Drama do preço das rendas das casas em Lisboa

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O drama, a tragédia, o horror.

Eu sei que a constituição comuna que temos diz lá qualquer coisa do direito à habitação, mas acho que nem a da união sovietica dizia lá que havia direito à habitação no centro de lisboa.

Vão maze trabalhar.
O drama, a tragédia, o horror.

Eu sei que a constituição comuna que temos diz lá qualquer coisa do direito à habitação, mas acho que nem a da união sovietica dizia lá que havia direito à habitação no centro de lisboa.

Vão maze trabalhar.

Pois não, nisso tens razão. Mas também não diz que quem trabalha em Lisboa é obrigado a viver a 40 ou 50km devido à especulação imobiliária. Tudo tem um meio termo.
O drama, a tragédia, o horror.

Eu sei que a constituição comuna que temos diz lá qualquer coisa do direito à habitação, mas acho que nem a da união sovietica dizia lá que havia direito à habitação no centro de lisboa.

Vão maze trabalhar.

 :rotfl: :rotfl: :rotfl:

Vamos fazer um exercício simples.
Casa T1 no centro de lisboa, não menos de 750€.
Para já, todo e qualquer trabalhador que ganhe o ordenado mínimo está condenado a viver fora de lisboa.
Para ser capaz de pagar este valor, quanto é que um trabalhador tem que ganhar? 1500€? E é preciso a pessoa estar disposta a abdicar de 50% do seu ordenado para pagar um alojamento em regime de arrendamento.

Um jovem trabalhador, solteiro, que queira viver sozinho em lisboa ou é filho de pais ricos ou faz parte de um lote restrito de jovens que ganha já acima do valor supramencionado.

Qualidade de vida? Vão trabalhar masé
A minha velha, que agora vive sozinha, alugou a casa de família no Montijo e conseguiu um apartamento no centro, perto da caixa geral de depósitos, um T1 com quintal completamente remodelado, como novo, num prédio que tem 30 anos mas também está remodelado.Paga 250 Euros por mês.

Acho que muita da inflação também vem dos agentes(especuladores) imobiliários.

Agora só um doido paga 1000 ou mais por um barraco no centro de lisboa podendo ter uma casa grande ou apartamento por metade do preço.
Obviamente que as agências imobiliárias estão-se a aproveitar do "momento". E esta "bolha" quando rebentar, vai pingar para todos os lados.

Quando decidi sair de casa, o intuito era alugar. Depressa mudei de ideias. Comprar uma casa nunca fez tanto sentido como agora. Ser paciente e esperar por um negócio de ocasião.

As rendas de casas na periferia de Lisboa (não é só no centro) estão em valores completamente desfasados. Como é que um casal nos 20´s tem capacidade para pagar de rendas 450/500 euros quando pode ter a mesma casa, comprada com uma prestação ao banco de 200 e poucos?

Não acredito muito nisso da bolha, se ocorrer um fenómeno semelhante ao de Estocolmo o que vai acontecer é que as zonas caras continuarão cada vez mais caras e as zonas limítrofes irão a pouco e pouco também subir de preço.

Comprar agora nas zonas caras de Lx já deve ser demasiado tarde, mas na periferia mais próxima a essas zonas se calhar ainda dá e daqui a 3 ou 4 anos vende-se com valorização de 30 ou 40%. É melhor que ter o dinheiro no banco ;D
O drama, a tragédia, o horror.

Eu sei que a constituição comuna que temos diz lá qualquer coisa do direito à habitação, mas acho que nem a da união sovietica dizia lá que havia direito à habitação no centro de lisboa.

Vão maze trabalhar.

Pois não, nisso tens razão. Mas também não diz que quem trabalha em Lisboa é obrigado a viver a 40 ou 50km devido à especulação imobiliária. Tudo tem um meio termo.
Mas era concebível que alguma constituição de não lunaticos tivesse isso?

Aqui a questão é muito simples: portugal é pobre em comparação aos outros países europeus/ocde. É que nós estamos numa coisa chamada UE, que implica livre circulação de pessoas e capital. O problema não é o preço dos imoveis no geral, ou a especulação imobiliaria. O problema é que não temos salários capazes de competir com turistas.

A gentifricação tem sido um fenomeno natural pelo mundo fora. E é inquebrantável. E é normal que sendo Portugal um dos países mais baratos e com bom clima que hajam muitas pessoas a querer vir para cá.

O que podemos fazer?  Podemos continuar a chorar que não temos dinheiro para competir com os turistas e inventar leis acéfalas como as da helena roseta e restantes indigentes mentais, ou podemos criar riqueza (já vamos tarde, mas mais vale tarde que nunca). E ao criarmos riqueza e o custo de vida se aproximar da restante europa não só temos menos turistas per si como temos mais dinheiro para alugar/comprar casa onde queremos.
O drama, a tragédia, o horror.

Eu sei que a constituição comuna que temos diz lá qualquer coisa do direito à habitação, mas acho que nem a da união sovietica dizia lá que havia direito à habitação no centro de lisboa.

Vão maze trabalhar.

 :rotfl: :rotfl: :rotfl:

Vamos fazer um exercício simples.
Casa T1 no centro de lisboa, não menos de 750€.
Para já, todo e qualquer trabalhador que ganhe o ordenado mínimo está condenado a viver fora de lisboa.
Para ser capaz de pagar este valor, quanto é que um trabalhador tem que ganhar? 1500€? E é preciso a pessoa estar disposta a abdicar de 50% do seu ordenado para pagar um alojamento em regime de arrendamento.

Um jovem trabalhador, solteiro, que queira viver sozinho em lisboa ou é filho de pais ricos ou faz parte de um lote restrito de jovens que ganha já acima do valor supramencionado.

Qualidade de vida? Vão trabalhar masé

Sim e então? Quais são as soluções para o "problema" que apresentas?
O drama, a tragédia, o horror.

Eu sei que a constituição comuna que temos diz lá qualquer coisa do direito à habitação, mas acho que nem a da união sovietica dizia lá que havia direito à habitação no centro de lisboa.

Vão maze trabalhar.

 :rotfl: :rotfl: :rotfl:

Vamos fazer um exercício simples.
Casa T1 no centro de lisboa, não menos de 750€.
Para já, todo e qualquer trabalhador que ganhe o ordenado mínimo está condenado a viver fora de lisboa.
Para ser capaz de pagar este valor, quanto é que um trabalhador tem que ganhar? 1500€? E é preciso a pessoa estar disposta a abdicar de 50% do seu ordenado para pagar um alojamento em regime de arrendamento.

Um jovem trabalhador, solteiro, que queira viver sozinho em lisboa ou é filho de pais ricos ou faz parte de um lote restrito de jovens que ganha já acima do valor supramencionado.

Qualidade de vida? Vão trabalhar masé

Sim e então? Quais são as soluções para o "problema" que apresentas?

Regulamentação.

Outras cidades europeias estão a sofrer do mesmo, começaram antes de nós, e começam agora a aplicar regulamentação. Nós em vez de aprender com os outros, esperamos que aconteça o mesmo.

Isto está a acontecer por 2 factores. Airbnb + Crescendo de Turismo.

Sim, muito bonito mais dinheiro a entrar no país e tudo mais. Mas creio que o objetivo de um governo é garantir que o povo que vive nesse país tem qualidade de vida. Se para se ter qualidade de vida é necessário perder receitas, não vejo onde sequer está a dúvida. No fundo é um investimento na qualidade de vida dos contribuintes.

Edit. E só para me situar aqui. Eu ganho mais do que os 1500€ que referi e vivo em casa partilhada porque não estou disposto a dar uma percentagem elevada do meu salário para pagar uma casa que vale metade desse valor na realidade. Quando um mercado é influenciado por factores externos, tem que haver regulamentação. Não estamos todos em igualdade de circunstâncias, há uma certa "concorrência desleal" entre nós e os não-locais, o que é conceptualmente ridículo.
Lixoboa não perdoa.


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A minha velha, que agora vive sozinha, alugou a casa de família no Montijo e conseguiu um apartamento no centro, perto da caixa geral de depósitos, um T1 com quintal completamente remodelado, como novo, num prédio que tem 30 anos mas também está remodelado.Paga 250 Euros por mês.

Acho que muita da inflação também vem dos agentes(especuladores) imobiliários.

Agora só um doido paga 1000 ou mais por um barraco no centro de lisboa podendo ter uma casa grande ou apartamento por metade do preço.
Obviamente que as agências imobiliárias estão-se a aproveitar do "momento". E esta "bolha" quando rebentar, vai pingar para todos os lados.

Quando decidi sair de casa, o intuito era alugar. Depressa mudei de ideias. Comprar uma casa nunca fez tanto sentido como agora. Ser paciente e esperar por um negócio de ocasião.

As rendas de casas na periferia de Lisboa (não é só no centro) estão em valores completamente desfasados. Como é que um casal nos 20´s tem capacidade para pagar de rendas 450/500 euros quando pode ter a mesma casa, comprada com uma prestação ao banco de 200 e poucos?

Não acredito muito nisso da bolha, se ocorrer um fenómeno semelhante ao de Estocolmo o que vai acontecer é que as zonas caras continuarão cada vez mais caras e as zonas limítrofes irão a pouco e pouco também subir de preço.

Comprar agora nas zonas caras de Lx já deve ser demasiado tarde, mas na periferia mais próxima a essas zonas se calhar ainda dá e daqui a 3 ou 4 anos vende-se com valorização de 30 ou 40%. É melhor que ter o dinheiro no banco ;D

As zonas caras de Lisboa, neste momento, são todas. Até o raio do Martim Moniz encareceu e está a níveis completamente loucos.

Também me parece que o que está a acontecer actualmente não é propriamente uma bolha. Ou, pelo menos, ainda não é uma bolha. Acho que o mercado imobiliário irá começar a estabilizar na zona de Lisboa. Naturalmente, a questão poderá mudar se continuarmos a ver negócios absurdos, baseados em conselhos sem sentido e em concessão de financiamento sem que se acautele o básico.

De resto, sim a periferia aumentará de preço. Aliás, isso já começou a acontecer. Os preços na periferia já dispararam e a tendência é para que continuem a subir.

Acho que a solução não está na regulamentação do mercado imobiliário. Aliás, a regulamentação do mercado através, por exemplo, da estabilização das rendas tem efeitos nocivos e é um dos motivos para que a habitação em Lisboa seja o que é.

acho que a solução poderá estar na criação de condições que permitam um melhor e mais fácil acesso à cidade. É nisso que Lisboa, neste momento, está a falhar em larga escala. O trânsito está a piorar consideravelmente e não se vê um projecto de melhoria de acessos. Os transportes públicos continuam a piorar e a alteração à linha de metropolitano que agora se fala não ajudará. Sim, é importante que o metro de Lisboa chegue a mais locais dentro da cidade. Mas é particularmente importante que a periferia de Lisboa possa chegar... a Lisboa. Com um preço condizente com a qualidade do serviço fornecido. Neste sentido, diria que faz todo o sentido expandir a linha de metro para fora de Lisboa. De igual maneira, faz todo o sentido criar infra-estruturas que permitam ao indivíduo deixar o carro à entrada e ir de transporte público. Transporte esse que deverá ser atractivo o suficiente para deixar o carro à entrada de Lisboa e não ter de o levar para o meio da cidade.
O drama, a tragédia, o horror.

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Casa T1 no centro de lisboa, não menos de 750€.
Para já, todo e qualquer trabalhador que ganhe o ordenado mínimo está condenado a viver fora de lisboa.
Para ser capaz de pagar este valor, quanto é que um trabalhador tem que ganhar? 1500€? E é preciso a pessoa estar disposta a abdicar de 50% do seu ordenado para pagar um alojamento em regime de arrendamento.

Um jovem trabalhador, solteiro, que queira viver sozinho em lisboa ou é filho de pais ricos ou faz parte de um lote restrito de jovens que ganha já acima do valor supramencionado.

Qualidade de vida? Vão trabalhar masé

Sim e então? Quais são as soluções para o "problema" que apresentas?

Regulamentação.

Outras cidades europeias estão a sofrer do mesmo, começaram antes de nós, e começam agora a aplicar regulamentação. Nós em vez de aprender com os outros, esperamos que aconteça o mesmo.

Isto está a acontecer por 2 factores. Airbnb + Crescendo de Turismo.

Sim, muito bonito mais dinheiro a entrar no país e tudo mais. Mas creio que o objetivo de um governo é garantir que o povo que vive nesse país tem qualidade de vida. Se para se ter qualidade de vida é necessário perder receitas, não vejo onde sequer está a dúvida. No fundo é um investimento na qualidade de vida dos contribuintes.

Edit. E só para me situar aqui. Eu ganho mais do que os 1500€ que referi e vivo em casa partilhada porque não estou disposto a dar uma percentagem elevada do meu salário para pagar uma casa que vale metade desse valor na realidade. Quando um mercado é influenciado por factores externos, tem que haver regulamentação. Não estamos todos em igualdade de circunstâncias, há uma certa "concorrência desleal" entre nós e os não-locais, o que é conceptualmente ridículo.
Não resulta. E que regulamentação?  A tua solução é continuarmos pobres ( alias é empobrecer ainda mais). E achas que é com regulamentação que se atinge qualidade de vida? Regulamentação para resolver o problema vai criar despedimentos e desemprego à grande. Vocês não têm noção das consequencias dessas ideias iluminadas.

Há uns anos tinhamos metade de lisboa ao abandono e ninguém queria lá viver nem recuperar as casas. Agora de repente já quer toda a gente lá viver.
O drama, a tragédia, o horror.

Eu sei que a constituição comuna que temos diz lá qualquer coisa do direito à habitação, mas acho que nem a da união sovietica dizia lá que havia direito à habitação no centro de lisboa.

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Vamos fazer um exercício simples.
Casa T1 no centro de lisboa, não menos de 750€.
Para já, todo e qualquer trabalhador que ganhe o ordenado mínimo está condenado a viver fora de lisboa.
Para ser capaz de pagar este valor, quanto é que um trabalhador tem que ganhar? 1500€? E é preciso a pessoa estar disposta a abdicar de 50% do seu ordenado para pagar um alojamento em regime de arrendamento.

Um jovem trabalhador, solteiro, que queira viver sozinho em lisboa ou é filho de pais ricos ou faz parte de um lote restrito de jovens que ganha já acima do valor supramencionado.

Qualidade de vida? Vão trabalhar masé

Sim e então? Quais são as soluções para o "problema" que apresentas?

Regulamentação.

Outras cidades europeias estão a sofrer do mesmo, começaram antes de nós, e começam agora a aplicar regulamentação. Nós em vez de aprender com os outros, esperamos que aconteça o mesmo.

Isto está a acontecer por 2 factores. Airbnb + Crescendo de Turismo.

Sim, muito bonito mais dinheiro a entrar no país e tudo mais. Mas creio que o objetivo de um governo é garantir que o povo que vive nesse país tem qualidade de vida. Se para se ter qualidade de vida é necessário perder receitas, não vejo onde sequer está a dúvida. No fundo é um investimento na qualidade de vida dos contribuintes.

Edit. E só para me situar aqui. Eu ganho mais do que os 1500€ que referi e vivo em casa partilhada porque não estou disposto a dar uma percentagem elevada do meu salário para pagar uma casa que vale metade desse valor na realidade. Quando um mercado é influenciado por factores externos, tem que haver regulamentação. Não estamos todos em igualdade de circunstâncias, há uma certa "concorrência desleal" entre nós e os não-locais, o que é conceptualmente ridículo.
Não resulta. E que regulamentação?  A tua solução é continuarmos pobres ( alias é empobrecer ainda mais). E achas que é com regulamentação que se atinge qualidade de vida? Regulamentação para resolver o problema vai criar despedimentos e desemprego à grande. Vocês não têm noção das consequencias dessas ideias iluminadas.

Há uns anos tinhamos metade de lisboa ao abandono e ninguém queria lá viver nem recuperar as casas. Agora de repente já quer toda a gente lá viver.

Faço uma pergunta muito simples, do que vale "enriquecer" se a qualidade de vida dos habitantes piora?
O drama, a tragédia, o horror.

Eu sei que a constituição comuna que temos diz lá qualquer coisa do direito à habitação, mas acho que nem a da união sovietica dizia lá que havia direito à habitação no centro de lisboa.

Vão maze trabalhar.

Pois não, nisso tens razão. Mas também não diz que quem trabalha em Lisboa é obrigado a viver a 40 ou 50km devido à especulação imobiliária. Tudo tem um meio termo.

Faça um favor ao ambiente e procure trabalho perto de onde vive.

O drama, a tragédia, o horror.

Eu sei que a constituição comuna que temos diz lá qualquer coisa do direito à habitação, mas acho que nem a da união sovietica dizia lá que havia direito à habitação no centro de lisboa.

Vão maze trabalhar.

 :rotfl: :rotfl: :rotfl:

Vamos fazer um exercício simples.
Casa T1 no centro de lisboa, não menos de 750€.
Para já, todo e qualquer trabalhador que ganhe o ordenado mínimo está condenado a viver fora de lisboa.
Para ser capaz de pagar este valor, quanto é que um trabalhador tem que ganhar? 1500€? E é preciso a pessoa estar disposta a abdicar de 50% do seu ordenado para pagar um alojamento em regime de arrendamento.

Um jovem trabalhador, solteiro, que queira viver sozinho em lisboa ou é filho de pais ricos ou faz parte de um lote restrito de jovens que ganha já acima do valor supramencionado.

Qualidade de vida? Vão trabalhar masé

Há muitas décadas que o salário mínimo não é suficiente para pagar uma casa no centro de Londres ou Paris. Aliás, nem um quarto. Aliás, o salário médio no UK não chega para a casa mais barata no centro de nenhuma das grandes cidades (oficial, desde há uns anos para cá).

As pessoas, não estudantes mas profissionais com 30 e tal anos e salários relativamente bons, vivem em quartos em casas partilhadas. Ou casam e um dos salários vai diretamente para a casa.

Há grandes cidades em que as rendas se mantiveram relativamente baixas, como Viena, devido a uma política camarária de habitação camarária a rendas controladas, muita, de boa qualidade e distribuída por toda a cidade incluindo nos bairros mais apetecíveis.

"Controlado" não quer dizer quase de borla como em Portugal, mas sim a preços razoáveis. Digamos, o equivalente a €700 por um T2 em Lisboa - e não os 1000 ou 1200 ou mais que se vê. E para garantir que as pessoas tratam bem das casas, o investimento em obras ou renovação que fazem, quando saem o novo inquilino tem que pagar. Com isso, o novo inquilino, para eventualmente reaver o investimento, por sua vez vai ter que fazer obras e renovar.
O nível de comunismo em PT é tão à frente que a doutrina é cumprida,não pelo Estado,mas pelos Privados.

Capitalismo é mau , mas ainda bem que alguém criou riqueza , adquirindo património ao preço do mercado , porque assim pode arrendar aos que não querem poupar por um preço abaixo do mercado... Fuck logic :rotfl:
“There seems to be this snobbery around football that everyone has to play the most entertaining football" 
Gary Neville dixit
O drama, a tragédia, o horror.

Eu sei que a constituição comuna que temos diz lá qualquer coisa do direito à habitação, mas acho que nem a da união sovietica dizia lá que havia direito à habitação no centro de lisboa.

Vão maze trabalhar.

Pois não, nisso tens razão. Mas também não diz que quem trabalha em Lisboa é obrigado a viver a 40 ou 50km devido à especulação imobiliária. Tudo tem um meio termo.

Faça um favor ao ambiente e procure trabalho perto de onde vive.

O drama, a tragédia, o horror.

Eu sei que a constituição comuna que temos diz lá qualquer coisa do direito à habitação, mas acho que nem a da união sovietica dizia lá que havia direito à habitação no centro de lisboa.

Vão maze trabalhar.

 :rotfl: :rotfl: :rotfl:

Vamos fazer um exercício simples.
Casa T1 no centro de lisboa, não menos de 750€.
Para já, todo e qualquer trabalhador que ganhe o ordenado mínimo está condenado a viver fora de lisboa.
Para ser capaz de pagar este valor, quanto é que um trabalhador tem que ganhar? 1500€? E é preciso a pessoa estar disposta a abdicar de 50% do seu ordenado para pagar um alojamento em regime de arrendamento.

Um jovem trabalhador, solteiro, que queira viver sozinho em lisboa ou é filho de pais ricos ou faz parte de um lote restrito de jovens que ganha já acima do valor supramencionado.

Qualidade de vida? Vão trabalhar masé

Há muitas décadas que o salário mínimo não é suficiente para pagar uma casa no centro de Londres ou Paris. Aliás, nem um quarto. Aliás, o salário médio no UK não chega para a casa mais barata no centro de nenhuma das grandes cidades (oficial, desde há uns anos para cá).

As pessoas, não estudantes mas profissionais com 30 e tal anos e salários relativamente bons, vivem em quartos em casas partilhadas. Ou casam e um dos salários vai diretamente para a casa.

Há grandes cidades em que as rendas se mantiveram relativamente baixas, como Viena, devido a uma política camarária de habitação camarária a rendas controladas, muita, de boa qualidade e distribuída por toda a cidade incluindo nos bairros mais apetecíveis.

"Controlado" não quer dizer quase de borla como em Portugal, mas sim a preços razoáveis. Digamos, o equivalente a €700 por um T2 em Lisboa - e não os 1000 ou 1200 ou mais que se vê. E para garantir que as pessoas tratam bem das casas, o investimento em obras ou renovação que fazem, quando saem o novo inquilino tem que pagar. Com isso, o novo inquilino, para eventualmente reaver o investimento, por sua vez vai ter que fazer obras e renovar.

Vocês não têm mesmo noção das consequencias de querer distorcer o mercado dessa forma. Tantos anos de tantos exemplos e não aprenderam nada.

Isto sem falar na questão moral de querer dizer aos outros por quanto é que podem arrendar o que é deles.

Edit: Andaram pessoas a investir e a recuperar casas, para agora virem vocês com as vossas ideias iluminadas canalizadas pelo ressentimento e inveja que tolda o julgamento, e mais uma vez quererem resolver os problemas estruturais de portugal com ideias simples e básicas. Como se os problemas se resolvessem por decreto
« Última modificação: Maio 25, 2018, 10:32 am por Hayek »
Vamos lá a ver. O meu problema não é o facto de viver em Lisboa estar vedado a quem tem rendimentos menores. Há um espaço limitado e portanto tem que haver uma forma de diferenciar quem pode ou não, estou longe da doutrina comunista.

O problema é que o mercado é deturpado por "players" que não jogam no mesmo campeonato. Não são os habitantes que têm menos rendimentos que são impedidos de viver em lisboa em detrimento de habitantes que têm maiores rendimentos. São todos os habitantes no geral, tirando uma pequena franja, que é impedido de arrendar uma casa no seu país, na cidade onde vivem, em detrimento de arrendamento temporário e um mercado imobiliário dominado por poder de compra externo.
Isto faz sentido para ti? Epa para mim não.

E não eu não sou especialista, não sei as consequências nem tenho soluções. Mas sou habitante. Sou cidadão. Sou contribuinte. E tenho o direito que não quero isto e que não apoio o caminho para onde vamos.

Esse argumento do "ai e tal agora as pessoas investiram não se pode fazer nada" faz-me lembrar a lei do tabaco dentro de estabelecimento "ai e tal agora investimos em extractores de fumo não se pode proibir de vez". f***-** isso. Isto também não do dia para a noite. É um processo. Não podemos ficar reféns de um erro ou da inacção do passado.

O problema mesmo é que não vejo este debate a acontecer. Só vejo promessas vagas. Discussões de ocasião. E enquanto isso, a maioria dos habitantes continua a perder qualidade de vida (falo sobretudo quem vive em Lisboa, claro está).

Edit: Já agora "vossas ideias iluminadas canalizadas pelo ressentimento e inveja que tolda o julgamento"  :rotfl: :rotfl: É mesmo isso, ressentimento e inveja. Nada tem a ver com opinião própria e espirito crítico.
« Última modificação: Maio 25, 2018, 10:48 am por haaipe »
O drama, a tragédia, o horror.

Eu sei que a constituição comuna que temos diz lá qualquer coisa do direito à habitação, mas acho que nem a da união sovietica dizia lá que havia direito à habitação no centro de lisboa.

Vão maze trabalhar.

 :rotfl: :rotfl: :rotfl:

Vamos fazer um exercício simples.
Casa T1 no centro de lisboa, não menos de 750€.
Para já, todo e qualquer trabalhador que ganhe o ordenado mínimo está condenado a viver fora de lisboa.
Para ser capaz de pagar este valor, quanto é que um trabalhador tem que ganhar? 1500€? E é preciso a pessoa estar disposta a abdicar de 50% do seu ordenado para pagar um alojamento em regime de arrendamento.

Um jovem trabalhador, solteiro, que queira viver sozinho em lisboa ou é filho de pais ricos ou faz parte de um lote restrito de jovens que ganha já acima do valor supramencionado.

Qualidade de vida? Vão trabalhar masé

Verdade seja dita, um gajo também podia ganhar um bocadinho mais...
Nos "deveres" somos dos que pagamos mais na Europa, mas no que toca a receber... :wall:
A minha velha, que agora vive sozinha, alugou a casa de família no Montijo e conseguiu um apartamento no centro, perto da caixa geral de depósitos, um T1 com quintal completamente remodelado, como novo, num prédio que tem 30 anos mas também está remodelado.Paga 250 Euros por mês.

Acho que muita da inflação também vem dos agentes(especuladores) imobiliários.

Agora só um doido paga 1000 ou mais por um barraco no centro de lisboa podendo ter uma casa grande ou apartamento por metade do preço.
Conta-me +!!!

Ando à procura de um barraco para alugar no Montijo faz tempo. Que pechincha, esse!
Vamos lá a ver. O meu problema não é o facto de viver em Lisboa estar vedado a quem tem rendimentos menores. Há um espaço limitado e portanto tem que haver uma forma de diferenciar quem pode ou não, estou longe da doutrina comunista.

O problema é que o mercado é deturpado por "players" que não jogam no mesmo campeonato. Não são os habitantes que têm menos rendimentos que são impedidos de viver em lisboa em detrimento de habitantes que têm maiores rendimentos. São todos os habitantes no geral, tirando uma pequena franja, que é impedido de arrendar uma casa no seu país, na cidade onde vivem, em detrimento de arrendamento temporário e um mercado imobiliário dominado por poder de compra externo.
Isto faz sentido para ti? Epa para mim não.

E não eu não sou especialista, não sei as consequências nem tenho soluções. Mas sou habitante. Sou cidadão. Sou contribuinte. E tenho o direito que não quero isto e que não apoio o caminho para onde vamos.

Esse argumento do "ai e tal agora as pessoas investiram não se pode fazer nada" faz-me lembrar a lei do tabaco dentro de estabelecimento "ai e tal agora investimos em extractores de fumo não se pode proibir de vez". f***-** isso. Isto também não do dia para a noite. É um processo. Não podemos ficar reféns de um erro ou da inacção do passado.

O problema mesmo é que não vejo este debate a acontecer. Só vejo promessas vagas. Discussões de ocasião. E enquanto isso, a maioria dos habitantes continua a perder qualidade de vida (falo sobretudo quem vive em Lisboa, claro está).

Edit: Já agora "vossas ideias iluminadas canalizadas pelo ressentimento e inveja que tolda o julgamento"  :rotfl: :rotfl: É mesmo isso, ressentimento e inveja. Nada tem a ver com opinião própria e espirito crítico.

Citar
E tenho o direito que não quero isto e que não apoio o caminho para onde vamos.
Tens o direito? Mas a que proposito te julgas ter o direito? E que direito? O de expropriar? O de quereres mandar nos bens das outras pessoas?

Sim é mesmo ressentimento e inveja. Talvez também mesquinhez. O que até me parecem sentimentos naturais dada a situação. Não sei se eu tivesse uma vida diferente em que não pudesse ter uma boa casa e uma boa qualidade de vida se sentimentos desses não viriam também ao de cima.

A questão é que não resolvem problema nenhum. Este problema que muitas pessoas vivem é um sintoma de problemas estruturais mais graves do que a "especulaçao(!) imobiliaria"
Muitos não sabem mas a CML é a maior proprietária de edifícios e terrenos da cidade de Lisboa, para não falar da SCML que deve ser o numero 2, e ainda temos mais n entidades estatais espalhadas pela cidade ou mesmo proprietarias de edifícios abandonados. E que tal usar este património para arrefecer o mercado?
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Vamos lá a ver. O meu problema não é o facto de viver em Lisboa estar vedado a quem tem rendimentos menores. Há um espaço limitado e portanto tem que haver uma forma de diferenciar quem pode ou não, estou longe da doutrina comunista.

O problema é que o mercado é deturpado por "players" que não jogam no mesmo campeonato. Não são os habitantes que têm menos rendimentos que são impedidos de viver em lisboa em detrimento de habitantes que têm maiores rendimentos. São todos os habitantes no geral, tirando uma pequena franja, que é impedido de arrendar uma casa no seu país, na cidade onde vivem, em detrimento de arrendamento temporário e um mercado imobiliário dominado por poder de compra externo.
Isto faz sentido para ti? Epa para mim não.

E não eu não sou especialista, não sei as consequências nem tenho soluções. Mas sou habitante. Sou cidadão. Sou contribuinte. E tenho o direito que não quero isto e que não apoio o caminho para onde vamos.

Esse argumento do "ai e tal agora as pessoas investiram não se pode fazer nada" faz-me lembrar a lei do tabaco dentro de estabelecimento "ai e tal agora investimos em extractores de fumo não se pode proibir de vez". f***-** isso. Isto também não do dia para a noite. É um processo. Não podemos ficar reféns de um erro ou da inacção do passado.

O problema mesmo é que não vejo este debate a acontecer. Só vejo promessas vagas. Discussões de ocasião. E enquanto isso, a maioria dos habitantes continua a perder qualidade de vida (falo sobretudo quem vive em Lisboa, claro está).

Edit: Já agora "vossas ideias iluminadas canalizadas pelo ressentimento e inveja que tolda o julgamento"  :rotfl: :rotfl: É mesmo isso, ressentimento e inveja. Nada tem a ver com opinião própria e espirito crítico.

Citar
E tenho o direito que não quero isto e que não apoio o caminho para onde vamos.
Tens o direito? Mas a que proposito te julgas ter o direito? E que direito? O de expropriar? O de quereres mandar nos bens das outras pessoas?

Sim é mesmo ressentimento e inveja. Talvez também mesquinhez. O que até me parecem sentimentos naturais dada a situação. Não sei se eu tivesse uma vida diferente em que não pudesse ter uma boa casa e uma boa qualidade de vida se sentimentos desses não viriam também ao de cima.

A questão é que não resolvem problema nenhum. Este problema que muitas pessoas vivem é um sintoma de problemas estruturais mais graves do que a "especulaçao(!) imobiliaria"

A tua capacidade de aceitar opiniões de outras pessoas é fascinante. É uma questão política. Desculpa lá se me posiciono bem mais à esquerda do que tu.
Não vou dar mais para este peditório. Acho que a minha opinião foi bem clara. Essas acusações de inveja e ressabiamento são só mesmo falta de argumentação, porque não fazes a menor ideia da minha vida.
Mesquinho para mim é pensar "porque eu estou bem, que se f**** todas as outras pessoas". No fundo é porque quem está no poder tem esse mesmo sentimento, que não sente as dores (não sentem e na verdade estão a lucrar com isso) do que se está a passar, que as coisas continuam como estão. Não tenho a menor dúvida que este mercado é uma maravilha para quem tem dinheiro, no fundo estamos a enriquecer quem já é rico e a diminuir a qualidade de vida dos restantes. Estranho sobretudo os partidos da esquerda não carregarem mais neste debate.