Eu continuo a achar que não tens médias de assistência mais altas, muito devido ao formato da GB!
Se não me engano no Real madrid os detentores de lugares anuais têm até 2 dias antes do jogo para informarem se vão ao jogo ou não! Caso não informem, o seu bilhete é vendido.
Só por curiosidade, como é que se faria essa confirmação? Não pode ser por deslocação física ao estádio - senão, lá se vai boa parte da vantagem da GB. Por telefone? A secretaria está preparada para lidar com 30.000 ou + chamadas por semana? Pela internet? Não se corre o risco de estar a excluir os mais velhos, de afastar pessoas em desespero quando há dificuldades de acesso ao site ou aqueles que pura e simplesmente se esquecem de confirmar?
BTW, pela experiência que tenho em Madrid ou se acampa e passa a noite junto à bilheteira do Barnabéu ou não tens hipótese de conseguir um bilhete para um jogo da Liga Espanhola (salvo na candonga ou em pacotes de agências de viagens). Só se conseguem bilhetes com facilidade para a Liga dos Campeões - julgo que porque aí, como com o Sporting, quem não tem pack Campeonato + Liga dos Campeões tem de ir comprar bilhete.
Já vi aqui posts onde se coloca o clube numa posição de subalternidade difícil de engolir relativamente aos nossos rivais, mas como este, acho que nunca tinha visto.
Que miséria!!!

Eu não vejo nada de anti-sportinguista em preferir um estádio com 40.000 e um bom pavilhão a um com 50.000 que obriga as outras modalidades a andar com a casa às costas e a perderem a vantagem do factor casa. Faz-me mesmo confusão que o grande argumento para defender a actual (e má) solução seja do tipo "porque os outros têm x mil lugares, nós não podemos ter menos - um bocado como adolescentes a ver quem tem a pila maior. Encare-se a realidade: o Benfica tem mais adeptos que nós - logo, faz todo o sentido que tenha um estádio maior. Ponto final.
Assim que se reconhece isso, percebe-se que não é nada de especial. E percebe-se também a fixação dos lamps com o número de adeptos, o número de taças no tempo da TV a preto-e-branco, as votações na Internet, os records do Guiness, etc. - os pobres coitados não têm muito mais a que se agarrar por estes dias. Agora que nós, que somos o clube português com mais títulos extra-futebol, que temos a anos-luz a melhor a formação do país, que temos a massa adepta mais leal entremos
no único jogo à face da terra em que nunca lhes ganhámos nem podemos ganhar?! Para quê?! Só se for pelo prazer de ser subalterno...
Um clube precisa de um certo número - uma "massa crítica" - de adeptos para ser grande. Mas a partir do momento em que atinge essa massa crítica (e o Sporting ultrapassa-a nas calmas), entram em jogo outras coisas, como a organização, a lealdade dos adeptos, a identidade do clube - e, acima de tudo,
a excelência desportiva - essa coisa que, felizmente, não se consegue com votações na internet, kits do Rui Costa ou fretes da imprensa. Se a distinção entre clubes grandes fosse feita pelo número de adeptos, competíamos para votos e não para golos, cestos, pontos ou centésimos de segundo.
Outra coisa que convém considerar: a TV e os jogos a horas impróprias vieram para ficar. Pode-se - e deve-se - introduzir algum bom senso como a proibição de jogos ao Domingo às 21:00 e à Segunda-Feira. Mas nunca se voltará aos jogos de Domingo às 15:00 nem às assistências colossais do velho Alvalade - nem, já agora, na velha Luz, nas Antas nem noutro estádio pré-explosão das transmissões. Somos um clube com assistências
médias de 30.000, oscilando um pouco para cima ou para baixo consoante o desempenho da equipa em cada época. Num país com taxas baixíssimas de frequência de espaços culturais e desportivos, não vejo nada para nos envergonharmos com este número. E acho que mais facilmente desce, se não se tiver o cuidado de oferecer preços atractivos aos sportinguistas mais jovens e aos sportinguistas espalhados pelo país e pelo mundo que vêem ocasionalmente a Lisboa, do que chegará a uns miríficos 40000.
Para mim, muito mais grave do que ter mais ou menos uns poucos milhares de lugares que estão quase sempre vazios é não ter um pavilhão em condições - sobretudo num clube como o Sporting em que o ecletismo está no mais fundo da sua identidade. O tal diferencial de 12.000 que só é ocupado duas ou três vezes por época - quando se joga com o Benfica, com o Porto e o (muito) ocasional grande europeu - não compensa desportivamente. E mesmo financeiramente, tenho muitas dúvidas - quanto é que se perdeu em bilheteira, publicidade, vantagens em ser sócios (e logo pagar quotizações) com esta solução? É que, a brincar a brincar, passavam pela velha Nave de Alvalade uns bons milhares de pessoas todos os fins-de-semana...
Por isso:
- sim, sacrificar o pavilhão por um aumento de 12.000 na capacidade do estádio foi uma péssima decisão;
- sim, a construção de um pavilhão digno da grandeza do clube deve ter prioridade máxima;
- e sim, justifica-se pagar mais - desde que não seja proibitivo - se isso permitir que o pavilhão funcione junto ao estádio e assim beneficiar também do público que vai aos jogos de futebol.