Alterações Ambientais (Aquecimento Global, Climate Change, Políticas Ambientais e afins)

Bem este assunto está na ordem do dia e a última novidade é esta:

[b]Rapid rise in global warming is forecast[/b]

Lewis Smith, Environment Reporter

The oceans are losing the capacity to soak up rising man-made carbon emissions, which is increasing the rate of global warming by up to 30 per cent, scientists said yesterday.

Researchers have found that the Southern Ocean is absorbing an ever-decreasing proportion of carbon dioxide in the atmosphere. The excess carbon, which cannot be absorbed by the oceans, will remain in the atmosphere and accelerate global warming, they said.

The reduced ability to absorb carbon is thought to be a result of high winds acting on ocean currents bringing deeper waters that already contain high levels of carbon to the surface.

The higher winds are themselves believed to have been caused by climate change due to a combination of changes in the ozone layer and carbon emissions.

The scientists from countries including Britain, France and Germany, said their findings marked the first time that one of the world’s natural “carbon sinks” had been shown to be weakened by Man’s own actions.

Ian Totterdell, a climate modeller at the Met Office Hadley Centre, described the research as “an important piece of work”.

He said: “This is the first time we have been able to get convincing evidence that a change in the uptake of CO2 by the oceans is linked to climate change.

“It’s one of many feedbacks we didn’t expect to kick in until some way into the 21st century.”

While a reduction in absorption rates by carbon sinks has long been forecast, the discovery that the Southern Ocean is mopping up less of Man’s carbon emissions has come at least two decades earlier than expected.

The Southern Ocean is the world’s biggest marine carbon sink and accounts for 15 per cent of all the carbon taken out of the atmosphere. Temperatures are already predicted to rise by almost 1.5C (2.7F) by the middle of the century, without taking into account any further emissions caused, for example, by the rapid construction of fossil fuel power plants in China and India.

The weakening of the Southern Ocean’s absorption rates– which could be in the range of 5 to 30 per cent– is likely to result in an increase in the rate at which temperatures rise, scientists say.

“This is serious,” said Corinne Le Quéré, of the University of East Anglia (UEA) and the British Antarctic Survey (BAS), two of the world’s leading environmental research centres. “This is the first time that we’ve been able to say that climate change itself is responsible for the saturation of the Southern Ocean sink. “With the Southern Ocean reaching its saturation point more CO2 will stay in our atmosphere. Since the early 1980s the carbon sink hasn’t changed. In the same period the emissions have gone up by 43 per cent.”

Dr Le Quéré led a team measuring atmospheric carbon dioxide, which found that, despite this rise in emissions since 1981, the quantity absorbed by the ocean was static.

Since the industrial revolution an estimated 500 giga-tonnes of carbon dioxide has been released into the atmosphere through the use of fossil fuels, cement manufacture and changes in land use.

About a quarter of this has been absorbed by the oceans and a further quarter taken up by vegetation.

The research, published in Science, identified changes in wind patterns caused by climate change as being the direct cause of the weakened ability to absorb carbon dioxide.

While able to pinpoint the hole in the ozone layer and carbon emissions as the man-made causes of the increased winds, the researchers were unable to identify which of them had the greater effect.

The net quantity of carbon dioxide absorbed by the Southern Ocean remained at 0.3 billion tonnes a year from 1981 to 2004, according to calculations by the research team.

In 1981 it absorbed 0.6 billion tonnes from the atmosphere but emitted 0.3 billion tonnes back into it. In 2004 it absorbed 0.8 billion tonnes but emitted 0.5 billion tonnes. In the report they said that climate models project more intense Southern Ocean winds if CO2 levels continue to increase over the next century.

The researchers accepted there were limits to the data available from the Southern Ocean and that “the magnitude of the CO2 sink is heavily disputed”.

Professor Chris Rapley, director of BAS, said uncertaintities remained, but the findings were “a serious concern”.

He said the reduced efficiency of the ocean to act as a carbon sink would make it harder to reduce emissions to levels that were low enough to limit temperature rises to 2C.

http://www.timesonline.co.uk/tol/news/uk/science/article1805870.ece

como se a absorção de CO2 pelos oceanos estivesse a ser uma boa solução para o problema do aquecimento global :roll:

Isso não é bem uma novidade mas é interessante. Mesmo assim, o ideal seria mudar os nossos hábitos… ou um dia vou ter a praia a poucos metros de distância :?

Tema mais batido não há,vejam se me falam pelo menos de coisas novas neste tópico.

Tema mais batido não há,vejam se me falam pelo menos de coisas novas neste tópico.

O Reino Unido vai ter uma lei em breve que obriga a que os edificios construidos a partir de 2008 se aproximem progressivamente, e ate 2020 (acho eu), de serem edificios com zero emissao de carbono. Os edificios contam para 50% das emissoes mundiais de carbono.

Tema mais batido não há,vejam se me falam pelo menos de coisas novas neste tópico.

O Reino Unido vai ter uma lei em breve que obriga a que os edificios construidos a partir de 2008 se aproximem progressivamente, e ate 2020 (acho eu), de serem edificios com zero emissao de carbono. Os edificios contam para 50% das emissoes mundiais de carbono.

Isso mesmo!

Já estou um bocado farto daquela conversa de que “o buraco na camada de ozono está a aumentar,os polos estão a derreter,as cidades a beira-mar plantadas vão ser todas inundadas…”.
Quero coisas novas,factos novos,pois este tema tem capaçidade para de se tornar muitissimo interessante!

[b]Cientistas criam cápsula de alumínio para substituir gasolina [/b]

Um grupo de cientistas da Universidade Purdue, nos EUA, inventou um sistema de cápsulas de alumínio e gálio que produzem hidrogénio puro, que, quando em contacto com a água, podem oferecer uma alternativa aos motores movidos a gasolina.
Na experiência realizado na instituição do Estado de Indiana, «o hidrogénio é gerado por procura, isto é, o material só é produzido na quantidade necessária e no momento necessário», explicou o professor de engenharia responsável pela invenção, Jerry Woodall.

Em comunicado, a equipa revelou que o hidrogénio, considerado o combustível do futuro, não teria de ser armazenado ou transportado, o que eliminaria alguns problemas na utilização actual da substância, que, até agora, não tem solução adequada para o seu armazenamento.

Por enquanto, os cientistas de Purdue acreditam que o sistema poderá ser usado apenas em motores menos potentes, como os que movimentam cortadores de relva ou serras a motor, mas apostam que a tecnologia poderá ser utilizada para abastecer carros e camiões no futuro.

Os restos desse processo são o óxido de alumínio e o gálio, que podem ser reciclados e diminuir ainda mais os custos. No motor, o subproduto da queima do hidrogénio é a água, não havendo «emissão de gases tóxicos para a atmosfera», assegurou Woodall.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=60&id_news=277925

[b]Cientistas criam cápsula de alumínio para substituir gasolina [/b]

Um grupo de cientistas da Universidade Purdue, nos EUA, inventou um sistema de cápsulas de alumínio e gálio que produzem hidrogénio puro, que, quando em contacto com a água, podem oferecer uma alternativa aos motores movidos a gasolina.
Na experiência realizado na instituição do Estado de Indiana, «o hidrogénio é gerado por procura, isto é, o material só é produzido na quantidade necessária e no momento necessário», explicou o professor de engenharia responsável pela invenção, Jerry Woodall.

Em comunicado, a equipa revelou que o hidrogénio, considerado o combustível do futuro, não teria de ser armazenado ou transportado, o que eliminaria alguns problemas na utilização actual da substância, que, até agora, não tem solução adequada para o seu armazenamento.

Por enquanto, os cientistas de Purdue acreditam que o sistema poderá ser usado apenas em motores menos potentes, como os que movimentam cortadores de relva ou serras a motor, mas apostam que a tecnologia poderá ser utilizada para abastecer carros e camiões no futuro.

Os restos desse processo são o óxido de alumínio e o gálio, que podem ser reciclados e diminuir ainda mais os custos. No motor, o subproduto da queima do hidrogénio é a água, não havendo «emissão de gases tóxicos para a atmosfera», assegurou Woodall.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=60&id_news=277925

Já há soluções mais simples e já implementadas. O Etanol, por exemplo, produzido a partir do milho é uma solução bem mais simples e de eficácia tremenda. Basta dizer que o futuro carro de fábrica mais rápido do mundo já não vai ser a gasolina, visto que a versão Biofuel do mesmo será tão eficaz que vai ser mais rápida.

http://en.wikipedia.org/wiki/Biofuel

http://en.wikipedia.org/wiki/Koenigsegg_ccx

Já há soluções mais simples e já implementadas. O Etanol, por exemplo

Mais simples e mais fácil de implementar é concerteza…duvido é que seja mais eficiente ou mais limpa do que as pastilhas de alumínio e limpeza e eficácia são tão ou mais importantes do que a independência de combustíveis fósseis, que é, no fundo a principal razão por trás do desenvolvimento dos biocombustíveis.

[b]IATA quer transporte aéreo não poluente [/b]

Na Assembleia-Geral da IATA que ontem terminou em Vancouver, no Canadá, realçou a preocupação com o meio ambiente. A Associação afirma querer uma industria aérea não poluente.

Combustíveis renováveis como a biomassa para fazerem voar os aviões é um dos desejos expressos pela IATA que, na sua Assembleia-Geral, desafiou os construtores, nomeadamente a Airbus e a Boeing a começarem a desenvolver jactos 100% limpos.

“Nas últimas quatro décadas reduzimos o ruído dos aviões em 75 % e melhorámos a eficiência do combustível em 70%”, afirmou o CEO da IATA, Giovanni Bisignani, acrescentando que, actualmente “estão a ser gastos biliões de dólares para tornar os jactos ainda 25% mais eficientes em termos de combustíveis até 2020” porque “o aumento do nível de emissões de carbono para a atmosfera não é admissível”.

Para Bisignani “o transporte aéreo deverá ser uma indústria que não polui” e, para conseguir este desiderato, a IATA apresentou um plano a quatro nível, a começar por uma melhor administração do tráfego aéreo”. O segundo passo terá que ser dado a nível tecnológico, pelas próprias construtoras de aviões em todo o mundo. Só a partir daé se poderá ter uma visão e estratégia global sobre este tema numa industria que a IATA pretende tornar “verde”."

in: http://www.turisver.com/article.php?id=27661

Querem ver como era há 30-40 anos :? ?

http://www.airliners.net/open.file/0249511/L/

http://www.airliners.net/open.file/0004413/L/

:?

[quote=“Green Lion 1906”]

Cientistas criam cápsula de alumínio para substituir gasolina

Um grupo de cientistas da Universidade Purdue, nos EUA, inventou um sistema de cápsulas de alumínio e gálio que produzem hidrogénio puro, que, quando em contacto com a água, podem oferecer uma alternativa aos motores movidos a gasolina.
Na experiência realizado na instituição do Estado de Indiana, «o hidrogénio é gerado por procura, isto é, o material só é produzido na quantidade necessária e no momento necessário», explicou o professor de engenharia responsável pela invenção, Jerry Woodall.

Em comunicado, a equipa revelou que o hidrogénio, considerado o combustível do futuro, não teria de ser armazenado ou transportado, o que eliminaria alguns problemas na utilização actual da substância, que, até agora, não tem solução adequada para o seu armazenamento.

Por enquanto, os cientistas de Purdue acreditam que o sistema poderá ser usado apenas em motores menos potentes, como os que movimentam cortadores de relva ou serras a motor, mas apostam que a tecnologia poderá ser utilizada para abastecer carros e camiões no futuro.

Os restos desse processo são o óxido de alumínio e o gálio, que podem ser reciclados e diminuir ainda mais os custos. No motor, o subproduto da queima do hidrogénio é a água, não havendo «emissão de gases tóxicos para a atmosfera», assegurou Woodall.

Tenho algumas dúvidas técnicas, será que alguém a consegue esclarecer?

Se teoricamente este combustível é “não poluente” (embora se fale ali de óxido de alumínio e gálio como “restos do processo”), será que, em larga escala, com milhões e milhões de carros a circular, não havera problemas algures na cadeia? Por exemplo:

  • consumo excessivo de hidrogéneo? Não irá desregular o nosso ar respirável, que tem que ter uma % equilibrada de oxigénio e restantes componentes?
  • a produção do gálio e do alumínio, mesmo sendo em pequenas quantidades relativamente ao petróleo, não terá consequências ambientais negativas?
  • fala-se de subprodutos de água, óxido de aluminio e gálio, mas como serão estas substâncias libertadas e em que quantidade? Suponho que a água seja em forma de vapor de água, mas isso não irá tornar a atmosfera irrespirável por excesso de humidade? E como se armazenam os restos de gálio e de óxido de alumínio, e em que percentagens são prejudiciais para a nossa saúde?

Na minha opinião, o problema do futuro combustível é sobretudo de escala, isto é, a multiplicação por milhões de utilizadores. Será que há mesmo um combustível “limpo”?

Tenho algumas dúvidas técnicas, será que alguém a consegue esclarecer?

Se teoricamente este combustível é “não poluente” (embora se fale ali de óxido de alumínio e gálio como “restos do processo”), será que, em larga escala, com milhões e milhões de carros a circular, não havera problemas algures na cadeia? Por exemplo:

  • consumo excessivo de hidrogéneo? Não irá desregular o nosso ar respirável, que tem que ter uma % equilibrada de oxigénio e restantes componentes?
  • a produção do gálio e do alumínio, mesmo sendo em pequenas quantidades relativamente ao petróleo, não terá consequências ambientais negativas?
  • fala-se de subprodutos de água, óxido de aluminio e gálio, mas como serão estas substâncias libertadas e em que quantidade? Suponho que a água seja em forma de vapor de água, mas isso não irá tornar a atmosfera irrespirável por excesso de humidade? E como se armazenam os restos de gálio e de óxido de alumínio, e em que percentagens são prejudiciais para a nossa saúde?

Na minha opinião, o problema do futuro combustível é sobretudo de escala, isto é, a multiplicação por milhões de utilizadores. Será que há mesmo um combustível “limpo”?

Com ar que respiramos , em principio não haveria problema algum segundo o que consta nessa notícia , porque o que sairia da queima do hidrogénio seria água , o hidrogénio fica confinado no carro , ao ser libertada água não interfere com o ar , quanto muito poderia provocar alguns acidentes na estrada devido ao aquaplaning (não sei se é assim que se escreve).

Quanto ao óxido de alumínio e gálio pelo que eu subentendo à medida que iriam sendo produzidos seriam armazenados no carro em sitios próprios para isso e depois reciclados.

O efeito colateral que eu poderei ver aqui e só a teorizar e por absurdo como caso limite seria com um grande congestionamento de carros destes partindo do principio que a água saía em forma de vapor de água faria aumentar a humidade o que ajudaria mais facilmente na criação de nuvens , e se em todo o planeta acontecesse o mesmo com o aumento destas e como se sabe as núvens bloqueiam o sol o que arrefeceria a terra , será que isto daria o efeito contrário , um arrefecimento global tipo idade do gelo. Mas isto é claro é teorizar isto ao caso limite , isto é a situação mais improvável , a mais absurda , a mais ínfima em termos probabílisticos e como sabemos quando falamos em termos de clima entram em campo muitas variáveis que mudam tudo.

Site interessante:

http://www.breathingearth.net/

Este video é de 1992, uma jovem de 12 anos discursando numa conferência das Nações Unidas. O que foi feito desde então?

http://uk.youtube.com/watch?v=5g8cmWZOX8Q

Todo o vídeo é impressionante. A qualidade do discurso sobressai, a miúda tem uma postura extremamente adulta sobretudo naqueles momentos em que tira os olhos dos texto e fita com ar inquisidor todas aquelas lesmas que grassam na ONU. Infelizmente, apesar da qualidade deste vídeo, o facto é que nada se faz. Aquelas lesmas são um “Yes, sir” em relação aos poderosos. Há quem não assine tratados (Quioto) que poderiam beneficiar o nosso planeta, há outros (gasolineiras) que não têm interesse em que existam novos e melhores combustíveis - nem querem que outros o consigam criar e estão dispostos a fazer tudo para que outros não o consigam criar.

Agora está ser colocado como solução única a adopção dos chamados “bio”-combustíveis. Isso não passa de um fortíssimo lobby de multinacionais habituadas a trabalhar em cenários de elevados níveis de corrupção, da área da biotecnologia e agricultura.

Os bio-combustíveis continuam a poluir e a libertar dióxido de carbono, agravando o efeito de estufa. Ou seja, o problema acentua-se quando é passada a imagem que o bio-combustível é bom para o ambiente.

Acresce a tudo isso a pressão que é colocada sobre a agricultura, com implantação de culturas intensivas, o que provocará o esgotamento acelerado dos solos, e por consequência o aumento das áreas desertificadas. A OCDE e a FAO alertaram JÁ que estas opções (políticas, e conómicas e comerciais) irão encarecer de forma significativa os produtos alimentares. Ou seja, a fome aumentará.

É tanto mais preocupante quando a Comissão Europeia declara que pretende que seja África o seu principal fornecedor de biocombustível. Ora, sabendo o problema de escassez alimentar, desertificação e a existência de regimes ditatorias e corruptos, os resultados que se afiguram não são nada positivos. Todas as terras aráveis vão ser ocupadas para satisfazer as necessidades de “mercado”, sendo que a população que já grandes problemas possuia para se alimentar, irá ficar sem terras para procurar garantir a sua sobrevivência.

Ajudar o ambiente é alterar o paradigma, e não subsistir num modelo de desperdício. O futuro passa pela maior eficiência, e não por buscar combustíveis “alternativos”.

OCDE e FAO dizem que os pobres serão os mais prejudicados
Biocombustíveis elevam preço de alimentos

http://expresso.clix.pt/Actualidade/Interior.aspx?content_id=403987

É deveras dramático e preocupante o que nos espera nas próximas décadas!

No Reino Unido na sexta-feira passada em algumas zonas choveu numa hora o que costuma chover num mês , as inundações diz que vão continuar por mais duas semanas.
Isto aconteceu em pleno verão em 2002 na Alemanha e na Rep. Checa e agora repete-se , espero que isto não venha a acontecer um dia em Portugal.

http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=3612&bd=4&pg=1&lg=

Continuem a brincar com o planeta que fazem bem… :wink: ironia