A Formação do Sporting - Tópico Geral

Relativamente aos de 2005 tens toda a razao, muito promissores! Quanto ao Essugo esqueci me que era de 2005, deve ser pelo facto de andar sempre um escalão acima!
O Gabi era craque, mas como é óbvio pode até nem dar em nada mas eu gostava do miúdo!
Quantos aos centrais (o moreira até tem jogado mais a lateral) nem referi nada pois considero-os banais!

1 Like

E o João Pereira (central) também, não?

PS - Também não sou fã absoluto dos centrais. Daí que espere ver o Marlon Júnior ser aposta nos juvenis já este ano, tal como alguns colegas de 2005 (o defesa-direito José Silva, o médio-defensivo Dario Essugo, o médio-ofensivo Guilherme Santos e o avançado Rodrigo Ribeiro).

Outro que acho banal! A ver se evoluem pois nesse aspeto (centrais) não estamos bem servidos!

Contrato profissional para o Skoglund.
Deu na Sporting TV.

Renovou, já tinha contrato profissional.

Renovou até quando?

Centrais com condições de integrar a equipa principal a médio/longo prazo só vejo mesmo o Chico Lamba e o Marlon. Gosto bastante do Frederico Machado de 2006, mas não estou em posição de avaliar sem amostras significativas.

Na minha opinião e vale o que vale, só mesmo o Marlon.
Mas isto de futurologia na formação vale mesmo muito pouco par não dizer nada!

1 Like

Exato! O que hoje é verde para o ano pode ser laranja!

Eu por acaso gosto do Chico Lamba e do Rafael Fernandes. Têm condições físicas a fazer lembrar o Ilori e o Semedo na formação o que é bom e mau, bom porque são velozes, altos, ágeis e com algum à vontade com bola. Mau porque se não forem bem orientados vão se perder e não vão dar em nada.

2 Likes

OS ´MIÚDOS´ E O FUTURO

Apostar na formação é garantir que os mais diferenciados recebam ao nível dos melhores e que deixem de ser penalizados por terem ‘nascido’ na Academia

José Ribeiro

Texto

2 de Novembro 2020, 16:11

Atente-se nestes dados verificados no jogo vitorioso frente ao Tondela: entre os 15 jogadores utilizados por Rúben Amorim estiveram 6 que fizeram toda ou parte da sua formação no Sporting (João Palhinha, João Mário, Nuno Mendes, Tiago Tomás, Jovane Cabral e Gonzalo Plata). Na ficha de jogo, mas sem serem utilizados, figuraram mais 5 (Max, Quaresma, Inácio, Bragança e Pedro Marques). Excluo deste lote Matheus Nunes porque, ao contrário do que é comummente dito, ele nada tem que ver com a escola de formação leonina, dado que chegou ao Clube aos 20 anos, a poucos meses de completar 21.

Vamos agora analisar o momento em que estes jogadores iniciaram o seu percurso no Sporting, na caminhada rumo ao grupo profissional:

Os utilizados frente ao Tondela:

  • João Mário (27) chegou em 03/04, aos 9 anos;
  • João Palhinha (25) chegou em 12/13, aos 17 anos;
  • Jovane Cabral (23) chegou em 14/15, aos 16 anos;
  • Gonzalo Plata (20) chegou em 18/19, aos 18 anos;
  • Nuno Mendes (18) chegou em 11/12, aos 10 anos;
  • Tiago Tomás (18) chegou em 14/15, aos 12 anos.

Os não utilizados, mas convocados:

  • Pedro Marques (22) chegou em 16/17, aos 18 anos;
  • Max (21) chegou em 12/13, aos 13 anos;
  • Bragança (21) chegou em 07/08, aos 8 anos;
  • Gonçalo Inácio (19) chegou em 12/13, aos 11 anos;
  • Eduardo Quaresma (18) chegou em 11/12, aos 9 anos.

Excluindo João Mário, Palhinha, Max, Jovane e Pedro Marques, os restantes seis receberam a primeira chamada à equipa principal entre a época passada e a corrente, através de Rúben Amorim.

Coloquei aqui a data (e idade) de chegada de cada um destes futebolistas ao Sporting para os leitores entenderam facilmente uma coisa: o processo de formação é algo de muito dinâmico e só uma pequeníssima parte dos miúdos que iniciam o sonho aos 8/9 anos o vai ver cumprido com a chegada ao grupo profissional. Pelo caminho, os ‘observadores’ do Clube identificarão noutros emblemas miúdos mais promissores e irão recrutá-los, não para o Pólo EUL, mas já para o ambiente da Academia, a partir dos juniores C. Pelo caminho, miúdos promissores nos juniores C serão dispensados antes de entrarem no escalão de juniores A, por não lhes serem identificadas qualidades necessárias para jogar ao mais alto nível.

Isto sempre assim foi e assim continuará a ser. Por isso, vale a pena ler ou reler (foram publicadas na última edição do Jornal Sporting) as palavras honestas de Filipe Vedor, o diretor do Pólo EUL onde se inicia a cada ano, para mais de 150 jovens, o ‘sonho’: “O coração do futebol de formação do Clube é aqui e acredito que continuará a ser, como comprovam os atletas formados no Sporting que começaram aqui e que agora estão na equipa principal. Isso é sinal de um trabalho que tem sido bem desenvolvido há muitos anos e que hoje temos a responsabilidade de desenvolver ainda melhor”.

Primeira questão a reter: “Trabalho que tem sido bem desenvolvido há muitos anos”.

Segunda questão a reter: “Temos a responsabilidade de desenvolver ainda melhor”.

Frederico Varandas, quando se deixa fotografar com paredes pintadas de fresco em pano de fundo, no Pólo EUL, e fala em “trabalho invisível” que “garante o futuro do Sporting” revela a ignorância que Filipe Vedor, felizmente, não carrega. Primeiro, porque Varandas está hoje a aproveitar do bom trabalho desenvolvido em vários mandatos anteriores. Destes 11 ‘miúdos’ que no domingo ajudaram a cilindrar o Tondela, apenas um, Plata, entrou no Sporting com Varandas, para cumprir o último ano de formação. Os outros começaram e/ou fizeram quase todo o percurso sob as orientações e metodologias defendidas pelos profissionais então contratados por António Dias da Cunha (1), Filipe Soares Franco (1), Luís Godinho Lopes (5) e Bruno de Carvalho (3). Em rigor, nenhum destes ex-Presidentes ‘sobreviveu’ o tempo suficiente à frente da SAD para ver os frutos do ‘trabalho invisível’. Na verdade, o único presidente que alguma vez viu os miúdos entrarem e crescerem no Clube até ao nível profissional foi João Rocha, resultado dos 13 anos de mandato.

Os frutos do trabalho realizado entre o Pólo EUL e a Academia, sob as orientações dos profissionais contratados por Frederico Varandas, ficarão disponíveis para análise entre os próximos 5 a 10 anos. É isso que nos diz precisamente a linha temporal que coloquei no início deste texto.

O problema do aproveitamento da formação do Sporting na equipa profissional nunca teve que ver com estruturas ou falta delas. As condições de trabalho são muito importantes, mas não se equiparam, no processo de crescimento de um jogador, ao papel dos técnicos. Esses, sim, são decisivos para potenciar as qualidades dos miúdos. O problema da aposta nos jogadores formados no Sporting não é hoje muito diferente daquele que fez Paulo Futre (84/85) ou João Moutinho (10/11) saírem para o FC Porto: jogadores de elite não podem ver-se penalizados no salário por serem ‘filhos da casa’. Futre e Moutinho, apesar de titulares, recebiam menos de metade de jogadores recrutados noutros mercados para andarem entre o banco e o onze.

Os ‘filhos da casa’ só foram, de alguma maneira, equiparados aos ‘outros’ em termos salariais de forma pontual com Sousa Cintra (Cadete) e Bruno de Carvalho (Rui Patrício, William e Adrien). E essa exceção deve, em meu entender, transformar-se em regra. Não me interessa se estamos a falar de um futebolista de 19 ou 23 anos. O que conta é a qualidade. Apostar na formação é criar condições salariais para que eles não pensem em sair logo ao fim de um/dois anos. Quando leio que alguns destes jovens, hoje titulares, estão em processo de renovação contratual para ficarem com salários anuais na ordem dos 400/500 mil euros brutos, percebo que na SAD ninguém está interessado em aprender com o passado. Os erros de ontem continuam a ser os de hoje. A menos que o interesse esteja precisamente em negociar transferências destes mesmos jovens dentro de um/dois anos. Apostar na formação não é pintar paredes, mudar colchões ou móveis. É garantir que os mais diferenciados, como Palhinha, Nuno Mendes, Quaresma ou Tiago Tomás, sejam pagos ao nível dos melhores.

1 Like

Temos 4 jogadores convocados para a Seleção sub-20 (os mesmos que o Porto e menos 3 do que o Benfica) e 8 jogadores jogadores convocados para a Seleção sub-20 (o clube mais representado com o dobro dos jogadores do Benfica e mais 7 do que o Porto). E nos sub-20 ainda há que notar a ausência do Tiago Ferreira, com lugar de caras na Seleção.

Nos sub-21 temos 5 jogadores. O Porto tem 4 e o Benfica tem um.

Sub-21 -> Max, Nuno Mendes, Bragança, Pote, Joelson
Sub-20 -> Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Rodrigo Fernandes e Tiago Tomás
Sub-19 -> Bruno Tavares; Daniel Rodrigues; Diogo Almeida; Duarte Carvalho; João Daniel; Paulo Agostinho; Rafael Fernandes; Rodrigo Rego

PS - Se calhar faria mais sentido o TT nos sub-21 e o Joelson nos sub-20, mas o Rui Jorge tem as suas pancas (leva 4 defesas-direitos e só leva um defesa-esquerdo, por exemplo)

8 jogadores convocados para a seleção sub-19 queres tu dizer!
Incrível como é que o Tiago Ferreira não foi convocado sequer para os sub-19!!!
SL

É isso, claro!

Mesmo o Batalha já fez parte deste grupo, mas agora sai também face ao maior protagonismo do Duarte Carvalho nos sub-23.

Muita qualidade nesta geração. Não esquecer que Nuno Mendes, Tiago Tomás, Joelson e Eduardo Quaresma teriam idade para estar neste grupo! Incrível.

2 Likes

Alguma novidade em relação ao Hugo Neves?