benfica, orelhas e a banca

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Armando Vara!!!

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Ref ADM/
Sr. Dr. Armando Vara
Digníssimo Administrador
 Millennium BCP
Lisboa
Lisboa, 25 de Julho de 2008


No seguimento da nossa carta de 17 de Julho cuja cópia anexamos, e dos contactos entre a Administração do Sport Lisboa e Benfica Futebol SAD, a Comissão Executiva do Banco Espírito Santo e a Administração do Millennium BCP, vimos confirmar e detalhar a operação estratégica que idealizámos para a reestruturação do Futebol Profissional do Benfica, e as necessidades daí decorrentes.

Durante os últimos quatro anos, a Direcção do Benfica e a Administração da Benfica Futebol SAD, conduziram um ambicioso plano no sentido de recuperar financeiramente o universo empresarial do Benfica.
Este processo foi conduzido sem desprezar o investimento na actividade desportiva, ainda que mantendo os encargos salariais com jogadores abaixo dos níveis percentuais frequentemente utilizados por outros grandes clubes europeus.

Hoje, o Benfica pode orgulhar-se de ter apresentado resultados consolidados no último exercício, superiores a 19 Milhões de Euros, de ter uma evolução do cash flow única ao longo de quatro anos, de ter cumprido com os acordos estabelecidos no âmbito do Project Finance e de ter regularizado as dívidas com fornecedores, jogadores e sector estatal.

Mas o  Benfica tem ainda o privilégio de poder exibir um conjunto de activos de inegável valor. Por um lado, um Estádio sem paralelo em Portugal e um Centro de Formação e Estágios ao nível do melhor na Europa .

Por outro, graças à recente reformulação do Departamento de Futebol e à entrada do novo responsável e antigo jogador Rui Costa, o Benfica tem hoje um conjunto valioso de jogadores, dos quais cerca de 30 têm idades inferiores a 25 anos e consequentemente um razoável potencial de valorização.   


Os Clubes Portugueses têm sido, ao longo dos últimos anos, obrigados a vender parte dos seus activos para equilibrar as suas contas e controlar o seu passivo. Normalmente os passes de jogadores têm permitido reequilibrar o balanço, mas essas vendas resultam de imperativos financeiros externos e não fazem parte de uma estratégia articulada com os interesses desportivos.
Só o Benfica, através da sua capacidade de geração de receitas, pode ambicionar ter uma estratégia que concilie os interesses desportivos e as exigências financeiras e económicas. Na realidade, as receitas a nível consolidado de mais de 100 milhões de Euros nos últimos dois anos permitiram que o Benfica se posicionasse entre os 30 maiores clubes da Europa.

Nos próximos anos, as receitas tenderão a crescer, nuns casos de forma natural e noutros em função da performance desportiva. A título de exemplo, vale a pena referir os seguintes casos:

a)   Patrocínios: Os acordos já em vias de finalização com a PT e a SAGRES, permitem garantir um aumento considerável desta rubrica.
b)   Direitos Televisivos: O actual acordo relativo à Superliga estará terminado na época 2012/2013. Os direitos do Benfica deverão subir de forma exponencial, passando do actual valor de 7,5 Milhões de Euros para um valor nunca inferior a 25 Milhões de Euros
c)   Canal Benfica TV: Os valores a pagar pelos distribuidores do canal e as receitas publicitárias, irão permitir um aumento de cerca de 5 milhões de euros por época
d)   Bilhética: Caso a performance desportiva seja a desejada por todos, as receitas de bilheteira poderão subir mais 5 Milhões por época
e)   Direitos desportivos: Jogadores com boas performances desportivas tendem sempre a ter o respectivo passe mais valorizado.
A estes dados objectivos poderíamos acrescer o valor da quotização, os prémios pagos por performance desportiva, os valores pagos por jogos amigáveis e até o naming do Estádio para apenas citar alguns exemplos.

Esta espiral positiva ou círculo virtuoso, entre a performance desportiva e o aumento de receitas e resultados económicos, podem ser alcançados desde que a obrigatoriedade de venda de passes seja apenas materializada no final de cada ciclo desportivo, tipicamente entre 3 e 4 anos.
A noção de ciclos desportivos é hoje uma realidade por vários motivos:
•   Porque existe necessidade de estabilizar métodos, equipas técnicas e espinha dorsal da equipa, o que é incompatível com mudanças sistemáticas (veja-se os exemplos dos grandes clubes ingleses);
•   Porque a realidade dos grandes clubes europeus e até do Benfica, demonstra que não existem equipas campeãs que percam durante o ciclo de construção as suas referências todos os anos (Inter, Lyon e Manchester são exemplos de estabilidade nos ciclos);
•   Porque uma equipa campeã perde, passado pouco tempo, o entusiasmo das suas principais referências (veja-se o exemplo do descalabro que marcou o FC Barcelona e o Milan depois de serem campeões europeus).

Face a estas realidades, a intenção do Benfica passa iniciar este ano o circulo virtuoso, criando os alicerces para tornar a sua equipa num campeão recorrente a nível nacional e numa equipa temível em qualquer frente europeia.
Para tal, o Benfica irá investir um valor próximo de 60 milhões, essencialmente no reforço do plantel, sendo que uma componente pequena desse investimento será utilizada para colmatar a não ida à Liga dos Campeões esta época e o défice de tesouraria daí decorrente.

Estruturalmente, esse investimento será feito com a captação de recursos em duas frentes:
1.   O lançamento em Outubro/Novembro de um empréstimo obrigacionista de 40 milhões de Euros;
2.   A criação de um Fundo de Jogadores de 40 Milhões de Euros, detido a 50% pelo Benfica e com os restantes 20 Milhões realizados através da entrada de investidores institucionais, cujo interesse tem sido manifestado ao longo dos últimos meses.
No caso do Fundo de Jogadores, o mesmo deterá percentagens de passes de jogadores que oscilarão entre os 10% e os 30%. Só integrarão o Fundo, jogadores com idade inferior a 26 anos e cujo potencial de valorização seja elevado.
Serão definidos mecanismos de gestão do Fundo, sendo certo que a respectiva duração deverá estar alinhada com o final do ciclo desportivo.
Os jogadores detidos pelo fundo e com maior valor de mercado serão vendidos no final do ciclo, permitindo a geração de mais valias substanciais, tanto para os investidores como para o Benfica.
No caso da SAD, as mais valias são obtidas, tanto como detentor de unidades de participação no fundo, como das percentagens dos passes que não foram cedidas ao Fundo na fase inicial.



Graças por um lado ao aumento das receitas correntes e por outro à venda de passes no final do ciclo, o Benfica conseguirá criar as bases financeiras necessárias para o reembolso, tanto do empréstimo obrigacionista como dos montantes aportados pelos investidores institucionais no Fundo, num período de 3 a 4 anos.

Estas operações vão agora começar a ser estruturadas e o Benfica conta, como sempre, com o apoio do Millenium BCP e do Banco Espírito Santo para o sucesso das mesmas.

Entretanto, como é evidente, as aquisições de novos jogadores estão a processar-se e continuarão durante as próximas semanas, pelo que o Benfica tem necessidades imediatas a nível financeiro.
Na semana passada e correspondendo a um nosso pedido, o  BES efectuou já um intercalar de € 7.000.000,00. Como tem sido hábito de todas as operações serem feitas de forma equivalente pelos dois bancos, solicitámos igual montante ao Millennium BCP (ver cópia anexa).

Ainda não obtivemos resposta ao pedido feito, mas temos agora necessidades acrescidas que nos levam a pedir um reforço a cada um dos bancos de € 7.500.000,00. Da parte do BES já recebemos uma resposta positiva, aguardando que do vosso lado exista também a mesma disponibilidade.

Caso assim aconteça, como esperamos, aguardamos a formalização deste intercalar e do anteriormente solicitado num valor total de € 14,500.000,00.

Com os nossos melhores cumprimentos

Luís Filipe Vieira
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http://www.fcporto.ws




Ui....Se não fosse o BES, os pombos nem os salários pagariam!!!! #PolvoVerde
- "Basta que os homens de bem nada façam, para que o mal prevaleça"
- "Prefiro morrer de pé a viver ajoelhado"
- "Pior do que perder é não dar tudo para vencer"
- "Basta que os homens de bem nada façam, para que o mal prevaleça"
- "Prefiro morrer de pé a viver ajoelhado"
- "Pior do que perder é não dar tudo para vencer"
Testemunhas do carnide contra Bruno de Carvalho e o Sporting:
- Filipe Pinhal (ex-BCP)
- António Souto (ex-BES)
- E os "sportinguistas" Jorge Coelho (PS), Luis Duque e Carlos Barbosa (ACP)...

Citar




Fonte: https://mercadodebenficapolvo.wordpress.com/
- "Basta que os homens de bem nada façam, para que o mal prevaleça"
- "Prefiro morrer de pé a viver ajoelhado"
- "Pior do que perder é não dar tudo para vencer"
Qq dia fazem a folha a esta Ana Gomes:







https://www.anagomes.eu/PublicDocs/27a982f2-aa05-495b-a076-655bf88da436.pdf

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Pierre Moscovici
Comissário para os Assuntos Económicos e Monetários
Valdis Dombrovskis
Vice-Presidente responsável pelo Euro e Diálogo Social, Estabilidade Financeira, Serviços
Financeiros e União dos Mercados de Capital
Corina Creţu
Comissária para a Política Regional
Margrethe Vestager
Comissária para a Concorrência
 Bruxelas, 25 de Janeiro de 2019
Prezados Comissários,
Envio, em anexo, informação recentemente publicada pelos media portugueses sobre o último
escândalo que está a abalar a opinião pública em Portugal. Relaciona-se com os bancos Caixa
Geral de Depósitos (CGD), que é detido pelo Estado, e Novo Banco (NB), sucessor do falido
Banco Espírito Santo, com 75% das acções vendidas em 2017 pelo Governo ao americano Lone
Star Fund.
Os media portugueses tiveram acesso ao relatório de uma auditoria levada a cabo pela Ernest &
Young, de acordo com a qual os prejuízos do CGD atingem os 1200 milhões de euros, em
resultado de cerca de 40 créditos de alto risco, que foram concedidos entre os anos de 2000 e
2015.
Apenas um destes empréstimos por reembolsar atinge o valor de 500 milhões de euros! O
relatório indica que, em alguns casos, sucessivas direcções da CGD deliberadamente ignoraram
os pareceres dos departamentos de controlo internos, enquanto noutros casos esses pareceres
nunca foram solicitados. Isto indica que vários gestores de topo da CGD contribuíram activamente
para a criação de prejuízos ao deliberadamente concederem créditos com pouco ou deficiente
colateral.

De notar que os contribuintes portugueses já pagaram 5,7 mil milhões de euros para resgatar a
CGD. Embora a maioria dos portugueses (incluindo eu própria) defendam que a CGD deve
permanecer sob o controlo do Estado, não podem aceitar a opacidade que protege gestores
corruptos ou incompetentes e criminosos beneficiários de elevados empréstimos por reembolsar,
assim lhes proporcionando impunidade.
A lista dos maiores devedores responsáveis pelo crédito malparado da CGD passou agora a ser
do domínio público, contrariando vigorosos esforços da direcção da CGD e do Governo (presente
e anterior) para impedir a sua divulgação, recusando mesmo submetê-la ao Parlamento
português, chegando a recorrer a decisões judiciais para esse fim.

Envio-vos essa lista pedindo que:
1a. Indiquem ao Governo português que deve agir de forma a que todos estes grandes
devedores, sejam eles indivíduos ou empresas, reembolsem os créditos malparados e que
assegurem que os anteriores gestores da CGD sejam processados pelas responsabilidades em
gestão criminosa e fraude em relação aos fundos da CGD, do Tesouro e dos contribuintes;
1b. Assegurem que nenhum dos indivíduos ou empresas responsáveis pelo crédito malparado
beneficiem, agora e no futuro, de qualquer projecto financiado pela UE.
2.
Foi recentemente anunciado em Portugal que o Novo Banco (NB), muito embora tenha sido
vendido ao Lone Star Fund, este ano irá necessitar de uma injecção de dinheiros públicos no valor
de 800.000 euros devido a créditos e imobiliário registados como activos e que foram erradamente
sobrevalorizados pelos peritos contratados pelo Banco de Portugal (entre os quais,
estranhamente, o ex-Secretario de Estado do Tesouro Sérgio Monteiro).
De notar que a “resolução” do BES já consumiu o montante de 8 mil milhões de euros em dinheiro
dos contribuintes, pese embora a privatização entregue ao Lone Star Fund.
Sucede que a entidade que sucedeu ao BES, agora designado Novo Banco, recusa divulgar os
nomes dos seus principais devedores, invocando regras de sigilo bancário. Mais uma vez, esta
estratégia de opacidade tem por objectivo garantir impunidade aos criminosos que geriram e
roubaram o BES – e realço que o ex-CEO Ricardo Salgado e todo o seu bando se passeiam
livremente, sem terem sido detidos, mesmo que preventivamente.
Realço também que nada tem sido feito até agora pelo NB ou pelo Estado português para
recuperar os bens que pertenciam ao BESA (BES Angola) – que remontam a mais de 3 mil
milhões de euros – entretanto integrados de forma fraudulenta, transferidos e apropriados pelo
novo “Banco Económico” de Angola.
Acresce que nada se sabe ainda do andamento da investigação judiciária requerida pelo exSecretário de Estado para os Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, relativamente ao
escândalo do “apagão fiscal”. Através deste esquema, operaram-se transferências sobretudo do
BES, mas também de outros bancos, para o Panamá e outros paraísos fiscais,num total estimado
em cerca de 10 mil milhões de euros, sem qualquer controlo contra o branqueamento de capitais
ou de evasão fiscal, durante os anos de 2011-2015, mesmo depois de o BES estar sob
investigação pelo Banco de Portugal.
Os portugueses têm direito a saber quem são os criminosos, de os levar à Justiça e a recuperar
tanto quanto for possível de tais fraudes bancárias massivas e organizadas, tanto mais porque
estão a pagar o resgate do sector bancário em mais de 17 mil milhões de euros, para além de
outros custos e sacrifícios que continuam a arcar.

Insto-vos, por isso, a:
2a. Exigir que o NB divulgue a sua lista de créditos malparados e principais devedores;
2b. Indicar ao Governo de Portugal que deve divulgar o contrato de venda das acções do NB ao
Lone Star Fund, para se escrutinar devidamente a sustentabilidade das suas estipulações;
2c. Assegurar que Portugal dedica os recursos apropriados para levar por diante uma linha de
investigação rápida aos crimes do BES/NB, que detenha os principais responsáveis, tais como
Ricardo Salgado e o seu bando, e que imediatamente leve a cabo todos os esforços para
recuperar os créditos malparados, incluindo os ativos do BESA desviados para o “Banco
Económico” angolano;

2d. Exigir que Portugal assegura os recursos que permitam uma linha de investigação rápida
relativamente aos fundos canalizados para paraísos fiscais sob o “apagão fiscal” de 2011-2015”;
2e. Assegurar que nenhum dos devedores portugueses de créditos malparados no NB, ou em
qualquer outro banco português, beneficiem de fundos da UE através de qualquer canal ou
projecto, até que esses créditos malparados sejam reembolsados.
Cumprimentos,
Ana Gomes
Deputada ao Parlamento Europeu
Cc: Jo Swyngedouw
Director Interino da Agência Bancária Europeia
Danièle Nouy
Directora do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu
Mário Centeno
Presidente do Eurogrupo
Ville Itälä
Director Geral da OLAF
Alfonso De La Fuente Garrigosa
Chefe de Gabinete do Secretário Geral do Tribunal Europeu de Auditores