[member=3605]VeDrIx ,transportei o teu comentário para o tópico próprio. :great:
Até percebo que haja exemplos de sucesso que refutem a ideia do ‘acabado’ ou do ‘dispensado’. A do Jonas é um desses exemplos.
Mas cada caso é um caso. Não podemos branquear o factor da idade. O Aquilani, ou qualquer outro jogador, por muita pujança física que exiba aos 31 anos, não consegue escapar ao father time. E o Aquilani, um médio, vem para jogar. Jogar e ser figura central. Num modelo/sistema de jogo diferente, diria que muito diferente (sobretudo o modelo), do que está habituado. E que exige a um jogador daquela posição, um alcance e uma dinâmica posicional e física bem acima da média.
Compensará com intelegência ? Experiência ? Sem dúvida. Uma capacidade de passe exímia ? Claramente. Mas não podemos, de forma alguma, passar por cima desta vertente do jogo, ou desta característica do jogador, como se fosse algo secundária, uma necessidade acessória para executar o papel a que está destinado. É muito importante. E é evidente, para mim, que não sigo o jogador há muito tempo (e acredito que a maior parte também não. deixam-se levar pelo nome do jogador que, admita-se, é bastante sedutor), esta questão levanta-me muitas interrogações.
É que aliado à exigência competitiva das equipas do Jesus, o jogador chega da Seria A. Actualmente, de há 8/9 anos para cá para ser mais preciso no tempo, a Serie A joga-se a passo passinho. E nos últimos anos ainda se agravou mais. A crise do futebol italiano não é mito. É uma realidade bem dura, especialmente para os gajos. Com excepção da Juventus, o único caso sólido de uma equipa de Top italiana que tem continuadamente demonstrado ter um modelo que rompe com a mentalidade arcaica do resto do campeonato (eu até acho que existem boas ideias no papel, algumas até têm efeitos práticas, simplesmente tão depressa estão em moda -Roma/Napoli- como caem outra vez na mediania), o resto das equipas joga um futebol que já não se coaduna com os cânones do futebol moderno.
O Aquilani, então, chega com andamento de Seria A. A própria Fiorentina, devia ser a equipa do mundo com mais médios-centro por metro quadrado. Aqueles médios temporizadores, de toque, lentos mas de pensamento e execução rápida. Uma equipa que imprimia velocidade quase exclusivamente pelas alas, ou quando tinha um Ilicic a jogar mais pelo meio. exclusivamente vai passar de um monovolume familiar, para um carro de Nascar.
Evidente que me deixa apreensivo. Porque Aquilano chega para jogar. Sim ou sim. Por muito que o Jesus fale dos ‘direitos adquiridos’. Por isso mesmo, quando se contrata um jogador para assumir logo um lugar de destaque no 11, a margem para errar é reduzida. No nosso caso, ainda mais. Os recursos financeiros não são inesgostáveis, bem longe disso. Sei, também, que a vir, chega com o aval do Jesus. Nisso ele será sempre intransigente. Jogadores impostos, não. Agora, nem Jesus acerta sempre. Jesus conhece-o. Mas não treina com ele. Dizia-se que ele adorava o Labyad. E ele pô-lo logo na alheta mal viu que afinal não era bem o que pensava.
Estou apreensivo com esta (aparente) contratação. Tal como o Boateng, e este era por diferentes motivos, para mim, vai andar sempre a jogar com um ? ao lado. E acredita que me é difícil escrever isto. O Aquilani é um nome que cativa. Um jogador cuja a enorme qualidade é inatacável.
PS: Eu escrevi na presunção de que ele poderia vir. Finalizado o meu comentário, ele já está confirmado. Não me apetece fazer alterações, mas deixo a nota.
Bem-vindo, Aquilani!