Burros e Malucos

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Ao Sporting Clube de Portugal não há nada que não aconteça. Das novelas dignas de décadas de enredos à Guerra dos Tronos, já os Sportinguistas estão fartos mas para apimentar a coisa, 2018 trouxe algumas novidades inesperadas. Um ataque à Academia, rescisões contratuais, destituição de uma direcção, eleições condicionadas por candidatos suspensos, enfim…. um regabofe de acontecimentos que dominaram o espaço mediático que de uma coisa a Comunicação Social não se pode queixar: o Sporting é notícia e faz noticia. E vende que se farta. Pena é serem sempre terceiros a ganhar dinheiro à nossa custa.

 

Mas o clube que passou pelo tão proclamado pior ano da sua história, o clube “destruído” e em “cacos”, não podia ficar por aqui, claro. Isso não seria Sporting.

 

Aguardando eu pelas estátuas aos senhores que fizeram regressar rescisores pagando-lhes milhões por contratos que rescindiram à conta de muitos suores frios e sensações de chapadas, comissionários que tiveram a muito difícil tarefa de gerir um Sporting “livre das garras do ditador”, este clube, “destruído e em cacos”, o que faz?

 

Bem, primeiro somos leões e não lobos, portanto se Roma não paga a traidores, nós pagamos e damos-lhes honrarias e fazemos deles símbolos. Depois, como a herança era tramada e estávamos falidos, que tal manter os custos como estavam mas sem Champions League e sem a almofada de segurança de um conjunto alargado de activos que valiam dezenas e dezenas de milhões? Utilizar e valorizar recursos internos e apertar o cinto? Nah… isso é para clubes onde as coisas se fazem com lógica e coerência.

 

Aqui, gastam-se 100 milhões por época em salários e aquisições e culpam-se os antecessores de irresponsabilidade na gestão, quando se gasta basicamente o mesmo que se gastou em contextos bem mais confortáveis.

 

Aqui e logo após a “SAD destruída”, chegam 2 janelas de transferências de jogadores para gastar o que se gastou, não há muito tempo, em SEIS ( ! ).

 

Aqui, a narrativa da herança pesada, enquanto se desbarata dinheiro numa carrada de jogadores que acrescenta valor nenhum, enquanto se descartam jovens da formação, enquanto se oferecem jogadores de referência e enquanto se brinca às indemnizações a treinadores despedidos, passa ao lado quando é para bater no peito pela conquista das taças no futebol e nos títulos europeus nas modalidades numa época que não se preparou, para vir ao de cima quando é para culpar a ex direcção pelo pior arranque de época em décadas e os recordes desportivos negativos. Só faltou culpar terceiros pela não inscrição do ponta de lança dos sub23 nas competições da Liga.

 

Oh, esqueçam. A culpa é do treinador despedido. E do tempo curto e das muitas decisões a tomar.

 

Aqui, temos um presidente cujo lema da campanha era Unir o Sporting e depois faz campanha para a expulsão de sócios dos dirigentes que o antecederam, contrariando o prometido antes das eleições. E não, não me venham com a treta da separação de poderes, quando se abrem as portas dos canais de comunicação do clube para promover as expulsões e se marcam as AGs em momentos “cruciais”.

 

Neste Sporting, o tal que se livrou de um ditador, o tal que quase duplicou o número de sócios, o que levava a aumentos remuneratórios a AG do clube, o que se deslocava a meio da sala para que um critico continuasse a sua intervenção, os “libertadores” insultam e ameaçam sócios em AG ( enquanto um dos seus seguranças agride um crítico ), não respondem a interpelações dos associados ou fazem-no com o enfado próprio de quem não está para aturar “burros” e “malucos”.

 

Neste Sporting, a voz dos adeptos vale “zero, Teresa…. zeeerrooooo”, ao mesmo tempo se diz que se tem que ouvir a bancada. Mas não se governa para a bancada. Credo, que um tipo fica baralhado.

 

Neste Sporting, em AGs da SAD, os administradores comem amendoins e queixam-se de Batuques enquanto “abdicam” de aumentos que propõem e aprovam.

 

Para a festa ser completa, só faltava o clube ser “erguido” pelo Tio membro de um conselho fiscal que assistiu impávido e sereno a prejuízos consecutivos que somaram centenas de mihões.

 

Mas no Sporting, as festas nunca acabam.





Por isso eu digo, chamar isto de Sporting devia dar direito a prisão
Enquanto não resolvermos o passado nunca iremos ter futuro.

E a historia repete se...
"De todos os presidentes que tivemos neste percurso, o mais explícito foi Bruno de Carvalho, que já na campanha eleitoral teceu rasgados elogios à nossa caminhada, talvez por conhecer a nossa forma de estar e o nosso trajeto. O atual presidente esteve connosco três anos, de 2006 a 2009, e apoiou-nos como sportinguista e empresário, numa equipa onde jogavam José Diogo, Pedro Delgado e André Pimenta, que ainda estão connosco, e outros que já saíram, como Gonçalo Alves, Miguel Rocha ou Diogo Neves. Este presidente prometeu e cumpriu!"

Engenheiro Gilberto Borges 13/05/2019
Ao Sporting Clube de Portugal não há nada que não aconteça. Das novelas dignas de décadas de enredos à Guerra dos Tronos, já os Sportinguistas estão fartos mas para apimentar a coisa, 2018 trouxe algumas novidades inesperadas. Um ataque à Academia, rescisões contratuais, destituição de uma direcção, eleições condicionadas por candidatos suspensos, enfim…. um regabofe de acontecimentos que dominaram o espaço mediático que de uma coisa a Comunicação Social não se pode queixar: o Sporting é notícia e faz noticia. E vende que se farta. Pena é serem sempre terceiros a ganhar dinheiro à nossa custa.

 

Mas o clube que passou pelo tão proclamado pior ano da sua história, o clube “destruído” e em “cacos”, não podia ficar por aqui, claro. Isso não seria Sporting.

 

Aguardando eu pelas estátuas aos senhores que fizeram regressar rescisores pagando-lhes milhões por contratos que rescindiram à conta de muitos suores frios e sensações de chapadas, comissionários que tiveram a muito difícil tarefa de gerir um Sporting “livre das garras do ditador”, este clube, “destruído e em cacos”, o que faz?

 

Bem, primeiro somos leões e não lobos, portanto se Roma não paga a traidores, nós pagamos e damos-lhes honrarias e fazemos deles símbolos. Depois, como a herança era tramada e estávamos falidos, que tal manter os custos como estavam mas sem Champions League e sem a almofada de segurança de um conjunto alargado de activos que valiam dezenas e dezenas de milhões? Utilizar e valorizar recursos internos e apertar o cinto? Nah… isso é para clubes onde as coisas se fazem com lógica e coerência.

 

Aqui, gastam-se 100 milhões por época em salários e aquisições e culpam-se os antecessores de irresponsabilidade na gestão, quando se gasta basicamente o mesmo que se gastou em contextos bem mais confortáveis.

 

Aqui e logo após a “SAD destruída”, chegam 2 janelas de transferências de jogadores para gastar o que se gastou, não há muito tempo, em SEIS ( ! ).

 

Aqui, a narrativa da herança pesada, enquanto se desbarata dinheiro numa carrada de jogadores que acrescenta valor nenhum, enquanto se descartam jovens da formação, enquanto se oferecem jogadores de referência e enquanto se brinca às indemnizações a treinadores despedidos, passa ao lado quando é para bater no peito pela conquista das taças no futebol e nos títulos europeus nas modalidades numa época que não se preparou, para vir ao de cima quando é para culpar a ex direcção pelo pior arranque de época em décadas e os recordes desportivos negativos. Só faltou culpar terceiros pela não inscrição do ponta de lança dos sub23 nas competições da Liga.

 

Oh, esqueçam. A culpa é do treinador despedido. E do tempo curto e das muitas decisões a tomar.

 

Aqui, temos um presidente cujo lema da campanha era Unir o Sporting e depois faz campanha para a expulsão de sócios dos dirigentes que o antecederam, contrariando o prometido antes das eleições. E não, não me venham com a treta da separação de poderes, quando se abrem as portas dos canais de comunicação do clube para promover as expulsões e se marcam as AGs em momentos “cruciais”.

 

Neste Sporting, o tal que se livrou de um ditador, o tal que quase duplicou o número de sócios, o que levava a aumentos remuneratórios a AG do clube, o que se deslocava a meio da sala para que um critico continuasse a sua intervenção, os “libertadores” insultam e ameaçam sócios em AG ( enquanto um dos seus seguranças agride um crítico ), não respondem a interpelações dos associados ou fazem-no com o enfado próprio de quem não está para aturar “burros” e “malucos”.

 

Neste Sporting, a voz dos adeptos vale “zero, Teresa…. zeeerrooooo”, ao mesmo tempo se diz que se tem que ouvir a bancada. Mas não se governa para a bancada. Credo, que um tipo fica baralhado.

 

Neste Sporting, em AGs da SAD, os administradores comem amendoins e queixam-se de Batuques enquanto “abdicam” de aumentos que propõem e aprovam.

 

Para a festa ser completa, só faltava o clube ser “erguido” pelo Tio membro de um conselho fiscal que assistiu impávido e sereno a prejuízos consecutivos que somaram centenas de mihões.

 

Mas no Sporting, as festas nunca acabam.
Muito boa posta.
Nós somos da raça que nunca se vergará!

(...)  :clap:

Mas no Sporting, as festas nunca acabam.


Festas, sim todos os dias, ou não fôssemos os herdeiros do Campo Grande Football Clube, cuja vocação eram as festas, os bailes e os piqueniques - vamos ver como vai ser a festa que teremos hoje.

Mas também os bailes, bastando para isso apanharem alguém com dois dedos de testa e descomprometido com os interesses vigentes - uma Teresa qualquer por exemplo.

E não esquecer os piqueniques, desde o belo croquette regado a champanhe nos camarotes de Alvalade ao amendoim mastigado com afinco durante as AGs da SAD - é caso para dizer, destas figuras que estão actualmente à frente da SAD, que quem nasceu para amendoim nem sequer chegará a croquette.
Quando desgraçadamente sabemos quem é a “gente de bem” do Sporting, eu vou querer estar sempre no lado da “gente de mal” - @chirola
Festas, mas chiques...cheias de glamour e bolsos rotos.