Relatório e contas Sporting SAD epoca 2018/19 prejuizo 7.9M

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A quantidade de erros/gralhas neste ROC é abismal e de amadorismo a que estamos habituados com este CD.
"Para mim , o Sporting é como uma mulher que se ama logo à primeira vista. Um homem pode conhecer várias mulheres , mas há sempre ‘aquela’, a especial. Independentemente de ficarmos com ela ou não, lembramo-nos dela para sempre!" - Ivone De Franceschi
Não percebo porque se chateiam.
Mais milhões menos milhões vai dar ao mesmo.
O destino do Sporting está traçado.
Não é nada meigo mas é o que é.
Não sou propriamente um grande defensor desta direcção, mas há que dar um pouco de rigor a estas análises.

Acabando o período em 30/06, estão contabilizadas o grosso das aquisições, enquanto que as vendas do Dost, do Raphinha, do T.Correia e do m***** do Podence, não o estão.

Também os custos com o pessoal não reflectem esta onda de vendas e rescisões/ofertas que registamos no final da época, uma vez que a todos esses jogadores foram pagos salários até final de Junho. Se é verdade que saíram jogadores de peso em termos de carga salarial, também entraram outros, que não foram adquiridos por esta direcção.

Quanto a tão falada proposta de aumento de salários para a administração, realmente parece-me de mau tom fazerem-no, precisamente após um período de apresentação de resultados negativos. 

Corrijam-me por favor se cometi algum engano.

o podence nao foi vendido.
#NasciLeaoNaoNasciLampiao

Registar imparidades em jogadores….???!!

Sabem se isso é feito lá fora ou nos rivais? É q sem essas imparidades ainda tínhamos um RL positivo…

q raio de imparidade é a do andré pinto?? N tinha vindo a custo zero??
Não sou propriamente um grande defensor desta direcção, mas há que dar um pouco de rigor a estas análises.

Acabando o período em 30/06, estão contabilizadas o grosso das aquisições, enquanto que as vendas do Dost, do Raphinha, do T.Correia e do m***** do Podence, não o estão.

Também os custos com o pessoal não reflectem esta onda de vendas e rescisões/ofertas que registamos no final da época, uma vez que a todos esses jogadores foram pagos salários até final de Junho. Se é verdade que saíram jogadores de peso em termos de carga salarial, também entraram outros, que não foram adquiridos por esta direcção.

Quanto a tão falada proposta de aumento de salários para a administração, realmente parece-me de mau tom fazerem-no, precisamente após um período de apresentação de resultados negativos. 

Corrijam-me por favor se cometi algum engano.

As Aquisições só contam para aumento do Activo o Custo não entra pq só é registado em amortizações mensalmente ao longo do contrato .

Rigor ? Rigor do R&Cs ?
Tu é que estás a misturar exercícios e Épocas Diferentes. A Avaliação é de Julho a Junho Época 2017/2018

Custos com Pessoal ?... então não saíram para esta época em análise JJ William Coentrão Adrien Gelson Bryan Ruiz Montero Nani Bruno César etc e só reduzem 2M€ os Custos com Pessoal ? brincadeira só pode.

mais Se este ano “Venderam” 75M€ E tiveram prejuízo então essas últimas vendas de Dost , Raphinha etc ainda serão muito insuficientes para ter resultado positivo este ano .

Apresentar Prejuízos
Apresentar Capital Próprio Negativo
Apresentar Aumento do Passivo
Apresentar Aumento Dívida Financeir
Apresentar discurso de necessidade de poupar e

Aumentar-se em 23% não faz sentido algum
João Duque a gaguejar na rádio. Priceless.
Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
« Última modificação: Setembro 10, 2019, 17:23 pm por Legraph »
Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).

O típico ciclo vicioso do croquete. Desinveste-se porque a conversa é a da "sustentabilidade financeira" e depois e equipa perde capacidade competitiva e as receitas operacionais descem (Chapions nem vê-la). A clássica falta de ambição.
Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.
Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.

Podes tentar racionalizar os motivos que levaram a seguir-se essa estratégia e até sou sensível a esse argumento que apresentas: sacrificou-se equilíbrio financeiro (gastos operacionais bem acima das receitas operacionais) na tentativa de aumentar a competitividade desportiva.
Contudo, há moderação e há extremos. Aquilo que se fez foi ir ao extremo e rezar para que tudo corresse às mil maravilhas durante 5 anos para depois tentar equilibrar as contas novamente.


Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Mas independentemente de cada um achar ou não achar sustentável, a realidade é que estamos em Setembro 2019 e a estratégia não resultou.
Há que tirar ilações e é urgente corrigir o barco para sair tirar desta situação muito complicada.
Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.

Podes tentar racionalizar os motivos que levaram a seguir-se essa estratégia e até sou sensível a esse argumento que apresentas: sacrificou-se equilíbrio financeiro (gastos operacionais bem acima das receitas operacionais) na tentativa de aumentar a competitividade desportiva.

Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Mas independentemente de cada um achar ou não achar sustentável, a realidade é que estamos em Setembro 2019 e a estratégia não resultou.
Há que tirar ilações e é urgente corrigir o barco para sair tirar desta situação muito complicada.

Não podes retirar a Champions de 17/18, porque efectivamente estávamos na Champions!! A época foi preparada com esse pressuposto!!

Na época a seguir, não! E os custos foram iguais!

Nem é caso virgem nas SADs em Portugal. Vide caso benfica, com constantes défices operacionais até chegar ao ponto de maximização de receitas.

A SAD do Sporting, de 2013 a 2018, terá gasto em salários e aquisições, 350M, muito por alto. Os rivais,  mais de 500M. E o fosso não é maior porque foi feito o esforço financeiro para esbater essa diferença, nas ultimas 2 épocas ( as receitas operacionais foram aumentando, gradual e consistentemente ).

A aposta de 2017/2018 era decisiva, porque era absolutamente necessário a entrada directa na Champions e impedias no processo os rivais de lá chegarem. 1 deles, ficava obrigatoriamente pelo caminho.

E fizeste isto, com uma rede de segurança. Porque tinhas activos com valor e liquidez. Isto não inibe e disse-o no inicio dessa época, que com uma melhor gestão de recursos internos  ( mais jogadores da formação, quadro de profissionais mais curto ), o plantel seria 15M/ano mais barato e não perderia qualidade.

Não foi portanto essa politica que falhou ( nem acho q o equilibrio via vendas de jogadores seja algo extraordinário, aliás ).
Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.

Podes tentar racionalizar os motivos que levaram a seguir-se essa estratégia e até sou sensível a esse argumento que apresentas: sacrificou-se equilíbrio financeiro (gastos operacionais bem acima das receitas operacionais) na tentativa de aumentar a competitividade desportiva.
Contudo, há moderação e há extremos. Aquilo que se fez foi ir ao extremo e rezar para que tudo corresse às mil maravilhas durante 5 anos para depois tentar equilibrar as contas novamente.


Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Mas independentemente de cada um achar ou não achar sustentável, a realidade é que estamos em Setembro 2019 e a estratégia não resultou.
Há que tirar ilações e é urgente corrigir o barco para sair tirar desta situação muito complicada.

É uma estratégia… gastar pouco e rezar para que haja algum ganho extraordinário para inverter o rumo (uma venda, uma ida à champions…).

Se não acontecer (o que também é bastante provável), o rumo será indefinidamente o mesmo…

… mas também já testámos esta, não já?

« Última modificação: Setembro 10, 2019, 19:41 pm por Ricardo »
Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.

Podes tentar racionalizar os motivos que levaram a seguir-se essa estratégia e até sou sensível a esse argumento que apresentas: sacrificou-se equilíbrio financeiro (gastos operacionais bem acima das receitas operacionais) na tentativa de aumentar a competitividade desportiva.

Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Mas independentemente de cada um achar ou não achar sustentável, a realidade é que estamos em Setembro 2019 e a estratégia não resultou.
Há que tirar ilações e é urgente corrigir o barco para sair tirar desta situação muito complicada.

Não podes retirar a Champions de 17/18, porque efectivamente estávamos na Champions!! A época foi preparada com esse pressuposto!!

Na época a seguir, não! E os custos foram iguais!

Nem é caso virgem nas SADs em Portugal. Vide caso benfica, com constantes défices operacionais até chegar ao ponto de maximização de receitas.

A época 17/18 foi preparada com o pressuposto que iria haver dinheiro da LC. Certíssimo.
O problema é que quando investes numa época não estás apenas a investir nessa época. Na prática compras jogadores por 3-4-5 anos e vais sentir os efeitos disso durante os próximos anos.
É por isso que demora a baixar custos. Subir os gastos operacionais em 40% em 2 anos é facílimo, mas para os reduzir é bem mais complicado. Pode ser feito, mas ....

A partir do momento em que foi tomada a decisão de subir brutalmente os gastos operacionais (ficando refém de participações na LC + vendas avultadas para equilibrar as contas), vais ter de lidar com as consequências (positivas e/ou negativas) dessa decisão durante vários anos. É o que está a acontecer agora. Esse é o legado com que a actual direcção tem de lidar.


Obviamente que essa estratégia não foi invenção do Bruno, nem isto foi caso virgem cá em Portugal, como dizes e bem. O Benfica já o tinha feito antes (na altura dizia-se por aqui que era o all in) e o Porto sempre viveu nessa estratégia (serviu de guião para o Benfica).
Contudo o que está em causa não é o histórico dessa estratégia cá em Portugal, mas sim que não resultou e agora estamos nesta situação. The chickens have come home to roost.


Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.

Podes tentar racionalizar os motivos que levaram a seguir-se essa estratégia e até sou sensível a esse argumento que apresentas: sacrificou-se equilíbrio financeiro (gastos operacionais bem acima das receitas operacionais) na tentativa de aumentar a competitividade desportiva.
Contudo, há moderação e há extremos. Aquilo que se fez foi ir ao extremo e rezar para que tudo corresse às mil maravilhas durante 5 anos para depois tentar equilibrar as contas novamente.


Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Mas independentemente de cada um achar ou não achar sustentável, a realidade é que estamos em Setembro 2019 e a estratégia não resultou.
Há que tirar ilações e é urgente corrigir o barco para sair tirar desta situação muito complicada.

É uma estratégia… gastar pouco e rezar para que haja algum ganho extraordinário para inverter o rumo (uma venda, uma ida à champions…).

Se não acontecer (o que também é bastante provável), o rumo será indefinidamente o mesmo…

… mas também já testámos esta, não já?

Já testámos e não foi assim há tanto tempo - 13/14, na primeira época do Bruno de Carvalho. Ele teve de corrigir a m**** que o Godinho fez e obteve um bom equilíbrio financeiro.
A 2ª época do Bruno também foi muito equilibrada financeiramente.

Na minha opinião correu muito bem a nível financeiro e foram uma óptima base trabalho para o resto do mandato.
« Última modificação: Setembro 10, 2019, 20:08 pm por Legraph »
Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.

Podes tentar racionalizar os motivos que levaram a seguir-se essa estratégia e até sou sensível a esse argumento que apresentas: sacrificou-se equilíbrio financeiro (gastos operacionais bem acima das receitas operacionais) na tentativa de aumentar a competitividade desportiva.

Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Mas independentemente de cada um achar ou não achar sustentável, a realidade é que estamos em Setembro 2019 e a estratégia não resultou.
Há que tirar ilações e é urgente corrigir o barco para sair tirar desta situação muito complicada.

Não podes retirar a Champions de 17/18, porque efectivamente estávamos na Champions!! A época foi preparada com esse pressuposto!!

Na época a seguir, não! E os custos foram iguais!

Nem é caso virgem nas SADs em Portugal. Vide caso benfica, com constantes défices operacionais até chegar ao ponto de maximização de receitas.

A época 17/18 foi preparada com o pressuposto que iria haver dinheiro da LC. Certíssimo.
O problema é que quando investes numa época não estás apenas a investir nessa época. Na prática compras jogadores por 3-4-5 anos e vais sentir os efeitos disso durante os próximos anos.
É por isso que demora a baixar custos. Subir os gastos operacionais em 40% em 2 anos é facílimo, mas para os reduzir é bem mais complicado. Pode ser feito, mas ....

A partir do momento em que foi tomada a decisão de subir brutalmente os gastos operacionais (ficando refém de participações na LC + vendas avultadas para equilibrar as contas), vais ter de lidar com as consequências (positivas e/ou negativas) dessa decisão durante vários anos. É o que está a acontecer agora. Esse é o legado com que a actual direcção tem de lidar.


Obviamente que essa estratégia não foi invenção do Bruno, nem isto foi caso virgem cá em Portugal, como dizes e bem. O Benfica já o tinha feito antes (na altura dizia-se por aqui que era o all in) e o Porto sempre viveu nessa estratégia (serviu de guião para o Benfica).
Contudo o que está em causa não é o histórico dessa estratégia cá em Portugal, mas sim que não resultou e agora estamos nesta situação. The chickens have come home to roost.


Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.

Podes tentar racionalizar os motivos que levaram a seguir-se essa estratégia e até sou sensível a esse argumento que apresentas: sacrificou-se equilíbrio financeiro (gastos operacionais bem acima das receitas operacionais) na tentativa de aumentar a competitividade desportiva.
Contudo, há moderação e há extremos. Aquilo que se fez foi ir ao extremo e rezar para que tudo corresse às mil maravilhas durante 5 anos para depois tentar equilibrar as contas novamente.


Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Mas independentemente de cada um achar ou não achar sustentável, a realidade é que estamos em Setembro 2019 e a estratégia não resultou.
Há que tirar ilações e é urgente corrigir o barco para sair tirar desta situação muito complicada.

É uma estratégia… gastar pouco e rezar para que haja algum ganho extraordinário para inverter o rumo (uma venda, uma ida à champions…).

Se não acontecer (o que também é bastante provável), o rumo será indefinidamente o mesmo…

… mas também já testámos esta, não já?

Já testámos e não foi assim há tanto tempo - 13/14, na primeira época do Bruno de Carvalho. Ele teve de corrigir a m**** que o Godinho fez e obteve um bom equilíbrio financeiro.
A 2ª época do Bruno também foi muito equilibrada financeiramente.
Ambas com lucro operacional.

Na minha opinião correu muito bem e foram uma óptima base trabalho para o resto do mandato.

Correu um bocadinho bem… fruto das idas à champions. De resto, em ambas os objetivos iniciais eram mais limitados.

A questão mantém-se. Queres subir a aposta, tens de arriscar (leia-se investir). Ficar na expectativa vai-te trazer menos e vai-te deixar cada vez mais longe.

Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.

Podes tentar racionalizar os motivos que levaram a seguir-se essa estratégia e até sou sensível a esse argumento que apresentas: sacrificou-se equilíbrio financeiro (gastos operacionais bem acima das receitas operacionais) na tentativa de aumentar a competitividade desportiva.

Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Mas independentemente de cada um achar ou não achar sustentável, a realidade é que estamos em Setembro 2019 e a estratégia não resultou.
Há que tirar ilações e é urgente corrigir o barco para sair tirar desta situação muito complicada.

Não podes retirar a Champions de 17/18, porque efectivamente estávamos na Champions!! A época foi preparada com esse pressuposto!!

Na época a seguir, não! E os custos foram iguais!

Nem é caso virgem nas SADs em Portugal. Vide caso benfica, com constantes défices operacionais até chegar ao ponto de maximização de receitas.

A época 17/18 foi preparada com o pressuposto que iria haver dinheiro da LC. Certíssimo.
O problema é que quando investes numa época não estás apenas a investir nessa época. Na prática compras jogadores por 3-4-5 anos e vais sentir os efeitos disso durante os próximos anos.
É por isso que demora a baixar custos. Subir os gastos operacionais em 40% em 2 anos é facílimo, mas para os reduzir é bem mais complicado. Pode ser feito, mas ....

A partir do momento em que foi tomada a decisão de subir brutalmente os gastos operacionais (ficando refém de participações na LC + vendas avultadas para equilibrar as contas), vais ter de lidar com as consequências (positivas e/ou negativas) dessa decisão durante vários anos. É o que está a acontecer agora. Esse é o legado com que a actual direcção tem de lidar.


Obviamente que essa estratégia não foi invenção do Bruno, nem isto foi caso virgem cá em Portugal, como dizes e bem. O Benfica já o tinha feito antes (na altura dizia-se por aqui que era o all in) e o Porto sempre viveu nessa estratégia (serviu de guião para o Benfica).
Contudo o que está em causa não é o histórico dessa estratégia cá em Portugal, mas sim que não resultou e agora estamos nesta situação. The chickens have come home to roost.


Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.

Podes tentar racionalizar os motivos que levaram a seguir-se essa estratégia e até sou sensível a esse argumento que apresentas: sacrificou-se equilíbrio financeiro (gastos operacionais bem acima das receitas operacionais) na tentativa de aumentar a competitividade desportiva.
Contudo, há moderação e há extremos. Aquilo que se fez foi ir ao extremo e rezar para que tudo corresse às mil maravilhas durante 5 anos para depois tentar equilibrar as contas novamente.


Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Mas independentemente de cada um achar ou não achar sustentável, a realidade é que estamos em Setembro 2019 e a estratégia não resultou.
Há que tirar ilações e é urgente corrigir o barco para sair tirar desta situação muito complicada.

É uma estratégia… gastar pouco e rezar para que haja algum ganho extraordinário para inverter o rumo (uma venda, uma ida à champions…).

Se não acontecer (o que também é bastante provável), o rumo será indefinidamente o mesmo…

… mas também já testámos esta, não já?

Já testámos e não foi assim há tanto tempo - 13/14, na primeira época do Bruno de Carvalho. Ele teve de corrigir a m**** que o Godinho fez e obteve um bom equilíbrio financeiro.
A 2ª época do Bruno também foi muito equilibrada financeiramente.
Ambas com lucro operacional.

Na minha opinião correu muito bem e foram uma óptima base trabalho para o resto do mandato.

Correu um bocadinho bem… fruto das idas à champions. De resto, em ambas os objetivos iniciais eram mais limitados.

A questão mantém-se. Queres subir a aposta, tens de arriscar (leia-se investir). Ficar na expectativa vai-te trazer menos e vai-te deixar cada vez mais longe.

Sunk cost fallacy? Vais sempre subindo a parada até os únicos 2 cenários possíveis é resultar tudo na perfeição e sermos felizes para sempre, ou rebentares de vez?

A estratégia de alto risco falhou e as consequências estão aqui. Não dá para continuar nessa estratégia, não é suportável. É preciso reajustar.
Sinceramente o único caminho que vejo é reduzir os custos para um nível mais equilibrado sem sacrificar demasiada competitividade (o que por si só já será suficientemente complicado) e rezar por Portugal conseguir terminar a época em 6º no ranking para meter 3 equipas na LC.
Não vejo outra forma de ir buscar receitas no volume que precisamos para equilibrar as contas.
Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.

Podes tentar racionalizar os motivos que levaram a seguir-se essa estratégia e até sou sensível a esse argumento que apresentas: sacrificou-se equilíbrio financeiro (gastos operacionais bem acima das receitas operacionais) na tentativa de aumentar a competitividade desportiva.

Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Mas independentemente de cada um achar ou não achar sustentável, a realidade é que estamos em Setembro 2019 e a estratégia não resultou.
Há que tirar ilações e é urgente corrigir o barco para sair tirar desta situação muito complicada.

Não podes retirar a Champions de 17/18, porque efectivamente estávamos na Champions!! A época foi preparada com esse pressuposto!!

Na época a seguir, não! E os custos foram iguais!

Nem é caso virgem nas SADs em Portugal. Vide caso benfica, com constantes défices operacionais até chegar ao ponto de maximização de receitas.

A época 17/18 foi preparada com o pressuposto que iria haver dinheiro da LC. Certíssimo.
O problema é que quando investes numa época não estás apenas a investir nessa época. Na prática compras jogadores por 3-4-5 anos e vais sentir os efeitos disso durante os próximos anos.
É por isso que demora a baixar custos. Subir os gastos operacionais em 40% em 2 anos é facílimo, mas para os reduzir é bem mais complicado. Pode ser feito, mas ....

A partir do momento em que foi tomada a decisão de subir brutalmente os gastos operacionais (ficando refém de participações na LC + vendas avultadas para equilibrar as contas), vais ter de lidar com as consequências (positivas e/ou negativas) dessa decisão durante vários anos. É o que está a acontecer agora. Esse é o legado com que a actual direcção tem de lidar.


Obviamente que essa estratégia não foi invenção do Bruno, nem isto foi caso virgem cá em Portugal, como dizes e bem. O Benfica já o tinha feito antes (na altura dizia-se por aqui que era o all in) e o Porto sempre viveu nessa estratégia (serviu de guião para o Benfica).
Contudo o que está em causa não é o histórico dessa estratégia cá em Portugal, mas sim que não resultou e agora estamos nesta situação. The chickens have come home to roost.


Numa vista muito rápida, e em termos anuais, este RC de 18/19 é bastante semelhante ao da época anterior (17/18), excepto em 2 pontos:
- "perda" dos milhões da Liga dos Campeões (13M€ perdidos aqui, estimados no RC);
- diminuição de 5M€ em salários (de 74M€ para 69M€), ou seja, passa-se do 2º maior gasto em salários em PT para provavelmente o 3º.

Com a participação na Liga dos Campeões (bastava apenas entrar na fase de grupos) teria sido obtido lucro operacional sem venda de jogadores.
De resto é realmente muito semelhante com a época 17/18.

Mas ficar por aqui não chega. 17/18 foi um péssimo ano financeiro, mesmo apesar de termos Liga dos Campeões.



Gastos:
15/16 - 79M
16/17 - 97M
17/18 - 110M

Isto é uma trajectória de gastos completamente incomportável e que só dá para compensar com vendas avultadas de jogadores todos os anos, em cima de participações na Liga dos Campeões. O caminho que se fez nos últimos 3 anos foi completamente irresponsável do ponto de vista financeiro e colocou em causa a capacidade actual (e dos próximos anos) do clube.

Bom, mas isto também é só da SAD e não consolidado, é preciso esperar por esse.
Nos próximos tempos vai dar para dissecar melhor este RC e ir encontrando as pérolas que lá estão, como é habitual todos os anos.

Nesses 3 anos o Sporting Clube de Portugal foi 2 vezes à LC, falhou uma em que o Doumbia marcou com a mão, e fez vendas avultadas.


E agora onde é que vais meter esse discurso do coito interrompido?

Estás a dar-me razão: a única forma de suportar este tipo de caminho é com presenças na LC + vendas avultadas. Todos os anos... sem falha.
Se qualquer uma destas 2 coisas falhar automaticamente as finanças ficam em maus lençóis.
E uma dessas 2 coisas pode mesmo falhar, ou ambas... e na verdade falham mesmo, como se tem visto.

A estratégia de gastar aquilo que não se pode/tem, na esperança de vir a recuperar se tudo correr próximo da perfeição, dá nisto que se vê agora.

Subir de 78.5M€ de gastos operacionais para 110M€ em apenas 2 anos (+40%) sem que haja um aumento minimamente comparável de receitas operacionais (retirando receitas de presença na Champions, que não é garantida!)... pá, não sei como podes defender uma coisa destas. Isto é sinal de desespero ou irresponsabilidade.


Não se admirem quando aparecerem as primeiras notícias a dar conta que a UEFA está de olho e que o cumprimento do FPF está em risco.


Ao Varandas, daqui para a frente, as épocas são preparadas por ele e as responsabilidades vão cair 100% sobre ele.
Compete-lhe baixar significativamente este nível de gastos operacionais (continuam completamente descontrolados à data de Junho 2019) e fazer os possíveis e impossíveis para estar na Champions da próxima época (pouco provavel, mas enfim).
2017/2018 deu prejuízo de 19M. Porque não houve vendas no fim do exercício ( Alcochete e rescisões). Caso contrário as contas estariam equilibradas. Mais uma vez.

Não é possível lutares por títulos de forma consistente sem armas minimamente equivalentes.

Maior investimento, minimamente bem aplicado, gera mais receitas. É uma estratégia de risco?

É. Mas é ou era um caminho compreensível.

.O fosso era enorme para os rivais e foi-se esbatendo. Em 2017/2018 o "buraco" foi dos tais 19M e o Sporting tinha activos de grande liquidez q lhe davam margem de manobra ( RP, William, Coates, Acuña, BF, Gelson, Dost).

Portanto o Sporting não está "assim" por essa política.

Está "assim" pelas rescisões. E porque após falhanço da Champions e Alcochete, prepara-se uma época com os mesmos custos do ano do "vosso" all in.

Podes tentar racionalizar os motivos que levaram a seguir-se essa estratégia e até sou sensível a esse argumento que apresentas: sacrificou-se equilíbrio financeiro (gastos operacionais bem acima das receitas operacionais) na tentativa de aumentar a competitividade desportiva.
Contudo, há moderação e há extremos. Aquilo que se fez foi ir ao extremo e rezar para que tudo corresse às mil maravilhas durante 5 anos para depois tentar equilibrar as contas novamente.


Repara que na época que tu individualizas (onde dás a entender que tudo estaria bem se não fosse o episódio Alcochete) estamos a falar numa época em que a SAD tem 20M€ de prejuízo operacionais, com dinheiro da LC! Sem o dinheiro da LC nessa época coloca +15M€ de prejuízo em cima.

Achas que isto é uma estratégia sustentável?

Mas independentemente de cada um achar ou não achar sustentável, a realidade é que estamos em Setembro 2019 e a estratégia não resultou.
Há que tirar ilações e é urgente corrigir o barco para sair tirar desta situação muito complicada.

É uma estratégia… gastar pouco e rezar para que haja algum ganho extraordinário para inverter o rumo (uma venda, uma ida à champions…).

Se não acontecer (o que também é bastante provável), o rumo será indefinidamente o mesmo…

… mas também já testámos esta, não já?

Já testámos e não foi assim há tanto tempo - 13/14, na primeira época do Bruno de Carvalho. Ele teve de corrigir a m**** que o Godinho fez e obteve um bom equilíbrio financeiro.
A 2ª época do Bruno também foi muito equilibrada financeiramente.
Ambas com lucro operacional.

Na minha opinião correu muito bem e foram uma óptima base trabalho para o resto do mandato.

Correu um bocadinho bem… fruto das idas à champions. De resto, em ambas os objetivos iniciais eram mais limitados.

A questão mantém-se. Queres subir a aposta, tens de arriscar (leia-se investir). Ficar na expectativa vai-te trazer menos e vai-te deixar cada vez mais longe.

Sunk cost fallacy? Vais sempre subindo a parada até os únicos 2 cenários possíveis é resultar tudo na perfeição e sermos felizes para sempre, ou rebentares de vez?

A estratégia de alto risco falhou e as consequências estão aqui. Não dá para continuar nessa estratégia, não é suportável. É preciso reajustar.
Sinceramente o único caminho que vejo é reduzir os custos para um nível mais equilibrado sem sacrificar demasiada competitividade (o que por si só já será suficientemente complicado) e rezar por Portugal conseguir terminar a época em 6º no ranking para meter 3 equipas na LC.
Não vejo outra forma de ir buscar receitas no volume que precisamos para equilibrar as contas.

Ok. Acho que não vamos passar disto. Tu ficas com a tua opinião eu fico com a minha.

Só não compreendo como se fala em All in's, quando a estratégia foi-se mostrando competente ao longo dos anos.
As rescisões e, tão ou mais importante, a destituição, desequilibraram irremediavelmente a balança.
Aí é que está o problema. O desequilíbrio financeiro (res)surge no Sporting a partir de 15/16, na 3ª época do Bruno. Foi aí a mudança de estratégia, onde se passou a investir o que não se tem (prejuízo operacional significativo), na esperança de conseguir recuperar isso no futuro. Esse prejuízo operacional não podia ser coberto apenas com participações todos os anos na LC, exigia também vendas avultadas para não fechar o ano com prejuízo líquido.
Isto é factual, não é opinião.

Essa estratégia não resultou nos 3 anos em que foi seguida (portanto antes do episódio Alcochete e da destituição). Podia ter resultado, mas não resultou. Também é factual, não opinião.

A parte da opinião é que não considero sustentável apostar numa estratégia com 30M€ de prejuízo operacional anual. O risco é demasiado alto e a dependência em receitas não garantidas (LC + vendas) também é demasiado alta.

E agora cabe a esta direcção lidar com as consequências dessa estratégia falhada, tal como calhou ao Bruno tratar das consequências da estratégia ( :wall: ) falhada do Godinho. Estamos a repetir o ciclo desnecessariamente, visto que esta situação podia ter sido evitada com uma abordagem mais moderada entre 2015-2018.
Portanto recebemos dezenas e dezenas de milhões nos últimos tempos, reduzimos a massa salarial, aumentamos a dívida a fornecedores, no entanto o passivo sobe. As dívidas de clientes subiram assim tanto ? Se eu estiver errado em algo ponto, corrijam-me.
"Foi uma época excelente, se tivéssemos ganho o campeonato ganhávamos tudo!" , Rogério Alves.
Um facto que ainda não foi lançado na discussão e que considero bastante relevante (e preocupante!) é o de que esta direcção antecipou as receitas relativas ao direitos televisivos. Sendo o contrato com a NOS a maior fonte de receitas do Sporting, está-se a hipotecar futuro próximo do clube.

Alguém sabe (1) os valores em causa e (2) se os rivais fizeram o mesmo? Li algures que o Benfica também antecipou receitas, mas que as utilizou para abater o passivo.
« Última modificação: Setembro 11, 2019, 02:27 am por Ruben »