ANÁLISE DAS RECEITAS FISCAIS REFERENTES AO 1º SEMESTRE DE 2012

ANÁLISE DAS RECEITAS FISCAIS REFERENTES AO 1º SEMESTRE DE 2012

A Direção-Geral do Orçamento (DGO), tem vindo a publicar os relatórios mensais de execução orçamental, sendo o último disponível referente ao 1º semestre de 2012, e cujos principais resultados se apresentam de seguida:

Conforme se pode verificar, as principais rubricas das receitas fiscais demonstraram um comportamento negativo, com destaque para a diminuição da receita Fiscal (-3,1%), da receita de IRC (-16,3%) e da receita de IVA (-1,8%), e o aumento da Despesa da Segurança Social em cerca de 594 milhões de euros (+5,6%). É possível, igualmente, verificar que o Estado português se está a atrasar na obtenção da receita fiscal, tendo apenas obtido 42,8% da receita prevista para o ano de 2012, quando em 2011 já tinha obtido 45,2% (-2,4%).

Assumindo que no final do 1º semestre já se deveria ter obtido 50% do total da receita fiscal, assume-se que a arrecadação de receita está 7,2% abaixo do previsto.

Refira-se igualmente que neste período, no âmbito da receita fiscal, já estão refletidas as alterações às taxas de IVA em 2012, incluindo o aumento de 13% para 23% nos Serviços de Alimentação e Bebidas, e mesmo assim, o comportamento da receita de IVA foi inferior em 119,4 milhões de euros, o que indica uma grande retração no consumo. Analisando o grau de execução relativo ao objetivo de receita inscrito no Orçamento de Estado, verifica-se que na 1º metade do ano de 2012 o Estado arrecadou 45,2% da receita de IVA prevista para o ano, que compara com a obtenção de 50,3% realizada em 2011 (-5,1%).

De acordo com o relatório da DGO, o saldo global da Segurança Social registou um excedente de 273 milhões de euros, muitíssimo inferior ao saldo de 1.081 milhões de euros observados em igual período de 2011. Esta evolução decorre sobretudo do acréscimo de despesa com subsídios de desemprego, pensões do regime contributivo bancário e pensões de velhice.

Ou seja, o comportamento da execução do Orçamento de Estado para 2012 reflete as projeções da AHRESP, diagnosticadas em Outubro de 2011, menos receita e mais encargos com subsídio de desemprego.

http://www.ahresp.com/news_article.php?id=700

Sem dúvida que a notícia é relevante, mas enquanto tópico autónomo, é mais um para ficar às moscas. Por favor avaliem bem antes de criar tópicos qual a participação previsível.

É bruxo o home!

Eu percebo o Angel, mas interrompo as minhas vacaciones para dizer que considero o topico do Atlantian muito valido, e desta vez não é piada.

Falando do assunto, as opções governamentais neste assunto revelam-se um fiasco com tendência para piorar. Mas parecia- me evidente este resultado.

Acho que é um tópico “rés vés campo de ourique”, quero com isto dizer que tem “corpo” para ser autónomo mas também se enquadra perfeitamente no tópico da política nacional, não censuro o Atlantian pela opção, tão válida como colocar o post na política nacional.

O pessoal está todo de férias (sem subsídio) e liga pouco a política. Por cá, estamos a entrar na silly season com as Regionais marcadas para 14 de Outubro (grande Cavaco a fazer o jeito ao PSD-Açores e a marcar as eleições para 1 dia antes da apresentação do orçamento de estado, que vai ser bem penalizador para as contas regionais).

Deixo a minha achega: eu, que não gosto de política e não percebo um corno de economia e finanças, já me tinha lembrado que isto ia acontecer quando vi o rumo das políticas deste governo.
Retira-se o poder de compra aos portugueses :arrow: a economia retrai-se :arrow: empresas não têm retorno e fecham :arrow: despedimentos aumentam :arrow: governo aumenta os encargos com subsídios.

No fundo, as medidas de austeridade só vão agradar aos países ricos (Alemanha), que depois terão o país praticamente de borla para investir.
Um país tentar sair da crise com medidas de austeridade (ou, pelo menos com estas) é como uma cobra tentar matar a fome comendo a própria cauda.

Agora é só esperar pela próxima visita da Troika, para ouvir os senhores a dizer que andamos a fazer um grande esforço, dar palmadinhas nas costas e tal. Para quê é que esse esforço serve é que ainda não percebi?!?

Parece que só faltavas tu para isso aqui animar um bocadinho :mrgreen:

Para continuarmos a ter dinheiro para pagar as nossas contas no final de cada mês.
Com Troika é dificil. Sem Troika seria o caos.

Ou seja, governos de trampa com políticas de trampa, políticos corruptos até ao tutano (com algumas excepções) e sem capacidade para dar um rumo decente ao país. A troika só vem cá porque está de conluio com eles, e eles de conluio com a troika. E cada vez mais envolvidos estarão. Sistema corrupto instituído internacional, que destrói os países e a sua soberania, colocando em causa a sua auto-determinação, liberdade e desenvolvimento entregando-os aos grandes especuladores e agiotas/usurários internacionais. No pasa nada.

Ya, até o Hulk Verde renasceu das cinzas! :rotfl: