Alemanha: um exemplo a seguir?

Na Alemanha, os estrangeiros que pretendam adquirir a nacionalidade alemã têm que:

-Responder acertadamente a 17 de 33 perguntas sobre história,democracia e cultura alemãs
-Ter registo criminal limpo
-Falar adequadamente a língua
-Viver no pais há mais de 8 anos

Acho que devia ser um exemplo a seguir por Portugal. Qual é a vossa opinião?

Até teria a sua razão de ser, principalmente a parte do registo criminal limpo, mas não deve ser difícil encontrar portugueses que saibam menos de História de Portugal, falem pior português e tenham cadastro mais grosso do que muitos estrangeiros, e nesses casos não sei que sentido faria os primeiros terem mais legitimidade do que os últimos na obtenção da nacionalide. :inde:

Eu compreendo o que queres dizer, mas concordo com o método que o João Faria mostrou, no caso de atribuição de ‘cidadania’ (não sei se é a mesma coisa que ‘nacionalidade’).

Digo isto porque a um ‘cidadão’, para além de lhe serem atribuídos alguns direitos, também lhe são exigidas responsabilidades, onde se incluí algo do género como um registo criminal limpo. Já não digo tanto no que toca ao conhecimento da história do país, mas mesmo assim até concordo, não ficava mal, vá. :wink:

Como no caso de um estrangeiro estamos num processo de admissão de um cidadão, penso que faz todo o sentido em admitir um ‘exemplar’ em condições (que reúna as condições mínimas para a ‘cidadania’… Ou que pelo menos não mostre indícios de se vir a tornar um mau cidadão…) e não um ‘exemplar defeituoso’.

Claro que há sempre cidadãos ‘defeituosos’, alguns que até atingiram esse estatuto por apenas terem nascido no país e lá terem vivido a vida toda, mas acho que, do ponto de vista moral e ético, deixam de ser cidadãos a partir desse momento… Quer seja por não cumprirem os seus deveres ou por não lhe serem atribuídos os direitos devidos (não nos podemos esquecer deste último caso também… :inde:)

cumps,
ADNR

Pelo menos deveriam ter o registo criminal limpo , veja-se o exemplo do ourives assassinado em Setúbal por um brasileiro em situação ilegal que já tinha antecedentes criminais tanto na Brasil como cá.
Este ourives pagou na própria pele a bandalheira que se instalou nesta área.

Concordo tambem que os que vêm para cá deveriam mostrar mais interesse pela cultura e história do país , a gente critica os jogadores de futebol que são uns mercenários que só querem ír para onde lhes dão mais , mas a maior parte do pessoal que vem para cá só vem pelo dinheiro e estão-se a lixar para o país.

E quem quer vir viver para a Alemanha tem de fazer um Teste de Alemao de Cultura, Democracia etc. se nao … nao pode ficar cá!

Se bem que o grau de dificuldade desse teste é zero…sao sempre as mesmas perguntas e quem estiver prestes a fazer o teste pode passar uns dias antes pelo google…

Patrick só assim por curiosidade…tás a viver em que zona da Alemanha?

Abraço

É? Os testes são sempre iguais? Se assim for, mais valia tar quieto com essa treta dos testes, que só dá despesa ao estado :wall:

Sai alguma coisa sobre as Grandes Guerras nesse teste? Acho que é um assunto, não digo tabu, mas deve ser embaraçoso!

Como diz no meu Perfil, perto de Dortmund (30km). Porquê?

A questão dos brasileiros é recente, os nossos problemas de marginalidade sempre estiveram mais relacionados com as segundas gerações (as primeiras são regra geral trabalhadoras e cumpridoras) que ao nascerem cá são automaticamente cidadãos portugueses… para este problema essas medidas não resultam.

O que tem que se fazer é limitar também a atribuição da nacionalidade à segunda geração, ou pelo menos ser possível extraditar-se os reincidentes de segunda geração.

No caso dos ilegais é diferentes, deixa de ser um caso de política de emigração e passa a ser um caso de polícia e fronteiras… nestes casos deve mesmo haver uma fiscalização apertada e não têm que existir qualquer tipo de contemplações ou ‘jeitinhos’, se está ilegal deve ser logo extraditado sem grandes conversas.

O que é necessário é criar condições de integração para a 2ª geração.
É que os pais são considerados integrados por estarem a trabalhar.
Mas e os filhos?

Não é necessário garantir que eles vão ter acesso a educação e saúde de modo a não viverem à parte da sociedade?

Na minha opinião acho que o estado deveria colocar assistentes sociais a acompanhar e a apoiar os emigrantes com filhos. E para responsabilizar também os pais, os vistos destes deveriam estar dependentes do sucesso escolar dos miúdos.

Se os filhos não se integrarem, os pais não deveriam ter acesso à nacionalidade portuguesa.

Qualquer cidadão nacional tem, à partida e em teoria, acesso a educação e saúde em pé de igualdade…

Também tens razão… muitos destes miudos de segunda geração são completamente ‘abandonados’ pelos pais à sua vida, não há interesse pela notas na escola, não procuram saber de onde veio o dinheiro para comprar o casaco ou a bicicleta nova que apareceu lá por casa.

Concordo, especialmente com os 3 últimos pontos.
O que se tem visto no nosso país é uma vergonha, estamos completamente inundados de estrangeiros, muitos dos quais estão ilegais no nosso país. Chamem-me o que quiserem mas só peço uma coisa: fecham a porta à imigração de uma vez por todas! Qualquer dia não há portugueses!!!

100% de acordo e até adicionava outro ponto. Quem estreasse esse mesmo registo criminal no país de acolhimento nos primeiros 5 anos, ia recambiado.