Drama do preço das rendas das casas em Lisboa

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Para estudantes, por exemplo, no Porto só existem 2 residências para estudantes. É impensável numa cidade como o Porto.

Porque não criar bairros, ou zonas abertas, ou o que queiram chamar, com bastantes prédios para estudantes?

Tanto no Porto, em Lisboa ou qualquer sítio.
Para estudantes, por exemplo, no Porto só existem 2 residências para estudantes. É impensável numa cidade como o Porto.

Porque não criar bairros, ou zonas abertas, ou o que queiram chamar, com bastantes prédios para estudantes?

Tanto no Porto, em Lisboa ou qualquer sítio.


Uma das maiores falhas deste país.
Eu, para além de Portugal, estudei em 3 países diferentes e em todos tive acesso a residência de estudantes, complexos massivos com tudo o que se possa imaginar.
Até para a economia local seria benéfico, para além de ambiente académico fantástico.
Podiam mudar o nome do tópico. Se fosse só em Lisboa...
Para estudantes, por exemplo, no Porto só existem 2 residências para estudantes. É impensável numa cidade como o Porto.

Porque não criar bairros, ou zonas abertas, ou o que queiram chamar, com bastantes prédios para estudantes?

Tanto no Porto, em Lisboa ou qualquer sítio.
Tens uma população envelhecida que quer saber é se tem reforma, habitação para estudantes está bem no fundo das prioridades.
Se ainda fosse habitação para reformados...
Chat shit get banged.
Escrito por um economista de esquerda:

Citar
«Há muito tempo, quando a economia era pouco mais do que um conjunto de frases bonitas, um crítico da ciência disse: “Se queres um economista de primeira água, arranja um papagaio e ensina-o a dizer ‘Oferta e Procura’ como resposta a qualquer pergunta que lhe façam. O que determina os salários? A Oferta e a Procura. O que determina o juro? A Oferta e a Procura. O que determina a distribuição de riqueza? A Oferta e a Procura.”» (Irving Fisher, 1910, Introduction to Economic Science, tradução minha).


(...)


Se se quiser mesmo resolver o problema, a solução mais fácil é deixar o mercado funcionar, acabando ou reduzindo com muitas das restrições que existem à construção de casas e de prédios. É isso que neste momento está a ser feito na Califórnia, com propostas que vão desde permitir que se construa de forma mais densa e mais alta em zonas com bons acessos (por exemplo, bairros perto de estações de metro ou de comboio) a propostas que reduzem o poder dos incumbentes de impedir novas construções.

Vale a pena lembrar que este fenómeno do aumento do custo da habitação é comum em vários países, que vão encontrando respostas diferentes. O que se está a tentar fazer na Califórnia é semelhante ao que já se faz em Tóquio há vários anos. Em Tóquio, ao contrário de outras grandes cidades, nem os preços das casas nem as rendas dispararam e, portanto, esse assunto nem sequer faz parte das conversas do dia-a-dia. E o motivo é muito simples, as restrições à construção de novos complexos de apartamentos são mínimas. Graças a isso,conjugado com um excelente sistema de transportes ,a oferta de habitação pôde acompanhar o aumento da procura e, sendo assim, os preços não aumentaram.

No fim, tudo isto é estupidamente simples. Se a procura aumenta e não queremos que o preço aumente, temos de deixar que a oferta aumente também. Ou seja, se não queremos que o preço da habitação aumente, a solução é permitir que se construa mais. Até um papagaio entende.

https://observador.pt/opiniao/nao-querem-que-o-preco-das-casas-aumente-permitam-mais-construcao/
Escrito por um economista de esquerda:

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«Há muito tempo, quando a economia era pouco mais do que um conjunto de frases bonitas, um crítico da ciência disse: “Se queres um economista de primeira água, arranja um papagaio e ensina-o a dizer ‘Oferta e Procura’ como resposta a qualquer pergunta que lhe façam. O que determina os salários? A Oferta e a Procura. O que determina o juro? A Oferta e a Procura. O que determina a distribuição de riqueza? A Oferta e a Procura.”» (Irving Fisher, 1910, Introduction to Economic Science, tradução minha).


(...)


Se se quiser mesmo resolver o problema, a solução mais fácil é deixar o mercado funcionar, acabando ou reduzindo com muitas das restrições que existem à construção de casas e de prédios. É isso que neste momento está a ser feito na Califórnia, com propostas que vão desde permitir que se construa de forma mais densa e mais alta em zonas com bons acessos (por exemplo, bairros perto de estações de metro ou de comboio) a propostas que reduzem o poder dos incumbentes de impedir novas construções.

Vale a pena lembrar que este fenómeno do aumento do custo da habitação é comum em vários países, que vão encontrando respostas diferentes. O que se está a tentar fazer na Califórnia é semelhante ao que já se faz em Tóquio há vários anos. Em Tóquio, ao contrário de outras grandes cidades, nem os preços das casas nem as rendas dispararam e, portanto, esse assunto nem sequer faz parte das conversas do dia-a-dia. E o motivo é muito simples, as restrições à construção de novos complexos de apartamentos são mínimas. Graças a isso,conjugado com um excelente sistema de transportes ,a oferta de habitação pôde acompanhar o aumento da procura e, sendo assim, os preços não aumentaram.

No fim, tudo isto é estupidamente simples. Se a procura aumenta e não queremos que o preço aumente, temos de deixar que a oferta aumente também. Ou seja, se não queremos que o preço da habitação aumente, a solução é permitir que se construa mais. Até um papagaio entende.

https://observador.pt/opiniao/nao-querem-que-o-preco-das-casas-aumente-permitam-mais-construcao/

Não concordo nada com esse artigo.
As casas em Tóquio são muito caras e minúsculas, a densidade populacional é muito grande.
E não é construir à balda que a coisa se endireita, corremos o risco de passar a ter muitos outros problemas.
Já para não falar da rede de transportes que está longe de ser boa em Lisboa.
O problema em Lisboa era facilmente solucionado sem precisar de construir.

O estado é o maior Senhorio de Lisboa.
Existem montes de prédios pertencentes ao estado e à Santa Casa, fechados, sem habitantes.
E estou a falar de prédios de Seguradoras, Segurança Social. Prédios grandes e com boas estruturas.
Bastava esses edifícios entrarem no mercado de arredamento e oferta aumentava e os preços baixavam.

Exista vontade...mas os interesses imobiliários não deixam, essa é a minha percepção.
A nossa opinião é o nosso interesse e isso condiciona muito, quer então dizer que há muitas casas da Câmara, dos bancos, da Santa Casa, era só entrarem no mercado de arrendamento... sim senhor, nem sei como este pais não é mais prospero.

As pessoas será que tem ideia do estado em que estão essas casas abandonadas/fechadas?

Será que sabem quanto custa o prédio, quanto custa fazer todos os projectos, quanto tempo leva a licenciar as obras, quanto custa o metro quadrado da reabilitação, para no fim... quanto é que querem pagar de renda? podem esperar sentados!!!

É incrível a atração que há em Portugal pelo Pai Natal.
No dia em que descentralizarem as universidades a sério.
no dia em que quiserem descentralizar as empresas, depois dêem um toque (ou façam knock knock no meu caixão)

... e até dou um exemplo, se consultarem todas as pessoas de A a Z, a maioria irá dizer que mais do que 30 kms de Lisboa é mato.
portanto nem um raio de 30 kms se consegue combater quando mais querer a descentralização para os outros distritos

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Sempre Sporting!
No dia em que descentralizarem as universidades a sério.
no dia em que quiserem descentralizar as empresas, depois dêem um toque (ou façam knock knock no meu caixão)

... e até dou um exemplo, se consultarem todas as pessoas de A a Z, a maioria irá dizer que mais do que 30 kms de Lisboa é mato.
portanto nem um raio de 30 kms se consegue combater quando mais querer a descentralização para os outros distritos

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No dia em que descentralizarem as universidades a sério.
no dia em que quiserem descentralizar as empresas, depois dêem um toque (ou façam knock knock no meu caixão)

... e até dou um exemplo, se consultarem todas as pessoas de A a Z, a maioria irá dizer que mais do que 30 kms de Lisboa é mato.
portanto nem um raio de 30 kms se consegue combater quando mais querer a descentralização para os outros distritos

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Exato; pelo que se ouve, parece que a Consituição não garante apenas o direito a
 
- educação
- trabalho
- habitação

Mas também o direito a ter isso tudo mesmo ao pé de onde nasci e ai de quem sugira mudar para 30 kms ao lado! Sem esquecer:

- educação grátis
- trabalho bem pago, mas com poucas horas diárias e muitas férias
- habitação onde quero mas com preço "justo" (ou seja ao custo da uva mijona)

Vamos a ver a realidade:

- educação cada vez mais elitista, começando no primário e, secundário, para quem pode viver ao pé de escolas boas, ou para quem pode pagar colégios privados
- trabalho cada vez mais separado entre funções de topo bem compensadas, e trabalho precário, mal pago, em que as pessoas são tratadas como coisas descartáveis
- habitação também cada vez mais segmentada, em que o mercado mais ativo é o do alto luxo, e o resto cada um que se amanhe.

Como deveria ser:

- educação grátis com iguais oportunidades para todos
- trabalho digno, que permita toda a gente viver, mas que para além disso a competência e/ou esforço são bem recompensados
- habitação... deixem-se lá disso, não cabe no centro de Lisboa toda a gente que lá quer viver. Mora em Lisboa quem pode, e vai continuar a ser assim. Ou isso ou construímos uns quantos Rossios na Rua da Betesga (ou seja, arranha céus em Alfama)