamos mentalizados de que, quando os jogos não estão a correr bem, temos de defender – e aí defendemos todos, sem qualquer exceção.

R - Vemos que o Sporting usa muito o fora-de-jogo para desarmar os adversários… É um risco?

A – Claro que é um risco, mas quando está bem trabalhado, bem treinado, é muito menor. Contamos com uma linha defensiva que o faz muito bem e vemos que os avançados caem [no fora-de-jogo] muito facilmente num monte de jogos. Há quase dois anos que trabalhamos para que a nossa linha esteja sempre certa.

R - Acredita que o VAR é essencial para aplicar essa estratégia?

A – Também jogamos com essa arma. Se não houvesse VAR, possivelmente não poderíamos defender desta maneira. Sabemos que, se estamos com a linha certa e há fora-de-jogo, o VAR vai entrar [em ação] e assinalar.

R - Fale-nos um pouco dos defesas que jogam à sua frente.

A – Já sabia que a formação do Sporting tinha muitíssima qualidade. Cheguei e percebi que era assim, ainda que lhes falte a experiência de jogar determinados jogos… O Gonçalo [Inácio] está a jogar muitos minutos, está cada vez melhor, mais forte, mais experiente defensivamente e tem dois jogadores à sua esquerda, o Coates e, neste caso, o Feddal – mais vezes – que o ajudam. Está a ganhar um lugar e não tenho dúvidas de que vai ser um grandíssimo futebolista. O Feddal conheci no Betis: sempre tivemos uma relação magnífica, a nível pessoal e no campo. É um tipo de central que gosto muito, que dá tudo pela equipa, duro e seguro. Falo do Coates e do Feddal porque são eles que têm mais minutos neste momento, mas temos um plantel onde qualquer um pode jogar. O Matheus Reis e o Neto também jogam muitos minutos. Temos muitas e boas opções.

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