Acidente aéreo no aeroporto de Barajas - Madrid + de 100 mortos

Um avião da companhia aéra Spanair incendiou-se depois de sair de pista no aeroporto de Barajas, em Madrid. De acordo com o jornal El Mundo, o número de mortos poderá superar uma centena. Refere que até agora só foram retiradas com vida 23 pessoas e todas se encontram em estado crítico.

Outros meios de comunicação apontam números mais baixos. O El País elevou para 45 o número de vítimas mortais, enquanto a Cadena Ser refere que estão confirmadas 35 fatalidades.

Até ao momento ainda não foi possível apurar se existem portugueses entre as vítimas ou entre os passageiros. Fonte da secretária de Estado das Comunidades Portuguesas disse ao PortugalDiário que está a tentar apurar estes dados juntos das autoridades locais.

O acidente registou-se no Terminal 4 e trata-se do voo JKK5022. A edição electrónica do diário El Mundo aponta que a aeronave ainda está em chamas e que há uma espessa coluna de fumo visível desde vários pontos da capital espanhola. Segundo o mesmo jornal, a aeronave ter-se-á partido em dois.

O avião da Spanair teria a bordo cerca de 160 passageiros segundo maioria dos media espanhóis - a rádio Cadena Ser aponta contudo que serão 175, nove delas tripulantes. Tinha como destino Las Palmas, capital das ilhas Canárias.

O jornal El País noticia que o acidente aconteceu às 14h45 locais (13h45 em Lisboa) e que já havia tentado levantar voo, mas que teve problemas e terá tido de realizar uma segunda tentativa, aquela em que se registou o acidente. A mesma publicação aponta que este é um voo partilhado o voo Lufthansa LH 255.

O jornal El Mundo refere ainda que uma das explicações avançadas para o acidente foi o incêndio de um dos motores da aeronave, o que a terá impedido de descolar. Testemunhas consultadas pela Telemadrid disseram ter visto um dos motores esquerdo a arder.

No local há várias equipas de emergência da Comunidade de Madrid e onze carros de bombeiros.

Todos os voos com destino a Madrid foram cancelados por precaução, refere o jornal ADN.

O El País recorda que nos últimos dez anos morreram em acidentes aéreos em Espanha 42 duas pessoas. Mas o mais grave aconteceu a 19 de Fevereiro de 1985, quando 148 pessoas perderam a vida em Bilbao.

fdx, como é que isto ainda acontece…

Muito crítica essa situação. :xock:

Madrid, 20 Ago (Lusa) – Pelo menos oito pessoas morreram e 49 ficaram feridas na sequência do acidente que envolveu hoje um avião da companhia espanhola Spanair, em Madrid, informaram à Lusa fontes do governo regional.

As fontes, que referiram que o balanço “ainda é provisório”, explicaram que equipas de emergência estão no local do acidente do avião, que se despenhou momentos depois de ter levantado.

Informações preliminares indicam que o avião terá saído da pista, no momento da descolagem, devido a um incêndio num dos motores.

O avião envolvido é o do voo 5022 da Spanair com destino às Canárias e tinha 164 passageiros a bordo – dois deles bebés – e uma tripulação de nove pessoas.

O MD-90 com capacidade para 170 passageiros dirigia-se à cidade de Las Palmas de Grã Canaria.

Há pelo menos duas colunas de fumo visíveis do exterior do perímetro do aeroporto, que foi entretanto encerrado.

Equipas de apoio psicológico da Cruz Vermelha foram enviadas para o local para apoio às vítimas e familiares.

No aeroporto está já o presidente da câmara de Madrid Alberto Ruiz Gallardon.

ASP.

Lusa/Fim

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/619e70b0450be6aea276bd.html

Segundo ouvi agora na TV já vai em 150 mortos.

Como é que de 8 mortos escalou logo para 150?

Há algo aí mal contado, fizeram a 1ª contagem com as pessoas ainda dentro do avião?

A Com. Social Alema também avanca 150 mortos (nao confirmados) o numero de feridos é algum mas também sao muitos os feridos graves em risco de vida. Mas de certeza que perante a forma como aconteceu com os depositos cheioas e a explosao pouca gente deve ter sobrevivido!

É um meio de transporte bastante seguro mas quando acontece algo grave a dimensão da tragédia é sempre enorme. Espero desenvolvimentos.

Uma coisa horrível :o

Horrível mesmo! :frowning:

Na questão do Aeroporto de Lisboa, fui totalmente contra a OTA, aceito a opção por Acochete, mas era defensor do aproveitamento do actual aeroporto + figo maduro. No entanto o acidente de ontem em Madrid, levanta uma questão pertinente: E se fosse por cá ?

A resposta é só uma, seria uma tragédia ainda maior ! Por norma as descolagens na Portela fazem-se para Sul, o que significa que aquele acidente transposto para Lisboa, significaria que o Avião ira cair na segunda circular, com consequencias dificies de imaginar.

Regressando à tragédia de Madrid, ouvi hoje de manhã, o governo espanhol responsabilizar a Spanair pelo acidente. A caixa preta não deixa dúvidas que o acidente se deu devido a problemas mecanicos, não podendo ser imputado qualquer responsabilidade aos pilotos, ao que parece o avião apresentou problemas antes do vôo, mas os técnicos da Companhia Aerea, deram-no como OK, mas infelizmente acabou em tragédia…

O avião da Spanair envolvido no acidente de quarta-feira no aeroporto de Madrid tinha levantado voo e aterrado logo a seguir devido a uma «incidência» detectada pelo comandante. Magdalena Alvarez assegurou ainda que foi criada uma comissão de investigação ao acidente. A ministra espanhola do Fomento confirmou que o avião da Spanair envolvido no acidente aéreo de quarta-feira no aeroporto de Madrid tinha levantado voo durante a manhã e voltado a aterrar logo a seguir devido a uma «incidência» detectada pelo comandante.

Magdalena Alvarez explicou que o procedimento habitual nestas circunstâncias é que a empresa de manutenção responsável pelo aparelho, neste caso a própria Spanair, tem de analisar o incidente e decidir se o avião pode ou não voar.

«Sabemos que o avião voou e voltou. O conteúdo das decisões que se tomaram depois dessa incidência será determinado com base na informação nas caixas negras e na documentação», acrescentou.

Até aqui, sabia-se, através de fontes da Spanair, que o comandante do voo fatídico de quarta-feira reportou uma avaria relacionada com o indicador exterior de temperatura que «foi reparado segundo os procedimentos estabelecidos por técnicos da companhia».

Não se sabe, contudo, se a incidência que foi referida pela ministra espanhola será a mesma que referiram as fontes da Spanair e que estaria relacionada com o indicador exterior de temperatura do MD-82 acidentado.

Magdalena Alvarez adiantou ainda que foi criada uma comissão de investigação por «sete pessoas independentes» que estão a «reunir todo o tipo de provas sobre o acidente».

A ministra confirmou ainda que o avião da Spanair tinha toda a sua documentação em ordem, que passou a sua última inspecção anual em 2007 e estava pendente em breve a correspondente em 2008 e que já tinha sido alvo de 13 inspecções específicas.

TSF - 21 AGO - 08:09

A animação virtual do acidente, que foi mostrada ontem na RTP, mostra um detalhe curioso: o avião é colocado no ponto de partida para arrancar, mas de repente parece que há uma desistência de descolagem, encaminhando-se o avião para reparação (pressuponho eu). Contudo, sem mais nem menos, faz meia volta, é novamente colocado no ponto de partida e, aí, arranca.
Isso deu-me a impressão de que deve ter sido detectado alguma anomalia que entretanto deixou de se verificar, para se concluir que, afinal, não estava nada bem.
Isso lembra-me a primeira lição de condução que me foi dada pelo meu instrutor: na dúvida, fica!

O rodapé do telejornal da RTP dizia algo como isto: “O avião levantou voo quando saiu da pista”.

Uma pessoa que chegue a casa, não saiba o que se passou, diz “Espectacular hã? :inde:”

Nunca percebi para que servem esses rodapés. Normalmente é para nós coleccionarmos erros ortográficos ou ver como a SIC tem aversão a pontos finais nas frases.

Afinal, entre a primeira tentativa e a descolagem final houve um intervalo de cerca de 2 horas.
O que pressupus acima não está totalmente correcto.
Segundo informação da RTP, a 1.ª descolagem não aconteceu por ter sido detectado um problema de sobreaquecimento de um dos motores.