Faleceu o Prof.Mário Moniz Pereira-O Senhor Atletismo

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O dia em que Moniz Pereira diria “Valeu a pena”

Durante o serviço militar, Mário Moniz Pereira praticou natação, esgrima, equitação e tiro; depois, destacou-se no voleibol, onde também foi campeão nacional, mas também se aventurou no futebol, no ténis, no basquetebol, na ginástica, no ténis de mesa ou no hóquei em patins. Em resumo, fez um pouco de tudo no desporto, mas ainda hoje é recordado como o Senhor Atletismo, pelos inúmeros campeões que lhe passaram pelas mãos enquanto treinador: ainda era praticante e já orientava alguns dos melhores atletas.

Moniz Pereira era um adepto do treino. “Só há uma coisa comum a todos os métodos de treino: treinar todos os dias. Treino todos os dias com quaisquer condições atmosféricas. Num terramoto? Se isso acontecesse, só tínhamos de correr sempre para baixo, em direção ao centro da terra”, costumava dizer. Mas pensava assim numa perspetiva mais alargada: queria provar a tudo e todos que os atletas portugueses eram tão bons como os outros, desde que pudessem ter as mesmas condições. Ou melhor, a mesma condição: treinar todos os dias.

Foi isso que defendeu em 1972, após a primeira participação (modesta) de Carlos Lopes nos Jogos Olímpicos, onde deixou no ar pela primeira vez a hipótese de haver um semiprofissionalismo. Foi isso que reforçou quando em 1976, após as alterações que se seguiram à Revolução de Abril, o seu atleta de maior sucesso ganhou pela primeira vez o Mundial de corta-mato em Chepstow, no País de Gales. Foi com isso que ironizou quando, no mesmo ano, Lopes conseguiu a prata nos Jogos, perdendo apenas para Lasse Viren na final dos 10.000 metros (“Esta foi a medalha mais barata entre todos os países que estão em competição”, atirou na altura).

Fosse na Seleção, fosse no clube, Moniz Pereira sempre teve como objetivo ganhar em termos internacionais. No caso de Portugal, o ponto mais alto foi o ouro de Carlos Lopes nos Jogos de Los Angeles, em 1984; em relação ao Sporting, e olhando para o plano coletivo, tudo começou com uma surpreendente vitória dos leões na Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1977, naquele que foi o primeiro triunfo de um conjunto nacional.

Em fevereiro desse ano, numa pista da formação favorita da “casa” (Educación y Descanso de Palencia), a equipa constituída por Carlos Lopes, Fernando Mamede, Aniceto Simões e Carlos Cabral conseguiu surpreender e somar apenas 15 pontos contra 22 dos espanhóis e 34 dos alemães do LAC Quelle Fürth. E houve uma outra história curiosa da corrida com honras de direto na TVE: na altura em que Lopes caiu no lamaçal de Palencia, Mariano Haro, a principal figura da equipa da casa, decidiu não tirar proveito do infortúnio do português, num gesto muito saudado no final da corrida que acabaria por tornar regra os triunfos europeus dos leões na especialidade: entre 1979 e 1994, o conjunto liderado por Moniz Pereira ganhou mais 14 títulos contando com outros nomes fortes da modalidade como os gémeos Domingos e Dionísio Castro, Paulo Guerra, Ezequiel Canário ou Eduardo Henriques.

No ano seguinte, e depois de sete anos de vitórias do Sp. Braga no setor feminino, o Maratona assumiu o protagonismo na Taça dos Clubes Campeões Europeus de corta-mato e somou a primeira “dobradinha”, ganhando no setor masculino (o primeiro de seis triunfos até 2009) e feminino (o segundo de dez até 2011). Em 2000, a equipa portuguesa voltou a alcançar o feito. Agora, 18 anos depois, seguiu-se o Sporting.

Após um longo jejum no corta-mato, ou por falta de investimento ou por aposta nas provas de pista, o Sporting foi perdendo espaço naquele que tinha sido o grande bastião de Moniz Pereira no clube mas, fruto de várias contratações de primeira linha, voltou a visar o título que chegou em versão dupla este domingo em Mira: no setor masculino, com o reforço queniano David Kiplangat a conseguir o triunfo individual, a equipa que contou também com Rui Pedro Silva, Rui Teixeira, Licínio Pimentel e Bruno Albuquerque ganhou com menos 15 pontos do que os belgas do Olympic Essenbeek; no setor feminino, Jéssica Augusto, Sara Moreira, Inês Monteiro, Svetlana Kudzelich, Sara Catarina Ribeiro e Carla Salomé Rocha terminaram em termos coletivos à frente das espanholas do Bilbao Atletismo Santutxo, com um total de menos nove pontos.

A 31 de julho de 2016, Mário Moniz Pereira morreu aos 95 anos. O Senhor Atletismo, que brilhou em muitos outros desportos, foi também um homem da cultura e que deixou como legado cerca de 120 fados e canções. Entre todas, a mais célebre deverá ser a “Valeu a pena”. A mesma ideia que hoje, provavelmente, iria partilhar.


A Tasca do Cherba
Por cada leão que cair, outro se levantara......
Sporting sempre
Sócio SCP desde  29/10/1990
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ESPÓLIO DE MONIZ PEREIRA EM EXPOSIÇÃO NO MUSEU DO DESPORTO
ATLETISMO 09:26
Por
Redação
A Sala Professor Moniz Pereira, falecido a 31 de julho de 2016 com 95 anos, é inaugurada na terça-feira, às 16 horas, no Museu Nacional do Desporto, na Praça dos Restauradores, em Lisboa.

No espaço do Palácio Foz será recriado o escritório do mítico Senhor Atletismo, não só com toda a documentação que recolheu e produziu sobre atletismo durante décadas mas também com todo o acervo que tinha relativo a outra das suas paixões, o fado.

Além disso, será inaugurada uma exposição biográfica de Moniz Pereira, com fotografias, bilhetes de cinema e teatro, medalhas e troféus, pautas musicais e objetos variados que testemunham mais de 90 anos de uma vida dedicada ao desporto, principalmente ao atletismo e ao Sporting, clube no qual foi adepto, atleta, treinador e dirigente. Mário Moniz Pereira, licenciado em Educação Física pela atual Faculdade de Motricidade Humana e em diversas ocasiões colaborador de A BOLA, foi um fazedor de campeões, orientando nomes como o campeão olímpico Carlos Lopes, recordista mundial Fernando Mamede, Domingos Castro, Dionísio Castro, Álvaro Dias, Manuel de Oliveira, Aniceto Simões.

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“A MAIOR FIGURA DO DESPORTO PORTUGUÊS DO SÉCULO XX”
Por Jornal Sporting
06 Mar, 2018
NOTÍCIAS
Inaugurada exposição no Museu do Desporto que reúne o vasto espólio que Moniz Pereira deixou. Memórias materiais que comprovam o que de intangível o Senhor Atletismo legou ao país
Valeu a pena ter vivido o que vivi; Valeu a pena ter sofrido o que sofri; Valeu a pena ter amado quem amei; Valeu a pena ter beijado quem beijei”, escreveu Mário Moniz Pereira, numa das suas 140 composições musicais - apenas uma das suas muitas qualidades. Num dia dedicado à homenagem do Senhor Atletismo, foram várias as pessoas que se deslocaram, esta terça-feira, ao Museu Nacional do Desporto, para a inauguração de uma Sala dedicada aos feitos desta mítica personalidade leonina.

Podemos descrever todo o cenário vivido no Palácio Foz, como um reencontro de amigos. Todos tinham memórias para partilhar sobre o Professor. Afinal de contas, estamos a falar da maior figura do desporto português do século XX. Estávamos não só a presenciar a inauguração de uma exposição biográfica, como também, à assinatura de um protocolo entre o Sporting Clube de Portugal, o Instituto Português do Desporto e Juventude e, por fim, mas não menos importante, a Faculdade de Motricidade Humana (FMH), que visa ao desenvolvimento de um programa anual tendo em vista a divulgação da obra de Moniz Pereira.

Quem melhor para representar, fisicamente, Mário Moniz Pereira do que a própria filha? Leonor, em nome de todos os irmãos, enunciou o que motivou a família a partilhar  este espólio. “Havia um protocolo estabelecido em 2012 entre o Museu do Desporto e Mário Moniz Pereira. Por isso, considerámos que era muito importante dar-lhe continuidade. Esteve, ainda, na base da decisão familiar, o facto de o desporto ser um excelente meio para unir os homens. Em particular, todos aqueles que gostam de desporto. Devendo estar acima da paixão clubística. Para nós, filhos, manter o espólio junto foi uma forma de recriar e preservar, da forma mais autêntica possível, a sua personalidade multifacetada. Congregando, como sempre defendeu, a família e os diferentes grupos de mulheres e homens do desporto, da música, que com ele conviveram e participaram nas, mais diversas atividades”, começou por dizer.

O Senhor Atletismo era, principalmente, conhecido pelas suas máximas, tendo desenvolvido mais de 130 ao longo da sua vida, algo que ficou implícito no discurso da filha. “Mais importante, que a própria vitória é, sem dúvida, o trabalho que temos que realizar para obtê-la. O único sítio onde o sucesso está primeiro que o trabalho é no dicionário; Devemos trabalhar em conjunto, em prol do desporto eclético, com fair-play, tentando fazer sempre, tanto no desporto, como na vida algo que nos ultrapasse, dando o nosso melhor”, citou Leonor Moniz Pereira, afirmando que, para o pai, o isolamento é a antítese da cultura e só com o conhecimento e a colaboração de todos se pode contribuir para a construção da cultura”.

O objectivo? “Procurou-se que o espólio não ficasse apenas nas prateleiras do museu, mas saltasse para fora dos seus muros, contribuindo de uma forma eclética para o pensar do desporto!”, finalizou a filha.

Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting, fez jus à figura em destaque. “Mário Moniz Pereira foi uma figura ímpar. Conseguiu um consenso generalizado que não é fácil. Era uma pessoa que tinha umas máximas que são perfeitamente assináveis em baixo, por todos”, começou por dizer o líder leonino.

Recordando a gigante impressão digital deixada pelo Professor, Bruno de Carvalho enalteceu muitos dos seus feitos, como o caso da conquista de 100 títulos no atletismo e a formação de personalidades como Carlos Lopes e Fernando Mamede. “No mesmo ano, nasceram, fruto do trabalho de Moniz Pereira, estas duas figuras e pela mão dele passaram gerações de grandes campeões do atletismo. Importa hoje e aqui lembrar a grande dimensão do verdadeiro Homem do desporto. Bem para lá do atletismo, de um lado que não é tanto do conhecimento do público, mas que passará a ser com a inauguração desta ala, no Museu Nacional do Desporto”, recordou o Presidente.

Não é fácil descrever Mário Moniz Perira mas, aos olhos de Bruno de Carvalho será sempre alguém para recordar. “Dedicou a sua vida ao serviço do desporto, em todas as áreas possíveis. Não foi só o Sporting Clube de Portugal a beneficiar da obra deste homem, feito de desporto da cabeça aos pés, foi também o nosso País. Teve a fortuna de ver aqui nascer alguém tão extraordinário. Sem exageros, estamos hoje aqui a prestar justiça à memória de, para mim, e para todos nós, a maior figura do desporto português do século XX”, elogiou o Presidente do Sporting Clube de Portugal.



http://www.sporting.pt/pt/noticias/clube/noticias/2018-03-06/a-maior-figura-do-desporto-portugues-do-seculo-xx

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Merecida homenagem ao Professor

O professor Moniz Pereira (1921-2016), também conhecido como o ‘Senhor Atletismo’, continua bem vivo na memória de todos nós e, agora, parte do legado da sua obra está perpetuado na Sala Moniz Pereira, inaugurada no Museu do Desporto, nos Restauradores, em Lisboa.

À cerimónia não faltaram os representantes das instâncias ligadas ao movimento associativo e ao desporto em Portugal, assim como Bruno de Carvalho e Rui Caeiro, respetivamente presidente e ‘vice’ do Sporting, e muitos dos pupilos e admiradores de Moniz Pereira, como Carlos Lopes ou Fernando Mamede, a sua filha Leonor Moniz Pereira (“Mais importante, que a própria vitória é, sem dúvida, o trabalho que temos que realizar para obtê-la. O único sítio onde o sucesso está primeiro que o trabalho é no dicionário; Devemos trabalhar em conjunto, em prol do desporto eclético, com fair-play, tentando fazer sempre, tanto no desporto, como na vida algo que nos ultrapasse, dando o nosso melhor”), entre muitas outras personalidades.

Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting, fez jus à figura em destaque. “Mário Moniz Pereira foi uma figura ímpar. Conseguiu um consenso generalizado que não é fácil. Era uma pessoa que tinha umas máximas que são perfeitamente assináveis em baixo, por todos. Dedicou a sua vida ao serviço do desporto, em todas as áreas possíveis. Não foi só o Sporting Clube de Portugal a beneficiar da obra deste homem, feito de desporto da cabeça aos pés, foi também o nosso País. Teve a fortuna de ver aqui nascer alguém tão extraordinário. Sem exageros, estamos hoje aqui a prestar justiça à memória de, para mim, e para todos nós, a maior figura do desporto português do século XX”, elogiou o Presidente do Sporting Clube de Portugal.

“Moniz Pereira foi uma pessoa congregadora e o seu espólio veio para o lugar certo, isento de rivalidades. Pretende-se que seja fomentada a investigação“, considerou a antropóloga e socióloga Ana Santos, instaladora daquela secção do Museu.

Augusto Baganha, presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), elogiou a obra de Moniz Pereira, que vai ser homenageado com um programa de atividades ao longo do ano: “Uma das figuras mais marcantes do desporto português, com uma vida multifacetada. Rigoroso e disciplinado no trabalho. É um orgulho receber este espólio à guarda do Museu do Desporto, de modo a que as pessoas compreendam o seu dia-a-dia. A Sala é a reconstituição do seu escritório, com documentos que escreveu ou guardou ao longo da sua vida.”

Mais do que a inauguração de uma exposição biográfica, o momento serviu para a assinatura de um protocolo entre o Sporting Clube de Portugal, o Instituto Português do Desporto e Juventude e a Faculdade de Motricidade Humana (FMH), que visa ao desenvolvimento de um programa anual tendo em vista a divulgação da obra de Moniz Pereira.

PROGRAMA DE ATIVIDADES
26 de março (18h00) no Museu do Sporting
Exposição temporária: “A sorte dá muito trabalho”

25 de abril (10h30) com chegada aos Restauradores
Corrida da Liberdade Moniz Pereira

14 de maio (18h00) no Museu do Sporting
Tertúlia: “O treinador ecléctico”

10 de junho no Centro Desportivo Nacional do Jamor
Exposição fotográfica

26 de setembro (18h00) no Auditório do COP
Tertúlia: “O legado de Moniz Pereira”

Outubro (dia a designar) no Museu do Fado
Mesa redonda “Valeu a Pena”, legado musical de Moniz Pereira

Novembro (dia a designar) na Faculdade de Motricidade Humana
Tertúlia: “Moniz Pereira o professor académico”

Dezembro (dia a designar) na Federação Portuguesa de Atletismo
Congresso Internacional de Meio Fundo Moniz Pereira


A Tasca do Cherba
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EXPOSIÇÃO MONIZ PEREIRA ABRE AO PÚBLICO DIA 27
Por Jornal Sporting
23 Mar, 2018
NOTÍCIAS
Museu Sporting terá uma exposição temporária dedicada ao Senhor Atletismo

A Sala de exposições temporárias do Museu Sporting recebe, a partir do dia 27 de Março, uma exposição dedicada ao Professor Moniz Pereira, a qual ficará patente até dia 23 de Setembro. A cerimónia de inauguração irá realizar-se no dia 26 de Março, pelas 18 horas, e contará com a presença do Presidente do Sporting Clube de Portugal, Dr. Bruno de Carvalho.

"A sorte dá muito trabalho". A partir desta célebre frase de Moniz Pereira, a equipa do Museu Sporting, com a participação dedicada da família Moniz Pereira, no âmbito do protocolo, parceria para fins museológicos e patrimoniais, firmado entre o Sporting CP, a Faculdade de Motricidade Humana, o Museu Nacional do Desporto, IPDJ e o Museu do Fado (EGEAC), montou esta exibição assumidamente minimalista, na qual se trata cada objecto e cada testemunho com a individualidade que merecem.


http://www.sporting.pt/pt/noticias/clube/noticias/2018-03-23/exposicao-moniz-pereira-abre-ao-publico-dia-27


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A SORTE DÁ MUITO TRABALHO
Por Jornal Sporting
26 Mar, 2018
NOTÍCIAS
Inaugurada exposição no Museu Sporting Clube de Portugal com os testemunhos de várias personalidades leoninas sobre o Senhor Atletismo

Pode não se ser a Alice no País das Maravilhas, mas ser-se facilmente encantado ao entrar num mundo mágico. Desde a pista de atletismo, numerada de um a seis, estampada no pavimento até ao mural de medalhas e prémios conquistados durante uma vida, conseguimos, facilmente, perceber qual a personalidade a ser homenageada: Mário Moniz Pereira. Depois do Museu Nacional do Desporto, chegou a vez do Museu do Sporting Clube de Portugal inaugurar, esta segunda-feira, na sala de exposições temporárias o verdadeiro significado de "A sorte dá muito trabalho".

Grandes os feitos, grandes os convidados, desde logo liderados por Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting Clube de Portugal e de vários elementos do Conselho Directivo, como o 'vice' Carlos Vieira, Rui Caeiro e José Quintela; Carlos Lopes, antigo atleta e sucessor do professor na liderança da secção de atletismo; Carlos Silva, coordenador técnico da secção; Armando Aldegalega, antigo atleta e actual treinador do Clube; Domingos Castro e Cristina Coelho – também antigos atletas – e por último, mas não menos importante, as filhas Leonor, Isabel e Cristina e, também, Joana, sobrinha de Mário Moniz Pereira e filha de Isabel.

Deus sonha, o homem quer e, pelas mãos de Isabel Victor, directora do Museu, a obra nasce. "A exposição no Museu Sporting, mais do que nos objectos, fixou-se, propositadamente, nos sujeitos. É uma exposição sobre o sentimento intangível e único, que cada um guarda em si do mundo que Moniz Pereira deu, ensinou e inspirou.  Relatos emocionados na primeira pessoa, que nos falam de sentimentos, admiração e gratidão", explicou a directora. O objectivo? "Educar a personalidade multifacetada de Moniz Pereira no campo desportivo, toda a dedicação de uma vida ao Sporting CP e a genialidade do método individualizado que desenvolveu para gerar campeões. Tempos que vão ficar gravados a ouro", confessou.

Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting, usou da palavra de seguida: "A sorte dá muito trabalho – dizia de forma insistente o nosso querido Professor. Mas, na verdade, nenhum dos 100 títulos do atletismo do Sporting Clube de Portugal obtidos pela sua orientação foram frutos de sorte", começou por dizer o Presidente leonino. "Dificilmente lhe conseguiremos retribuir tudo aquilo que fez por ‘nós’. Quando digo ‘nós’ não me refiro apenas ao Sporting CP mas, também, a este País, ao qual tanto deu, a nível desportivo, cultural ou como pessoa. Garanto que tudo faremos para estar à altura do desafio de cumprir, com muito orgulho, o dever de passar às gerações mais novas o lugar de um homem impar. Queremos que todos conheçam a vida e a obra de Moniz Pereira", prometeu.

Não podia ser um dia mais histórico para o Sporting CP, ou não estaria, Bruno de Carvalho, a completar cinco anos ao serviço do clube. “Parece que foi ontem e, quem olha para os resultados obtidos, pode, até, iludir-se com as facilidades que nunca tivemos. Hoje o clube está mais forte, sólido, indiscutivelmente mais unido!”, garantiu, finalizando.

Já dizia a mítica personalidade leonina: "Dá trabalho, mas quem quer trabalhar a sério é assim!". Quem melhor para o confirmar do que os seus discípulos Carlos Lopes e Carlos Silva. "É um sentimento de que foram muitos anos vividos, com prazer, alegria, paixão e acima de tudo, com uma missão – fazer resultados para que ficassem na história”, começou por dizer Carlos Lopes, director da secção. Utilizando uma das composições do professor, comentou: “Valeu a pena o sacrifício, valeu a pena ter trabalho com quem trabalhei, valeu a pena servir um clube como o nosso, vale sempre a pena!"

Entre eles? A história. “Aquilo que se escreve, diz e vive é eterno. Criaram-se dois laços de uma paixão que vai durar uma vida, que é de ver, ler e reler. Valeu a pena acreditar porque todos nós fomos ensinados a saber acreditar”, terminou.

Para Carlos Silva, Mário Moniz Pereira será sempre uma memória. “Com esta iniciativa, continuamos a ter o professor connosco, com aquilo que são as memórias para continuar a vivê-las. Estamos numa nova fase do clube em que conseguimos transformar as memórias num testemunho continuado”, revelou.

Para terminar? A emoção sentida por Domingos Castro. Ao visualizar o próprio depoimento sobre a medalha de prata em 5.000 metros nos Mundiais em Roma, o antigo alteta treinado por Moniz Pereira, não conseguiu esconder, de todos, o sentimento de admiração que nutria pelo professor.

http://www.sporting.pt/pt/noticias/clube/noticias/2018-03-26/a-sorte-da-muito-trabalho
Gostaria de fazer uma sugestão, podia-se mudar o título desta discussão para simplesmente: Prof. Mário Moniz Pereira - O Senhor Atletismo. É estranho ler este título sempre que o tópico está na mó de cima, parece que o homem está sempre a morrer.
NUNCA ESQUECEREMOS QUEM NOS TORNOU MAIS FORTE!

95 ANOS DE GLÓRIA, 3 ANOS DE SAUDADE!

ETERNO MÁRIO MONIZ PEREIRA!
"O Sporting tem os melhores adeptos do Mundo mas os piores sócios do Mundo porque são, constantemente, incapazes de decidir o melhor para o clube" PMR, 1/11/2018

CONTRA TUDO E CONTRA TODOS! SPORTING SEMPRE!
Não havia um projecto para ser criado um centro de desporto com o nome dele? Lembro me do BdC re falado sobre isso.

The past is now part of my future,the present is well out of hand Ian Curtis, Heart and Soul
Não havia um projecto para ser criado um centro de desporto com o nome dele? Lembro me do BdC re falado sobre isso.

Havia, foi inclusivamente uma promessa do Bruno Carvalho feita em direto ao Fernando Mamede numa entrevista em homenagem ao Moniz Pereira.
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/preparacao-dos-atletas-portugueses-para-os-jogos-olimpicos-1976/

No Estádio Nacional, o jornalista José Galvão entrevista o professor Mário Moniz Pereira sobre a preparação dos atletas que representarão Porugal nos próximos Jogos Olímpicos de Montreal. Depoimentos dos atletas Adília Silvério, Hélder Jesus, José Carvalho, Carlos Cabral, Fernando Mamede, Carlos Lopes e Aniceto Simões

Nome do Programa: Momento Desportivo 1976
Nome da série: Momento Desportivo
Locais: Oeiras
Personalidades: José Galvão, Mário Moniz Pereira, Carlos Lopes, Fernando Mamede, Aniceto Simões
Temas: Desporto
Canal: RTP 1
Tipo de conteúdo: Programa
Cor: Preto e Branco
Som: Mono
Relação do aspeto: 4:3


Mário Moniz Pereira fala sobre o plano de preparação dos atletas para os Jogos Olímpicos; declarações intercaladas com imagens dos atletas Carlos Lopes, Fernando Mamede, Hélder Jesus e Carlos Cabral a treinar corta-mato e em pista; mão segurando cronómetro; Adília Silvério treina lançamento do peso; Hélder Jesus treina corta-mato; José Carvalho treina barreiras; Carlos Cabral, Fernando Mamede, Carlos Lopes e Aniceto Simões treinam corta-mato; José Galvão entrevista os atletas sobre a pré-selecção olímpica. 53m30: Atletas a correr na praia; declarações de Adília Silvério, Hélder Jesus, José Carvalho, Carlos Cabral, Fernando Mamede, Carlos Lopes e Aniceto Simões sobre os resultados dos treinos e o confronto com outros atletas olímpicos; declarações intercaladas com treino em corta-mato de Aniceto Simões, Carlos Lopes, Fernando Mamede e Hélder Jesus. 01h01m04: José Galvão entrevista Moniz Pereira sobre o apoio de toda a equipa no plano de preparação e a possibilidade de uma classificação olímpica para a equipa portuguesa; entrevista intercalada com imagens de treino de Adília Silvério no lançamento do peso, acompanhada pelo treinador professor Rui Oliveira; José Carvalho a treinar barreiras; atletas a treinar corta-mato e a medir as pulsações junto de Moniz Pereira.
Meu amigo Sporting, nas boas e nas más horas, obrigado por me acompanhares ao longo da vida.