Relatório e contas Sporting SAD epoca 2018/19 prejuizo 7.9M

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Aí é que está o problema. O desequilíbrio financeiro (res)surge no Sporting a partir de 15/16, na 3ª época do Bruno. Foi aí a mudança de estratégia, onde se passou a investir o que não se tem (prejuízo operacional significativo), na esperança de conseguir recuperar isso no futuro. Esse prejuízo operacional não podia ser coberto apenas com participações todos os anos na LC, exigia também vendas avultadas para não fechar o ano com prejuízo líquido.
Isto é factual, não é opinião.

Essa estratégia não resultou nos 3 anos em que foi seguida (portanto antes do episódio Alcochete e da destituição). Podia ter resultado, mas não resultou. Também é factual, não opinião.

A parte da opinião é que não considero sustentável apostar numa estratégia com 30M€ de prejuízo operacional anual. O risco é demasiado alto e a dependência em receitas não garantidas (LC + vendas) também é demasiado alta.

E agora cabe a esta direcção lidar com as consequências dessa estratégia falhada, tal como calhou ao Bruno tratar das consequências da estratégia ( :wall: ) falhada do Godinho. Estamos a repetir o ciclo desnecessariamente, visto que esta situação podia ter sido evitada com uma abordagem mais moderada entre 2015-2018.
Não concordo com a analise, é verdade que com BdC e principalmente a partir da 3a época o Sporting aumenta os custos operacionais, e sim isso implicava no fim da época vender sempre 1, 2 jogadores mais valiosos para colmatar, se entrássemos na CL, melhor,  mas não considero a estratégia arriscada, é como actualmente, o Sporting podia muito bem investir previamente esta época, com a condição de vender BF no fim da época. Os jogadores são activos do clube. Correu mal na ultima época de BdC porque além de falharmos CL, com Alcochete já não foi possível colmatar com as saídas previstas de RP e WC, que em condições normais faríamos cerca de 40M, e é nesta diferença de gestão que julgo que as direcções croquetes, como a actual, falham sempre, porque a estratégia passa por "estabilizar" finanças, e gastar apenas o que se pode, e ver se conseguimos depois fazer alguma gracinha para que se possa investir mais, o problema é que isto se torna um ciclo que enfraquece a competitividade, como este ano, com os cortes, vamos ficar em 3 na melhor das hipóteses,no fim da época, não vamos ter CL, tirando BF não temos no momento outro jogador facilmente vendável para dar lucro, para a próxima época, sem CL, sem BF, depois de uma época sem animo, GB descem, menos receita, e vamos novamente gastar o que podemos, desinvestimento, again, e não saímos disto. O normal principalmente para os grandes clubes que querem vencer, é os custos, o investimento, aumentar de ano para ano, nem que seja pela inflação, obviamente que devemos ter como referencia sempre os nossos rivais, mas para ter sucesso, é necessário primeiro investir, no fim todos os grandes no tugão tem de vender sempre 1, 2 dos melhores do plantel.
Aí é que está o problema. O desequilíbrio financeiro (res)surge no Sporting a partir de 15/16, na 3ª época do Bruno. Foi aí a mudança de estratégia, onde se passou a investir o que não se tem (prejuízo operacional significativo), na esperança de conseguir recuperar isso no futuro. Esse prejuízo operacional não podia ser coberto apenas com participações todos os anos na LC, exigia também vendas avultadas para não fechar o ano com prejuízo líquido.
Isto é factual, não é opinião.

Essa estratégia não resultou nos 3 anos em que foi seguida (portanto antes do episódio Alcochete e da destituição). Podia ter resultado, mas não resultou. Também é factual, não opinião.

A parte da opinião é que não considero sustentável apostar numa estratégia com 30M€ de prejuízo operacional anual. O risco é demasiado alto e a dependência em receitas não garantidas (LC + vendas) também é demasiado alta.

E agora cabe a esta direcção lidar com as consequências dessa estratégia falhada, tal como calhou ao Bruno tratar das consequências da estratégia ( :wall: ) falhada do Godinho. Estamos a repetir o ciclo desnecessariamente, visto que esta situação podia ter sido evitada com uma abordagem mais moderada entre 2015-2018.
Não concordo com a analise, é verdade que com BdC e principalmente a partir da 3a época o Sporting aumenta os custos operacionais, e sim isso implicava no fim da época vender sempre 1, 2 jogadores mais valiosos para colmatar, se entrássemos na CL, melhor,  mas não considero a estratégia arriscada, é como actualmente, o Sporting podia muito bem investir previamente esta época, com a condição de vender BF no fim da época. Os jogadores são activos do clube. Correu mal na ultima época de BdC porque além de falharmos CL, com Alcochete já não foi possível colmatar com as saídas previstas de RP e WC, que em condições normais faríamos cerca de 40M, e é nesta diferença de gestão que julgo que as direcções croquetes, como a actual, falham sempre, porque a estratégia passa por "estabilizar" finanças, e gastar apenas o que se pode, e ver se conseguimos depois fazer alguma gracinha para que se possa investir mais, o problema é que isto se torna um ciclo que enfraquece a competitividade, como este ano, com os cortes, vamos ficar em 3 na melhor das hipóteses,no fim da época, não vamos ter CL, tirando BF não temos no momento outro jogador facilmente vendável para dar lucro, para a próxima época, sem CL, sem BF, depois de uma época sem animo, GB descem, menos receita, e vamos novamente gastar o que podemos, desinvestimento, again, e não saímos disto. O normal principalmente para os grandes clubes que querem vencer, é os custos, o investimento, aumentar de ano para ano, nem que seja pela inflação, obviamente que devemos ter como referencia sempre os nossos rivais, mas para ter sucesso, é necessário primeiro investir, no fim todos os grandes no tugão tem de vender sempre 1, 2 dos melhores do plantel.

Gastar o que não tens, contando com a venda do B. Fernandes no final da época, é insensato e suicidário. O Bruno Fernandes lesiona-se e pagas como? Mais 60M de receitas adiantadas da NOS?

Não é sensato que a saúde e a sustentabilidade de um clube a longo prazo dependa da venda dos craques da equipa no final da época. Porque os jogadores são ativos voláteis, lesionam-se e desvalorizam-se por N fatores.
Aí é que está o problema. O desequilíbrio financeiro (res)surge no Sporting a partir de 15/16, na 3ª época do Bruno. Foi aí a mudança de estratégia, onde se passou a investir o que não se tem (prejuízo operacional significativo), na esperança de conseguir recuperar isso no futuro. Esse prejuízo operacional não podia ser coberto apenas com participações todos os anos na LC, exigia também vendas avultadas para não fechar o ano com prejuízo líquido.
Isto é factual, não é opinião.

Essa estratégia não resultou nos 3 anos em que foi seguida (portanto antes do episódio Alcochete e da destituição). Podia ter resultado, mas não resultou. Também é factual, não opinião.

A parte da opinião é que não considero sustentável apostar numa estratégia com 30M€ de prejuízo operacional anual. O risco é demasiado alto e a dependência em receitas não garantidas (LC + vendas) também é demasiado alta.

E agora cabe a esta direcção lidar com as consequências dessa estratégia falhada, tal como calhou ao Bruno tratar das consequências da estratégia ( :wall: ) falhada do Godinho. Estamos a repetir o ciclo desnecessariamente, visto que esta situação podia ter sido evitada com uma abordagem mais moderada entre 2015-2018.
Não concordo com a analise, é verdade que com BdC e principalmente a partir da 3a época o Sporting aumenta os custos operacionais, e sim isso implicava no fim da época vender sempre 1, 2 jogadores mais valiosos para colmatar, se entrássemos na CL, melhor,  mas não considero a estratégia arriscada, é como actualmente, o Sporting podia muito bem investir previamente esta época, com a condição de vender BF no fim da época. Os jogadores são activos do clube. Correu mal na ultima época de BdC porque além de falharmos CL, com Alcochete já não foi possível colmatar com as saídas previstas de RP e WC, que em condições normais faríamos cerca de 40M, e é nesta diferença de gestão que julgo que as direcções croquetes, como a actual, falham sempre, porque a estratégia passa por "estabilizar" finanças, e gastar apenas o que se pode, e ver se conseguimos depois fazer alguma gracinha para que se possa investir mais, o problema é que isto se torna um ciclo que enfraquece a competitividade, como este ano, com os cortes, vamos ficar em 3 na melhor das hipóteses,no fim da época, não vamos ter CL, tirando BF não temos no momento outro jogador facilmente vendável para dar lucro, para a próxima época, sem CL, sem BF, depois de uma época sem animo, GB descem, menos receita, e vamos novamente gastar o que podemos, desinvestimento, again, e não saímos disto. O normal principalmente para os grandes clubes que querem vencer, é os custos, o investimento, aumentar de ano para ano, nem que seja pela inflação, obviamente que devemos ter como referencia sempre os nossos rivais, mas para ter sucesso, é necessário primeiro investir, no fim todos os grandes no tugão tem de vender sempre 1, 2 dos melhores do plantel.

Gastar o que não tens, contando com a venda do B. Fernandes no final da época, é insensato e suicidário. O Bruno Fernandes lesiona-se e pagas como? Mais 60M de receitas adiantadas da NOS?

Não é sensato que a saúde e a sustentabilidade de um clube a longo prazo dependa da venda dos craques da equipa no final da época. Porque os jogadores são ativos voláteis, lesionam-se e desvalorizam-se por N fatores.
Por esse prisma também é arriscado comprar qualquer jogador porque pode logo a seguir lesionar-se e/ou desvalorizar bastante, isso é um facto do futebol, arriscas sempre queimar dinheiro, apenas podes controlar o que está ao alcance, dei o exemplo do BF, em como o Sporting podia arriscar, mas foi apenas exercício de exemplo, porque neste momento não acredito que um jogador de 10/12M viesse fazer muita diferença numa equipa que tem lacunas em várias posições, e está extremamente instável e tem um treinador interino, no entanto, e mais uma vez a titulo de exemplo, se o Sporting decidisse investir 10/12M num jogador para ser claramente titular, e considerando que seria o valor justo do jogador, mesmo que BF se lesionasse, poderias sempre vender o jogador que foi contratado, mas como disse, apenas considero vantajoso quando esse "arriscar" vale a pena, se tiveres um plantel minimamente competitivo, em que teoria consegue discutir um 2 lugar, contratar um titular indiscutível pode ser a diferença entre um acesso á CL ou não, e nestas condições, não terias apenas um jogador vendável como agora mas sim 3 ou 4. Com Bdc na ultima época contratámos por exemplo Acunã e BF, na tal época do "all-in", no entanto, apesar de já terem sido caros para o nosso histórico, os 2 rentabilizaram, mesmo com o final de época que houve, houve outros que falharam ? Claro, Alan Ruiz é o que salta mais à vista, e isso foi obviamente falha de algo que está ao teu alcance, os sinais de risco mais elevado estavam lá. É preciso arriscar falhar para poder vencer.     
A estratégia a seguir será sempre a de ter proveitos operacionais positivos, isto é ter receitas correntes superiores ais custos. É obvio que a presença na CL permite um aumento dos custos. A perspectiva de boas vendas idem.
Os primeiros anos de BdC foram na primeira linha. Reduzir custos, apresentar lucros e diminuir o passivo. Conseguir aumentar as receitas operacionais (+ receitas de TV, patrocinio, publicidade, bilheteira, etc).
A partir dessa fase e com a chegada de jj houve uma aposta mais ousada (para chegar ao nível de investimento dos rivais).
Cometeram-se excessos mas os resultas líquidos continuaram positivos e o passivo a diminuir.

Este anos, despediram e ofereceram-se jogadores, encaixou-se 75M em vendas, mais 70M de receitas operacionais, + EO, + o maior empréstimo da história do clube e temos RL negativos e um aumento brutal do passivo sem o equivalente no ativo (colocando a SAD em falência técnica). Isso é preocupante, inaceitável e não é motivo para aumentos dos OS.
Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.

Podes tentar racionalizar os motivos que levaram a seguir-se essa estratégia e até sou sensível a esse argumento que apresentas: sacrificou-se equilíbrio financeiro (gastos operacionais bem acima das receitas operacionais) na tentativa de aumentar a competitividade desportiva.

Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Mas independentemente de cada um achar ou não achar sustentável, a realidade é que estamos em Setembro 2019 e a estratégia não resultou.
Há que tirar ilações e é urgente corrigir o barco para sair tirar desta situação muito complicada.

Não podes retirar a Champions de 17/18, porque efectivamente estávamos na Champions!! A época foi preparada com esse pressuposto!!

Na época a seguir, não! E os custos foram iguais!

Nem é caso virgem nas SADs em Portugal. Vide caso benfica, com constantes défices operacionais até chegar ao ponto de maximização de receitas.

A época 17/18 foi preparada com o pressuposto que iria haver dinheiro da LC. Certíssimo.
O problema é que quando investes numa época não estás apenas a investir nessa época. Na prática compras jogadores por 3-4-5 anos e vais sentir os efeitos disso durante os próximos anos.
É por isso que demora a baixar custos. Subir os gastos operacionais em 40% em 2 anos é facílimo, mas para os reduzir é bem mais complicado. Pode ser feito, mas ....

A partir do momento em que foi tomada a decisão de subir brutalmente os gastos operacionais (ficando refém de participações na LC + vendas avultadas para equilibrar as contas), vais ter de lidar com as consequências (positivas e/ou negativas) dessa decisão durante vários anos. É o que está a acontecer agora. Esse é o legado com que a actual direcção tem de lidar.


Obviamente que essa estratégia não foi invenção do Bruno, nem isto foi caso virgem cá em Portugal, como dizes e bem. O Benfica já o tinha feito antes (na altura dizia-se por aqui que era o all in) e o Porto sempre viveu nessa estratégia (serviu de guião para o Benfica).
Contudo o que está em causa não é o histórico dessa estratégia cá em Portugal, mas sim que não resultou e agora estamos nesta situação. The chickens have come home to roost.


Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.

Podes tentar racionalizar os motivos que levaram a seguir-se essa estratégia e até sou sensível a esse argumento que apresentas: sacrificou-se equilíbrio financeiro (gastos operacionais bem acima das receitas operacionais) na tentativa de aumentar a competitividade desportiva.
Contudo, há moderação e há extremos. Aquilo que se fez foi ir ao extremo e rezar para que tudo corresse às mil maravilhas durante 5 anos para depois tentar equilibrar as contas novamente.


Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Mas independentemente de cada um achar ou não achar sustentável, a realidade é que estamos em Setembro 2019 e a estratégia não resultou.
Há que tirar ilações e é urgente corrigir o barco para sair tirar desta situação muito complicada.

É uma estratégia… gastar pouco e rezar para que haja algum ganho extraordinário para inverter o rumo (uma venda, uma ida à champions…).

Se não acontecer (o que também é bastante provável), o rumo será indefinidamente o mesmo…

… mas também já testámos esta, não já?

Já testámos e não foi assim há tanto tempo - 13/14, na primeira época do Bruno de Carvalho. Ele teve de corrigir a m**** que o Godinho fez e obteve um bom equilíbrio financeiro.
A 2ª época do Bruno também foi muito equilibrada financeiramente.

Na minha opinião correu muito bem a nível financeiro e foram uma óptima base trabalho para o resto do mandato.
Em 2013 o Sporting reduziu custos salariais para quase metade. Bastou um par de meses para fazer a coisa.

Em 2018 nada foi feito nesse sentido. Nada.

E isto após imponderáveis que nada tiveram a ver com opções estratégicas.

Eu fui e continuo a ser totalmente favorável a uma política ambiciosa ( e como referi, não quer dizer as opções dentro dessa estratégia tenham sido correctas) e que trabalhe no sentido de colocar o clube num patamar capaz de lutar por títulos. Desde que haja margem de segurança se objectivos desportivos não forem alcançados e essa margem havia. Novamente, o que não faltava eram activos de valor e com liquidez.

Estamos a falar da única direcção q deu lucro no Grupo Sporting desde 1995, que raio.

Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Acho. Se for vendido um Slimani ou um João Mário por ano é perfeitamente sustentável.
O Porto segue essa estratégia há quase 15 anos. Foi resultando, até que deixou de resultar e agora estão a atravessar a maior crise financeira da era Pinto da Costa (exceptuando os primeiros anos de presidência).
Ter 25-30M de prejuízo operacional num clube que só tem 80M receita "garantida" não é sustentável. Mais tarde ou mais cedo rebenta... e rebenta mesmo, como se vê. Rebentou com o Godinho, rebentou com o Bruno e rebentou com o Porto.


Aí é que está o problema. O desequilíbrio financeiro (res)surge no Sporting a partir de 15/16, na 3ª época do Bruno. Foi aí a mudança de estratégia, onde se passou a investir o que não se tem (prejuízo operacional significativo), na esperança de conseguir recuperar isso no futuro. Esse prejuízo operacional não podia ser coberto apenas com participações todos os anos na LC, exigia também vendas avultadas para não fechar o ano com prejuízo líquido.
Isto é factual, não é opinião.

Essa estratégia não resultou nos 3 anos em que foi seguida (portanto antes do episódio Alcochete e da destituição). Podia ter resultado, mas não resultou. Também é factual, não opinião.

A parte da opinião é que não considero sustentável apostar numa estratégia com 30M€ de prejuízo operacional anual. O risco é demasiado alto e a dependência em receitas não garantidas (LC + vendas) também é demasiado alta.

E agora cabe a esta direcção lidar com as consequências dessa estratégia falhada, tal como calhou ao Bruno tratar das consequências da estratégia ( :wall: ) falhada do Godinho. Estamos a repetir o ciclo desnecessariamente, visto que esta situação podia ter sido evitada com uma abordagem mais moderada entre 2015-2018.
Não concordo com a analise, é verdade que com BdC e principalmente a partir da 3a época o Sporting aumenta os custos operacionais, e sim isso implicava no fim da época vender sempre 1, 2 jogadores mais valiosos para colmatar, se entrássemos na CL, melhor,  mas não considero a estratégia arriscada, é como actualmente, o Sporting podia muito bem investir previamente esta época, com a condição de vender BF no fim da época. Os jogadores são activos do clube. Correu mal na ultima época de BdC porque além de falharmos CL, com Alcochete já não foi possível colmatar com as saídas previstas de RP e WC, que em condições normais faríamos cerca de 40M, e é nesta diferença de gestão que julgo que as direcções croquetes, como a actual, falham sempre, porque a estratégia passa por "estabilizar" finanças, e gastar apenas o que se pode, e ver se conseguimos depois fazer alguma gracinha para que se possa investir mais, o problema é que isto se torna um ciclo que enfraquece a competitividade, como este ano, com os cortes, vamos ficar em 3 na melhor das hipóteses,no fim da época, não vamos ter CL, tirando BF não temos no momento outro jogador facilmente vendável para dar lucro, para a próxima época, sem CL, sem BF, depois de uma época sem animo, GB descem, menos receita, e vamos novamente gastar o que podemos, desinvestimento, again, e não saímos disto. O normal principalmente para os grandes clubes que querem vencer, é os custos, o investimento, aumentar de ano para ano, nem que seja pela inflação, obviamente que devemos ter como referencia sempre os nossos rivais, mas para ter sucesso, é necessário primeiro investir, no fim todos os grandes no tugão tem de vender sempre 1, 2 dos melhores do plantel.
Croquetes? Isso foi precisamente o que o Bruno Carvalho fez nas primeiras 2 épocas.

Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.

Podes tentar racionalizar os motivos que levaram a seguir-se essa estratégia e até sou sensível a esse argumento que apresentas: sacrificou-se equilíbrio financeiro (gastos operacionais bem acima das receitas operacionais) na tentativa de aumentar a competitividade desportiva.

Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Mas independentemente de cada um achar ou não achar sustentável, a realidade é que estamos em Setembro 2019 e a estratégia não resultou.
Há que tirar ilações e é urgente corrigir o barco para sair tirar desta situação muito complicada.

Não podes retirar a Champions de 17/18, porque efectivamente estávamos na Champions!! A época foi preparada com esse pressuposto!!

Na época a seguir, não! E os custos foram iguais!

Nem é caso virgem nas SADs em Portugal. Vide caso benfica, com constantes défices operacionais até chegar ao ponto de maximização de receitas.

A época 17/18 foi preparada com o pressuposto que iria haver dinheiro da LC. Certíssimo.
O problema é que quando investes numa época não estás apenas a investir nessa época. Na prática compras jogadores por 3-4-5 anos e vais sentir os efeitos disso durante os próximos anos.
É por isso que demora a baixar custos. Subir os gastos operacionais em 40% em 2 anos é facílimo, mas para os reduzir é bem mais complicado. Pode ser feito, mas ....

A partir do momento em que foi tomada a decisão de subir brutalmente os gastos operacionais (ficando refém de participações na LC + vendas avultadas para equilibrar as contas), vais ter de lidar com as consequências (positivas e/ou negativas) dessa decisão durante vários anos. É o que está a acontecer agora. Esse é o legado com que a actual direcção tem de lidar.


Obviamente que essa estratégia não foi invenção do Bruno, nem isto foi caso virgem cá em Portugal, como dizes e bem. O Benfica já o tinha feito antes (na altura dizia-se por aqui que era o all in) e o Porto sempre viveu nessa estratégia (serviu de guião para o Benfica).
Contudo o que está em causa não é o histórico dessa estratégia cá em Portugal, mas sim que não resultou e agora estamos nesta situação. The chickens have come home to roost.


Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.

Podes tentar racionalizar os motivos que levaram a seguir-se essa estratégia e até sou sensível a esse argumento que apresentas: sacrificou-se equilíbrio financeiro (gastos operacionais bem acima das receitas operacionais) na tentativa de aumentar a competitividade desportiva.
Contudo, há moderação e há extremos. Aquilo que se fez foi ir ao extremo e rezar para que tudo corresse às mil maravilhas durante 5 anos para depois tentar equilibrar as contas novamente.


Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Mas independentemente de cada um achar ou não achar sustentável, a realidade é que estamos em Setembro 2019 e a estratégia não resultou.
Há que tirar ilações e é urgente corrigir o barco para sair tirar desta situação muito complicada.

É uma estratégia… gastar pouco e rezar para que haja algum ganho extraordinário para inverter o rumo (uma venda, uma ida à champions…).

Se não acontecer (o que também é bastante provável), o rumo será indefinidamente o mesmo…

… mas também já testámos esta, não já?

Já testámos e não foi assim há tanto tempo - 13/14, na primeira época do Bruno de Carvalho. Ele teve de corrigir a m**** que o Godinho fez e obteve um bom equilíbrio financeiro.
A 2ª época do Bruno também foi muito equilibrada financeiramente.

Na minha opinião correu muito bem a nível financeiro e foram uma óptima base trabalho para o resto do mandato.
Em 2013 o Sporting reduziu custos salariais para quase metade. Bastou um par de meses para fazer a coisa.

Em 2018 nada foi feito nesse sentido. Nada.


E isto após imponderáveis que nada tiveram a ver com opções estratégicas.

Eu fui e continuo a ser totalmente favorável a uma política ambiciosa ( e como referi, não quer dizer as opções dentro dessa estratégia tenham sido correctas) e que trabalhe no sentido de colocar o clube num patamar capaz de lutar por títulos. Desde que haja margem de segurança se objectivos desportivos não forem alcançados e essa margem havia. Novamente, o que não faltava eram activos de valor e com liquidez.

Estamos a falar da única direcção q deu lucro no Grupo Sporting desde 1995, que raio.
Nesse aspecto, a responsabilidade da actual direcção para o exercício de 18/19 é menor do que a as 2 direcções que, de facto, tomaram decisões no planeamento da época.

Também gostava de ter visto uma redução de custos mais significativa. Em 19/20 não haverão desculpas, será da total responsabilidade deste CD.
« Última modificação: Setembro 11, 2019, 10:52 am por Legraph »
Um facto que ainda não foi lançado na discussão e que considero bastante relevante (e preocupante!) é o de que esta direcção antecipou as receitas relativas ao direitos televisivos. Sendo o contrato com a NOS a maior fonte de receitas do Sporting, está-se a hipotecar futuro próximo do clube.

Alguém sabe (1) os valores em causa e (2) se os rivais fizeram o mesmo? Li algures que o Benfica também antecipou receitas, mas que as utilizou para abater o passivo.
Os rednecks anteciparam 100 milhões e na altura falou-se que era para comprar o estádio, ou algo parecido. O porto também tenho ideia que já fez antecipação de receitas mas não me lembro para quê. Acho que o mister do café fez um post sobre isso com informação detalhada.
Nós somos da raça que nunca se vergará!
O Porto segue essa estratégia há quase 15 anos. Foi resultando, até que deixou de resultar e agora estão a atravessar a maior crise financeira da era Pinto da Costa (exceptuando os primeiros anos de presidência).
Ter 25-30M de prejuízo operacional num clube que só tem 80M receita "garantida" não é sustentável. Mais tarde ou mais cedo rebenta... e rebenta mesmo, como se vê. Rebentou com o Godinho, rebentou com o Bruno e rebentou com o Porto.


Aí é que está o problema. O desequilíbrio financeiro (res)surge no Sporting a partir de 15/16, na 3ª época do Bruno. Foi aí a mudança de estratégia, onde se passou a investir o que não se tem (prejuízo operacional significativo), na esperança de conseguir recuperar isso no futuro. Esse prejuízo operacional não podia ser coberto apenas com participações todos os anos na LC, exigia também vendas avultadas para não fechar o ano com prejuízo líquido.
Isto é factual, não é opinião.

Essa estratégia não resultou nos 3 anos em que foi seguida (portanto antes do episódio Alcochete e da destituição). Podia ter resultado, mas não resultou. Também é factual, não opinião.

A parte da opinião é que não considero sustentável apostar numa estratégia com 30M€ de prejuízo operacional anual. O risco é demasiado alto e a dependência em receitas não garantidas (LC + vendas) também é demasiado alta.

E agora cabe a esta direcção lidar com as consequências dessa estratégia falhada, tal como calhou ao Bruno tratar das consequências da estratégia ( :wall: ) falhada do Godinho. Estamos a repetir o ciclo desnecessariamente, visto que esta situação podia ter sido evitada com uma abordagem mais moderada entre 2015-2018.
Não concordo com a analise, é verdade que com BdC e principalmente a partir da 3a época o Sporting aumenta os custos operacionais, e sim isso implicava no fim da época vender sempre 1, 2 jogadores mais valiosos para colmatar, se entrássemos na CL, melhor,  mas não considero a estratégia arriscada, é como actualmente, o Sporting podia muito bem investir previamente esta época, com a condição de vender BF no fim da época. Os jogadores são activos do clube. Correu mal na ultima época de BdC porque além de falharmos CL, com Alcochete já não foi possível colmatar com as saídas previstas de RP e WC, que em condições normais faríamos cerca de 40M, e é nesta diferença de gestão que julgo que as direcções croquetes, como a actual, falham sempre, porque a estratégia passa por "estabilizar" finanças, e gastar apenas o que se pode, e ver se conseguimos depois fazer alguma gracinha para que se possa investir mais, o problema é que isto se torna um ciclo que enfraquece a competitividade, como este ano, com os cortes, vamos ficar em 3 na melhor das hipóteses,no fim da época, não vamos ter CL, tirando BF não temos no momento outro jogador facilmente vendável para dar lucro, para a próxima época, sem CL, sem BF, depois de uma época sem animo, GB descem, menos receita, e vamos novamente gastar o que podemos, desinvestimento, again, e não saímos disto. O normal principalmente para os grandes clubes que querem vencer, é os custos, o investimento, aumentar de ano para ano, nem que seja pela inflação, obviamente que devemos ter como referencia sempre os nossos rivais, mas para ter sucesso, é necessário primeiro investir, no fim todos os grandes no tugão tem de vender sempre 1, 2 dos melhores do plantel.
Croquetes? Isso foi precisamente o que o Bruno Carvalho fez nas primeiras 2 épocas.

Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.

Podes tentar racionalizar os motivos que levaram a seguir-se essa estratégia e até sou sensível a esse argumento que apresentas: sacrificou-se equilíbrio financeiro (gastos operacionais bem acima das receitas operacionais) na tentativa de aumentar a competitividade desportiva.

Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Mas independentemente de cada um achar ou não achar sustentável, a realidade é que estamos em Setembro 2019 e a estratégia não resultou.
Há que tirar ilações e é urgente corrigir o barco para sair tirar desta situação muito complicada.

Não podes retirar a Champions de 17/18, porque efectivamente estávamos na Champions!! A época foi preparada com esse pressuposto!!

Na época a seguir, não! E os custos foram iguais!

Nem é caso virgem nas SADs em Portugal. Vide caso benfica, com constantes défices operacionais até chegar ao ponto de maximização de receitas.

A época 17/18 foi preparada com o pressuposto que iria haver dinheiro da LC. Certíssimo.
O problema é que quando investes numa época não estás apenas a investir nessa época. Na prática compras jogadores por 3-4-5 anos e vais sentir os efeitos disso durante os próximos anos.
É por isso que demora a baixar custos. Subir os gastos operacionais em 40% em 2 anos é facílimo, mas para os reduzir é bem mais complicado. Pode ser feito, mas ....

A partir do momento em que foi tomada a decisão de subir brutalmente os gastos operacionais (ficando refém de participações na LC + vendas avultadas para equilibrar as contas), vais ter de lidar com as consequências (positivas e/ou negativas) dessa decisão durante vários anos. É o que está a acontecer agora. Esse é o legado com que a actual direcção tem de lidar.


Obviamente que essa estratégia não foi invenção do Bruno, nem isto foi caso virgem cá em Portugal, como dizes e bem. O Benfica já o tinha feito antes (na altura dizia-se por aqui que era o all in) e o Porto sempre viveu nessa estratégia (serviu de guião para o Benfica).
Contudo o que está em causa não é o histórico dessa estratégia cá em Portugal, mas sim que não resultou e agora estamos nesta situação. The chickens have come home to roost.


Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.

Podes tentar racionalizar os motivos que levaram a seguir-se essa estratégia e até sou sensível a esse argumento que apresentas: sacrificou-se equilíbrio financeiro (gastos operacionais bem acima das receitas operacionais) na tentativa de aumentar a competitividade desportiva.
Contudo, há moderação e há extremos. Aquilo que se fez foi ir ao extremo e rezar para que tudo corresse às mil maravilhas durante 5 anos para depois tentar equilibrar as contas novamente.


Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Mas independentemente de cada um achar ou não achar sustentável, a realidade é que estamos em Setembro 2019 e a estratégia não resultou.
Há que tirar ilações e é urgente corrigir o barco para sair tirar desta situação muito complicada.

É uma estratégia… gastar pouco e rezar para que haja algum ganho extraordinário para inverter o rumo (uma venda, uma ida à champions…).

Se não acontecer (o que também é bastante provável), o rumo será indefinidamente o mesmo…

… mas também já testámos esta, não já?

Já testámos e não foi assim há tanto tempo - 13/14, na primeira época do Bruno de Carvalho. Ele teve de corrigir a m**** que o Godinho fez e obteve um bom equilíbrio financeiro.
A 2ª época do Bruno também foi muito equilibrada financeiramente.

Na minha opinião correu muito bem a nível financeiro e foram uma óptima base trabalho para o resto do mandato.
Em 2013 o Sporting reduziu custos salariais para quase metade. Bastou um par de meses para fazer a coisa.

Em 2018 nada foi feito nesse sentido. Nada.


E isto após imponderáveis que nada tiveram a ver com opções estratégicas.

Eu fui e continuo a ser totalmente favorável a uma política ambiciosa ( e como referi, não quer dizer as opções dentro dessa estratégia tenham sido correctas) e que trabalhe no sentido de colocar o clube num patamar capaz de lutar por títulos. Desde que haja margem de segurança se objectivos desportivos não forem alcançados e essa margem havia. Novamente, o que não faltava eram activos de valor e com liquidez.

Estamos a falar da única direcção q deu lucro no Grupo Sporting desde 1995, que raio.
Nesse aspecto, a responsabilidade da actual direcção para o exercício de 18/19 é menor do que a as 2 direcções que, de facto, tomaram decisões no planeamento da época.

Também gostava de ter visto uma redução de custos mais significativa. Em 19/20 não haverão desculpas, será da total responsabilidade deste CD.

O que estou a dizer é factual. Nada foi feito no sentido de adequação da massa salarial a uma época sem Champions e com rescisões ( a direcção de BdC tem responsabilidades na construção do plantel e na estrutura de custos criada, não no planeamento da época, com pressupostos muito diferentes dos anteriores. ).

Falas do exemplo do Porto. Mal. O porto deu-se MUITO bem. Até entrar numa onda de gestão desportiva por catálogo, jogadores de fundos, jogadas de empresários.

É absolutamente imperativo impedires que os rivais entrem no bolo dos 40M da Champions, sistematicamente.
É imperativo entrares tu nesse bolo. Mesmo que ao Sporting caiba menos.
As coisas têm que ser feitas com responsabilidade?
Têm.
E, lamento que sei que não entra na narrativa de muitos, foram feitas com responsabilidade. Com opções com as quais não concordei à priori, como escrevi antes dos pós factos e certamente antes dos imponderáveis que sabemos.
O Sr. @Legraph não pode admitir que a estratégia usada anteriormente era a correcta, senão era o desmoronar da narrativa que ele e outros tanto trabalho têm tido para construir.

Tu se queres crescer e evoluir tens que investir. Se queres ganhar, dinheiro e títulos, tens que gastar. Não há milagres.

Tens que dotar o plantel de activos vendáveis e que tenham rendimento desportivo. Isso foi o que fez o Sporting e bem. Como fez o Porto e faz o Benfica.

Eu sempre disse que o ideal é venderes 1 a 2 jogadores valiosos por Verão para reinvestir no plantel, aumentar a qualidade, dotá-lo de mais activos que podem ser vendidos no futuro e cada vez menos ter necessidade de andar atrás de financiamento.

Esse é o caminho, e podem dar as piruetas que quiserem, foi o caminho que BdC seguiu e bem. Que levou os melhores resultados financeiros duma direcção desde que há SAD. Sendo a única a deixar os resultados no “verde”. Ao mesmo tempo que aumento o activo, baixou passivo, aumento as receitas ordinárias e criou condições para fazer os maiores encaixes extraordinários de sempre da sociedade. 

Entramos no Mundo dos “ses”, mas digo isto sem problema: se os jogadores têm feito o seu trabalho no final da época 17/18, se outros não têm patrocinado uma revolução no clube, de dentro e de fora, se têm permitido a reestruturação financeira e emissão obrigacionista em Maio de 2018, o Sporting com as vendas que ia fazer e com possibilidade Champions, podia ter investido 70 a 80M€ em jogadores nesse Verão. Isto foi dito pelo próprio responsável financeiro da altura, Carlos Vieira.

O Sporting de BdC no último ano tinha um défice operacional de 15M€, tendo em conta o plantel que tínhamos e o potencial financeiro de alguns deles...isso não era nada. São trocos. RP, William e Gelson iam ser vendidos, só aí estavam 60 a 70M€ líquidos. No mínimo.

PS.: Outra que me esqueci, continuam a querer fazer paralelismos entre 2013 e 2018. Ridículo. O Sr Dr encontrou um clube com receitas ordinárias de 75M€ mais capacidade para gerar outros 75M€ em receitas extraordinárias com vendas de jogadores. Em 2013 o Sporting tinha custos semelhantes aos actuais, a diferença é que gerava 40M€ por ano de receitas e tinha os passes todos nas mãos de 3s e um plantel desvalorizado. Acabámos de vender um jogador por 21M€ e não é sequer o jogador mais valioso do plantel e há vários outros de valor próximo, amigos. Em 2013 nem o atleta mais valioso do plantel rendia isso. E se rendesse, 30 ou 40% iam parar às mãos de outros.
« Última modificação: Setembro 11, 2019, 11:47 am por Matchbox Twenty »
Falas do exemplo do Porto. Mal. O porto deu-se MUITO bem. Até entrar numa onda de gestão desportiva por catálogo, jogadores de fundos, jogadas de empresários.

É absolutamente imperativo impedires que os rivais entrem no bolo dos 40M da Champions, sistematicamente.
É imperativo entrares tu nesse bolo. Mesmo que ao Sporting caiba menos.
As coisas têm que ser feitas com responsabilidade?
Têm.
E, lamento que sei que não entra na narrativa de muitos, foram feitas com responsabilidade. Com opções com as quais não concordei à priori, como escrevi antes dos pós factos e certamente antes dos imponderáveis que sabemos.
Por acaso a estratégia do Porto começou a falhar precisamente quando se afastaram dos Fundos e do Jorge Mendes. Até esse momento, a estratégia de risco elevado foi funcionando. Agora que tudo deixou de correr às mil maravilhas, a estratégia rebentou.
É preciso ter consciência que estas estratégias assentes em grandes prejuízos operacionais são de alto risco.

O dinheiro da LC é fundamental, tenho batido nessa tecla. O grande desafio do Varandas é tentar segurar o barco até 2020/21, onde Portugal terá 3 equipas na LC (já estou na fezada que vamos terminar em 6º no ranking este ano). É a única hipótese de sair deste buraco (que não foi da responsabilidade dele). Não vejo outra forma.

Volto a dizer que, para mim, ter 30M€ de prejuízo operacional (sem LC) numa entidade que só produz 75M€ de receita operacional "garantida" não é responsável.
Mesmo que a LC fosse uma garantia (tipo o Bayern), ainda iria dar prejuízo operacional de 15-20M€.


Eu sempre disse que o ideal é venderes 1 a 2 jogadores valiosos por Verão para reinvestir no plantel, aumentar a qualidade, dotá-lo de mais activos que podem ser vendidos no futuro e cada vez menos ter necessidade de andar atrás de financiamento.

O Sporting de BdC no último ano tinha um défice operacional de 15M€
Isso é uma verdade de La Palice. Claro que todos concordamos com isso.
Mas o cenário não era esse. Com 30-35M€ de prejuízo operacional (sem LC; ou 15M-20€ com LC) precisavas de vender 1-2 jogadores só para cobrir esse buraco. Depois precisavas de vender mais 1-2 jogadores para, como dizes e bem, reinvestir no plantel e tentar aumentar a qualidade.

A questão é precisamente essa. Eu acho aceitável que seja preciso o dinheiro da LC OU vendas de 1-2 jogadores para cobrir buraco financeiro todos os anos (com tendência a dar lucro operacional, sem LC ou vendas). Podemos dizer que o 3º ano do Bruno se inseriu aí (~10M€ prejuízo operacional, sem LC).
Não acho responsável é ser preciso LC mais vendas e foi esse o caminho seguido no 4º e 5º anos do Bruno (~30M€ buraco por ano) e pelo Godinho (~35M€ buraco).
Não é sustentável.
Falas do exemplo do Porto. Mal. O porto deu-se MUITO bem. Até entrar numa onda de gestão desportiva por catálogo, jogadores de fundos, jogadas de empresários.

É absolutamente imperativo impedires que os rivais entrem no bolo dos 40M da Champions, sistematicamente.
É imperativo entrares tu nesse bolo. Mesmo que ao Sporting caiba menos.
As coisas têm que ser feitas com responsabilidade?
Têm.
E, lamento que sei que não entra na narrativa de muitos, foram feitas com responsabilidade. Com opções com as quais não concordei à priori, como escrevi antes dos pós factos e certamente antes dos imponderáveis que sabemos.
Por acaso a estratégia do Porto começou a falhar precisamente quando se afastaram dos Fundos e do Jorge Mendes. Até esse momento, a estratégia de risco elevado foi funcionando. Agora que tudo deixou de correr às mil maravilhas, a estratégia rebentou.
É preciso ter consciência que estas estratégias assentes em grandes prejuízos operacionais são de alto risco.

O dinheiro da LC é fundamental, tenho batido nessa tecla. O grande desafio do Varandas é tentar segurar o barco até 2020/21, onde Portugal terá 3 equipas na LC (já estou na fezada que vamos terminar em 6º no ranking este ano). É a única hipótese de sair deste buraco (que não foi da responsabilidade dele). Não vejo outra forma.

Volto a dizer que, para mim, ter 30M€ de prejuízo operacional (sem LC) numa entidade que só produz 75M€ de receita operacional "garantida" não é responsável.
Mesmo que a LC fosse uma garantia (tipo o Bayern), ainda iria dar prejuízo operacional de 15-20M€.


Eu sempre disse que o ideal é venderes 1 a 2 jogadores valiosos por Verão para reinvestir no plantel, aumentar a qualidade, dotá-lo de mais activos que podem ser vendidos no futuro e cada vez menos ter necessidade de andar atrás de financiamento.

O Sporting de BdC no último ano tinha um défice operacional de 15M€
Isso é uma verdade de La Palice. Claro que todos concordamos com isso.
Mas o cenário não era esse. Com 30-35M€ de prejuízo operacional (sem LC; ou 15M-20€ com LC) precisavas de vender 1-2 jogadores só para cobrir esse buraco. Depois precisavas de vender mais 1-2 jogadores para, como dizes e bem, reinvestir no plantel e tentar aumentar a qualidade.

A questão é precisamente essa. Eu acho aceitável que seja preciso o dinheiro da LC OU vendas de 1-2 jogadores para cobrir buraco financeiro todos os anos (com tendência a dar lucro operacional, sem LC ou vendas). Podemos dizer que o 3º ano do Bruno se inseriu aí (~10M€ prejuízo operacional, sem LC).
Não acho responsável é ser preciso LC mais vendas e foi esse o caminho seguido no 4º e 5º anos do Bruno (~30M€ buraco por ano) e pelo Godinho (~35M€ buraco).
Não é sustentável.
Epa.

Mas o que é o Godinho tem a ver com BdC?

Godinho tinha 40m de receitas operacionais e activos nas mãos de TERCEIROS! Apenas 2 jogadores dos A eram detidos a mais que 50% pela SAD!

E continuas a insistir na coisa do "sem Champions".

Houve Champions. Ponto. Foi nesse pressuposto que as épocas foram preparadas. Ponto.

Coisa que não houve no ano passado e após o ataque a activos do clube.

Estás errado quanto ao Porto. É precisamente o inverso. Ora vai ver o timing da entrada da Doyen, o investimento em dezenas de milhões em atletas de catálogo com apenas % de passes nas mãos.

Não podes retirar a Champions da equação. Porque o Sporting preparou-se para a época sabendo que a teria. Ou na esperança que passava o qualificador. Olhou para as equipas que nos podiam calhar, para o nosso plantel e arriscou, e bem, porque o Sporting tem obrigação de passar uma eliminatória dessas. Menos quando não nos deixam fazê-lo, claro.

Se não tivéssemos passado, ainda no final desse mercado de 2017 teríamos vendido mais alguém...para além do Adrien. Nesse Verão já tínhamos vendido o Semedo por 15M€ e depois vendemos o Adrien por 24.5M€ + 5 variáveis. Facilmente poderíamos ter vendido mais um jogador. E ainda ir ao mercado buscar 1 ou 2 para colmatar as saídas.

O Sporting vende Adrien porque já tinha Bruno Fernandes e Battaglia contratados para o meio-campo. Ambos vieram-se a comprovar como muito importantes para a equipa, o Bruno muito mais, como é evidente, e no final dessa época valiam muito mais do que os 12 ou 13M€ que investimos no global de ambos. Só o Battaglia cobria o investimento nos 2 e ainda dava lucro...

Mas não, houve quem permitisse tudo aquilo que se passou e a delapidação financeira do Sporting por terceiros, neste caso dos próprios jogadores.
É óbvio que tem de haver vendas pra cobrir défices operacionais.
Em Portugal é inevitável.
Isso é gestão desportiva: comprar por x e vender por x+y

O que convém é comprar e valorizar pra vender por mais.
Para isso, convém haver escolhas criteriosas+treinador de futebol.
Há sempre erro, mas se o erro for menor que o acerto, consegue-se equilíbrio.

Não é metendo lá dentro Phyllyppes, Eduardos, Borjas, Iloris, Netos, Bolassies, etc. que se faz alguma coisa de jeito.
Nem contratando Fernandos sem opção de compra e 50% de Platas.
Nem contratando lesionados.
Nem construindo plantéis com posições completamente desfalcadas.
Nem a dizer que a formação não presta, nem vai prestar durante anos.
Nem é com Peseiros, Kaizers e Pontes que há proximidade com o sucesso desportivo e ocorre valorização de jogadores.

Com a fórmula actual, só saindo o euromilhões todas as semanas
Cabeça, membros e pernas
A alma é o segredo do negócio
Cientistas do futebol, esqueletos no armário, burros
Sporting é um clube de malucos
O dinheiro da LC é fundamental, tenho batido nessa tecla. O grande desafio do Varandas é tentar segurar o barco até 2020/21, onde Portugal terá 3 equipas na LC (já estou na fezada que vamos terminar em 6º no ranking este ano). É a única hipótese de sair deste buraco (que não foi da responsabilidade dele). Não vejo outra forma.

Ignorando tudo o resto, e até assumindo que concordo/aceito que não se deve ter resultados operacionais abaixo dos +-10M (sem Champions), explica lá esta do Dr Varandas "segurar o barco" até para o ano...
Há aqui 2 pressupostos:
1 - Sporting não acaba no top 2 este ano nem para o ano (só conseguimos almejar o 3o lugar em 20/21)
2 - Dr Varandas não nos consegue salvar deste buraco

Nenhum dos dois faz sentido para mim.
Relativamente ao ponto 1: Ignorando o 1o lugar, por que razão assumes logo à partida que Sporting não consegue sequer lutar pelo 2o lugar? Acabámos a época passada a 11 pontos do Porto, que entretanto perdeu várias peças essenciais (várias a custo zero), e o Dr Varandas e sua equipa de Scouting teve meses para preparar mercado que correu espectacularmente (de acordo com o próprio).
Ou estás a chamar de incompentente o Dr Varandas (e equipa) por não ter conseguido diminuir o fosso para Porco, ou achas que Porco está muito mais forte (e Sporting não melhorou assim tanto apesar de trabalho excelente e incansável do dept de futebol). Se defendes a segunda, sinceramente não sei que te diga...

O ponto 2) deixa-me algo perplexo. Se o buraco que tanta vezes referes está relacionado com resultados operacionais incomportáveis, e já que primeiros 2 lugares estão efectivamente fora do alcance (ponto 1), então não percebo qual a dificuldade de diminuir custos para reduzir esta disparidade.
Já admitiste que este é o ano em que Varandas tem toda a responsabilidade (malvados que andaram a manietá-lo desde Novembro), portanto ele só tinha que reduzir custos ou aumentar receitas. Como aumentar receitas está completamente fora de hipótese (eu diria por incompentência), por que não se reduzem custos para sairmos deste buraco?
Bastava reduzir salários, apostar na formação, e continuaria intacto o objetivo do 3o lugar. Por que raio estamos a pagar a emprestados a peso de ouro, se apenas vamos lutar pelo 3o lugar com Braga?
O argumento da poupança e da herança pesada é tão tremido e fraco que nem é preciso falar em poupanças de salários ou vendas de jogadores para essa cartilha cair por terra. Basta olhar para o que gastaste desde o fim da época 2017/2018 (ataque a Alcochete e rescisões), até ao fecho do mercado de verão 2019/2020, tanto por BdC, como por Sousa Cintra e Varandas e comparar com o que se gastou entre 2013 e 2015/16 nas primeiras 3 temporadas de BdC.

BdC o despesista, que esbanjou dinheiro, desde a época de Jardim até ao fim da primeira época de Jesus em reforços, gastou 25 milhões de euros, ou seja 25 milhões espalhados por 6 mercados de transferência (de verão e inverno), desde o ataque à academiajá com bdc no ultimo mês/cg/varandas esse valor totalizou à volta dos 55 milhões de euros, em metade do tempo (1 ano e 3 meses), em metade dos mercados. Hum, como é que um clube em suposta grave crise financeira, com contenção de gastos, vai-me gastar em metade do tempo, o dobro do que o maluco despesista gastou em quase 3 anos?  :think:

Deve ser porque o maluco gordo trinca bolotas anda ainda hoje, esse malvado, a apontar a pistola à cabeça do vagangs para gastar mais e f**** mais o Sporting só pode... :boohoo:

Lá está o brunismo ainda a lesar o Sporting.  :wall:

#Dakinefacts
« Última modificação: Setembro 11, 2019, 16:24 pm por Cernunnos »
RUA VARANDAS!

O CONFRONTO SERÁ INEVITÁVEL!
O Porto segue essa estratégia há quase 15 anos. Foi resultando, até que deixou de resultar e agora estão a atravessar a maior crise financeira da era Pinto da Costa (exceptuando os primeiros anos de presidência).
Ter 25-30M de prejuízo operacional num clube que só tem 80M receita "garantida" não é sustentável. Mais tarde ou mais cedo rebenta... e rebenta mesmo, como se vê. Rebentou com o Godinho, rebentou com o Bruno e rebentou com o Porto.

Por que paraste aí?

O Benfica segue essa estratégia há quase 10 anos. O Porto também. O Sporting só pôde usar essa estratégia a partir de determinada altura. Nem pensar que a mesma foi usada no tempo do Godinho porque não foi.

Os três clubes precisam de transferências para manter as contas equilibradas, uma vez que a bilheteira e direitos de TV e dinheiro das competições não chegam para cobrir os custos.

O risco está na competência (ou falta dela) na hora de comprar/vender e valorizar os activos em campo. O Porto negligenciou isso durante algum tempo com Lopeteguis, Nuno Espírito Santo e Peseiros. Esse é que é o problema, aí desafiaram claramente a sorte. Agora se for feito com um mínimo de competência e haverá sempre um ou dois jogadores que são pra vender para compor um défice de 30 ou 40 milhões todos os anos.
Já agora, o último dirigente que achou que podia negligenciar o investimento em competência quer da estrutura técnica quer em jogadores minimamente valorizáveis ou que acrescentassem competitividade à equipa, almejando assim um nível competitivo que permitisse lutar por um simples lugar na Champions, levou a equipa a um décimo lugar (chamava-se Godinho).

Porque isto é como jogar para o empate... quem o faz arrisca-se a empatar ou sair derrotado (lugar de Champions ou abaixo), já quem joga pra ganhar tende a conseguir mais vezes esse resultado (vencer título ou “apenas” lugar de Champions).
Volto a dizer que, para mim, ter 30M€ de prejuízo operacional (sem LC) numa entidade que só produz 75M€ de receita operacional "garantida" não é responsável.

Mesmo que a LC fosse uma garantia (tipo o Bayern), ainda iria dar prejuízo operacional de 15-20M€.
Mas o cenário não era esse. Com 30-35M€ de prejuízo operacional (sem LC; ou 15M-20€ com LC) precisavas de vender 1-2 jogadores só para cobrir esse buraco. Depois precisavas de vender mais 1-2 jogadores para, como dizes e bem, reinvestir no plantel e tentar aumentar a qualidade.

A questão é precisamente essa. Eu acho aceitável que seja preciso o dinheiro da LC OU vendas de 1-2 jogadores para cobrir buraco financeiro todos os anos (com tendência a dar lucro operacional, sem LC ou vendas). Podemos dizer que o 3º ano do Bruno se inseriu aí (~10M€ prejuízo operacional, sem LC).
Não acho responsável é ser preciso LC mais vendas e foi esse o caminho seguido no 4º e 5º anos do Bruno (~30M€ buraco por ano) e pelo Godinho (~35M€ buraco).
Não é sustentável.

Caro Legraph, tenho seguido os teus posts com atenção e gosto da argumentação fundamentada. Parabéns. Parece-me evidente que uma estratégia de alto risco não será a mais adequada, mas abraçar a filosofia que esta direcção adoptou parece ser ainda mais "arriscado" a longo prazo. Até parece que o conselho directivo sofre de amnésia colectiva. Medidas semelhantes foram já tomadas no passado, por Soares Franco, por exemplo. E o que aconteceu ao Sporting? Parco investimento, que se traduziu numa fraca prestação desportiva, que por sua vez se traduziu em miseráveis receitas de bilheteira, jogadores vendidos a preços de saldo, etc. O resultado foi a bragarização do Sporting. Cortar a eito não é o caminho. E os rivais agradecem.

Last but not least, esta direcção comete um pecado ainda maior que as anteriores, pois está a desmantelar uma equipa competente, com saídas de jogadores de qualidade por preços irrisórios (no caso de Nani, a custo zero). Se adicionares à equação um scouting incompetente, tens uma tempestade perfeita. É isto que está a suceder ao Sporting. Basta comparar a equipa de 2018/19 com a actual. E, caso continuem a seguir esta política suicida, o mais provável é verificar-se uma quebra semelhante com as receitas.
O dinheiro da LC é fundamental, tenho batido nessa tecla. O grande desafio do Varandas é tentar segurar o barco até 2020/21, onde Portugal terá 3 equipas na LC (já estou na fezada que vamos terminar em 6º no ranking este ano). É a única hipótese de sair deste buraco (que não foi da responsabilidade dele). Não vejo outra forma.

Ignorando tudo o resto, e até assumindo que concordo/aceito que não se deve ter resultados operacionais abaixo dos +-10M (sem Champions), explica lá esta do Dr Varandas "segurar o barco" até para o ano...
Há aqui 2 pressupostos:
1 - Sporting não acaba no top 2 este ano nem para o ano (só conseguimos almejar o 3o lugar em 20/21)
2 - Dr Varandas não nos consegue salvar deste buraco

Nenhum dos dois faz sentido para mim.
Relativamente ao ponto 1: Ignorando o 1o lugar, por que razão assumes logo à partida que Sporting não consegue sequer lutar pelo 2o lugar? Acabámos a época passada a 11 pontos do Porto, que entretanto perdeu várias peças essenciais (várias a custo zero), e o Dr Varandas e sua equipa de Scouting teve meses para preparar mercado que correu espectacularmente (de acordo com o próprio).
Ou estás a chamar de incompentente o Dr Varandas (e equipa) por não ter conseguido diminuir o fosso para Porco, ou achas que Porco está muito mais forte (e Sporting não melhorou assim tanto apesar de trabalho excelente e incansável do dept de futebol). Se defendes a segunda, sinceramente não sei que te diga...

O ponto 2) deixa-me algo perplexo. Se o buraco que tanta vezes referes está relacionado com resultados operacionais incomportáveis, e já que primeiros 2 lugares estão efectivamente fora do alcance (ponto 1), então não percebo qual a dificuldade de diminuir custos para reduzir esta disparidade.
Já admitiste que este é o ano em que Varandas tem toda a responsabilidade (malvados que andaram a manietá-lo desde Novembro), portanto ele só tinha que reduzir custos ou aumentar receitas. Como aumentar receitas está completamente fora de hipótese (eu diria por incompentência), por que não se reduzem custos para sairmos deste buraco?
Bastava reduzir salários, apostar na formação, e continuaria intacto o objetivo do 3o lugar. Por que raio estamos a pagar a emprestados a peso de ouro, se apenas vamos lutar pelo 3o lugar com Braga?
"Ponto 1" parece-me evidente. Nos últimos 10 anos o Sporting só terminou em 2º lugar 2x. Estamos num momento de grande instabilidade (para variar), os 2 rivais têm melhores 11 e melhores planteis. É possível chegar ao 1º e 2º lugar, mas não me parece provável.

O "ponto 2" eu não disse que o Varandas não era capaz de sair deste buraco, disse é que o caminho para ele sair do buraco passa obrigatoriamente pelos milhões da LC, que provavelmente só estarão disponíveis em 2021/22 (*correcção ao post anterior) quando Portugal colocar 3 equipas na LC.
Os direitos televisivos e patrocínios estão negociados a longo prazo, o Varandas não pode mexer nisso. Ele pode mexer essencialmente no merchandising e bilheteira interna, cuja variação anual é relativamente pequena face às outras rubricas. Sobram as receitas europeias, que têm um volume enorme face ao restante.

Quanto ao resto já é uma discussão sobre opções tomadas por CDs e prefiro não entrar por aí. Também não entrei por aí em relação ao Bruno ou Godinho neste tópico, senão é uma discussão sem fim onde até de treinadores e de jogadores se fala.

Já agora, eu não "admiti" nada em relação a este ano ser da responsabilidade do Varandas. Efectivamente este ano é do Varandas. Planeado por ele, executado por ele, responsabilidade dele.
Se no final deste ano este CD apresentar um exercício com lucro líquido (suponho que irá acontecer) mas com 20-30M€ de prejuízo operacional (sem LC), não vou achar responsável na mesma.
Depois, em 21/22, com os milhões da LC, exige-se (pelo menos eu) um exercício perto do break even em termos operacionais.


O Porto segue essa estratégia há quase 15 anos. Foi resultando, até que deixou de resultar e agora estão a atravessar a maior crise financeira da era Pinto da Costa (exceptuando os primeiros anos de presidência).
Ter 25-30M de prejuízo operacional num clube que só tem 80M receita "garantida" não é sustentável. Mais tarde ou mais cedo rebenta... e rebenta mesmo, como se vê. Rebentou com o Godinho, rebentou com o Bruno e rebentou com o Porto.

Por que paraste aí?

O Benfica segue essa estratégia há quase 10 anos. O Porto também. O Sporting só pôde usar essa estratégia a partir de determinada altura. Nem pensar que a mesma foi usada no tempo do Godinho porque não foi.

Os três clubes precisam de transferências para manter as contas equilibradas, uma vez que a bilheteira e direitos de TV e dinheiro das competições não chegam para cobrir os custos.

O risco está na competência (ou falta dela) na hora de comprar/vender e valorizar os activos em campo. O Porto negligenciou isso durante algum tempo com Lopeteguis, Nuno Espírito Santo e Peseiros. Esse é que é o problema, aí desafiaram claramente a sorte. Agora se for feito com um mínimo de competência e haverá sempre um ou dois jogadores que são pra vender para compor um défice de 30 ou 40 milhões todos os anos.
O Benfica tem lucros operacionais (com LC) há vários anos. Nesta última década eles devem ter aproximadamente break even operacional com LC apenas (sem necessidade de vendas avultadas de jogadores para equilibrar a nível operacional). A estratégia pode ser a mesma, mas bem mais moderada e a manter o controlo de receitas/gastos operacionais.

Repara que eu nunca disse que não era preciso vender para equilibrar contas. Obviamente que é necessário, quanto mais não seja porque a quantidade de prejuízos acumulados nas SADs é algo de assustador. Aquilo que eu tenho falado é que o risco de fazer épocas com um desequilíbrio tão grande de receitas/gastos operacionais, ao ponto de ser preciso entrar na LC mais 1 ou 2 boas vendas só para equilibrar as contas e ainda mais 1 ou 2 boas vendas para conseguires ir ao mercado, está acima daquilo que considero como risco aceitável.
O Porto cá em Portugal foi o que levou mais longe esta estratégia de risco e resultou durante muitos anos, mas agora estão em crise financeira. Não é sustentável.


Volto a dizer que, para mim, ter 30M€ de prejuízo operacional (sem LC) numa entidade que só produz 75M€ de receita operacional "garantida" não é responsável.

Mesmo que a LC fosse uma garantia (tipo o Bayern), ainda iria dar prejuízo operacional de 15-20M€.
Mas o cenário não era esse. Com 30-35M€ de prejuízo operacional (sem LC; ou 15M-20€ com LC) precisavas de vender 1-2 jogadores só para cobrir esse buraco. Depois precisavas de vender mais 1-2 jogadores para, como dizes e bem, reinvestir no plantel e tentar aumentar a qualidade.

A questão é precisamente essa. Eu acho aceitável que seja preciso o dinheiro da LC OU vendas de 1-2 jogadores para cobrir buraco financeiro todos os anos (com tendência a dar lucro operacional, sem LC ou vendas). Podemos dizer que o 3º ano do Bruno se inseriu aí (~10M€ prejuízo operacional, sem LC).
Não acho responsável é ser preciso LC mais vendas e foi esse o caminho seguido no 4º e 5º anos do Bruno (~30M€ buraco por ano) e pelo Godinho (~35M€ buraco).
Não é sustentável.

Caro Legraph, tenho seguido os teus posts com atenção e gosto da argumentação fundamentada. Parabéns. Parece-me evidente que uma estratégia de alto risco não será a mais adequada, mas abraçar a filosofia que esta direcção adoptou parece ser ainda mais "arriscado" a longo prazo. Até parece que o conselho directivo sofre de amnésia colectiva. Medidas semelhantes foram já tomadas no passado, por Soares Franco, por exemplo. E o que aconteceu ao Sporting? Parco investimento, que se traduziu numa fraca prestação desportiva, que por sua vez se traduziu em miseráveis receitas de bilheteira, jogadores vendidos a preços de saldo, etc. O resultado foi a bragarização do Sporting. Cortar a eito não é o caminho. E os rivais agradecem.

Last but not least, esta direcção comete um pecado ainda maior que as anteriores, pois está a desmantelar uma equipa competente, com saídas de jogadores de qualidade por preços irrisórios (no caso de Nani, a custo zero). Se adicionares à equação um scouting incompetente, tens uma tempestade perfeita. É isto que está a suceder ao Sporting. Basta comparar a equipa de 2018/19 com a actual. E, caso continuem a seguir esta política suicida, o mais provável é verificar-se uma quebra semelhante com as receitas.

A única defesa que fiz deste CD neste tópico foi dizer que o RC 18/19 não é da responsabilidade deles. E não é.
De resto tentei afastar-me de qualquer apreciação sobre o que este CD tem estado a fazer em concreto a nível de jogadores, treinadores e política desportiva (tal como não o fiz para o Godinho nem Bruno) e limitei-me a expor as minhas expectativas para aquilo que eu quero ver nos RC 19/20 e 20/21, esses sim, da total e exclusiva responsabilidade deles.

De resto, independentemente de se gostar ou não, não vejo qual é a alternativa a dar margem de manobra a este CD para eles mostrarem o que valem, dar no mínimo o benefício da dúvida, tal e qual fiz com o Bruno (excepto no 5º ano, em que fui altamente crítico).
Sigam a estratégia que quiserem, tomem as opções que quiserem e depois cá estarei para avaliar se resultou ou não resultou.

O Soares Franco não empolgava, não foi campeão e nunca seria campeão com a estratégia que seguiu. Podiam passar-se mais 5-10 anos e ele nunca seria campeão (excepto por milagre). Por isso obviamente teve de sair, mas infelizmente os 2 presidentes que se seguiram continuaram sem ser campeões e ainda pioraram a situação financeira.
Portanto, se for para não ganhar, mais vale pelo menos não piorar as contas.
« Última modificação: Setembro 11, 2019, 21:21 pm por Legraph »